Phantom

2 Mar na Terra.


Notas iniciais
Bem... Esses primeiros capítulos só vão mostrar como eles vivem na terra sem ninguém e não vai ter muita história, mas esperem ansiosos! Boa Leitura.

Em um dos acostamentos da principal rodovia da cidade, havia uma van parada em frente de uma das entradas de uma das praias que havia ali. Malas estavam espalhadas pelo chão, mas nem preciso falar que seria perigoso alguém roubar elas, né? Mas nessa ocasião não precisavam se preocupar.

Nas águas, vários peixes nadavam para todas as direções, parecendo seguir caminhos aleatórios, bem perto da beira da praia, quase nem saia do calcanhar.

Uma grande rede de pesca caia em cima de alguns desses peixes, prendendo-os em baixo da mesma, sem escapatória para ambos, que lutavam para tentar sair da rede, mas sem sucesso.

– Isso! – Dizia Masashi. – Bom, muito bom!

MAR NA TERRA

– Ah! Uma praia sem ninguém! – Dizia Yaeko, toda animada. – Tudo de bom! Uma verdadeira praia particular gigante! O mar só pra gente!

Yaeko estava usando um biquíni preto, sem ter vergonha de ter um homem ali, parecia bem confortável com sua roupa de banho. Anna também estava com um biquíni, mas com a coloração amarelada, ela nadava tranquilamente , com alguns peixinhos passando pelos seus pés.

As garças voavam entre a água e algumas pousavam na areia, perto do guarda-sol onde Sanae estava, e para onde Yaeko havia ido se deitar.

– Mas querendo ou não, parece que falta alguma coisa...

– Ha Ha Ha... – Respondeu Sanae. – Na verdade essa praia deveria estar lotada de gente nessa época do ano, né?

Sanae usava um biquíni vermelho com rendinhas nas bordas, totalmente diferente do da Yaeko e da Anna. Ela estava segurando uma rede de pesca que Masashi trouxe de reserva.

– É. Aqui não tem pessoas vendendo sorvete ou gente paquerando.

Yaeko estava deitada de costas, um pouco perto da sombra. Seus olhos estavam fechados, mas ela não estava dormindo, mesmo que parecesse muito.

– Paquerando? – Perguntou Sanae. – Você queria ser paquerada Yaeko?

Yaeko agora se sentava, olhando para Sanae com um olhar num tanto sensual.

– Ah, não é bem isso... Mas queria pelo menos viver uma paixãozinha, sabe?

Aquilo foi o suficiente para Sanae instantaneamente corar.

– Hm...

– Já teve essa linda experiência, Sanae? – Perguntou Yaeko.

– N...Não.

Com muita destreza nos quadris, Yaeko pulou para o lado de Sanae e agarrou seus seios com muita velocidade, mal era possível ver os movimentos da garota, que apertava-os com um pouco de força.

– Que desperdício! – Falava. – Se fosse agora, nenhum homem deixaria estes peitos em paz!

Sanae estava mais corada ainda, mas conseguia tirar alegria daquilo para começar a sorrir.

– Paaara!

Então Yaeko parou pra pensar, não que o que ela disse fez um pouco de sentido? Ela ficou perplexa e largou os seios da companheira, olhando subitamente para a beira da praia.

– Ei. Peraí.

– Oh! – Dizia Masashi, na beira da praia. Estava com uma rede cheia de peixes em mãos. – Pesquei um monte!

– Por que raios o único homem da terra não dá nenhuma bola pra estes peitos...? – Filosofou Yaeko.

– Quê?

Do mar, Anna havia saído correndo para perto das garotas. Colocando as mãos em sua cintura e olhando fixamente para as duas.

– Isso, certamente... Deve ser porque ele gosta de tábuas!

– O... O quê?

– Anna... – Disse Sanae, com sarcasmo na voz.

Com mais um pulo, mas dessa vez de susto, Yaeko foi para trás, quase se deitando na areia.

– O Masashi ta de olho, não na Sanae... – Afirmou Yaeko, com uma das mãos abaixo da boca. – Mas em mim?!

– A Anna também corre perigo! – Disse Anna, com as suas duas mãos no rosto. – Ou vai ver que ele gosta de uns peitões maiores que os da Sanae.

– O quêêêê?! – Berrou Yaeko, indo pra mais perto de Anna, quase se arrastando. – Ele tá querendo demais!

– Por que a conversa sempre acaba caindo em peitos? – Resmungava Sanae.

– Não é sobre peitos! – Insistiu Yaeko. – É sobre os peitos que o Masashi gosta!

– Que ele gosta! – Repetiu Anna.

