Pesadelos
1 Prólogo
Notas iniciais
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Trevas. Era tudo o que se via. Solidão. Sofrimento. Dor. Essa era a descrição perfeita do Inferno. Podia ouvir ao longe brados estridentes implorando por salvação.
— Socorro, SOCORRO! — O rapaz preso às enormes correntes berrava. Seu rosto fora desfigurado, suas vestes dilaceradas e o sangue e o suor cobriam seu corpo. Era uma visão lamentável — Não, NÃO: alguém me ajuda! Sammy... SAMMY!!!!
— AAAAAAAAAAAAHHHHHH!!! — Gritou subitamente, abrindo os olhos, e sentando-se em sua cama. Três da manhã, segundo o relógio ao seu lado. Estava ofegante, respirava com dificuldade. A lâmpada é acesa, e alguém adentra o cômodo.
- Alice? - Seu pai havia acordado, assustado com os gritos — Está tudo bem? — Perguntou, se sentando ao lado da menina.
— Foi terrível... — Murmurou, antes de o abraçar e deixar que as lágrimas escorressem por seu rosto.
- Psiu... Calma, Bonequinha! — Robert acariciava as longas madeixas negras da filha, na tentativa de acalmá-la. — Foi apenas um pesadelo, só isso: sonhos não são reais.
— V-você tem razão, mas é que... — Balbuciava entre soluços, enquanto se afastava do pai e secava as lágrimas com as costas das mãos.
— Mas nada. — O homem se levantou — Agora trate de dormir. Amanhã vai se sentir melhor.
— Tudo bem. — Concordou, mais tranquila, deitando-se em sua cama — Boa noite, papai!
— Boa noite! — Sorriu, antes de apagar a luz e encostar a porta do quarto, deixando Alice sozinha novamente.
"Foi tão real..." Pensava. Aos poucos, seus olhos, de um tom de cinza, iam se fechando. Não demorou e a garota dormia outra vez, sem sequer preocupar-se com o sonho que tivera a pouco.
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Não muito longe dali, um jovem de cabelos castanhos e olhos claros segurava o cadáver deformado de seu irmão mais velho. Sam fitava a expressão inerte de Dean com tristeza. Seu choro era abafado e rouco.
— Dean, Dean... — Chamava-o, sem obter resposta — Me perdoa, a culpa foi minha eu não... — Respirou fundo — Não consegui te salvar. Você sempre cuidou de mim, então, PORQUE EU NÃO CONSEGUI CUIDAR DE VOCÊ? DROGA! — Bradou, exaltado. Meia hora. Duas horas. A noite inteira. O dia já amanhecera. E Dean Winchester ainda jazia morto. E não havia nada que Sammy pudesse fazer. Se levantou, mudo. Carregou o corpo do irmão até o Impala 1967 e dirigiu até um bosque vazio. Lá, junto de Bobby, enterrou o corpo do loiro. Uma rústica cruz de madeira marcava o lugar da sepultura.
— Eu vou te salvar, Dean. — Murmurou, antes de dar as costas ao lugar e partir. "Eu prometo..."
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