Pierrot

2 Parte II


Notas iniciais
Ta, Okay, eu não posso esperar, é sacanagem e vcs vão perder o fio da historia. Só peço que comentem!!!

O publico era grande naquela noite e Nico se sentava na primeira fila, estranhamente seu pai havia insistido para que eles fossem para o espetáculo daquela noite. As bailarinas dançavam com graça no picadeiro enquanto os pierrôs faziam graça ao redor onde à platéia não podia ver direito ou quando tinha criança. Percy era um dos que ficavam correndo de um lado para o outro fazendo malabarismo enquanto as bailarinas dançavam, em determinado momento ate pegou uma pela das garotas pela mão a girando e jogando para cima e pegando novamente, a platéia gritou de emoção naquela hora, mas Nico só sentiu o ciúme lhe inquietar, Percy usava a mascara costumeira de pierrô, mas o moreno mais novo tinha certeza de ver diversão em seu olhar.

Nico estava muito feliz com o que tinha acontecido, Percy agora lhe contava seus problemas e Nico agora já sabia de praticamente todo o seu passado. E ao descobrir essas coisas, Percy havia dito que quando disse “EU não estou mentindo” naquele dia, ele estava penando nas diversas mentiras que haviam contado a ele por todos aqueles anos, sendo por isso que ele sempre dizia a verdade, não queria que outras pessoas, principalmente Nico, sentissem a dor de ver seu mundo ruir por uma mentira. Percy pegou um monociclo ao fundo da tenda e começou a dar voltas pelo picadeiro com ele, as crianças gritavam excitadas com aquilo se perguntando como ele conseguia se equilibrar, o próprio Nico se perguntava como Percy conseguia.

– Agora para finalizar o nosso espetáculo...- disse o mestre de cerimônia animado. – Nosso querido Pirueta vai andar de monociclo pela corda bamba!!!- exclamou ele e Percy correu para o centro do palco caindo no meio do caminho de cara no chão arrancando varias gargalhadas do publico. Nico sabia que aquilo era de propósito, mas a idéia de Percy andar sobre a corda bamba o estava deixando temeroso, apesar de Percy dizer que já fizera aquilo milhares de vezes e não haver perigo, nunca se sabe o que pode acontecer.

Nico olhou para o pai que se mexia desconfortável na cadeira e se perguntava se ele queria usar o banheiro, mas não queria perder ver o pierrô de esborrachando no chão, Nico desviou os olhos dele sem se importar. Percy subia as escadas com o monociclo nas costas, duas vezes ele fingiu escorregar e se segurava na escada com alguma acrobacia, Nico tinha o coração na mão por algum motivo alem de preocupação. Algo estava errado, ele podia sentir isso. Percy chegou ao topo do poste que tinha a corda, e posicionou o monociclo, Nico mordeu os lábios e começou a pedir a Deus protegesse Percy. Ele sentia que algo ruim ia acontecer.

Percy começou a pedalar com as mãos esticas para os lados em busca de equilíbrio, Nico então se lembrou que sempre tinha uma rede de proteção, respirou aliviado e olhou para alguns metros abaixo da corda, não viu nada, mas esperava que ela estivesse la, sempre tinha, e geralmente eram mesmo imperceptíveis para causar drama maior no público. Todos ficaram em silencio e Nico voltou a olhar para cima, Percy pedalava já no meio da corda e acenou para a platéia, e o garoto respirava devagar contando os segundos para aquela aflição acabar. Percy chegou ate o outro pote e o publico bateu palmas, o pierrô fez uma pirueta parecendo animado e voltou a pedalar pela corda, Nico o acompanhou com o olhar aflito, seu coração começou a bater rápido como se pressentisse o momento exato.