– Tá... Tanto faz... Aliás, vocês duas. Não fiquem tirando muito sarro do Masashi, tá?

– Ah! Eu sabia que a Sanae tinha uma quedinha pelo Masashi! – Yaeko agora havia estendido a cabeça para perto de Sanae.

– Quedinha pelo Masashi! – Repetiu Anna, novamente.

– Não, não é isso. – Sanae levantava um pouco a perna direita. – Vocês têm ideia de como estaríamos a essa altura se não fosse por ele? Um ano atrás, cada uma de nós foi deixada sozinha nesse mundo. Eu, pelo menos, não sabia o que fazer... Além do mais... O próprio Masashi com certeza nos ajudou pensando naquilo, sabe?

Automaticamente Yaeko levou aquele palavra na malícia, fazendo uma cara pervertida para Sanae, que não havia falado aquilo com segundas intenções, mas depois que percebeu o segundo sentido da palavra, corou muito e começou a se embolar na rede de pesca.

– ... – Yaeko ficou quieta por alguns longos segundos. – Pensando naquilo o que?

– Hein? Ah... Bem... É que... – Ela estava prestes a dizer, mas a rede de pesca se embolou em todo o corpo da Sanae, não a deixando sair. – Ué? Uéééé? Ai, olha isso. A rede emboscou em mim.

– A Sanae caiu na rede... – Disse Yaeko, quase sussurrando. Suas bochechas estavam coradas.

– Caiu na rede do Masashi! – Completou Anna.

– Ai! – Indagava Sanae, cada vez mais enroscada na rede.

– Sanae, sua safada! – Exclamou Yaeko, sorrindo. – Tá tentando seduzir o Masashi, é?

– Não estou nada! Me ajudem!

Atrás de Yaeko, Anna caia na gargalhada.

–~-~-

O barulho das ondas do mar acompanhava o som da brasa enquanto Masashi fazia alguns peixes. Nas hastes de ferro, bem próximas ao fogo, várias cebolas estavam sendo esquentadas junto ao peixe, que ficava bem torradinho.

– Foi muito engraçado! – Afirmou Anna, mordiscando um peixe. – A Sásá foi tentar desembaraçar a rede e acabou se enroscando!

– Não precisa falar Anna, que coisa! – Disse Sanae, também com um espeto em mãos.

– Que delícia! – Yaeko já estava com a metade de seu peixe devorado. – Que peixe é?

– Namorado.

Yaeko corou muito, olhando instantaneamente para Sanae.

– Namorado...?

– Namorado! – Repetiu Anna.

– Verão é época de Namorado. – Afirmou Masashi, mordendo o seu peixe.

– Verão... É época de namorado...

– Verão é época de namorado! – Repetiu Anna novamente, toda alegre.

– Tinha vários namorados no banco de areia. – Masashi pegava uma rodela de cebola e comia, falando com a boca cheia. – Foi fácil pescar.

Enquanto isso Sanae saboreava seu delicioso peixe, muito corada, mas não dizia nada.

– Vários... Namorados.

– Vários namorados! Fácil de pescar! – Anna agora estava com as suas mãos no rosto, e virava um pouco o mesmo.

– Deve ser por não ter mais pessoas. Tem um monte de peixes no mar agora. – Masashi virava sua cabeça em direção ao mar. – Assim que deveria ser o mar no princípio...

– Namorado, é...? – Sussurrou Yaeko, apoiando o braço em Sanae. – Sanae... Você já beijou na boca?

– N... Não... – Respondeu Sanae, não entendendo o porque da pergunta.

– Eu também não. Ai, ai... Será que, se nada tivesse acontecido, eu iria estar sendo paquerada por alguém agora?

Sanae sorriu, mas não respondeu, apenas ficou olhando Yaeko com aquele mesmo olhas por baixo dos óculos que era tão penetrante quanto uma faca de dois gumes.

– Ok! – Disse Yaeko, com um suspiro. – Masashi, me paquera!

– Quê? – Disse Masashi, com uma gota na cabeça.

– Ya... Yaeko?! – Sanae parecia preocupada.

– É só de brincadeira! Só pra sentir o clima! – Disse Yaeko, toda tranquila. – Coisas da juventude, sabe? Que mal tem querer ser paquerada uma ou duas vezes?

– ...

–~-~-

O sol brilhava muito forte daquele dia de praia, todos ali já haviam pegada uma corzinha, mesmo que não tenha sido tanto assim. A maioria já estava com suas roupas normais, mas ainda não era a hora de ir embora...

Na beira do bar, Masashi usava um óculos escuro, e ele ficava um garanhão com eles, e Yaeko estava um pouco a sua frente, não muito longe. Sanae e Anna estavam sentadas na frente da praia, abraçadas em seus joelhos.

