Pictures of Us

20 Aruba Part. 1 || Oliver


Notas iniciais
Olá, pessoas!! Olha quem voltou!! E eu já estava morrendo de saudades!! Saudades de vocês, saudades do Oliver, Felicity e da turma toda. Mas agora estamos todos de volta. Mas primeiro, só queria agradecer à linda recomendação deixada pela mais linda ainda Ciin Smoak!! Sério, gente, como se eu pudesse amar mais essa garota!! Valeu, amiga!! Agora ao capítulo... Bem, Olicity estão oficialmente casados. Esse capítulo marca o início dessa nova fase para ele, que vai acabar influenciando todos, já que é uma galerinha bem unida. E é só a primeira parte da lua de mel, então peguem seus óculos escuros, protetores solar e chinelinhos, que estamos indo para Aruba!! Vou deixar imagens marcadas por links dos lugares, para quem desejar uma viagem ainda mais completa!! Boa leitura, até as notas finais!! Bjs*

― Droga, Caitlin! ― Felicity reclamava ao meu lado enquanto andávamos pelo aeroporto. Tínhamos acabado de despachar nossa bagagem e aquelas ligações dela já estavam começando a se mostrarem bem inoportunas, assim como a aparente recusa de sua melhor amiga em atendê-las.

― Amorzinho, deixa ela em paz! ― pedi finalmente. ― Estamos indo para nossa viagem dos sonhos para o Caribe, você precisa mesmo ficar ligando para Cait a cada dois minutos? ― argumentei, tomando cuidado para não estressá-la ainda mais. ― Ainda é cedo, ontem foi bem puxado, deixe-a descansar.

― Eu preciso sim, Oliver, sabe por quê? ― questionou, prevendo a minha pergunta que viria a seguir sobre seus motivos. ― Pedi que ela cuidasse ontem dos últimos detalhes no local do casamento, e se agora ela não me atende, só consigo imaginar que...

― O hotel pegou fogo? ― completei.

― O hotel pegou fog... Como sabia o que eu dizer? ― Franziu a sobrancelhas de um jeito adorável quando falamos junto, fazendo meus lábios formarem um pequeno sorriso. ― Então você também acha que o hotel corre risco de ter ficado em chamas? ― Ela tinha o hábito de se preocupar demais e geralmente achar que tudo acabaria pegando fogo.

― Felicity, você tem que se preocupar menos ― tentei meu melhor tom conciliador, fazendo um carinho em sua têmpora. ― Caitlin está bem, assim como todo o resto, okay?

― Você não pode ter cert... Ah, oi, Cait! ― O telefone finalmente foi atendido. ― Como assim ainda está no hotel, o que deu errado? ― Felicity ouviu mais um pouco, até arregalar os olhos brevemente em surpresa e dar um sorrisinho de lado, seu humor melhorando. ― Ah. Uau, okay. E quem seria esse homem misterioso?

Eu que zapeava por minhas redes sociais sem ao menos estar atento ao que estava fazendo, comecei a prestar atenção de verdade na conversa. Será que meu planinho bobo de juntar o padrinho e a madrinha tinha dado certo? Mas ela não usaria o termo “misterioso” para descrevê-lo, meu amigo se gabava do quão extravagante era.

― Pergunta do Tommy ― cochichei para Felicity.

― O quê? Espera um segundo, amiga, Oliver está falando... ― Ela cobriu parte do telefone com a mão, o afastando do ouvido. ― An?

― Tommy. Ele já estava meio bêbado quando o vi por último ontem à noite, e não o vi quando fomos embora. Pode perguntar se ela teve notícias dele?

― Tá bom. ― Felicity recolocou o celular no ouvido. ― Oliver está perguntando se você tem notícias do Tommy, não o vimos antes de ir... Ah, sim. Foi o que imaginei. ― A loira me lançou um olhar de “estou certa” e sorriu. ― Então, deu tudo certo mesmo em desmontar a cerimônia? Graças a Deus! A gente conversa melhor quando voltar, Cait. Eu vou aproveitar sim. ― Rolou olhos depois do que parecia ter sido uma bronca da amiga. ― Tchau.

― E aí?

