Pierrot, Chora.

1 Pierrot, chora!


Notas iniciais
Na verdade, isso era pra ser um vídeo, que uma amiga minha queria fazer. Mas que no fim, tomada pela preguiça e falta de tempo, não conseguiu fazer.
Na época nós estávamos viciadas em Pierrot e PruHum. A idéia de fazer os três (Gil, Liza, Rod) como Pierrot, Arlequín e Colombina foi dela. Já a Parte de fazer um mini-teatro, o Iggy cantando foi minha. Já a idéia de fazer coral da Ovelha-san.
É aconselhável que escute a música enquando lê.
Ah, Guilherme é o Dinamarca, Adan o Noruega e Jón o Islândia. =w=

-Alfred, você não pode usar essa roupa – Gritou o inglês lá do local mais alto do palco.

-E eu também não vou usar aquela roupa horrível de coral. E além do mais, deveria ser eu quem iria cantar. – Gritou de volta um americano frustrado no segundo piso do palco.

-Ao menos ponha uma blusa branca. – Disse voltando sua atenção para o violão em seu colo, e não pode ver o rabugento americano marchando de volta para os bastidores.

-Adan, tudo certo? — perguntou ao norueguês mexendo na guitarra perto de si.

-Oh, sim. Apenas o imbecil do Guilherme não consegue lembrar onde deixou suas baquetas. – Disse com um tom de impaciência ao falar do dinamarquês. – Mas o Tino disse que tinha umas reservas no carro, e agora estão atrás de Berwald para pegar as chaves.

-Dez minutos para começar! – gritou o Islandês do primeiro piso do palco para todos os presentes, inclusive nos bastidores ouvirem, o que fez estes ficarem nervosos.

Uns dois minutos depois, entrando no piso onde estava, Arthur viu os instrumentistas de sopro: O canadense, com um saxofone; o espanhol, com o trompete e o turco com o trombone, logo estes foram para seus lugares. Do outro lado, os escandinavos que restavam, o finlandês com o baixo, o dinamarquês com a bendita baqueta e por fim o sueco, que se direcionou para o teclado.

-Os instrumentos estão prontos! – Gritou Arthur para o islandês no primeiro piso.

Segundo piso do palco estava o coral. Algumas nações estavam organizadas em três filas, todas usando aquela inconfundível roupa branca de coral. Menos o americano, que ao menos, estava todo de branco.

Arthur apenas pode enxergar a primeira fileira, composta por Feliciano, Ludwig, Kiku, Alfred e o egípcio, que não conseguia lembrar o nome. Recordava-se de ouvir que as mulheres estavam na segunda fileira e alguns asiáticos na terceira.

-O coral está pronto! – Gritou a belga para o albino que estava entrando nos bastidores.

-Vocês três, prontos? – Perguntou o islandês para os principais atores da primeira peça daquela noite.

-Estamos – Respondeu a única mulher daquele trio.

-Posicionem-se. – O islandês girou os calcanhares e foi até o suíço — Vash, Eduard, as luzes e o áudio, prontos?

-Sim, Jón, tudo ok. – Disse o estoniano sem tirar os olhos da tela do monitor.

-Pessoal, dois minutos para levantar as cortinas! – Gritou para todos.

-Me deseje sorte irmão. – Pediu a pequena Lili para o suíço.

-Boa sorte – Gaguejou em resposta o outro. – Não tente nada com ela. – Disse agora mais sério para o francês, que apenas riu e puxou com delicadeza a menor para o palco agora escuro.

-Levantem as cortinas. – Gritou, enfim, Jón.

Um feixe de luz iluminou apenas os dois apresentadores no meio do palco. Vários aplausos surgiram, a platéia estava cheia. Francis e Lili estavam de mãos dadas, agradecendo, com gestos, os aplausos.

-Boa noite, pessoal! Esta noite, eu, Francis, e a Lili aqui, cuidaremos de vocês essa noite. – O maior abraçou os ombros da menor comum braço.

-Estamos reunidos aqui hoje para arrecadarmos fundos para as vítimas de fome e miséria na África. – Disse a moça.

-Iniciaremos com uma paródia da música Pierrot da banda brasileira Los Hermanos.

-Por favor, apreciem o show. – Dito isso, mais uma chuva de aplausos inundou o local enquanto os dois voltavam para os bastidores.

Começou com um som de bateria, que logo foi acompanhada pelos outros instrumentos, várias luzes coloridas iluminavam aleatoriamente o palco. Limpando a garganta um tanto nervoso Arthur começou:

-O Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina...

As luzes do palco acenderam e revelaram um prussiano chorando desesperado. Este fazia gestos com as mãos como se estivesse destruindo alguma coisa ao seu redor.

E a sua sina, chorar a ilusão em vão, em vão.

Então começou um mini-solo com os com a guitarra e os instrumentos de sopro. E a húngara entrou no palco trajando um vestido roxo. E eles começaram a “brincar”, dançavam, riam, transmitiam felicidade ali. Os instrumentos foram ficando mais rápidos e os dois se afastaram.

E a Colombina só quer um amor,

Que não encontra num braço qualquer

Essa menina não quer mais saber de mal-me-quer...

Ivan, Lovino, Heracles e Toris entraram de terno e máscaras brancas. E Elizabeta “caia” no braço destes, mas logo os empurrava e este saia do palco. E ia para os braços de outro, até que empurrou o ultimo, quando o inglês cantou “mal-me-quer” e caiu de joelhos ao chão.

