Pesadelos
5 Sonho ou Realidade?
Notas iniciais
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— Não vamos esperar a Sophie? — A jovem perguntou quando já estavam no carro. Seus pais faziam um rodízio com os vizinhos: um dia Suzanne levava as garotas para escola, no outro era a vez do pai da loira fazê-lo. E as duas voltavam para casa caminhando, já que a escola não ficava muito longe dali. Era estranho esta não estar.
— Hã... Não. — Sua mãe explicou enquanto dava partida no automóvel — A senhora Mason me ligou hoje de manhã e disse que ela estava doente. Por isso Sophie não vai à aula.
— Hum. — Murmurou fitando a janela do quarto da loira, que encontrava-se fechada quando passaram em frente a casa da mesma.
O dia estava nublado. As avenidas estavam repletas de veículos. Vez ou outra ouvia-se o som irritante das buzinas. O sinal estava verde: o carro seguiu. Pessoas andando de um lado para o outro, trabalhadores, estudantes, em fim, a cidade de Cleveland amanhecia movimentada.
Alguns minutos se sucederam e Alice já podia avistar a rua onde ficava o colégio. Viu vários adolescentes conversando ao longo da mesma, a maioria uniformizada, carregando seus livros e mochilas...
— Mãe, a escola fica pra lá! — A morena apontou na direção contrária para qual Suzanne estava levando-as, quando a mesma passou do lugar. Distração?
— Eu sei. — Sua resposta fez a menina arquear uma de suas sobrancelhas. O gesto rendeu-lhe uma gargalhada da mais velha — Está com medo?
— A senhora 'tá bem? — O modo como sua mãe falava começava a lhe preocupar.
— Estou sim. — Sorriu — Pena não poder dizer o mesmo da senhora Drummond aqui. — Aquela expressão, aquele sorriso... Estaria mesmo acontecendo?
— É você... — Balbuciou, tremula — A mãe de todos!
— Você sabe demais, Alice. — A criatura lhe lançou um olhar que a deixou aterrorizada. Não podia ser real, não! O carro acelerou, a velocidade fazia com que sua respiração ficasse descompassada. Tudo o que pode ver foi o farol do caminhão, antes que sua vista fosse ofuscada. De repente, tudo fazia sentido: o sonho que tivera não envolvia os Winchester. Ela morreria naquele acidente.
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— Quer dizer que EU não sou nada pra você?! — Sammy desceu do carro batendo a porta atrás de si, visívelmente irritado.
— NADA? — O loiro riu — Escuta aqui, eu fui pro Inferno por sua causa, pra te trazer de volta, e por isso toda essa guerra começou. Eu sempre tentei te proteger, tentei te avisar sobre a Ruby, mas era tarde demais: a vagabunda já tinha te cegado! E por não ter acreditado em mim, VOCÊ libertou o canalha do Lucífer... Só que, mesmo assim, eu sempre estive lá, do seu lado. Mesmo quando você preferiu um demônio! Mesmo quando perdeu sua alma e agiu feito um IDIOTA! Quem foi que falou com a Morte pra te trazer de volta? QUEM? EU! AINDA ACHA QUE EU NÃO ME IMPORTO? — Dean terminou o seu discursso exaltado, encarando seu irmão possesso.
— Olha... — Respirou pesadamente para depois prosseguir — Eu sei que você se preocupa comigo e que... a Lisa e o Ben, tudo isso estar acontecendo tão de repente... Eu entendo...
— NÃO! VOCÊ NÃO ENTENDE! — O jovem não se acalmava.
— JÁ CHEGA VOCÊS DOIS! — A voz de Castiel soou como um trovão, interrompendo a discussão dos Winchesters, que o miraram mudos — Isso não é hora para culparem um ao outro. Precisamos nos preparar para a volta de Lucífer e Miguel. Agora que eles estão aqui, estou certo de que... — De súbito, o anjo parou e fitou o nada. Seus olhos azuis focavam um ponto qualquer, como se enxergasse algo terrível. Sam e Dean se entreolharam perplexos antes de correr ao encontro do mesmo.
— Cass? CASS? — O mais velho sacudia-o fortemente pelos ombros, na tentativa de despertá-lo. Segundos mais tarde, este voltou a realidade - 'Cê 'tá bem?
- Não. — Respondeu secamente, o fitando de forma fria, para logo em seguida afastar suas mãos de seu sobretudo, e desaparecer.
— O que você acha que foi isso? — Samuel, assim como o outro, não entendera a estranha reação de Castiel.
— Não sei. Mas ele tem razão: é melhor nos concentrarmos no Freddy e no Jason. - Disse já de costas para o irmão.
— Dean! — O caçula o chamou, antes que este entrasse no carro. O loiro o olhou inexpressivo — Me desculpa...
— Esquece. — Sorriu — Agora anda, ou te largo no meio do nada. — Ameaçou, já a bordo do Impala. Sam apenas balançou a cabeça, rindo, enquanto adentrava no veículo.
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Seus olhos já estavam cerrados a espera do pior. O som da buzina parecia estar mais próximo a cada instante. Foi quando sentiu uma mão a agarrando fortemente pelo braço direito. Teve a ligeira impressão de que a claridade fez-se mais forte. Quando deu por si, estava ao lado de fora do carro da mãe, que se chocou contra o caminhão, provocando uma forte explosão.
- NÃO! — Gritou, pouco depois, caindo incosciente.
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