Pesadelos Superados
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Fiquem à vontade!!
Hoje é 13 de fevereiro, meu primeiro dia de aula no ensino médio, nunca imaginei que ia chegar tão longe. Ainda bem que a Esther, Emily e a Débora vão continuar, nossa, não sei conseguiria aguentar ficar sem elas. A Esther toda elegante, sabe usar os talheres, está sempre na moda, tem sua própria grife de roupas lindas, apesar de tudo isto, ela se dá muito bem comigo, que sou toda desajeitada e sem jeito para moda. Já a Débora, nossa pensa numa paçoca (jeito que costumamos chamá-la) mais engraçada, sempre possui ma piada. Já a Emily, além de ser minha melhor amiga, é uma das mais idiota, babaca e retardada do mundo.
Eu estava prestes a sair quando meu pai me chamou:
- Oi pai, precisa de alguma coisa?
- Não Rey, apenas quero que venha aqui, gostaria de lhe dar um presente.
- Mas não é o meu aniversário. — Respondi.
- Eu sei, é apenas uma lembrança por você estar no ensino médio. Sua mãe queria lhe entregar mas...- Ele começou a chorar.
- Está tudo bem pai. Vai passar. Eu te amo e vai ficar tudo bem, vou estar aqui e não vou abandonar o senhor. — Disse e lhe beijei na testa, tentando ser consoladora e não mostrar as lágrimas que escorriam pelo meu rosto.
Ele se afastou de mim e me deu uma caixinha roxa. Abri-a e vi um colar com um pingente de anjo dourado. Tudo o que fiz é dar um enorme sorriso.
- Pai eu amei, é muito lindo!
- Que bom que gostou, era da sua mãe, ela costumava usar muito quando namorávamos.
- Eu amei. De verdade. Te amo pai!
- Deixe eu colocar em você. — E pegou o colar de minhas mãos e colocou no meu pescoço. — Ele vai proteger você.
Dei um um maior abraço nele, deixando-o sem ar.
- Acho melhor você ir, não quero que chegue atrasada no seu primeiro dia de aula.
- Está bem pai, obrigada de novo!
- Te amo muito minha filha! — E me beijou a testa.
Um fato que teve ter lhe deixado com uma interrogação, "O quê aconteceu com a minha mãe", isso é simples, ela faleceu de câncer no pâncreas há uma mês atrás. Eu achava que meu pai tivesse superado, mas não. É frustante ser deixado pela esposa, com uma menina de 15 anos nas costas, mas eu não sou levada nem nada, sempre o ajudei no que precisa.
Eu já estava no portão da escola quando vejo a Débora.
- Ei, paçoca como vai? — Disse ela com cara de deboche.
Eu ri.
- Vou bem paçoca.
Nós duas rirmos e entramos na escola. Mais adiante vimos a Esther e a Emily conversando, e que assim que nos viram, vieram andando rápido para nos abraçar.
- Até que está bonita hoje Rey. — Disse Esther. — Mas não tanto quanto eu.
- Essa paçoca se acha! — Disse Débora rindo.
- Ahaha, quão engraçado paçoquinha. — Disse Esther séria.
- É só brincadeira, relaxa Esther. — Disse Emily tentando ser séria. — Ei maluca, como foram as férias? — Disse ela parando ao meu lado.
- Foi bom maluca! — Respondi e lhe dei uma abraço.
- Sinto muito pela sua mãe Rey. — Disse Esther.
- Tudo bem. Obrigada por se importar. — Respondi.
A campa toca, já é hora de entrar.
Notas finais
Até o próxima!!!
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