Pilares de Areia

3 I'll be wide awake and you'll be asleep


Notas iniciais
Hey! Alguém lembra das notas finais do último capítulo "Posto daqui duas semanas"? Então... Essas duas semanas se tornaram um pouco mais de dois meses até Pilares de Areia ser atualizada. Foi relaxo meu? Um pouco. As grandes causas para o atraso: viagem; volta às aulas; promoção no serviço; problemas de saúde e familiares (num deles meu pai decidiu que meu notebook precisava ser formatado e apagou TODOS os meus arquivos). Outra coisa que demora um pouquinho é todo o processo de betagem de ler, reler, corrigir, discutir, substituir, acrescentar e tudo mais. Minha beta (Anjo das Trevas) e eu gostamos desse capítulo, espero que vocês também gostem. . Obrigada às leitoras que me desejaram feliz aniversário pelo Facebook, Twitter, WhatsApp e por pensamento. São dezessete anos de Milk, haha! Sentimentos idosos me invadem... . Enjoy!

Pilares de Areia

I'll be wide awake and you'll be asleep

Tudo aconteceu muito rápido, e Sasuke se zangou quando não consegui acompanhar o ritmo das mudanças.

Nossa união não era um segredo, como também não era tema de fofoca da vila. Éramos discretos, porém algumas pessoas já tinham percebido que eu estava pegando outro caminho para casa e que não era um atalho: era a alameda que seguia até os distritos dos clãs.

Nas primeiras semanas, eu ainda voltava do hospital sozinha, até o dia em que cheguei muito tarde em casa e deixei Sasuke enfurecido. Desde então, ele me busca quando não está em missão. Não era como se meu namorado ou esposo estivesse me buscando, era apenas o Sasuke, uma presença que me guiava até em casa. Eu lhe cumprimentava da forma mais cordial, e ele saía na minha frente sem dizer uma palavra. O caminho era silencioso e, quando chegávamos em casa, não mudava muita coisa.

Ele tomava seu banho enquanto eu jantava e jantava enquanto eu tomava meu banho. Quando eu saía do banheiro, ele já estava na cama com o corpo virado para a parede. Eu me deitava ao seu lado e lhe desejava um bom descanso. Era uma vida dupla de desencontros e conversa muda.

Na primeira noite em que dividimos a cama, assim que me mudei para o Distrito Uchiha, eu me aprontei como uma noiva para a “noite de núpcias”. Tomei um banho prolongado com essências aromáticas, penteei os cabelos e vesti uma camisola branca de seda. Antes de abrir a porta, eu estava rubra de vergonha. Sasuke era meu marido finalmente, teríamos nosso primeiro contato. A expectativa se mesclava com a aflição pelo desconhecido. Por sorte ou azar, encontrei o quarto vazio e não tive coragem de procurá-lo pela casa e chamá-lo para se deitar, pois já passavam das onze. Me sentei na beirada da cama e esperei que ele viesse ao meu encontro enquanto passava creme nas pernas com uma concentração exagerada, para não dizer falsa.

Finalmente ele apareceu. Notei-o encostado no batente da porta, sem a armadura da ANBU, com os braços enfaixados e uma calça fina de cintura baixa. Me informou as horas depois de prolongar o olhar sobre mim, me analisando. Estava tarde, ele quis dizer, eu não devia estar acordada. Ele também não deveria. Dei os ombros e coloquei o pote de creme no criado-mudo, me deitei o olhando de soslaio. Ele apagou a luz e fechou a porta do quarto. Fechei os olhos; meu coração batia forte, por medo, ansiedade, excitação ou constrangimento; minhas mãos estavam trêmulas, e minha mente à todo vapor quando o lado oposto da cama afundou com o peso do corpo dele.

