Vi não teve tempo de olhar de onde tinha vindo o disparo, sua prioridade agora era socorrer Jinx que caíra baleada no chão e sangrava muito. A delinquente a pegou no colo e a carregou dali tentando pedir ajuda a alguém, ela parou um carro que a ajudou vendo o estado da outra levando a para o hospital. Vi observou Jinx sendo socorrida pelos médicos e se sentou soltando um longo suspiro, só agora pode notar sua blusa cheia de sangue. Ela foi até a recepção e perguntou se poderia usar o telefone, a recepcionista olhando seu estado não negou o pedido. Aquela hora Caitlyn certamente já estaria em casa.

–Alo? — A xerife falou no outro lado da linha.

–Caitlyn sou eu — Vi sentira uma imensa alegria em ouvir sua voz.

–Pelos deuses Vi!Onde você esta? — Caitlyn ficou eufórica.

–Estou no hospital agora, mas não se preocupe ta estou bem mas preciso que você venha aqui.

–Qual hospital?

–Santa Helena, eu vou esta te esperando na recepção.

–Ok estou a caminho então, tome cuidado — Caitlyn desligou o telefone.

Ela pegou as chaves do carro e saiu do apartamento, indo até a garagem. Gnar estava com ela e foi se sentar na cadeira de criança no banco de trás, Caitlyn dirigia com uma certa pressa queria chegar o quanto antes naquele hospital. Como queria ver o rosto da sua punk novamente, fora pelo menos cinquenta minutos até que ela chega se procurou estacionar e se dirigiu para o interior do hospital. Ela foi até a recepcionista e perguntou sobre a delinquente, a mulher avisou que ela estava na outra sala de espera. Caitlyn foi até la e avistou a punk com os dedos cruzados encostado na boca com uma expressão muito seria.

–Vi! — Ela chamou abrindo um largo sorriso que logo se esvaio quando viu a blusa dela manchada de sangue.

–Cupcake, Gnar — Vi se aproximou deles. Caitlyn chegou perto dela e colocou a mão em seu rosto estava tão feliz em reencontra la.

–O que aconteceu? — A xerife apontou para o sangue.

–A isso não se preocupe não é meu.

–É de quem então? Onde você esteve?

–É da Jinx, a Cupcake longa história que eu te conto em outro momento. Mas agora eu estou aqui porque trouxe a Jinx que foi baleada na cabeça, o que me preocupa é se foi grave ou não.

–Você viu quem fez isso?

–Não mas eu não quero falar sobre isso agora ta bom?

–Tá.

–Senhoritas com licença — Um médico se aproximou delas — Então na visão superficial tem uma bala alojada no crânio da vitima, mas não sabemos ainda se foi grave ou não só queria avisar que vamos ter que executar uma cirurgia de alto risco e precisamos da autorização da família.

–Ela não tem família conhecida é uma criminosa e eu como autoridade tomarei a responsabilidade pela cirurgia — Caitlyn tomou a frente.

–Muito bem xerife assine aqui — O médico entregou uma prancheta para ela. Caitlyn assinou e o homem se retirou.

–Vi vamos pra casa.

–Não posso Cupcake, não com a Jinx nesse estado — Vi se sentou e acariciou o yordle que pulou em seu colo.

–Olha amanhã de manhã nós voltamos pra ver la, mas agora é bom você descansar tomar um banho e trocar essa roupa que esta bem suja ok? Eu prometo te trazer novamente.

–Ok então- A delinquente se levantou e o trio saiu do hospital.

Vi mergulhou no jacuzzi, que sensação maravilhosa aquela água quente perfumada dava. Ela aproveitou para refletir sobre o que tinha acontecido, por que alguém faria aquilo? Teria que ser um conhecido em comum, mas quem?. Vi logo pensou na Vovó como suspeita, ela estava desaparecida e a unica que saberia de algo é a Jinx. A delinquente afundou a cabeça na água queria relaxar um pouco. Mas tarde ela tinha se deitado no colo de Caitlyn já a mesma aproveitava o momento para ler um livro. A xerife acariciou os cabelos úmidos da delinquente e depois deu um beijo em sua bochecha, ela pode sentir o aroma gostoso que sua pele estava.

–Nunca mais suma desse jeito — Caitlyn começou a chorar.

–Ou não fica assim Cupcake eu já estou aqui não é — Vi se sentou na cama e colocou as mãos no rosto dela limpando as lagrimas.

–Eu sei mas é a segunda vez que isso acontece — Ela começou a soluçar como uma criança — Eu tenho medo de te perde pra sempre.

–Ei isso nunca vai acontecer — Vi a abraçou — Nada nesse mundo vai me separar de você, é uma promessa.

A delinquente a beijou até que ela se acalma se, aquele beijinho salgado foi a forma das duas selarem aquela promessa. Caitlyn começou a se acalmar e encostou a cabeça nos seios da outra até adormecer, Vi ficou acariciando os cabelos dela por um tempo até ter certeza que ela tinha dormido. Então levantou e foi até a sala pegar o telefone, ela discou um numero e ficou esperando por um tempo até que a pessoa atende se.