Só do Pierrot, Pierrot.

Enquanto o coral fazia a segunda voz, Gilbert aproximou-se da moça caída no chão em lágrimas e estendendo-lhe a mão a levantou e começaram a dançar. Ambos com um lindo sorriso no rosto trocavam passos alegremente, às vezes bem juntinhos outras vezes se separaram. Arthur prolongou o ultimo “Pierrot” e os dois dançarinos se separaram e correram em direções opostas.

O Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina

E na esquina se mata a beber, pra esquecer...

Apenas Gilbert voltou para o palco, mas desta vez com uma garrafa e os dois primeiros botões da blusa desabotoados e a gravata frouxa e torta. Ele cai no chão, vermelho, chorando e com a mão em forma de revólver apontada para a cabeça, fecha os olhos e as luzes se apagam.

...pra esquecer.

As luzes voltam quando os instrumentos de sopro têm seu novo mini-solo. E com estes, aparece no palco, Elizabeta caminhando e então parando ao ver o austríaco a sua frente. E então se pagam novamente.

Acenderam-se e apareceu a moça com uma expressão surpresa e o rapaz moreno ajoelhado a sua frente com um buquê de flores em sua mão. Uma batida mais rápida causada pela bateria dinamarquesa e as luzes que piscavam rapidamente, causou um efeito de movimentos mais lentos a toda a cena. E causado por esse jogo de luz, Roderich, como se quisesse aproveitar cada segundo, tomou Elizabeta nos braços e aproximou suas faces como se fosse beijá-la.

E então ficou silencio e escuro por alguns pouquíssimos segundos. Tempo suficiente para se escutar o barulho de algo quebrando.

O Pierrot só queria amar.

O palco ficou claro, cheio de objetos, e o Pierrot com uma expressão de ódio misturada com tristeza reinava no palco, olhava furiosamente para o Arlequín a sua frente.

E dar um basta a essa dor já sem fim.

Fazia gestos como se quisesse chamar a Colombina, que estava com um pano preto cobrindo os olhos. Alguns eram como se entregasse seu coração à moça. Outros eram como se ela estivesse ao seu lado, eles conheceriam mundo a fora. E cada vez aproximava-se um pouco mais dela.

Mas Colombina trocou seu amor por Arlequín

Porém Colombina esticou um dos braços para Pierrot como uma muda forma de pedi-lo para parar e jogou seus braços ao redor do pescoço do homem ao seu lado que com um sorriso, puxou-a mais pra perto.

E o Pierrot, CHORA!

As mulheres do coral faziam a mesma segunda voz de antes. Já os homens da primeira fileira apontavam para o prussiano enquanto praticamente gritavam, acompanhando Arthur e Adan na parte que se cantava “chora”.

Já no primeiro piso do palco, acontecia uma algazarra. Gilbert começava a quebrar os objetos ao seu redor, furioso. E Elizabeta dançava com Roderich de forma mais sensual do que quando dançava com o outro.

-Pierrot – Arthur, enfim prolongou o ultimo “Pierrot”. Gilbert estava de joelhos, em um estado horrível. Camisa aberta. Aparentemente sujo. Com a mão, novamente em forma de arma apontada para cabeça. Roderich estava equilibrando Elizabeta em seus braços e beijando-a no pescoço. O de olhos vermelhos “atirou” em sua cabeça e caiu no chão.

Aplausos era a única coisa que se ouvia naquele lugar, assim que o local ficou completamente iluminado. Elizabeta saiu com pressa dos braços do austríaco. Andou com passos apressados até os bastidores. O rosto duro, como se tivesse tentando controlar o choro. Quando passou pelo prussiano, este sorriu de forma triste, levantou e correu atrás dela. E quando os dois passaram pelo Islandês, este também sorriu.

Já o pequeno grande Sealand, que estava na primeira fileira, estava com os olinhos brilhando. E pensava: “Um dia, quando eu for uma grande nação, eu vou encenar junto deles, e roubar a colombina pra mim! HAHAHA!” E sorriu para Wy e as outras micro-nações, que estavam ao seu lado, e mal sabiam o que passava na cabeça do malicioso principado.

Notas finais
A você que chegou até aqui, obrigada!
Bem, vamos às notas.
Na verdade, os apresentadores deveria ser um dos Itálias em vez da Liech. Por que a Commedia dell'arte foi criada na Itália e teve seu auge na França (Vide Wikipédia). Mas como na original (O vídeo) o Veneziano tava mesmo no coral e o Lovino era mesmo um daqueles caras.
Eu sinceramente acho a História do Pierrot MUITO parecida com a história dos três. Mas mudando de papeis. Gilbert como o malandro Arlequín e o Roderich como o amável Pierrot. Mas como eu prefiro PruHun, e a música dava mais deixa pro Pierrot, ficou assim.
E o caso do coral, era realmente desnecessário, eu sei. Mas quando a Bakita (aquela minha amiga) queria fazer com que o Iggy, o Alfred e os Axis aparecessem, a Ovelha-san deu a idéia do coral. E eu disse que o Iggy não tinha cara de coral e ele ficou como cantor. Não que isso venha ao caso, mas é bom lembrar.
É isso pessoas. Obrigada mais uma vez. Caso vocês queiram uma continuação, eu posso fazer. Mas caso não queiram, ÓTIMO, menos trabalho pra mim. Ah, se tiver vai ser PruHun =D
ô/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!