Pessoas Mudam Pessoas
10 O idiota me obrigou a ir à sua casa.
Notas iniciais
Pov. Lisa Black Rose (ponto de vista)
Desço as escadas o mais rápido que eu consigo tão rápido que quase caio por conta do longo vestido. Eu poderia dar um passo em falso e literalmente enfiar a cara no chão, mas eu não estou me importando mais com nada. Para acabar com tudo logo, poderia cair um meteoro na minha cabeça.
Adentro o salão e novamente as vozes acabam e os olhos de todos fixam em mim. Dou de ombro e percebo que Ethan e Amélia vêm até mim, eu cruzo os braços imediatamente com nojo.
O rosto de meu pai está contorcido. Ele parece que foi machucado e está aguentando uma dor, porém a única que está sofrendo sou eu. A minha vida é controlada como se eu fosse um jogo de simulação de vida real.
— Você está bem querida? — a manipuladora toca em minhas mãos, mas eu me esquivo agressivamente.
Seguro as bordas do meu vestido e começo a correr em direção à saída, os seguranças abrem a passagem, muitos fotógrafos disparam suas câmeras ofuscantes em minha direção, coloco a mão no rosto por conta do flash demasiado. Eu fico em duvida se cubro meus olhos ou meus ouvidos pelas vozes irritantes e clamantes. Oscar percebeu de algum modo meu desespero no meio deles, então segura meu braço, me guiando até a limusine.
— Abram espaço! — diz com seu tom rude.
Eu me surpreendi com atitude dele, pois ele é tão conservador e odeia câmeras, porém me salvou. Aposto que foi meus pais que deram a ordem de me “proteger” de qualquer situação que eu pareça estar em risco.
— Obrigado... — respondo calmamente.
Eu viro meu olhar para fora e vejo as pessoas que nós costumamos chamar de pais se curvarem. Tenho certeza que eles pediram perdão por conta da minha repentina saída e várias explicações falsas para se livrarem do vexame. Oscar abre a porta e eles ficam me encarando, ambos nervosos, mas sinto uma pitada de tristeza em meu pai capacho.
— Filha para de agir feito uma criança... — o tom da voz de Ethan é frio.
— E parecem agir como se estivéssemos na Idade Média que tinha casamentos arranjados, mas espera... Vocês estão “moderninhos” com o namoro arranjado!
— Só queremos o melhor para você. Depois você vai até o senhor Robert Reymond e solicite perdão a ele, pois mentimos dizendo que estava com dor de cabeça. — depois desse comentário de Amélia, cerro meus dentes para não dizer mais nada.
Ethan não se cansa de ser o tapete de Amélia. Ele segue tudo que ela diz, segue todas as regras, sem se impor. Essa mulher deve ser uma bruxa que fez uma lavagem cerebral nele... Só pode ser isso.
Percorremos o caminho todo calados. Meu pai ficou de cabeça baixa e minha Amélia de cabeça erguida. Ela nunca perde a pose de segura de si. Seguro minhas mãos as aquecendo. Levanto meu olhar quando a limusine para, percebo que estávamos na porta de casa onde tudo parece ser perfeito na entrada, mas se olhar dentro vai ver o pesadelo que é. Na fotografia em família tudo tão colorido, no cotidiano uma doce ilusão.
Não espero Oscar se oferecer de cavalheiro, logo abro a porta da limusine e vou até a frente, um sensor de iluminação se acende. Adentro em casa e apresso meus passos até andar superior. A primeira coisa que eu faço quando chego é me jogar na cama de barriga para baixo, enfio meu rosto na almofada. Não vejo relevância mesmo sabendo que está borrando a maquiagem ou sujando a fronha. Eu não ligo.
— A minha vida é uma droga! Não posso fazer absolutamente nada.
Olho-me no espelho e percebo como estou acabada e piora tudo com o reboco no rosto. Eu passo um removedor de maquiagem fortemente, puxando toda pele.
Eu não sinto meu interior tão perturbado como na época que eu descobri que iria namorar Carter. E no dia eu me recordo que eu quebrei pelo menos uns três vasos de flores da sua casa, um celular e até tentei arrebentar o carro dele, mas fui contida. Eu, porém estou digamos que estou “calma” comparada ao passado, pois parece que me acostumei com essa vida de mentiras.
Quando a palavra “idiota” vem a minha mente, um sorriso fechado se instala em meus lábios. Coloco as mãos em ambas as bochechas fazendo bico olhando para o espelho.
— Para de sorri! Lisa você não tem motivo. Você é uma pessoa bem estranha... — fico em silêncio refletindo.