― Ela não sabe nada do Tommy, disse que o viu logo que fomos embora e não lembra de ter topado com ele depois, acha que foi embora com a cerimonialista. Caitlin dormiu no hotel com um cara misterioso, acredita? ― Ok, decepcionante, mas não surpreendente. Menos a última parte, Caitlin não parecia ser do tipo de fazer isso, com exceção ao cara da pizzaria naquela noite. ― Enfim, está tudo bem.

― Como eu disse antes.

― Ninguém gosta de eu te avisei, Oliver.

― Não é isso, babe, é só que você se preocupa demais, planeja demais, controla demais. ― Mostrei teatralmente a tabela de planejamento das atividades para nossa lua de mel, que ela trazia nas mãos, plastificada e multicolorida. ― Te faria bem se apenas se deixasse levar, às vezes.

― Ah, tá, se eu me deixar levar, quem vai cuidar da gente? ― Cruzou os braços, me encarando em desafio. ― Alguém precisa ser o responsável, ou ficaremos os dois presos no Caribe por algum motivo idiota, pra sugerir o mínimo.

― Tem razão ― concluí depois de refletir um pouco sobre. ― Então eu serei o responsável nessa viagem, e você vai poder apenas relaxar e fazer tudo que tem vontade, pode deixar que eu cuido das consequências.

― Não sei se é uma boa ideia, peixinho, meu QI acima da média me faz ter muita criatividade. Corvinal, lembra? ― Mostrou com o indicador para o próprio nariz.

― Deixa comigo, okay? ― Peguei a tabela de planejamento de suas mãos, assim como nossos passaportes e bilhetes aéreos que ela tinha se auto encarregado de tomar conta. ― Eu vou ser o responsável, cuidar dos nossos horários, acomodações, atividades turísticas, fazer as sugestões saudáveis de comida, e essas coisas. Te conheço a tempo o bastante para não ser um completo fracasso no Jeito Felicity.

― Tem certeza?

― Absoluta ― falei resoluto. ― Só tenha cuidado para não gostar demais do Jeito Oliver.

― Se você for ficar dando nome pra essas bobagens, eu estou fora.

― Parei. ― Ergui as mãos em rendição e tomei uma respiração profunda, arrumando a postura. ― A partir desse momento e até estarmos de volta a Star City, trocamos de personalidade. Posso te chamar de peixinha?

― Não, não pode ― fingiu mau humor, mas estava escondendo um sorriso de mim. ― Então, o que eu faço agora, faço de conta que não tenho trinta anos e vou comprar brinquedinhos nos estandes do aeroporto?

― Eu vou fingir que não ouvi isso ― cantarolei, mesmo que o ioiô brilhante ainda estivesse seguro em meu bolso.

Talvez fosse legal trocar um pouco as responsabilidades. Tínhamos acabado de casar e íamos começar mais uma etapa da vida a dois, eu não devia esperar que apenas minha esposa fosse responsável por mim, afinal, eu não era filho dela.

Ainda era docemente estranho me referir a Felicity assim. Esposa. Mas eu já a via assim há tanto tempo, que quando tudo se concretizou naquele altar pouco mais de doze horas atrás, foi só uma confirmação pública do desejo que já habitava meu coração desde nossa primeira noite juntos. Mas o termo ainda era muito novo em minha mente.

Uma voz feminina, levemente mecanizada pelo autofalante do aeroporto e pela obrigação de ser extremamente formal chamou o número do nosso voo. Sorri para ela, colocando a alça da mochila por um ombro e a apertando para manter firme, enquanto entrelaçava nossos dedos da minha mão livre.

― Peixinho? ― Felicity me chamou baixinho.

― Sim?

― Onde estão nossos passaportes? ― perguntou, claramente já sabendo a resposta. Eu os havia esquecido em cima da mesa que estávamos instantes atrás. Corri para buscá-los, novamente segurando sua mão ao me aproximar.

― Pronto, peguei. E a partir de agora, trocamos.

Aruba, aí vamos nós!

~

― Opa, peguei. ― Coloquei nossas malas no chão e rapidamente a segurei pela cintura, quando tropeçou nos próprios pés ao descer do táxi que nos levou ao hotel.

― Fuso horário me deixa tooonta! ― falou cantando.

― Fuso horário ou todo o champanhe que você tomou no avião, babe? ― Felicity desencostou a cabeça do meu peito e fez beicinho. ― Não é uma crítica, você fica muito fofa bêbada, dá vontade de colocar você numa caixinha de música. ― Apertei de leve a ponta do nariz dela, que riu bobamente.