Estávamos mais próximos do que nunca. Ele se mexeu um pouco antes de se acomodar. Depois do silêncio, não houve mais nada. Me virei para observá-lo, ele estava deitado de barriga para cima com o antebraço sobre os olhos, seu peito nu subia e descia com uma calma admirável enquanto meu coração estava prestes a explodir. Lembro-me que adormeci com a imagem sonolenta de Sasuke, levei aos sonhos o desejo frustrado de ser tocada por ele e carreguei isso comigo por dias.

No dia seguinte, acordei cedo e preparei o café da manhã do jeito que ele gostava. Lavei a louça acumulada do dia anterior e aprontei seu uniforme, ele surgiu pouco depois deixando respingos do seu cabelo molhado pelo assoalho. Já anotava mentalmente que ele gostava de andar descalço e sem camiseta, que deixava o cabelo secar naturalmente e usava sabonetes sem perfume. Coisas bobas, mas que para uma “recém-casada” eram informações cruciais para impressionar aquele tipo de marido.

Ele passou direto da mesa posta. Pegou uma caneca, encheu até metade de água e colocou para ferver.

―Sasuke… ― Ele se virou para mim, mas não me olhou, deixou o olhar caído numa mancha no piso de madeira, próxima ao meu pé, devia ser uma mancha mais bonita do que minha expressão confusa para ele dar tanta atenção. ― Eu fiz café. ― Ele arqueou levemente as sobrancelhas, realmente parecia ter notado só porque eu falei.

Desligou o fogo e caminhou até a mesa, serviu-se, bebericou um pouco do café fumegante forte, sem açúcar. Em seguida, depositou a xícara cheia na mesa, caminhando de volta para o fogão. Acompanhei-o com os olhos, assisti-o ligar novamente o fogo e aprontar seu café. Engasgada com o meu orgulho ferido, perguntei:

―Você não gostou?

Se ele não havia gostado, poderia ao menos me dizer, poderia até me ensinar a fazer do jeito que gostava, mas não, Sasuke deixou a tentativa frustrada de agradá-lo na mesa e foi fazer ele mesmo o seu café. Será que estava tão ruim que eu não merecia nem uma repreensão?

―Você tomou? ― perguntou de costas para mim, a cabeça abaixada preparando seu café. Ele era alto demais para aquela pia.

―S-sim, está forte e sem açúcar, do jeito que você gosta. ― disse mais controlada, fitando a xícara de café solitária na ponta da mesa.

―Está do jeito que você gosta?

Aquela pergunta me pegou desprevenida. Era retórica, eu sabia. Sasuke conhece meu paladar aguçado para açúcar, mesmo assim, me senti impotente quando não encontrei uma boa resposta para lhe dar.

―Não mude seus hábitos por mim, Sakura.

―Não estou mudando nada! Eu só preparei um café da manhã para tomarmos juntos. Esperava que você, ao menos, tomasse o café ao seu gosto, nem que fosse para me dizer que está ruim.

―Você madrugou para preparar isso, Sakura. Eu vi quando saiu da cama. ― Sem motivo algum eu fiquei constrangida. ― Só estou dizendo que não precisa fazer nada “ao meu gosto”. Faça o seu, se eu não gostar, eu faço o meu.

− Não é assim que funciona, Sasuke. − Disse calma, mas morrendo de tristeza por dentro. Era nossa primeira manhã juntos, primeiro dia em que acordei nesta nova vida com ele e eu ainda sentia que um iceberg estava instalado entre nós. Não deveríamos ficar mais íntimos depois de tudo?

− Funciona o quê, Sakura? − ele indagou com um tom de voz cansado.

Foi como soltar as rédeas que seguravam meu orgulho em forma de lágrimas. Agradeci mentalmente por ele estar de costas e não ver minha cara de desgosto.

Sasuke nunca disse o que seríamos ou o que faríamos, me fez uma proposta à cegas, e eu aceitei.

“– Está me pedindo em casamento?

Se prefere ver a este modo.”

Morávamos na mesma casa e dormíamos na mesma cama, mas éramos estranhos um para o outro. Eu pensei em que droga de casamento era aquele onde os noivos não se falavam, não se tocavam, não se entendiam. Já levava para o pessoal o fato do Sasuke ser completamente absorto de atenção e afeto, mas no fundo eu sabia que a culpa não era minha se ele não sabia como agir.

