Pestilência
2 II
Notas iniciais
Um camponês desesperado luta pela saúde de sua esposa. Os sinais de infecção começam a surgir, e a notícia do elixir da cura chega à cidadela de Normandia, sudeste de Ignur. Harkyn, filho de Huryn, sela seu cavalo e parte em direção ao vilarejo de Rudgib, em busca da cura. Após três dias, chegando no vilarejo, algo começa a preocupá-lo. Cadáveres enforcados nas árvores próximas à entrada do vilarejo traziam ares de desespero, e de dentro das casas uma horda de criaturas atacava os habitantes de forma animalesca, dilacerando-os com os dentes e unhas.
O vilarejo estava tomado. Um tapete vermelho de sangue chamava Harkyn para contar-lhe a realidade. Olhos fúnebres, desejando sua carne, o mostravam que a cura não estava ali. Em seu lugar, a desgraça: os mortos voltaram à vida, com fome e sede de carne humana.
Harkyn é atacado, mas com muita dificuldade consegue se soltar das mãos das criaturas. Enquanto seu cavalo ia sendo devorado, o camponês corre em busca de abrigo em alguma casa. Eis que um dos mortos-vivos o persegue.
Dentro da casa, diversas marcas de sangue e móveis quebrados, mas Harkyn trancara a porta; era melhor ficar ali do que enfrentar o pandemônio lá fora. Um velho florete embaixo da mesa trouxe à tona um lapso de esperança e, armado, era hora de investigar os outros cômodos. Na despensa e em um dos quartos da casa, diversos suprimentos puderam ser arrecadados e armazenados em uma bolsa encontrada na sala. Eis que um berro o desestabiliza.
E o desespero surge.
Um grito vindo dos fundos da casa transmite o desespero de uma jovem garota. Harkyn, sem medir consequências, empunha o florete e arromba a porta do quarto, bradando e atraindo atenção. A jovem, trancada em um guarda-roupa, era devorada violentamente por uma criança, enquanto um morto-vivo maior vem na direção de Harkyn. Ele, que nunca havia empunhado uma arma, dá um golpe tão forte que decepa a cabeça do primeiro e parte para o que estava em cima da garota, já estraçalhada. Ao atacá-lo enfiando aquele velho florete nas costas da criatura, Harkyn percebe o improvável. A criatura não reagia à dor, não desistia de saciar sua fome e tampouco se importava com ferimentos.
Pasmo demais para atacar novamente, o camponês torna-se uma presa fácil. Antes que o morto-vivo pudesse atacá-lo, uma flecha atravessa o crânio da besta e, arrancando seu olho, a coloca fora de combate. Um homem encapuzado o puxa e juntos se atiram pela janela. Em volta, uma horda de criaturas débeis sedentas por sangue humano.
— Corra! — Diz o homem, e puxa Harkyn. Os dois correm e montam em um cavalo, fugindo rapidamente dali.
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