― Você fica tão lindo nessa luz laranja do pôr do sol de ARUBA! ― gritou a última palavra ao meu ouvido, me fazendo franzir o nariz e afastar meu ouvido dela.

Bón tardi! ― Um atendente de uniforme branco com uma insígnia do hotel no peito chegou nos cumprimentando.

Buenas tardes! ― retruquei. Ele não estava falando espanhol, mas era o idioma mais próximo que eu conhecia. ― Soy Oliver Queen, tengo reservas a mi nombre.

― Oh, meu Deus, você fala espanhol?! ― Felicity exclamou, me dando um tapa estalado no peito. ― Você acabou de ficar dez vezes mais sexy! Ele não ficou dez vezes mais sexy? ― perguntou ao funcionário, que se uniu ao sorrisos de Felicity achando meu constrangimento engraçado.

― Bem-vindos ao Hotel Ranaissance! Posso ajudá-los com as malas? ― falou com uma animação profissional em nosso idioma, me provando que havia entendido cada palavra que ela disse.

― Por favor. ― Sorri agradecido e com vergonha. ― Vamos, babe. ― Reforcei o aperto em torno de sua cintura e depois de rapidamente fazer o check-in, já fomos em direção ao quarto que seria nosso pelos próximos dez dias.

Foi só colocar os pés para dentro do cômodo que já fiz uma anotação mental para agradecer minha irmã por custear toda a lua de mel. O hotel era incrível e aquele quarto? Certeza havia custado uma fortuna e valia cada centavo.

― Uau! ― Felicity se soltou de mim e girou com os braços abertos pelo espaço enorme, enquanto eu me ocupava de fechar a porta e sorrir para a cena. ― Oh, meu Deus, essa cama é tão grande! E tão macia! ― Abraçou um dos travesseiros, fechando os olhos.

― Thea caprichou na escolha. ― Caminhei com as mãos nos bolsos, observando atento cada detalhe, desde o lustre de cristal, os móveis clássicos e a cama king size.

― Ei, ei, ei! ― Senti minha camiseta ser puxada e logo eu estava caído na cama ao lado de Felicity. ― Vem aqui, gatinho. ― A loira montou em meu colo, e começou a distribuir beijos em meu pescoço, me fazendo cócegas.

― Babe, tem certeza? Viajamos o dia todo, você não está cansada e um pouco... bêbada? Sabe, ficou agitada durante todo o voo e reclamando que estava com sono do aeroporto até aqui.

― É uma suíte nupcial, peixinho! ― Sentou ereta sobre meu quadril. ― Tudo aqui está esperando por sexo, vamos dar um pouco de sexo ao quarto! Sexo para o quarto! ― Fez um gesto amplo com os braços abertos enquanto gritava.

― Você que manda então, esposa! ― Passei o braço por sua cintura e nos girei na cama, para a ter sob mim e nossas bocas unidas em um beijo de tirar o fôlego. ― Só me deixa tirar esse casaco... ― Sentei na borda do colchão. ― ...e esses sapatos e nós podemos... ― Quando olhei de volta para Felicity na cama, ela já tinha adormecido, toda torta na cama. ― Tudo bem, meu amor, teremos todo o tempo do mundo. ― Fiz carinho em seu cabelo e dei um beijo em sua testa.

~

― Ai! ― Olhei com piedade para Felicity, me ajoelhando ao lado da cadeira de praia azul e trocando minhas mãos pela sua para massagear onde o flamingo havia lhe bicado. ― Esses bichinhos não deviam ser dóceis?

― Acho que eles são, quando não estão sendo perseguidos pela praia por turistas americanas loucas. ― Ela fez beicinho, e se ajustou melhor ao encosto da cadeira, puxando a mão para si. ― Não faz essa cara, babe, olha esse lugar, essa paisagem perfeita.

A Praia dos Flamingos nem parecia real. Os vários tons de azul em degradê da água, a areia branquinha sob nossos pés, fazendo conjunto à vegetação vibrante de coqueiros atrás de nós, assim como o magnífico céu sem nuvens e as belas aves vermelhas e róseas passeando pertinho. Era como se Aruba estivesse fornecendo os cenários mais lindos apenas para nós dois. Ou a ilha era perfeita assim sempre, o que me deixava ainda mais encantado.