Os dias passavam, e, quando percebi que minhas angústias estavam se tornando rotina, resolvi que já ultrapassara a hora de conversarmos. Esperei Sasuke chegar da Anbu, se desarmar e fazer o seu caminho para o banheiro. Sasuke era muito metódico, fácil de prever. Me cumprimentou com um “oi” rouco demais, passou reto pela cozinha e pulou os poucos degraus da escada que o levaria para o andar superior. Quase não contive o riso quando ele perguntou de lá de cima se eu tinha feito o jantar. Ele havia reparado na mesa vazia, geralmente, naquele horário, eu deveria estar pondo a mesa, e a casa estaria inundada com o aroma da comida.

Era uma quinta-feira, minha folga, dia que ele deveria chegar em casa e encontrar praticamente tudo pronto.

– Vamos comer algo diferente esta noite. − respondi escorada no corrimão da pequena escada de seis degraus largos, olhando sorridente para o nada no patamar.

A parte baixa da casa era a entrada, sala, cozinha, banheiro, armazém de armas e outros objetos, a dispensa e um pequeno quarto a mais; a parte alta que se estendia pelos fundos eram os quartos e o banheiro. Aquela era a casa do último patriarca do Clã Uchiha, Fugaku Uchiha, pai de Sasuke, meu sogro se não estivesse morto. Era espaçosa, confortável e equivalente para uma família mediana, embora não tão equivalente para dois jovens individualistas.

– Por que não fez a janta? − perguntou com a voz mais abafada ainda, provavelmente estava dentro do boxe.

– Porque queria comer algo diferente. − respondi, subindo preguiçosamente um degrau, depois arrastando o pé para o de cima. Estava otimista, embora temerosa.

– Tem missô na dispensa! − informou impaciente.

Subi mais dois ou três degraus com mais agilidade para poder escutá-lo melhor.

– Não é o missô do Ichiraku. − retruquei com divertimento. Dali, eu conseguia ouvir o som do chuveiro que acabara de ser ligado.

Meu sorriso maroto ficou maior e corri ligeira para o quarto, peguei a roupa que havia separado e a vesti rapidamente enquanto respondia as perguntas ranzinzas de Sasuke. Seus banhos eram rápidos de modo que, quando ele saiu do banheiro com uma névoa de vapor lhe abraçando por trás, eu ainda estava colocando o primeiro brinco na orelha esquerda.

– Por que está vestida assim?

– Vamos sair. − respondi olhando fixamente para meu reflexo. Ele estava ficando irritado, percebi isso quando de relance notei sua careta pelo espelho. Coloquei a tarraxa na joia da orelha direta e tratei de procurar outro acessório para me distrair de Sasuke.

– Não tenho tempo para sair.

– Você nunca tem tempo para nada em relação a nós. − retruquei com um tom menos otimista que o anterior. Secando os cabelos que pingavam água pelo assoalho do quarto, ele respondeu zombeteiro:

– Com todo esse drama, quase me sinto um péssimo marido.

– Talvez você seja. − disse sem pensar. O olhei pelo espelho, o sorriso irônico deu lugar a um olhar frio. Quando ele largou a toalha na cama e caminhou na minha direção, deixei a escova de cabelo em cima da penteadeira e tentei disfarçar, sair da mira dele. Foi inevitável. − Vou buscar meus sapatos no... Sasuke! − Ele segurou meu braço com a força necessária para fazer com que a inércia me chacoalhasse.

– Estou te dando casa, conforto e segurança e ainda sou um marido ruim?

Minha pele pálida reclamava deixando a região em volta do aperto vermelha. Eu não me surpreenderia se, quando Sasuke me soltasse, deixasse o molde de seus dedos onde segurara.

– Me solta. − olhei séria para ele.

