Persona 5
4 Capítulo 4 - Mais um!?
Notas iniciais
-Agora a porra ficou séria? De onde você tirou isso? — Perguntei.
Já estavamos no galpão de ferreiro, ofegantes. De algum jeito, Pharos nos encontrou e nos trouxe de volta.
-Eu tava desesperado – Disse Kyle, jogado no chão do lugar.
-Isso... Não é... Desculpa... — Jocelyn falou entre a respiração pesada.
-Que diabo é aquele monstro? — Perguntei a Pharos, que nos olhava com olhar indiferente.
-Só uma sombra, nada demais. Apesar de que, era bem mais poderosa que as outras?
-Sombra? Explica direito, pô! — Kyle disse, se levantando e olhando para o Pharos.
-Sombras são o contrario dos seres humanos, um tipo de versão monstro.
-Como assim, versão monstro? — Perguntou Jocelyn.
-Tudo tem um oposto. Assim como a matéria possui a anti-matéria como oposto, a mente dos seres humanos tambem possui um oposto. Isso são as sombras, aquela coisa que você viu lá.
Kyle respirou fundo e se encostou na parede.
-Saquei. Mas se matarmos a sombra, a pessoa vai ficar bem? — Perguntei.
-Não. Vocês acabaram de matar uma pessoa. Provavelmente um lider mafioso, para ter um lado negro tão desenvolvido.
-Mas... ainda era uma vida, né? — Disse Jocelyn.
-Sim. Mas não podemos pensar nisso. Aqueles caras já foram embora? — Perguntei.
-Sim, já podemos sair. Vamos, seus pais devem estar preocupados.
Quando iamos empurrar a mesa, ouvimos um barulho vindo da porta. Quando nos viramos, vimos um monstro saindo de lá. Parecia um sapo preto, possuia dentes afiados e olhos grandes. Era grande o suficiente para se montar em cima.
-Merda! — Peguei meu celular. Sem bateria.
-Sai fora! — Gritou Kyle. Ele correu para uma pilha de metal e puxou um pedaço de cano enferrujado. Não era a arma ideal, mas era melhor que lutar de mãos vazias.
-Kyle! — Gritou Jocelyn, desesperada.
-Vão! Eu vou fico aqui e distraio ele.
-Você vai morrer! — Gritei.
-Não fala assim. Eu vou distrair ele enquanto você tira a mesa e abrem a porta para eu passar. Anda logo.
Ele correu para o sapo, e atacou. Porém, o sapo pulou para o lado e mordeu-lhe o braço.
Enquanto isso, eu, Pharos e Jocelyn empurrávamos a mesa.
-Kyle! — Jocelyn gritou. Kyle chutou o monstro, que o soltou e voou até a parede esquerda. Ele voltou a ficar de pé e foi até Kyle.
-Sai! — Kyle gritou, e o cano brilhou. O brilho ofuscou meus olhos, então os fechei enquanto empurrava a mesa.
Quando a luz cessou, o cano havia se transformado numa Nodachi(pra quem não sabe, é uma espada japonesa de duas mãos) de quase um metro, com cabo cumprido. A lâmina branca possuia uma lua pintada. Não foi isso que chamou minha atenção, mas sim o homem atrás de Kyle.
Ele possuia cabelos prateados e brilhantes que iam até as costas, e olhos brancos que encaravam o monstro com ferocidade. Ele usava um kimono tambem prateado, e a pele era ainda mais pálida que a de Pharos, como se o homem nunca tivesse encarado o sol. Ele levava uma bainha negra na cintura e segurava o cano enferrujado que Kyle estava segurando um momento atrás, como se tivesse trocado-o pela espada.
Um ataque do cano, e o monstro se partiu em dois. Eu não tinha a minima ideia de como o cano cortou o monstro, mas ele se desfez.
Quando olhei para Kyle, ele estava no chão tentando levantar a espada, sem sucesso.
-Kyle! O celular! — Gritou Pharos.
Ele pegou, e apertou um botão. A espada voltou a ser um cano, e o ser voltou ao celular.
-Que porra foi essa? — Gritou Jocelyn, trêmula.
-Não sei – Disse Kyle – mas vamos ter que empurrar essa mesa pra outra porta.
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