― Paisagem perfeita ― Felicity repetiu o que eu disse, mas quando olhei para minha esposa, ela me encarava e não o mar à frente, seus dedos acarinhavam minha barba, me fazendo rir.

Sua outra mão subiu por meu braço até se encaixar em meu pescoço e seus dentes puxaram o próprio lábio inferior entre eles, ela chegando até a pontinha da cadeira para unir nossas bocas. Apoiei as duas palmas uma de cada lado do seu quadril e me ergui um pouco sobre os joelhos para retribuir o carinho, que logo começou a tomar uma intensidade inesperada quando aprofundamos o beijo, conduzido por Felicity.

― Okay, babe, babe… ― Segurei seus ombros, a afastando por apenas uns poucos centímetros. ― É uma praia pública, estamos chamando alguma atenção, os flamingos vêm te bicar de novo ― soltei a ameaça brincalhona.

― Dane-se. ― Ela riu e emoldurou meu rosto com a mãos, me puxando para me beijar de novo, que afastei depois de uns poucos segundos.

― É, mas você me fez prometer antes de sairmos de casa que eu cuidaria para não sermos presos.

― Chato. ― Rolou olhos, me soltando.

― Não sou chato, sou responsável ― me defendi. ― Agora afasta para lá, vamos ficar coladinhos dentro dos limites do atentado ao pudor. ― Deitei com ela na cadeira, a aconchegando em meu peito. ― Olha, isso é gostoso. ― Relaxei as costas, sorrindo feliz para o calor agradável do sol em minha pele.

― Ou poderíamos voltar para nosso quarto e seria bem mais gostoso.

― Voltar para o quarto? Pra quê? ― Me fiz de desentendido.

― Fazer coisas, sabe?! ― sugeriu com malícia.

― Do tipo de coisas que fizemos essa manhã quando acordamos, mais ou menos uma hora atrás?

― Esse tipo de coisas. ― Torceu um pouco o corpo e beijou meu pescoço.

― Eu adoraria. De verdade, amorzinho, seria o ideal, mas você nos inscreveu para um total de quarenta e três atividades turísticas, e a próxima começa em alguns minutos. ― Conferi rapidamente em meu relógio de pulso. Ela deu um tapinha chateado em meu braço, erguendo o tronco para voltar a sentar.

― Você está usando as manias da "antiga Felicity" para me torturar, não está?

― Não estou ― neguei, mas ela fez cara de que não acreditava nisso. ― Okay, só um pouco, mas a coisa é que… Se te conheço bem, quando a "antiga Felicity" voltar e eu não tiver nos feito cumprir toda aquela tabela de atividades e registrado tudo em fotos, vai sobrar para o Oliver, e eu não quero que sobre para o Oliver. Ele é um cara legal.

― Tudo bem, você provavelmente está certo. ― Se rendeu a contragosto, dando de ombros. ― Mas quando voltarmos ao hotel…

― Eu te compenso, com muito, muito prazer. ― Beijei seus lábios rapidamente. ― Agora vamos dar uma volta e tirar algumas fotos. ― Segurei sua mão e levantamos para passear naquele lugar belíssimo.

Depois disso e de mais uma rodada de bebidas coloridas servidas gentilmente para nós pelos funcionários do hotel, que detinha os direitos de propriedade sobre aquele lugar, aproveitamos o resto da manhã para ir em outra praia bem famosa, conhecida como Praia das Iguanas, também muito bonita, povoada pelos animais que davam o nome a ela e pelas arvores símbolos de Aruba, as divi-divi, de troncos retorcidos e que preguiçosamente se inclinavam sobre a areia.

Ao contrário da Praia dos Flamingos, essa era indicada a crianças, então havia muitas por lá. Felicity logo fez amizade com uma família americana de sete crianças, seis meninos e uma menina caçula, todos ruivos, a quem nomeamos secretamente de os Wesley, e ninguém poderia nos culpar de achar semelhante.

Eles eram muito barulhentos e viviam brigando entre si, mas eram tão gentis e de amizade fácil, que logo estávamos sempre juntos, inclusive no almoço e quando alugamos carros para o passeio da tarde, que seria nas piscinas naturais do Arikok Park.

― Você não é perfeita? ― Felicity segurava Eve, a menininha que não parecia ter mais de dois anos de idade, ela sentada em uma das múltiplas formações rochosas com a ruivinha no colo. ― Você é uma tão princesinha linda.

