Pesadelos

18 Paródia do Filho Pródigo


Notas iniciais
Legenda Fala do personagem: - Eu vou te salvar, Dean. Pensamento: "Itálico" Memória: Negrito Narração: Logo depois, a garota dormia outra vez, sem sequer preocupar-se com o sonho que tivera a pouco. Mudança de Tempo e Espaço: ●๋..●๋

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“Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha esbanjado tudo o que possuía, chegou uma grande fome àquela região, e ele começou a passar necessidade. Então, foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu sítio cuidar dos porcos. Ele queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. Então caiu em si e disse: “Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e foi tomado de compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos. O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. Colocai-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o, para comermos e festejarmos. Pois este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. Ele respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque recuperou seu filho são e salvo’. Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistiu com ele. Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Mas quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com as prostitutas, matas para ele o novilho gordo’. Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver, estava perdido e foi encontrado”.*

Revirou os olhos, entendiado. Acabara de ler a "Parábola do Filho Pródigo". Por que tudo aquilo lhe soava tão familiar? "O filho caçula que se rebela contra o Pai. Me lembra alguma coisa..." Suspirou. "E é claro, o irmão mais velho: um egoísta rancoroso. Se parece com você, Miguel. É bom demais pra aceitar o pedido de desculpas de alguém!" Exaltado, depositou a velha bíblia na mesa que ali havia. Parecia viver numa paródia absurda...

— Veja o que encontrei, Lucífer. — Raphael surgira de repente, carregando um objeto muito parecido com os outros quatro que possuía: a Sétima Trombeta — Ezequiel não vai mais precisar dela. — Completou com um sorriso de escárnio.

— Fez um bom trabalho.

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— Você me decepciona, Castiel... — A voz fria de Miguel fez com que o mesmo afastasse-se da garota, se colocando dois passos na frente desta. Encarava o irmão de certa distância, com cautela — Tsc, tsc, tsc. — Balançou a cabeça — Pensei que seria mais difícil manipulá-lo, porém, imagine o quanto fiquei perplexo ao presenciar esta cena... repulsiva. — Completou, com um olhar enjoado.

— Se há algo repulsivo aqui é o estado de seu receptáculo. — Rebateu, o analisando minunciosamente: o corpo do jovem adquirira uma palidez doentia e feridas da pele — Pensei que já não precisasse mais de Dean Winchester, no entanto, vejo que Adam não é suficiente para contê-lo. — O comentário fez com que o outro rangesse os dentes.

— Que se danem os Winchesters, você e todos aqueles rebeldes cretinos! — Rosnou — MALDITOS SEJAM TODOS!!! — Respirou profundamente, na tentativa de se recompor — Estou no controle da situação: sempre estive. A rebelião só aconteceu por sua causa. -Disse apontando para Alice, que se encolhia atrás de Cass — Viu o que você fez? Isso tudo é culpa sua: a guerra lá em cima, a desordem aqui na Terra, irmãos lutando contra irmãos... Se você tivesse ficado fora do meu caminho, e deixado que eu e meu irmão cumpríssemos com nosso Destino, Alice, nada disso estaria acontecendo. Seus pais ainda estariam vivos e vocês viveriam uma vidinha medíocre felizes! — As palavras frias feriam. Essa era a intenção dele: machucá-la.

— Não irei permitir que continue proferindo tais insultos à menina. — Houve um silêncio repentino e uma troca de olhares fuzilantes — Miguel, não faço ideia do que ocorreu entre Lucífer e você lá embaixo, mas seja o que for... Você mudou. Se tornou igual a ele: obcecado pelo poder, egoísta, impiedoso. Está nos usando e tudo pra que? Vingança?

— Obediência: é isso que Deus quer. — Sorriu, encarando Alice, que assistia a tudo pasma — Se não vier comigo agora, Castiel, Dean e Samuel morrem. A escolha é sua: salve a vida dos seus amigos ou... — Com um simples menear das mãos, o outro anjo caiu, incosciente — deixe que morram.

— Está bem: — murmurou, com os olhos já marejados — eu vou com você. Mas prometa que não vai fazer nada com eles...

— Eu prometo. - Um ruflar de asas se ouviu e os dois tinham desaparecido.

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Notas finais
*Lucas, Capítulo 15, versículos do 11 ao 32. Fonte: http://www.bibliacatolica.com.br/02/49/15.php#ixzz1JmCFFOlGDesculpem esse atraso, essa semana estava muito ocupada. Tentei avisar isso nas últimas notas finais, só que com um problema nos sistema do site, elas não apareceram. =/ Mas, desde sexta-feira voltei a escrever e já adianto que a história está quase terminada - só falta mesmo postar os capítulos! *--* Espero que todos estejam gostando, qualquer coisa estou aqui pra esclarecer eventuais dúvidas e ouvir suas opiniões! :*