– Olá. – Disse Masashi, para Yaeko. – Você tem um tempinho?

– Oh! – Respondeu Yaeko, fazendo pose de modelo americana. – Por acaso é uma paquera?

– Pois é... – Disse Masashi tirando seus óculos escuros. – É que você é linda. Será que posso te paquerar?

– Hã...? – Disse Yaeko, corada. – Po... Pode vir.

– Sou Masashi... – Disse ele, colocando os óculos no bolso de sua camisa. – Qual o seu nome?

– Yaeko.

– Yaeko... – Sorria. – Até o nome é bonito.

– Acha? – Perguntou Yaeko. – Obrigada...

Enquanto isso Sanae estava com o coração a mil, tampando a boca com as duas mãos enquanto via a cena.

– O Masashi é bom nisso... – Afirmou Anna.

– Que tal tomar um chazinho comigo? – Perguntou Masashi.

– Heeein? – Yaeko estava toda tímida, não conseguia parar de se mexer. – Será que eu vou?

– Vamos lá. – Insistiu. – Tudo que eu quero é te conhecer melhor, Yaeko.

– ... – O coração de Yaeko parecia que ia pular pela sua boca.

Anna e Sanae estavam boquiabertas por ouvirem aquilo, a surpresa era tanta que as duas até levantaram da areia pra ver melhor, pareciam assustadas e apaixonadas ao mesmo tempo.

– Já tá bom... – Disse Yaeko, muito vermelha. – Isso não dá certo quando é você, Masashi.

– Desculpa. – Disse Masashi. – É que eu nunca paquerei na minha vida. Não sei direito como faz...

As três garotas não disseram nada, só olharam com mais surpresa para Masashi.

– Caraca. – Sussurrou Anna. – Masashi arrasando corações.

– Yaeko. – Chamou Masahi.

– Oi...? – Respondeu.

– Falei sério quando disse que você é linda.

Yaeko já estava vermelha, mas agora seu rosto parecia um tomate pré-colhido. Ela apenas virou o rosto pra ninguém ver que ela estava toda tímida.

– Por isso... – Continuo Masashi. – Não precisa se preocupar. Quando todo mundo voltar o seu futuro namorado também vai voltar.

– E se não voltarem? – Perguntou Yaeko.

– Hein...?

– Mas e se ninguém voltar? – Perguntou novamente. – Como fica?

– Se... Ninguém voltar...?

Todos ficaram quietos por alguns segundos, pensando na pergunta que Yaeko fizera a Masashi, que também estava bastante pensativo. Mas uma coisa chamou a atenção de Anna, uma coisa se movendo lá trás, nem muito longe, nem muito perto.

– Ah...!

Com isso, um grande estrondo veio em direção d’água para a terra, o que fez Yaeko pular em cima de Masashi, mas sem derrubá-lo.

– O... O que é?!

– Aquela é...

Masashi fez uma grande pausa, e nem viu que estava totalmente abraçado com Yaeko vendo aquela cena épica e rara. Um grande animal coma cor azul, que tinha largas barbatanas, grossas escamas e uma grande cauda havia pulado perto da costa. Realmente uma linda cena.

– O maior animal da face da terra... – Continuou. – A baleia-azul.

A baleia caia novamente na água, fazendo um som ainda maior do que o primeiro, apenas deixando sua cauda de fora.

– Será que é por causa da abundância de comida? – Se perguntou Masashi. – Não imaginei que pudessem vir tão perto da costa. O mar é incrível!

– Baleia-Azul... – Disse Anna, olhando para o mar. – O nome dela vai ser Azulona! – Disse mais empolgada ainda.

Yaeko olhava para Masashi, pois estava bem perto dele, mas Masashi ainda olhava o mar.

– Ah... – Indagava Yaeko, olhando o rosto de Masashi.

– Hmm? – Masashi agora olhava para Yaeko.

– Até quando vai ficar grudado em mim?! – Resmungou a garota.

Automaticamente, Sanae aparecia atrás de Yaeko, com uma das mãos perto da boca.

– Ho, Ho, Ho!

– Que foi?

– Yaeko. – Disse Masashi. – Tenho certeza de que todos vão voltar. Certeza...

– Como você é otimista, Masashi... – Disse Yaeko, ainda corada.

– Então vamos voltando? – Perguntou Masashi. – Conseguimos bastante comida. Chegando em casa vamos festejar!

Masashi pegava as coisas que haviam levado para a praia naquele dia, indo para fora da mesma. Sanae dava empurrõezinhos em Yaeko, enquanto Anna ainda estava na beira da praia, acenando para o mar.

– Faloooou, Azulona!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.