–Alo? — Ezreal falou com voz sonolenta.

–Ez sou eu a Vi preciso de um favor seu.

–Vi! Quando foi que você voltou? O que você precisa amore?

–Depois eu te conto, então você pode ficar com o Gnar amanhã?

–Claro mais porque?

–Tenho que ter uma conversa seria com a Caitlyn e é provável que iremos brigar.

–A entendo eu passo ai pra pegar ele então.

–Brigado Ez mas tem que ser bem cedo, tipo antes que ela acorde.

–Tá

–Valeu Ez tchau — Vi desligou o telefone e voltou pra cama.

No dia seguinte Ezreal chegou la quase de madrugada, Vi foi até o yordle e o pegou ainda dormindo entregando ao explorador que se despediu desejando boa sorte. Ela se jogou no sofá e esperou que a xerife acorda se, como estava demorando demais ela acabou pegando no sono.

Caitlyn acordou e percebeu que estava sozinha na cama, que noite estranha a delinquente não tentou ataca la ou coisa do tipo, isso a deixava com a pulga atrás da orelha. Ela levantou espreguiçando se e ajeitando a camisola um tanto curta, Caitlyn estava indo para a cozinha quando notou a delinquente dormindo no sofá apenas sorriu e continuou sua rota. Vi acordou um tempo depois sentindo um cheirinho de omelete no ar, ela levantou se rapidamente e seguiu o cheiro. Encontrou um Cupcake tomando café.

–O cheiro ta bom — A delinquente começou a se servir.

–Vi cade o Gnar? — Caitlyn perguntou enquanto mordia uma torrada.

–Esta com o Ez — Vi deu uma garfada no omelete.

–Por que?

–Quero falar com você.

–Estranho, você não estava louca pra ir ao hospital?

–Isso fica pra depois agora vamos tomar café, Jinx não vai fugir de la.

–Não mesmo eu já mandei alguns guardas para vigia la, assim que receber alta vai direto para a cadeia.

Vi comia com dificuldade estava nervosa e sentia borboletas no seu estomago, ela comeu só metade da refeição levantou e lavou seu prato indo sentar se no sofá. Caitlyn apareceu um tempo depois e sentou se do seu lado, ela se sentiu meio tensa ao ver a expressão seria da delinquente.

–Muito bem o que você quer falar? — Caitlyn quebrou o silencio.

–Você disse que eu devia confiar mais em você e conta lhe sobre alguns problemas pessoais que eu tiver certo?

–Sim.

–Então eu tenho um.

–Pode falar.

–Primeiro prometa que não vai ficar brava.

–Ta eu prometo.

–Mesmo mesmo?

–Vi fala logo.

–Digamos que eu acabei que acidentalmente — A delinquente começou a coçar a nuca e passar as mãos pelo cabelo, tinha que bola um jeito de falar aquilo sem assusta la — Que eu tenha tido um pequeno lance com a Jinx esses dias — Vi observou a xerife que estava em completo silencio.

–Um lance?

–É uma lance acidental.

–Você acidentalmente ficou se esfregando com ela por quatro dias, enquanto eu passava noites em claros preocupada com você? — Caitlyn levantou se.

–Não foram quatro dias foi só o ultimo.

–Você ta de brincadeira comigo? Se quer ficar se pegando com qual quer vagabunda que aparece na sua frente então larga de mim logo de vez! — Caitlyn se trancou no quarto.

–Não é bem assim, poxa você prometeu que não ia ficar brava — Vi encostou a cabeça na porta.

–Eu vou te castra Vi e corta suas mãos — Ela gritou de dentro do quarto.

–Se você fizer isso com que vai se divertir depois?

–Sua idiota insensível! — Caitlyn começou a chorar.

–Cait por favor abre a porta — Não ouve resposta. A delinquente suspirou e se sentou ao lado da porta encostando se na parede, dessa vez tinha passado dos limites.

Já estava tudo escuro mas ela continuou ali de sentinela esperando que a outra abri se a porta ou fala se algo. Dessa vez não tinha desculpa só fazia uma burrada atrás da outra, serio o que a xerife viu nela? Eu sou arrogante, insensível, mal educada totalmente o oposto dela.

–Caitlyn me desculpe — Vi tentou mais uma vez.

–Do que adianta te desculpa se você vai fazer novamente? Eu poderia dizer que esta tudo bem e que acontece mas você não tem ideia de como isso magoa Vi — Caitlyn respondeu de dentro do quarto.

–Eu sei...

–Não sabe não. Se você realmente entende se e realmente me amasse não faria isso, agora me diz como posso confiar em você assim?

–Eu não tenho argumentos — Vi sorriu com aquilo como era idiota — Você esta certa, só me responda uma coisa você quer continuar comigo?

–Não posso te dar essa respostas agora.

–Ta — Vi se levantou e saiu.