Quando estava a centímetros do poste inicial a corda arrebentou, Percy tentou se segurar mas a corda que estava na sua frente lhe ricocheteou os braços, o pierrô começou a cair, gritava com medo perceptível, Nico se colocou de pé como metade do publico. Percy tentava se agarrar ao ar mexendo as mãos e pés, mas não tinha em que se segurar, quando chegou a metade do caminho Nico desejou que a rede se fizesse presente e o amortecesse a queda, mas o que recebeu foi o barulho seco de algo cair no chão. O garoto pulou a cerca de proteção antes de ver qualquer coisa e correu ate o pierrô caído no chão, ele podia ouvir os gritos e choro de crianças, podia ouvir que era para os espectadores saírem do lugar, podia ouvir o desespero, mas isso não importava, ele tropeçava nos próprios pés em busca do corpo de Percy na sua frente, e quando o alcançou se deixou cair de quatro ao seu lado e retirou a mascara de seu tosto a jogando longe.

Percy respirava com dificuldade quando Nico pegou seu rosto, Percy tinha uma ferida no coro cabeludo que sangrava e Nico já podia sentir as lagrimas descerem pelo seu rosto caindo no peito do outro. Ele sabia que algo assim ia acontecer! Percy levantou a mãos esquerda com dificuldade para o rosto do garoto e secou as lagrimas que caiam.

– Só ria de mim Nico...- disse forçando a boca a se torcer em um sorriso. – Só ria...

– Não posso rir disso, seu idiota! – Percy respirou com dificuldade.

– Não se preocupe se você não pode fazer um bom sorriso...- sussurrou ele apertando os olhos, Nico percebeu que ele estava era fazendo um pedido, um ultimo pedido. Nico derramou mais lagrimas e se forçou a abrir um grande sorriso.

– Você não vai me deixar agora! Nem ouse fazer isso! Foi só um tombo!

– Diga isso...- Percy abriu a boca em busca de ar. – Para minhas pernas...- disse fazendo uma careta, Nico se recusou a olhar para la, ela havia visto como o outro caiu, na posição estranha que suas pernas ficaram, não queria ver aquilo de perto.

– Não faça gracinha agora Percy! – disse Nico abaixando a cabeça para o peito do maior. – Por favor... Não me deixe... — Nico sentiu a mão de Percy em seu rosto o fazendo virar o rosto para si, Nico entendeu o que ele queria e selou seus lábios com os dele enquanto suas lágrimas caiam sobre o rosto dele.

– Saia da frente garoto, temos de levá-lo par ao hospital! – disse um homem gordo empurrando Nico para o lado abrindo os olhos de Percy e apontando uma lanterninha para dentro de suas orbes. – Tragam a maca! – gritou para outros dois homens vestidos de branco, porem eles eram fortes. Nico queria ficar e vê-los levar Percy para o hospital, ir com o moreno maior se possível, mas seu pai o agarrou pelo braço em algum momento durante a confusão para tirar Percy daquele lugar. Nico sentia seu braço doer onde seu pai o apertava, e quando o homem finalmente o largou, ele foi jogado contra alguma parede.

– Então era isso? Você estava de caso com aquele pierrô maldito? – bravejou o homem enfurecido.

–Pai, por favor... Não é tão simples...

– Claro que não é! Você é o meu único herdeiro e me vem com essa desonra? – cuspiu o homem dando um tapa no rosto de Nico. O moreno sentiu sangue na boca ao olhar para o pai e colocar a mão sobre o lugar machucado. – Sorte sua que eu descobri antes de você fazer qualquer besteira e sujasse meu nome, sua aberração! – gritou o homem, Nico o olhou assustado, seu pai sempre foi rígido, mas nunca lhe batera, não pessoalmente pelo menos.

– Pai... Eu... – o homem se virou de costas.