A princípio, o toque repentino poderia ter me assustado, mas isso não mudava o fato de que eu não era mais a garotinha de doze anos que abaixava a cabeça quando ele falava. Eu não admitiria que Sasuke me rebaixasse. Ficou mais do que claro que ele precisava mais de mim do que eu dele, no mínimo para tais interesses reprodutivos. isso que transpareceu naquela noite.

– Me responde.

– Não somos casados. − disse tirando meu braço de sua posse. Não o olhei nos olhos quando falei, pois aquela era uma verdade que eu mesma tentava enfiar na minha cabeça, e ele logo saberia que eu estava mentindo para eu mesma.

– É como se fôssemos. E você parece não estar satisfeita. − Disse furioso. Nunca pensei que seu ego pudesse ser tão abalado por uma insinuação infantil de que ele não me satisfazia. − O que quer? Joias? Uma casa maior? Um empregada, talvez? − ele era tão inconstante quanto debochado. Exagerado.

– Quero você. — respondi com o queixo erguido a alguns passos de distância. Seu pomo de Adão subiu e desceu no espaço de um segundo. − Quero cumprir o que você me pediu.

– Você está cumprindo o que eu pedi. − falou mais controlado.

– Como espera ter um filho sem nem ao menos me tocar? − fui direta. Percebi que do contrário ele esquivaria do assunto.

Ponderava diversas razões para a desfeita de Sasuke, em todas eu me culpava, mas cara a cara, olhando em seus olhos e testemunhando seu encabulamento contido, eu começava a cogitar outros motivos por trás da sua indiferença.

– Precisamos de mais tempo, Sakura. − respondeu com os olhos viscosos sob as pálpebras, sem aquele foco, sem aquela dureza. Me deu as costas, pegou a toalha que jogou na cama e voltou a secar os cabelos com pressa.

– Então por que me procurou com tanta urgência?

– Sakura, você insiste mesmo em me irritar?

– Eu preciso saber, Sasuke! Preciso saber o que está acontecendo, quais são seus planos comigo, como será essa nova vida. Eu praticamente caí como um míssil num lar diferente, numa rotina diferente, acordando ao lado de uma pessoa diferente que exige que eu ache que tudo isso é perfeitamente normal. − consegui o foco dos seus olhos por um segundo, até ele desviar para algum ponto próximo ao rodapé. − Eu só quero que me diga o que está acontecendo, o que eu preciso fazer e eu o farei, assim como te prometi. − Quando ele fez menção de falar, eu me adiantei – Só não me mande calar a boca! − nem ele aguentou e riu, do jeito contido dele, e aquilo foi contagioso.

O olhei com ternura, me aproximando cautelosa. Peguei a toalha de sua mão e sequei as partes molhadas do seu corpo, as costas, os braços, os pingos de água do cabelo molhado que escorriam por sua face. Ele era um homem de traços muito bonitos, abençoado pelas batalhas por não ter nenhuma cicatriz que diminuísse a pureza em seu rosto , entretanto suas costas, tronco e braços relatavam o que seu rosto não dizia. Cicatrizes antigas, brancas, espessas, delgadas, algumas quase imperceptíveis, outras recentes e avermelhadas, arranhões, alguns cortes se fechando, uma ou duas manchas de sangue pisado.

Parei a análise quando senti seus dedos gelados tocarem a vértice da minha cintura, só uma mão, a outra permanecia ao lado do seu corpo, obediente, rija. Quando o olhei de volta, não tive tempo de raciocinar, ele me beijou de súbito, me pegou de surpresa. Não tínhamos aquele contato frequentemente, nem com tanto vigor quanto naquele momento. Eu parei o beijo e o olhei confusa, ereta e firme na minha posição anterior, ainda era um mistério essas atitudes repentinas de Sasuke. Para algumas coisas, ele era extremamente metódico, previsível, para outras, relacionadas a nós dois, eu não sabia o que esperar. Ainda focando na minha íris, ele cedeu sua outra mão para tirar a toalha de banho das minhas e depois colocá-las sobre seus ombros. Meu corpo ainda estava duro enquanto o dele destrancava as travas que o mantinha com as costas sempre retas, o sentia relaxar e curvar-se em mim, provavelmente à procura de outro beijo.