Nadei até elas, rindo para como a cena era bonita, a ansiedade aumentando para ter aquilo todos os dias em algum futuro próximo.

― Amorzinho, você duas são sem dúvida a coisa mais linda dessa ilha toda, mas que tal devolvermos o bebê para os pais dela e irmos para lá? ― Indiquei um ponto atrás de mim, onde a água era transparente e haviam menos pessoas.

― Eu vou sequestrar esse moranguinho! ― Ela apertou a bochecha de Eve contra a sua. ― Eu vou levar ela para Star City com a gente na minha mala! ― Comecei a rir, mas Felicity me olhou séria e resoluta.

― Espera, não está falando sério, está? ― Me preocupei, vai que essa versão mais solta dela tinha alguma tendência criminosa.

― Você é muito ingênuo, acredita em tudo. ― Sorriu da minha cara. ― Eu já volto.

― Então, considerando uma família enorme como aquela ou cancelando a ideia de termos filhos? ― questionei quando já estávamos para uma parte menos movimentada, ela deitada na borda da água boiando com o apoio de minhas mãos em suas costas.

― Já temos uma família grande. ― A olhei confuso, então ela explicou. ― Todos os nossos amigos, que, fora Diggle, ainda nem começaram a formar a própria prole, imagina quando isso acontecer. Mas se quer saber de filhos nossos, acho que só dois, não gostava muito de ser filha única.

― Concordo sobre não ter só um filho, minha vida toda Thea tem sido minha cruz e meu porto seguro, é muito bom ter irmãos. E então, fechamos nosso acordo em uma menina e depois um menino, ambos parecidos com você?

― Ou melhor, uma misturinha de nós dois. ― Firmou os pés no fundo e passou os braços por meu pescoço. ― Desde que tenha sua gentileza e coragem.

― E sua inteligência e bondade. ― Trocamos um selinho. ― Te amo.

― Tanto, mas tanto!

~

Utilizamos o dia seguinte inteiro para conhecer as outras praias, começando com mergulho em Palm Beach e até nos arriscando no windsurfe e kitesurf na Barcadera Beach. Nos divertimos bastante nesse último, ou pelo menos eu me diverti, já que o professor falou que eu tinha talento natural para a coisa, enquanto com Felicity era o oposto, já que a loira não conseguia mais do que cinco segundos em cima de qualquer prancha, e competitiva como era, não desistia, mesmo engolindo toda aquela água.

À noite, jantamos e passeamos pelo centro de Oranjestad, conhecendo restaurantes e comidas locais e comprando lembrancinhas para todos.

Eu estava amando todas as atividades turísticas, mas tinha que confessar que a melhor parte era voltar ao quarto à noite e dar ele, como Felicity disse quando chegamos, todo o sexo que uma suíte nupcial esperava receber. Em resumo, eu estava vivendo meu paraíso.

O Arikok Nacional Park era algo diferente de tudo que vimos antes na ilha. O Parque ocupa 20% da ilha e, geologicamente, é a parte mais antiga do país, ali estão as rochas originais que surgiram há milhões de anos. Em sua área, pudemos avistar a rica fauna e flora de Aruba, com seu enorme leque de plantas medicinais e lagartos coloridos.

Além disso, o parque conta com pinturas rupestres feitos pelos índios que ali habitavam originalmente. O parque é bastante árido, com abundância de cactos e as lindas divi-divis, mas foi bom para variar do cenário constante de praia e conhecer um pouco das origens dessa fabulosa ilha.

― Aqui, você está há um tempo sem beber água. ― Ofereci uma garrafinha para uma Felicity super empolgada com os registros rupestres, que nem parava para comer ou beber. ― E só me deixa passar mais um pouco de protetor solar em você, está especialmente quente hoje.

― Tá, Oliver. ― Afastou minhas mãos de seu rosto quando achou que já havia sido o bastante. ― Tá bom, Oliver, já chega, estamos perdendo a excursão. ― Olhou chateada para o nosso grupo que seguia um guia para longe.

― Você é uma criança teimosa quando quer, hein?

― Bem-vindo ao meu mundo, peixinho. ― Me deu um selinho. ― Agora vamos. ― Saltitou à minha frente e eu não pude fazer nada além de sorrir e segui-la pelo restante da trilha.