– Ainda bem que eu vi vocês antes desse povo linguarudo! Imagine só se vocês tivesse sido descobertos por algum dos meus opositores e revolucionários? – o pai pegou Nico pelos cabelos, Nico tentou fugir, mas não conseguiu. – Você viu o que aconteceu com ele hoje? – Nico parou de se mexer e olhou para o pai já derramando lagrimas pela dor em seu couro cabeludo. – Aquilo é só uma prova do que aguarda qualquer ralé que você trazer para casa! – disse com desprezo. – Aquele pierrô é um grande desgraçado por ter sobrevivido e o Dr.Medels estar na platéia, aquele homem me odeia e com certeza vai salvar a vida daquele rato! – o homem jogou Nico contra a parede novamente, o garoto bateu o roto contra os tijolos. – Mas saiba, seu marica dos infernos, se eu te ver se engraçando com aquele projeto de gente ou com qualquer um que eu não aprove... Uma queda de corda será a coisa menos dolorosa que você os fará sofrer! – Nico tentou se levantar se apoiando na parede e o pai saiu andando como se nada houvesse acontecido e ajeitando a gravata.

Nico saiu cambaleante de dentro do beco se apoiando nas paredes. Foi seu pai, ele havia feito Percy cair para a morte simplesmente por Nico o amar. Nico sabia que o motiva nem era Percy ser outro homem, e sim a classe social que pertencia, ou melhor a não classe, já que ele era um palhaço de circo. Nico se sentiu inundado de ódio. Ele queria se vingar de seu pai por ter feito aquilo com Percy, mas não tinha meios, seu pai era o mais poderoso da cidade, e aquele fato apenas o enfurecia mais. Nico limpou o sangue que lhe escorria dos lábios e endireitou a coluna passando a andar ereto e com passos rápidos. Sempre ouvia falar do troglodita que seu pai era pelas fofocas que cercavam sua casa, mas nunca quis acreditar naquilo. Era seu pai afinal, não que tenha realmente sido um bom pai, mas foi o que ele teve.

“Aquele pierrô é um grande desgraçado por ter sobrevivido e o Dr. Medels estar na platéia, aquele homem me odeia.” Essa frase ressurgiu na mente de Nico. Era verdade, seu pai tinha muitos inimigos, muitos Nico conhecia e ate admirava, como o Dr. Medels, o medico da vila que não cobrava das pessoas mais pobres por uma cura.

– Você escolheu a pessoa errada para se colocar no caminho pai. – disse o garoto passando a correr pelas ruas escuras da cidade em direção ao consultório medico. Quando chegou à porta do consultório Nico hesitou e bateu, dois minutos depois a enfermeira a apareceu e o conduziu ate uma sala de espera, onde ele permaneceu ate dormir.

– Nicolas? – chamou a voz do velho e gordo Dr. Medels. – Esta acordado garoto? – perguntou preocupado e colocando uma gaze com algo que ardia em seu rosto machucado, Nico havia se esquecido daquilo.

– Agora estou. Ai, isso arde! – disse fechando os olhos com força enquanto o velho apertava o pano em seu rosto.

– Imagino que foi Hades que fez isso...- disse ele calmamente e passando a pressionar uma nova gaze no outro lado do rosto de Nico, onde ele havia levado um tapa. – Aquele bruto, não satisfeito com o que aconteceu com Maria e Bianca... Ele planeja fazer o mesmo com você? – disse o velho negando com a cabeça.

– Ele não vai fazer o mesmo comigo. – sibilou o garoto e o doutor colocou um curativo nos dois machucas de Nico. – Eu não vou permitir que ele saia impune desta vez. – o velho o olhou por cima dos óculos.

– Então foi ele também que fez aquilo a aquele pierrô... – disse acenando com a cabeça pensativo. – Seu pai esta passando dos limites...

– Ele já passou em muito! – disse Nico tomado pela raiva novamente, mas o doutor negou com a cabeça.