– O que está fazendo, Sasuke? − perguntei com mais firmeza do que o momento permitiria.

– Um filho. − respondeu como se fosse a coisa mais normal do mundo. Usei minhas mãos repousadas em seus ombros para afastá-lo um pouco e ver se ele estava falando realmente sério. − Que foi agora? − perguntou com um tom impaciente. O olhei com estranhamento, e ele se irritou, soltou minha cintura para gesticular sua defesa. − Você não estava agora pouco falando que eu sou um péssimo marido porque não a toco?

– Não, eu disse apenas que não tem como você ter um filho sem...

– Okay, okay. − sem querer eu ri, mas logo me arrependi, pois a expressão de Sasuke começava a tomar uma forma zangada.

– Sasuke, eu não quis dizer isso. Sabe, isso é tão constrangedor para você quanto é para mim, embora eu seja médica e...

– Irritante. − Ele me beijou com voracidade, depressa, com as mãos enormes ao redor do meu rosto e da nuca enquanto eu não sabia direto o que fazer com as minhas. Depois de um minuto ou dois, eu decidi depositá-las no seu tórax desnudo, quente e acerbo.

Em algum momento de distração em busca de fôlego, minhas timidez falou mais alto e corri para desligar o interruptor e fechar a porta. Como previ, ele foi atrás de mim, provavelmente achando que eu fugiria, tirei sua dúvida com um beijo.

Quando senti minhas costas nuas tocarem os lençóis gelados da cama, apenas fechei meus olhos e nos desejei boa sorte.

Sasuke foi como eu esperava, isso não significa que foram os melhores cinco minutos da minha vida, muito pelo contrário. Como eu previa (e rogava), ele me deixou totalmente submissa, fez quase tudo sozinho, eu apenas protestava com grunhidos, tapas, arranhões, era como uma marionete domada por fios de chakra. Ele não perdeu tempo, me deitou e fez o que tinha que fazer. Sabe-se lá por que razão, ignorância ou afobação, nem sequer avisou quando me rompeu, mal reagia quando eu perfurava sua carne com as unhas reclamando da dor. Eu esperava por algo semelhante, então não o mortifiquei ou me chateei quando depois de alguns minutos ele se deitou ao meu lado ofegante e não perguntou como eu estava. Eu responderia sem pudor “foi a coisa mais horrível da minha vida”. Ele daria um sorriso torto no escuro e dormiria.

Do meu lado, eu sorri conformada, crente de que isso não mudaria praticamente nada entre nós, de que Sasuke sempre fugiria de um diálogo amistoso e necessário. Ele estava satisfeito com a vida que levávamos, estava confiante de que eu era uma mulher sortuda por tê-lo, ele era totalmente seguro de si. Talvez por isso tenha se calado, tenha ignorado meus protestos durante o ato, feito o que tinha que fazer. Talvez, ele acreditasse que eu fui plenamente feliz como ele foi por alguns segundos enquanto me semeava. Sasuke já dormia ao meu lado quando o olhei pelo canto do olho, sorrindo com a constatação de que ele ainda era uma criança mimada.

Notas finais
E aí, o que acharam? Sintam-se a vontade para mandar reviews, ou não, vocês que decidem. Respondo alguns, os mais desesperados, e outros eu vou empurrando para mais tarde, confesso. Tenho muito pouco tempo e gasto em média 1h para responder os reviews (por capítulo) de todas as minhas fanfics. Agora mesmo eu deveria estar dormindo, trabalhei até 22h, vou acordar às 6h! Bom, este é um sacrifício que vale a pena, garanto. . Nem irei estipular uma data, ultimamente só tenho passado vergonha por ultrapassar os prazos. . Curtam a página Distímica no Facebook, lá dou meus avisos e meus shows de revolucionária anarquista/judia.