Depois do parque, fomos para o Philip’s Animal Garden, o zoológico da ilha.

― Olha, aqui diz que esse lugar é um santuário para animais resgatados. Eles recolhem animais abandonados doentes, até de outros zoológicos, cuidam deles e devolvem para a natureza. A gente podia ver separa alguma doaç... Felicity! ― Tive que correr para segurá-la antes que ela caísse para dentro de um cercado com camelos. ― Meu amor, o que você estava fazendo?

― Alimentando os bichinhos, não foi pra isso que deram esse pacotinho de ração?

― Não suba na grade, primeira regra para as crianças. Você tem sete anos?

― Adulto chato! ― Me mostrou a língua. ― Só estamos nos divertindo. Vem vamos conhecer mais lá dentro.

Não deu outra, descumprindo cada regra de distanciamento do zoológico, Felicity acabou caindo antes que conseguisse impedir, e pra completo azar, o chão estava pura lama e ela virou uma bagunça, que tivemos procurar um banheiro.

― Pare de rir, idiota. Não é você que está todo sujo.

― Não fui eu que achei que tinha as habilidades do Homem Aranha e isso me dá o direito de rir sim, amor. E outra, acho que aquele canguru gostou de você.

― Engraçadinho. Me ajuda aqui. ― Peguei a bolsa dela, de onde Felicity tirou um casaco extra que eu tinha guardado lá, caso ficasse frio perto do nosso retorno. ― Eu vou naquele banheiro mais nos fundos, já volto.

Esperei com paciência, só que ela estava demorando demais. Já estava pronto para ir em direção ao local onde ela havia ido, quando Felicity voltou correndo toda esbaforida, segurando meu pulso e me puxando para a saída, só parando quando já estávamos do lado de fora das grades, ignorando todas minhas perguntas para o comportamento estranho.

― Vai me contar agora o que foi isso? ― perguntei quando ela me soltou, e lhe passei a garrafa de água.

― Trafic... Tráfico ― falou com o fôlego entrecortado, bebendo grandes goles.

― Como assim? O que quer dizer com tráfico?

― Tráfico de animais. Tem um esquema enorme de tráfico de animais raros, aves, repteis, mamíferos pequenos e médios, um monte de coisa. Eu acabei vendo e, meu Deus isso foi tão...

― Assustador?

― Emocionante! Meu Deus, Oliver, eles estão escondendo tudo isso por atrás de uma entidade filantrópica, é absurdo, precisamos fazer alguma coisa!

― Sim, vamos avisar para a polícia urgente, isso é muito sério, Felicity. ― Senti o policial dentro de mim se revoltar.

― Eu sei, eu sei, mas... ― Me parou, baixando o som da voz. ― E se a gente fizesse alguma coisa, nós dois? ― sugeriu como se contasse um segredo mortal.

― Você não pode estar falando sério. Não podemos simplesmente...

― Olha, esse lugar aqui é tradicional, admirado e protegido, ninguém vai acreditar em dois turistas americanos. Você é policial e é muito bom nisso, podemos fazer. Conseguir algumas provas, aí procuramos a polícia, que tal?

― Deixa ver se eu te entendi... Você quer transformar nossa lua de mel em uma caçada a traficantes de animais raros?

― Não seria inesquecível? ― Soltei um suspiro incrédulo. Quando ela disse que a Felicity no “modo Oliver” era criativa, eu imaginei criancices, álcool e sexo, não desbaratar um esquema ilegal. Ela estava fora de si e eu, bobo apaixonado como era, estava prestes a ceder àquela ideia maluca.

― Com certeza inesquecível.

Notas finais
E aí, galera? Já amando Aruba tanto quanto eu? Certeza que entrou na minha listinha de viagens para o futuro. E pasmem, é Caribe, sem furacões e nem é tão caro assim. Voltando à POU... Esse capítulo foi mais uma visão geral do local e um introdução da aventura que está por vir. E sim, nosso casal, vai entrar em um loucura tipo essa em plena lua de mel. E sobre essas personalidades trocadas? Felicity inconsequente e vida louca, e Oliver todo responsável e cuidadoso. Mas será que eles ainda sustentam esse jeitinho por muito tempo? Volto em breve, com a continuação!! Me digam o que está achando e se estavam com saudades também!! Até mais.. Bjs*