– Pensar de cabeça quente não vai nos levar a lugar algum garoto, seu pai é poderoso, devemos fazer algo com calma e democraticamente... – Nico respirou fundo se controlando, é claro que o velho diria aquilo, no que Nico estava pensando? Dr. Medels era bom de mais para fazer o que Nico estava querendo, ele precisaria achar outra pessoa para derrubar seu pai usando um único golpe. – Mas...- Nico voltou a olhá-lo. – Imagino que nesse momento você queira ver o pierrô... – Nico se colocou de pé em um pulo, o doutor sorriu. – Ele está no quarto sete, pode ir, ele já deve ter acordado, ontem foi um dia exaltante para todos nós, mas ele parece ansioso por se levantar. – Nico agradeceu e correu pelo corredor invadindo o quarto indicado, Percy estava deitado ali com as duas pernas engessadas e com a cabeça enfaixada.

– Percy...- sussurrou baixinho, mas o moreno ouviu e se virou para ele abrindo um grande sorriso.

– Achou que ia se ver livre e mim Nico? – Nico tentou engolir o choro, mas não conseguiu, correu ate Percy e se colocou de joelhos ao lado da cama escondendo o rosto entre os braços. Percy sorriu docemente para o menor e mexeu em seus cabelos aliviado que ele tivesse vindo vê-lo.

– Me desculpe Percy! – disse Nico ainda com o rosto escondido. – Meu pai te fez isso. Ele fez isso por que eu te amei e o desobedeci! – Percy parou de mexer nos cabelos do menor e suspirou, enfiou a mão entre os braços do menino e puxou seu rosto para cima reparando nele e em seus machucados só naquele momento.

– Ele fez isso? – disse serio e Nico concordou enxugando as lágrimas. – Ele teve essa covardia?

– Eu deveria ter me defendido... Tenho dezessete anos! – Nico fechou as mãos em punho. – Mas fiquei tão surpreso na hora que nem pensei nisso...

– Ele não devia nem mesmo ter te batido para você não ter de pensar em reagir. Você é filho dele! — Nico riu com desdém.

– Que parte do “meu pai se preocupa mais com o nome que com a família” você não entendeu Percy? – Nico sorriu. – Ele fez minha irmã se matar por proibi-la de ficar com um garoto da vila, matou o garoto na frente dela de acordo com as fofocas. Minha mãe morreu logo depois de uma doença grave, mas muitos falam que foi de tristeza e desgosto... Eu não acreditava, mas agora... – Nico levantou o rosto. – Eu não vou deixar ele fazer isso comigo. Eu vou pará-lo! – Percy o olhou com pesar e segurou seu braço o puxando para perto lhe beijando com carinho.

– Não faça nada que se arrependa Nico... Lembre-se de quem você é... – Nico passou a mãos pelas maçãs do rosto de Percy e sorriu. – O que aconteceu não vele você se arriscar.

– Eu sei bem quem eu sou Percy, e sei quem meu pai é, e só tem um jeito de acabar com isso de uma vez por todas...

–Nico...

– Só prometa que vai continuar me amando depois de tudo... – Percy o olhou receoso e acenou que sim.

– Não importa o que aconteça. – disse e Nico se levantou.

– Eu voltarei para te ver Percy.

............

Não foi difícil achar a pessoa certa com quem falar sobre os podres do pai, Nico só precisou confirmar a maioria dos boatos com que tinha o mínimo de certeza que eram reais sobre seu pai e acrescentar o evento da noite anterior a lista. Depois de dizer tudo, os boatos se espalharam como uma peste por toda cidade. Nico voltou ao quarto de Percy naquela tarde e de la não saiu ate que as noticias chegassem ao seus ouvidos por meio de um policial uma semana depois.

Seu pai havia sido emboscado na mansão pelos cidadãos e o pessoal da trupe de Percy, todos sedentos de sangue por tudo que o homem havia feito. De acordo com o policial, seu pai tinha seus seguranças, então varias pessoas saíram feriadas, mas apenas três morreram, um era seu pai, outro era o dono da trupe de Percy, o qual seu pai pagou para sabotar a apresentação e que Nico viu bater nos pequenos pierrôs, o terceiro homem era um dos cidadãos, aparentemente era um dos opositores de seu pai.