— Estranho é eu falar sozinha, mas só tenho duas amigas verdadeiras e ambas estão dormindo a julgar pelo horário. E eu não tenho acordá-las para bombeá-las de problemas pessoais agora.
Vou até a sacada e dou uma respirada funda e observo as estrelas. Adormeço ao calar da noite. E só acordo por conta do meu esquecimento da noite passada: não fechei as cortinas. E assim relutantemente levanto e mesmo de pijama velho, eu abro a porta de vidro da sacada e vou em direção da janela da Parker. Eu dou um pulo, pois não é tão longe e me encolho para entrar. E assim percebo o barulho do chuveiro e vapor vindo da porta do banheiro, me jogo na sua cama esperando a enrolada sai.
Eu fico impaciente por sua demora tanto, acabo me sentando. E eu não entendo porque tanta demora... O cabelo de Eve fica na altura dos ombros, portanto não destinar tanto trabalho para lavar como o meu.
Finalmente ouço o som de água acabar e vejo a maçaneta da porta se mexer. Eu coloco meu cabelo todo em meu rosto para assustar Parker que tem medo de tudo que envolve terror. Basicamente odeia bonecas, porão, sótão, andar de noite sozinha. É uma totalidade de circunstância.
Ela sai cantando uma música enquanto dança (ou seja lá o que for aqueles movimentos estranhos), usando uma toalha enrolada no corpo. Parker olha em minha direção com uma expressão aterrorizada.
— Que susto! — ela dá um pulo. — É você Lisa boba? — Eve me bate com tapas leves, mas fortes no seu ponto de vista ao julgar pela força que tenta fazer. E eu só gargalho por suas maravilhosas expressões.
— Calma... Foi apenas uma brincadeirinha. — seguro seus ombros.
— Eu perdoo, pois eu sei que está muito triste com certas coisas que descobri hoje de manhã. Você e Reymond estão namorando. Amorzinho apareceu em tudo que é site de fofocas dos famosos, na televisão passou uma cena de vocês dois dançando valsa. Aquilo foi tão romântico. Eu sei que é uma pergunta “idiota”, mas como você está?
— Eu estou caco. Em relação do namoro ambos estamos sendo obrigados. Eu e ele nem sabíamos que iríamos nos encontrar nessa festa. E eu quero morrer! — esperneio em cima da cama.
— Agora eu digo calma para você. Eu vou abrir sua mente... Várias meninas dariam tudo para estar no seu lugar, pois Reymond é o garoto mais popular e gato de toda escola. — minha expressão de raiva é nítida ao ouvir suas palavras, assim cruzo os braços.
— Ah é? Então qualquer pessoa que estiver afim pode trocar de lugar comigo. Eu sinceramente aceito na hora! — respondo rudemente.
— Desculpa...
Ficamos em silêncio por alguns minutos enquanto Parker colocava uma roupa casual. Ela fixa seu olhar em mim, enquanto sorri maliciosamente.
— Black Rose... Ontem eu percebi que ficou nervosa ao falar sobre seu primeiro beijo. Obviamente Mona aceitou sua versão, porém eu não engoli sua atuação, ela foi muito boa, mas eu conheço tudo sobre minha melhor amiga, até coisas que nem me conta.
Eis o grande problema de ter uma melhor amiga. Você não consegue esconder absolutamente nada dela, pois ela sabe mais sobre você mesma do que você mesma. E Parker acompanha minha vida desde muito tempo, basicamente ficou impossível ocultar segredos.
Minha mão começa a soar, desvio meu olhar e pressiono minhas mãos nas minhas coxas. E assim confirmou tudo o que Eve disse.
— Admito eu menti para você, porém eu só contei mentiras para vocês não ficarem me irritando, ou seja, me empurrando para beijar meninos. E eu confesso também que é estranho ter 16 anos e nunca ter beijando ninguém.
— Eu nunca te jogaria nos braços de um garoto... É sua escolha o que fazer da sua vida. E eu só iria apoiar você, mas não faria nada de mau. E Lisa cada pessoa tem seu ritmo e se não está preparada para beijar, não beije. Tudo tem seu tempo amiga. — Parker se agacha, pressiona meus ombros com seus dedos e olha profundamente em meus olhos.
— Obrigada! — passo meus braços em volta de suas costas. — Você iria falar: “Eu sempre tenho razão”. — me afasto para observar seu rosto.
— Sim, eu sempre tenho razão. E agora dona Lisa vá para seu quarto, pois eu tenho que levar minha mãe para o psicólogo. Ela ainda não superou a morte do papai e eu sei que quando ela volta do trabalho a noite a primeira coisa que faz é se jogar na cama e chorar.
