Notas iniciais
Boa noite, amores!! Como disse na minha outra fic (Obra do Destino), vou continuar com essa fanfic. Eu fiz esse capítulo com muito nervosismo, pois não sei escrever em terceira pessoa (sorry!) Espero que gostem!! Boa leitura...

Capítulo 2 – "Complicações"

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando. Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Sarah Westphal

A vida é repleta por surpresas, e para Violetta isso não é novidade. O que é novidade para ela é descobrir que ainda existem pessoas que se importam com o bem estar do próximo. Ela sabia que estava cometendo uma loucura. Ir com uma pessoa que não conhece, no meio da noite. Porém, mais loura ainda era se sentir bem nos braços dessa pessoa.

Ao chegar em sua casa, León subiu rapidamente para o quarto de hóspedes, onde deixou a mulher que estava em seu colo sobre o leito que ocupava uma grande parte comodo. Os olhos verdes do mexicano mostrava o quanto preocupado estava. E não conseguiu esconder essa preocupação quando perguntou algo que já era obvio:

— Você está bem? — Se sentou na cama e a olhou com mais cautela. — Por que estava na rua aquela hora? — Fez outra pergunta, antes que a mesma respondesse a interior.

O corpo feminino se virou e abriu os olhos – não completamente, pois suas pálpebras estavam pesadas. Lançou para ele um olhar curioso e envergonhado.

— Meus pais morreram... — murmurou ela já sentindo seus olhos marejarem —… E minha casa esta interditada por conta de um processo — deixou a lagrima cair, juntamente com um soluço — Eu estava indo para casa da minha amiga, mas então aquele... aquele homem começou a me perseguir — contou, ainda pra baixo — E não. Eu não estou bem — disse, antes de cair em um choro que parecia não ter fim.

León não sabia o que dizer ou fazer. Era péssimo ver uma mulher tão vulnerável assim. E mais péssimo ainda era não saber o que fazer para ajuda-la.

— Sinto muito — foi a única coisa que conseguiu dizer. E nada mais depois disso.

O silencio se estabilizou ali, e o choro da moça era a única coisa que se ouvia. Com o tempo, não tinha mais lagrimas para sair. Apenas cansaço. Então ela se entregou ao sono, e León se aliviou por isso.

— Eu realmente sinto muito — murmurou, mesmo sabendo que ela não ouviria.

O filho mais velho dos Vargas se levantou e se dirigiu até a porta. Antes de sair do comodo, ele olhou mais uma vez para a figura feminina deitada na cama e sorriu fraco, abaixando o olhar e saindo em seguida.

"Ela era linda. E estava machucada – não só fisicamente."

(…)

Ao acordar em um lugar não reconhecível e com uma enorme dor de cabeça, Violetta se levantou em um pulo, ignorando suas dores. Apenas forçando a memoria, e tentando lembrar que lugar é aquele. Assim que olhou para o lado, viu que havia um banheiro no quarto. Meio relutante, a loira entrou e fez sua higiene matinal.

E através do reflexo do espelho foi possível ver as olheiras que estavam em seu rosto. E foi através delas que se lembrou de tudo. Da morte, da perda, do medo e da tristeza. E dos magníficos olhos verdes. Mesmo sem se dar conta, ela sorriu. O primeiro sorriso depois de dois meses.

Sentiu um calafrio passar por seu corpo, antes de sair do quarto e descer as escadas, indo em direção a sala. Ficou um pouco espantada com o tamanho do lugar. E encantada também.

— Como está? — ouviu uma voz suave soar atras de si, fazendo-a se virar rapidamente — Melhor? — perguntou, evidenciando sua preocupação.

A mulher que carregava o nome de Violetta abriu a boca, fechando-a em seguida. Não sabia bem o que dizer.

— Eu... sim, estou melhor — mentiu — Obrigada — agradeceu, gentilmente.

— Não precisa agradecer — afirmou, enquanto se aproximava mais. — Qual o seu nome? — perguntou.

— Violetta — respondeu prontamente. — Violetta Castilho.

León sorriu e se aproximou um pouco mais, pegando em sua mão e a cumprimentando de forma cavalheira.

— Eu sou o León — disse a ela, que sorriu tímida. — Bom, er... vamos tomar café? Está com fome, não? — perguntou, gesticulando com as mãos enquanto falava.

— Ah, não, obrigada! Eu realmente preciso ir... — falou, exprimindo os lábios para suprir a vontade que teve em dizer sim — Minha amiga deve estar louca em preocupação — soltou uma pequena risada, sem humor algum — Mas, obrigada! Por tudo. De verdade. — agradeceu, novamente.