Depois da morte de Hades, as pessoas passaram a procurar Nico por toda a cidade, se era para tomar ele tomasse seu lugar como herdeiro ou para eliminá-lo também, o policial não sabia, mas ele havia ficado aliviado de encontrar o garoto dormindo ao lado da cama de Percy na tarde em que foi procurá-lo e não fugindo como se tivesse alguma culpa. Nico sorriu internamente para aquilo, eram dois coelhos um só tiro, ele se sentia mal pela terceira morte, mas nada podia fazer, era para um bem maior, Hades não atormentaria mais aquele vilarejo e o bruto chefe da trupe não iria mais maltratar os irmãos de Percy, mesmo que não fossem realmente irmãos, mas eles se viam e tratavam assim, tanto que ao saberem onde Nico estava e ficarem a par da historia eles saíram espalhando pela vila a sua inocência.

– Você tem uma mente engenhosa e maligna Nico...- disse Percy assustado quando o garoto lhe contou que tudo saiu como planejado, com direito ate a bônus, Nico não sabia que tinha sido o chefe da trupe o sabotador.

– Você sempre me disse para usá-la e quando faço você fica assustado? – disse cruzando os braços, Percy negou com a cabeça.

– Me lembre de nunca te irritar. – disse desviando os olhos, Nico abaixou a cabeça.

– Eu nunca faria nada com você Percy. Você é tudo o que me resta a gora... – disse se sentindo mal pelo que havia feito, mesmo que todos ficassem bem agora, se ele perdesse Percy... Seria o fim.

– Não fique assim Nico... — Percy estiou a mão para o rosto do menor o levantando. — Eu estou admirado, não com medo, e isso nunca vai me fazer te deixar. Não agora que podemos realmente ficar juntos. – Nico sorriu e acenou que sim aliviado.

– Eu te amo Percy. – disse se inclinando para a cama e sobre o peito do maior, que se encolheu de dor, mas riu depois.

– também te amo Nico. Mais que tudo. – Nico levantou o rosto e se inclinou para frente beijando Percy nos lábios. Um beijo lento e cheio de carinho, Percy colocou a mão em sua nuca fazendo uma espécie de carinho com os dedos.

..........

Duas semanas depois o Dr. Madels entrou no quarto e deu seu atestado a Percy. Ele conseguiria recuperar os movimentos das pernas, mas estava proibido de votar a ser um pierrô e fazer acrobacias. Nico ficou intimamente feliz por isso, não queria ver Percy quebrado novamente, mas escondeu isso dando a devida atenção ao moreno e a sua tristeza por abandonar aquilo. A boa noticia é que fora isso ele ficaria sem seqüelas da queda e teria uma vida normal.

Depois de saber a noticia Nico foi para a mansão organizar suas coisas, não ficaria nem mais um dia naquele lugar, não queria se prender aos fantasmas dali. Então juntou tudo que lhe pertencia e comprou um apartamento na vila, onde seria o bastante para um casal morar com conforto. Doou a mansão ao hospital e passou o controle da cidade ao Dr. Madels, sabendo que o velho faria mais por aquela cidade que qualquer um.

..............

A mansão foi transformada em uma escola depois de uma boa reforma um mês depois. E assim que recebeu alta Percy foi dar a triste noticia que não poderia mais ser um palhaço de circo aos seus irmãos e eles se despediram do moreno dando uma festa na grande tenda na mesma noite. Nico não se lembrava de ter se divertido tanto na vida como naquele dia, nem se lembrava se um dia iria beijar Percy tanto e na frente de tantas pessoas como naquela noite.