— Melhoras para sua mãe...
Seguro suas mãos e vou em direção da janela, volto para meu quarto sem olhar para trás, antes que eu fosse até meu armário, ouço a voz de Eve e viro-me para prestar atenção.
— E se certa pessoinha entrar em contanto com você saiba que não é minha culpa... É culpa do meu dedo. — ela usa sua voz brincalhona enquanto cai na gargalhada.
— Vou matar você! Qual nome da pessoa que você passou meu número do celular sua assanhada? — cerro meus punhos mostrando meu ódio.
Parker sorri enquanto nega com a cabeça, me manda um beijo e fecha a cortina da grande janela.
— Ás vezes eu quero esganar minha melhor amiga! — abro a porta do meu armário escolhendo um vestido casual esmeralda com um babado.
No mesmo segundo em que me troco, alguém bate na porta insistentemente e eu não me levanto para abrir, pois além de não querer, eu estou colocando minha rasteirinha. Sendo assim Amélia entra furiosa.
— Venha tomar café com a sua família. E eu não quero desculpas... É agora! — berra na mesma proporção que entrelaças os braços e bati impaciente um pé.
Começo a gargalha alto de um jeito irônico á medida que dou aplausos por suas palavras.
— Amélia... Amélia por qual motivo ainda não desistiu ainda de ser estilista para virar comediante? Sério você seria perfeita contando piadas. — faço cara de nojo. — E agora vamos para com o teatrinho. Minha querida abra seus olhos: “Isso aqui não é uma família faz muito tempo”.
Ela vira suas costas para mim e bate furiosa a porta. Eu a deixei completamente sem palavras na boca.
Amélia Black Rose não foi sempre fria comigo. Eu me lembro de que quando eu era criança Amélia saia de viagem todo final de semana para organizar desfiles de moda. Antes de sai me recordo exatamente que ela beijava minha testa e falava as seguintes palavras toda vez antes de partir: “Mamãe não demora filha”. E eu esperava ansiosamente todas as noites por sua chegada (até contava os dias). Na noite que Amélia voltava para casa, mesmo com muito sono por conta do dia cansativo, eu esperava sentada na escada, pois eu tinha a visão exata da porta da entrada. Quando ela abria a porta, eu corria e ia até seus braços receber um abraço bem apertado. Ela me carregava no colo desde a escada até me deitar na cama, assim lia um livro até adormecer.
Um dia tudo isso mudou repentinamente e inexplicavelmente. Dois dias antes da chegada da minha mãe, eu como sempre passei no escritório do meu pai para desejar bom dia, mas quando entro, o vejo debruçado na mesa e imediatamente recai seu olhar sobre mim, percebo o rosto dele com lágrimas. Eu realmente pensei que o mundo estava acabando, pois nunca vi meu pai tão triste e desamparado daquela maneira. Eu até perguntei o que havia acontecido, mas Ethan falou: “Só estou estressado com o trabalho filha... Não se preocupe. Eu só estou chorando porque o psicólogo disse que é bom tão aliviar”. E eu inocente não quis me aprofundar mais e engoli suas palavras, mesmo desconfiando. Espero Amélia do mesmo modo de sempre, assim que ela entra pela porta, na escuridão da noite, vejo seus olhos brilhantes, seus lábios contraídos macabramente, seu rosto estava assustadoramente feliz e sua energia estava sombria, entretanto eu corri para abraçá-la e ela simplesmente colocou a mão na frente do meu rosto impedindo meu movimento, depois me empurra para longe. E eu me lembro como se fosse ontem, suas palavras me fizeram uma cicatriz que guardo até hoje: “Eu estou muito cansada sua criança tola. Não me estresse sua inútil”. Ao ouvir esse comentário rude, eu caio de joelho enquanto cubro o rosto com as mãos chorando muito. Ao voltar para meu quarto eu começo a ter pensando otimistas: “Ela só brigou comigo, pois meus pais estão brigados e ela descontou em mim”. Porém dias se passaram e cada vez mais as coisas só pioravam. Pioraram tanto que ela fez uma lista de ordens:
Estudar 4 horas por dia sem celular;
Sorria mesmo se estiver triste;
Entra no clube de valsa;
Entra no clube de boas maneiras;
Apenas comer a comida que eu designar ser saudável;
Todos seus amigos são escolhidos por mim.
A mãe que eu guardo na minha memória e no meu coração era tão compreensível e carinhosa. A Amélia antes de pisar os pés em casa naquela noite sofreu uma lavagem cerebral, pois hoje em dia é outra Amélia.