O moreno soltou um sorriso e aceno com a cabeça, concordando com que acabara de dizer.

— Tudo bem. Eu entendo — disse, sorrindo — Quer que eu te leve? — perguntou.

— Não é necessário. — afirmou, já se dirigindo até a porta. — E eu prefiro ir andando — comentou e ele, novamente, acenou com a cabeça, concordando — Tchau, León — se despediu, saindo pela porta em seguida.

— Tchau, Violetta — disse, após a mesma sair.

Soltando um suspiro, Vargas voltou a subir as escadas em direção ao seu quarto. Pegou o celular e suas chaves, descendo as escadas novamente. Mas, antes de sair de casa, seu celular tocou, o fazendo parar e atender.

— O que foi, Fede? — indagou, enquanto saia de casa.

— Está atrasado. — resmungou, nervoso — De novo, León. — disse em reclamação, fazendo o amigo revirar os olhos.

— Eu perdi a hora, okay? — explicou, e entrou em seu carro — Os chineses já chegaram? — mudou de assunto.

— Sim, acabaram de chegar. Só estamos esperando você para começarmos a reunião — comentou, um pouco mais calmo.

— Tudo bem. Em dez minutos chego aí — anunciou — Se quiser, pode começar. Não estou a fim de ir a empresa hoje... então se eu demorar mais que dez minutos... — soltou uma risada quando ouviu o amigo bufar.

— Anda logo, seu idiota — disse e encerrou a ligação.

"Sim, ele era um idiota."

(...)

Violetta pensava que as coisas não poderiam piorar. Mas, pioraram. E ela não imaginava que Francesca precisaria dela naquela noite, mais do que em qualquer uma.

As coisas não estavam fáceis para nenhuma das duas.

— Fran, eu não... eu não acredito no que está me dizendo — disse, ainda perplexa — Você está gravida? — perguntou, mesmo já estando claro a resposta.

— Sim eu estou. — afirmou, enquanto enxugava as lagrimas. — Serei mais uma mãe solteira no mundo — disse, rindo sem humor.

A única herdeira dos Castilhos se levantou e caminhou até onde a amiga estava. Se sentou ao lado da mesma e foi impossível não olha-la com pena.

— Contou a ele? — perguntou, com cautela.

A italiana engoliu a saliva com certa dificuldade e balançou a cabeça positivamente.

— Ele foi tão frio — murmurou, desconcerta.

— O Marco não presta, e você sabe — deixou escapar de seus lábios, se arrependendo pelo que disse. — Me desculpe, Fran — pediu arrependida.

A italiana deu um sorriso torto e foi para frente do espelho. Levantou sua blusa e começou a acariciar sua barriga, deixando algumas lagrimas cair. Violetta sentiu seu coração se afundar com a cena.

— Eu vou embora — Francesca se pronunciou depois de um breve minutos de silencio, fazendo Violetta a olhar incrédula — Vou ir morar com minha avó na Espanha e criar o meu filho longe de tudo isso — suspirou, enquanto abaixava a blusa com cuidado.

A Castilho se levantou foi se aproximando mais, ainda surpresa.

— Você não pode ir — disse, com a voz falhando — Não pode me deixar. — complementou a fala — Não agora, Fran — passou as mãos pelo cabelo e respirou fundo — Eu estou aqui e vou te ajudar. Mas, eu também preciso da sua ajuda.

A dona de madeixas negras a olhou nos olhos e se sentiu um pouco culpada, sabendo que a amiga também sofria. Mas não mudou sua decisão.

— Eu não posso, Violetta! — exclamou, com melancolia — Não consigo passar por tudo isso aqui. Vendo ele todos os dias e... — parou de falar e abaixou a cabeça.

A argentina se afastou, enquanto passava as mãos pelas suas medeixes. Foi em direção a porta, sem ao menos olhar para trás. Mas, antes de sair disse:

— Espero que consiga seguir seu caminho. E que seja feliz — desejou com sinceridade — Eu realmente pensei que fossemos amigas, Francesca — a olhou de canto e saiu.

"Estou em uma grande enrascada" — pensou, enquanto andava pelas ruas calorosas de Buenos Aires.

Notas finais
O que acharam? Gostaram ou não? COMENTEM por favor. É importante para mim. FAVORITEM também. Com favoritos eu volto bem mais rápido. Bom, é só! Beijos e até logo ♥