ano 3000 a.C.

—Acha mesmo que seu irmão ira li perdoar por essa traição? —perguntava o conselheiro.

—Não foi uma traição, foi apenas um momento de fraqueza—retrucou o moreno.

—Esta tentando convencer a mim ou a si mesmo disso?

A pergunta ficou no ar, ambos perdidos em seus próprios pensamentos. Ate que houvem o som do choro de um bebe.

Os dois correm ate o berço, que fora instalado no recinto a algumas horas, onde um lindo bebe, de cabelos negros como petróleo e pele branca como a neve, jazia a chorar. Com as pálpebras comprimidas e se remexendo desconfortavelmente, parecia esta tendo um pesadelo.

O homem moreno, auto, forte e dono de um bronzeado impecável, pegou o bebe em seus braços e o trouce para perto de si. o bebe não parou de chorar mas abriu os olhos. que eram de um verde-mar intenso e penetrante, idênticos aos do homem a sua frente.

—sabe que ele e paranoico — o conselheiro voltou a dizer.—estamos em meio a uma guerra e você se envolve com uma mulher do lado inimigo. por mais que eu saiba que não e traição ainda parece ser o caso.

—e a vida do meu filho que esta em jogo, oque você quer que eu faça?—disse o moreno levantando o bebe olhando em seus orbes profundos.

na mesma hora o bebe, que ainda chorava calou-se. deixando o salão do palácio de Atlântida em silencio. assim como todos os corredores, salas, quartos e outros recintos, estavam muito vazios e suas enormes paredes verdes, uma vez brilhantes e vivas, estavam escuras e assustadoras, consequências de se estar em meio a uma guerra.

—meu concelho e que o esconda, não deixe que ninguém saiba de sua existência—o concelheiro disse de uma forma confiante—o cria aqui mesmo no palácio e quando ele estiver mais velho deixe que saibam.

Poseidon concordou com a cabeça colocando o menino de volta em seu berço. jamais deixaria que Zeus colocasse as mãos em Perseu, seu filho primogênito e verdadeiro herdeiro do mar.

Notas finais
se receber comentários posto o próximo capitulo ate semana que vem.