Repentinamente meu celular vibra ao meu lado, desbloqueio e vejo que recebi uma mensagem anônima: “Olá gatinha, por causa da “gatinha” você imediatamente sabe quem é? Ainda não adivinhou? Então vou descrever: Gato, charmoso, sexy, uma beldade. Sim sou eu Reymond seu namorado. Encontre-me fora de sua casa agora, pois caso contrário eu tocarei a campainha”.
Não estou acreditando que Parker forneceu o número do meu celular para esse idiota garanhão. E como é idiota, ele é capaz de tocar a campainha e falar com meus pais.
Deixo minha porta entreaberta para ver se alguém está me vigiando, eu percebo que não, sendo assim saio do quarto com passos leves, desço as escadas como se estivesse pisando em um algodão á medida que faço uma expressão angústia a cada degrau descido.
Quando abro a porta no mesmo instante ele esboça um sorriso travesso dessa maneira suspiro profundamente entediada.
— Como sempre a namoradinha apresenta-se harmoniosa. — debocha, mas eu reviro os olhos ignorando seu comentário irônico.
— Eu vou ter que aguentar você agora até aos sábados? Não basta só o dia da semana? — faço uma pausa para tentar me acalmar. — O atrás você aqui idiota?
— Preciso da sua ajuda!
— Não vou ajudar. — respondo de imediato.
— Black Rose... Eu não saio pedido ajuda para toda pessoa, porém o caso é sério, pois meu irmão não está comendo direito e não quer estudar. Ele apenas diz: “Eu quero ver mamãe”. — ele imita a voz de Mason.
Antes de eu falar um: “Eu não posso ajudar”. Scott segura meu braço fortemente e abre a porta do seu carro, sem eu ter forças para lutar contra ele, Scott me empurra para dentro do carro.
— Não... Quero... Eu... —
Reymond entra no carro e cai na gargalhada por ver minha cara emburrada e meu bico.
— Sem educação! — esmurro seu ombro usando meu ódio.
— Falo a pura educação. A senhorita é muito educada! Merece parabéns! — Reymond bate palmas.
Ficamos ambos em silêncio, me sinto constrangida por seus olhos estarem fixados aos meus, ele se aproxima de mim ainda mantendo os olhares. E eu instantaneamente congelo, sendo assim engulo a saliva. O idiota apenas puxou a fivela do cinto de segurança. Ele adora me provocar!
Volto a respira novamente, mas desvio meu olhar para a rua do meu bairro. Eu estou envergonhada por sua atitude. O que custava falar: “Coloque o cinto”. Porém ele é o diferente.
— Deveria ter visto sua cara! — gargalha alto.
— Cala a boca!
Reymond ativa o modo conversível do carro, sendo assim quando acelerou, começo a senti uma sensação ótima por conta do vento batendo em meu rosto e nos meus cabelos.
Recebo um choque de realidade percebendo que qualquer pessoa poderia me ver com o idiota por está no modo convencível do carro. Então começo apertar todos os botões pela frente em desespero.
— As pessoas vão me ver com você!
— Quem diria Black Rose se preocupa com a opinião dos outros! E eu não vou. Sossega! — ele acelera ainda mais.
— Eu vou pular do carro se não fazer o que eu falei. E então você vai para cadeia, ou melhor, você vai ficar com peso na consciência que vai te atormentar até o fim da sua vida. — removo o cinto de segurança, antes que eu levantasse Scott para o carro em rua pouco movimentada aparentemente.
— Para de drama! — grita ele.
— Drama? Nada. Você... — sou interrompida por várias vozes de garotas enlouquecidas, no mesmo instante eu e Scott olhamos para trás e vimos uma cena de apocalipse zumbi. Há várias meninas em volta do carro.
— Reymond! — gritam em uníssono.
Ficamos imóveis e incrédulos por ver a quantidade de garotas que apareceu de repente. Todas me olham com ódio.
— Black Rose ele era para ser meu! — berra uma menina com a metade da minha idade ao julgar pelo seu tamanho e rosto de bebê. Ela puxa uma porção do meu cabelo.
Minha vontade é sai desse carro e dar um murro em cada menina idiota por vim reclamar comigo. Sendo que eu não tive nenhuma opção de não namorar esse idiota e muito menos sou obrigada a ouvir comentários grosseiros.
— Vai puxar o cabelo da sua avó! Eu não tenho culpa, pois não existe mais Reymond nesse mundo. Apenas um e ele é meu namorado. Agora... — levanto do banco do carro e empurro com minhas mãos a menina.