A trupe finalmente decidiu partir no dia que se sucedeu a festa, disseram que agora que estavam sem o chefe brutamontes iriam viajar muito mais, que haviam fico ali por tantos meses e voltado todo verão por que o homem estava recebendo para manter a trupe sempre voltando. Aparentemente Hades tinha gostos excêntricos quanto as mulheres que se deitava em sua cama e as da trupe de Percy o agradava bastante, era mais um dos boatos confirmados sobre seu pai. Nico se perguntava se um dia realmente havia conhecido aquele homem que chamava de pai, a cada dia mais um boato era espalhado e outro confirmados. Nico tinha medo das pessoas pensarem que ele era como o pai, mas todos da vila diziam que ele só herdou a beleza de Hades, que ele mais se parecia com Maria, que foi amada por todos daquele lugar.

No dia que a trupe estava partindo Nico mais parecia estar indo para um velório, ele tinha certeza que Percy iria com eles, porem quando todos os artistas colocaram seus vagões nos trilhos e partiram de trem, Percy caminhou ate Nico o abraçando pela cintura e beijando seus lábios com vontade.

– Então... Vou ter meu próprio quarto no seu apartamento ou vamos dividir um? – disse Percy divertido e a resposta de Nico foi beijá-lo novamente.

– Você vai é arrumar um emprego, isso sim! – disse Nico pegando a mão de Percy entrelaçando seus dedos. – Então você vai mesmo ficar?

– Para onde mais eu iria? Não sou mais um pierrô...- Percy parou de andar e Nico o olhou curioso. – Fora que o único que eu quero fazer sorrir a partir de agora é você. – Nico sorriu e abraçou Percy escondendo o rosto em seu peito.

– Eu te amo tanto Percy... – o moreno de olhos verdes apertou o menor contra o peito escondendo o rosto entre seus cabelos. – Isso parece tão idiota...

– O que exatamente?

– Sei la, se eu estivesse nos vendo agora ia falar que já esta meloso de mais e que é melhor parar... Me sinto tão idiota... – disse Nico corando e Percy riu.

– Tudo bem, tudo bem, então eu me faço de tonto por você. – disse rindo e beijando os cabelos de Nico. – Apesar de não ser mais um simples pierrô, eu serei o bobo para que você sempre sorria e não se sinta assim. – Nico riu se afastando de Percy.

– Mas eu gosto de ser assim! – disse sorrindo. – Eu gosto de ser idiota em ralação a você.

– Seremos dois idiotas então. – disse Percy sorrindo e depois olhando para a o céu. – Hey, lembra de como eu era antes?

– Hum? — resmungou Nico olhando para o céu também.

– Quando eu não lembrava do meu verdadeiro rosto... Se lembra? – Nico concordou com a cabeça, Percy sorriu e pegou um balão que havia sobrado da ultima apresentação do dia anterior que estava amarrado em um poste. – Bem, naquele dia foi igual magia... Então agora olhe. – Percy soltou o balão de gás que subiu pelo céu cinza. – Imagine que aquele era o pierrô mentiroso que eu fui... – Nico encarou o balão subir pelo céu ate não poder mais ser visto. – E assim como o balão, ele desapareceu. — disse Percy sorrindo para Nico e pegando sua mão novamente e passou a andar. – Agora vou viver e fazer a cara que eu quiser, vou fazer o que eu quiser... – Percy olhou para trás rindo. – Farei você pagar muito mico Nico! – Nico riu e Percy começou a correr em direção ao apartamento ainda o segurando pela mão, o menor acompanhou seu ritmo admirado que ele conseguisse correr tão rápido depois de ter as duas pernas deslocadas tão recentemente.

Rindo, Nico olhou para frente, para o sol poente no horizonte, agradecendo por poder finalmente ter a chance de ter uma vida feliz e sem mascaras.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Comentem! Sim estou implorando, o Batman vai deixar quem comentar dar uma voltinha no Batmovel em! Chance unica! Obrigada a quem leu de todo jeito. Bjão. PS: quem le minhas outras fics.... tempo indefinido para voltar ainda, I'm sorry.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!