— Acelera essa merda antes que eu mate uma! — sem pensar nas consequências da minha ação, eu empurro Scott para o lado com muita força, piso com um dos meus pés no acelerador rudemente e com minhas mãos seguro o volante.
— Rose sua maluca! — grita enquanto isso eu só caio na risada por sua expressão de espanto e medo. A adrenalina sobe em minhas aveias.
— Cala a boca eu só quero fugir desses zumbis.
Quando estamos inalcançáveis para as garotas, eu paro o carro. E ambos respiramos aliviados e ainda estou rindo.
— Foi a primeira vez que eu pisei em acelerador e segurei um volante e dirigi.
— Nunca vi uma menina tão louca como você! Além de não saber dirigi, você poderia ter atropelando qualquer garota que estava na frente do carro. Sorte que elas abriram passagem por ver sua expressão de raiva. — ele se descontrai rindo.
— Pois eu já. — Eve vem em minha mente.
— Nós temos que lembrar que somos famosos. Eu sou modelo, mas meu pai é um político e minha madrasta trabalha com estatística. As meninas me amam, pois eu sou lindo, maravilhoso, charmoso, corpo esbelto e... — interrompo batendo uma palma.
— Cala a boca convencido. Você não é nem metade disto! — berro.
— Então admite que eu seja metade do que eu citei! — ele esboça um sorriso malicioso.
— Eu falei errado! — corrijo-me imediatamente enquanto arranho a gargalhada.
— Eu sou tudo isso é muito mais. — Reymond pisca. — Agora vamos para minha casa, antes que mais alguém apareça para nos interromper.
No caminho para sua casa ele praticamente ficou falando só sobre sua família, mais especificamente sobre seu pai trai sua mãe com várias. E eu entendo o mesmo sentimento de impotência que ele tem em relação à traição, pois sinto que Amélia trai Ethan.
Chegamos ao seu lar. E eu mesmo antes de sair do carro, vejo uma mulher bem vestida à frente da porta nos esperando sorridente. Vamos até ela, a madrasta do idiota me analise da cabeça aos pés. Enquanto ainda mostra sua simpatia.
— Que bela namorada você tem filho! Desculpe-me não ter ido ontem a festa. Eu tive um imprevisto. Eu queria conhecê-la antes. — ela entrelaça meu braço no meu enquanto me guia.
— Senhorita Eliza Reymond ainda não somos apresentadas... — sou interrompida sua voz.
— Eu já sei seu nome querida. Você é perfeita para meu filho, pois tem uma bela aparência, é educada, elegante e não posso esquecer-me da sua postura impecável e o seu corpo perfeito.
Entramos na jantar de jantar. Ela é bem decorada por quadros da família e com um cheiro de madeira. E ainda as cadeiras combinam com a cor das paredes verde-esmeralda. Acomodamos nos assentos confortáveis. Para meu azar Reymond senta-se ao meu lado e sua mãe a minha frente. Ele poderia ter sentado em qualquer outra cadeira por ser uma mesa grande e tem vários assentos distribuídos, mas para torrar minha paciência senta justo na lateral.
— Eu agradeço pelos elogios, mas eu não mereço.
— Ela é bonitinha, mas mamãe eu sou esplêndido. — ficou incrédulo por seu nível de narcisismo até na frente da sua madrasta. Ele pisca para mim e eu mostro língua por ver que sua mãe presta atenção nas palavras do filho.
— Sim meu bem. — ela sorri depois me entrega uma xícara dada pela funcionária da casa. — Tome um chá de camomila.
— Obrigado! — sopro o líquido e começo a tomar.
— Vocês já estão pensando em casamento? — engasgo com a bebida e começo a tossi, mas a mãe dele acrescenta: — Eu quero muitos netinhos lindos e elegantes. Eu quero herdeiros.
— Calma! — Scott bate nas minhas costas delicadamente enquanto tusso.
Levanto-me da mesa sem olhar para Eliza e seguro o braço de Scott, levando ele até outro cômodo. Eu coloco minha mão na cintura e cruzo meus braços usando meu olhar mortal.
— Desculpa minha madrasta é maluca! Eu não sou culpado de nada. Sendo assim, não me olha desse jeito! — diz atropelando as palavras.
— Você é totalmente culpado. Primeiramente avisa para sua mãe que estamos namorando obrigatoriamente e como ela é inteligente vai saber o significado da palavra e segundamente estamos no nosso segundo dia de namoro por contrato. — reviro os olhos á medida que expilo o ar.
— Ela sabe, mas não entende. Agora vamos ver meu irmãozinho. Esse foi o real motivo de ter vindo aqui. — o idiota faz um sinal para que eu o siga, assim vou atrás dele.
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