Notas iniciais
Espero que tenham me perdoado

POV Annabeth

Eu já havia saído da casa do Jackson, bem eram 13:24, Luke certamente me faria um interrogatório, e eu estava certa

–Onde estava?

–Na escola

–Escola até essa hora

–Fiquei pra arrumar a biblioteca

–Você não sabe mentir, que casaco é esse –Caralho, droga, droga, droga, eu esqueci o casaco, eu esqueci de entregar o casaco

–É meu

–Seu? Tem certeza, parece um vestido em você

–Meu pai que comprou, ele não sabe meu tamanho

–Por que ele é masculino?

–Meu pai comprou pro meu irmão, mas ai ele deixou aqui em casa –Luke veio até mim

–Tem certeza? Não vi você sair com esse casaco –Ele me avaliou –Ta diferente, onde estava Annabeth?

–E-Eu não estava em lugar nenhum

–Anda, eu não sou tia Atena, não irei te matar, pode falar com o priminho aqui

–E-Eu estava na casa da Thalia, minha amiga, esse casaco é do irmão dela

–Certeza? Fala logo

–Aff, eu estava na casa do Percy, posso passar agora? –Ele riu, não um sorriso simples e sim um malicioso, bemmm malicioso

–Luke! Não é nada disso, nossos amigos estavam la, a Piper, Leo, Hazel, Thalia, Jason, Nico e o irmão do Percy, Tyson

–Vocês vão se casar, ter filhos, um cachorro, e vão... –Tapei a boca dele

–Fale mais alguma coisa e você desejará não ter nascido, ele não gosta de mim e ponto

–Mas você gosta dele

–Não! Caralho Luke, não e ponto! Vou pro meu quarto, tchau! –Corri até meu quarto e tirei o casaco, tinha o mesmo cheiro de maresia de Percy, um cheiro viciante, joguei na cama e fui tomar um banho, sai e vesti um short e uma blusa de manga, Luke estava na sala, almoçando

–Nem pra me esperar

–Ah, você demorou vinte anos, o rapaz aqui sente fome

–E a senhorita aqui também, o que tem pra comer?

–Comida, que pergunta

–Aff Luke, fala logo

–Ok, lasanha, pega logo antes que eu pegue –Eu corri pra cozinha e peguei um pedaço (enorme), voltei a sala e Luke me olhou de cima pra baixo

–Seus amigos estavam mesmo la? Como fez essas amizades? Parou pra pensar que podem ser abusadores de uma menina loira de olhos cinza?

–Sim, estavam, eu fiz amizades fazendo ué, cedo ou tarde iria conhecer pessoas, se fossem abusadores de uma menina loira de olhos cinza eu saberia

–Como?

–Eu saberia Luke, que pergunta... –Olhei para a TV, estava passando um desenho muito louco

–Quando vai desencalhar?

–Quando eu quiser, minha amiga vai vir daqui a pouco, então, por favor, fica quietinho –Ele assentiu

–Tudo bem, deve ser uma nerd igual a você, nada gostosa –Bati em Luke e terminei de comer minha lasanha em silencio, eu enviei uma mensagem a Thalia mais cedo, estava confirmado, ela chegaria em menos de cinco minutos, subi ao meu quarto e ouvi Luke gritar

–Annabeth! Tem uma vizinha aqui querendo falar com você!

–Me deixa entrar! –Gritou a voz familiar, desci a escada, Luke estava secando Thalia, que estava a ponto de dar um soco nele

–Thalia, Luke deixa ela entrar, ela é a minha amiga –Ele assoviou e me olhou

–Amiga? Tipo, amiga? Onde arranjou uma amiga assim?

–Luke, para, Thalia entre, e não estranhe esse louco –Ela mandou um beijo a Luke

–Obrigada queridinho, sou mesmo bonita, mas não sabia que deixava alguém sem reação –Ela veio até mim e me seguiu até meu quarto

–Uau, isso aqui é um escritório, remodelado, versão nerd, para fãns de saga –Ela foi até minha estante de livros (que ocupava quase a parede toda) –Seu quarto é foda

–Diz a pessoa que tem a casa podre de rica

–A-va então, vamos passar a tarde fazendo o que? Seu primo é bonito, podia me ajudar a... –Eu pigarreei

–Ele não vale nada, quer mesmo isso?

–Bem, eu estava brincando, vocês são dois loiros possuídos, agora eu entendo o porquê a sua família não é normal

–Aff, pode sentar aonde quiser –Ela se jogou na minha cama e pegou o casaco que eu não guardei

–Você estava com isso hoje cedo, é do Percy

–É ele me emprestou, amanha eu devolvo, já que esqueci de devolver hoje –Ela assentiu

–Você me deve duas, a primeira é, quem é a pessoa que você anda falando? E a segunda eu resolvo outro dia

–A pessoa que eu converso é uma pessoa, que pergunta

–Fala pra mim, eu vou ficar em silencio, eu juro que não contarei a ninguém, juro pelo estige

–Eu não posso falar

–Fala, por favor

–Agrh, ok, eu falo, mas você vai pagar um troco, sua vida depende de mim agora

–Ok loira, pode falar, sou uma boa ouvinte, minha boca é um tumulo, não contarei a ninguém –Contei tudo a ela, que só ria e me zoava, meu primo abriu a porta do quarto e começou a rir

–Eu não acredito nisso! Como assim Annabeth?! –Ele gritou e voltou a rir

–O que?? Você estava atrás da porta? Eu deveria saber! –Luke ficou me zoando e Thalia ficou rindo, o que me irritou o dobro

[...]

–Parem! Parem com isso! Eu não devia ter falado

–É o amor!!! –Gritou Luke, Thalia me abraçou

–Que mexe com sua cabeça e te deixa assim! –Cantarolou a mesma

–Não! E não! Parem com isso, os dois! Ou eu irei...

–Ira o que? Nos dar um bebe pra cuidar? –Perguntou Luke

–Agrh, vocês são insuportáveis, dois insuportáveis

–Ta apaixonadinha e ficou irritadinha –Disse Thalia rindo

–Ok, querem fazer o que agora? Vão falar pro mundo? Vão em frente, sabem que não estou apaixonada por ninguém, nem gostando de ninguém, vão inventar o que? Que gosto do vizinho?

–Você é sem humor –Reclamou Luke

–Não sou sem humor, só não quero brincadeirinhas agora

–Tudo bem, paramos, agora somos pessoas legais, que horas são? –Perguntou Thalia, caramba, a tarde passou bem rápido

–18:23 –Os dois assentiram

–Bom eu tenho que ir –Disse Thalia, eu e Luke fomos com ela até a porta, eu a abracei, Luke iria fazer o mesmo, mas ela afastou

–Luke, melhor não, sabe? Estou com suspeita de catapora –Ela apertou a mão dele e saiu

POV Thalia

A caminho de casa encontrei Nico, estava quieto, sentado em um banco de uma praça, observando as pessoas, famílias e crianças presentes no local, casais discutindo e namorando, jovens correndo sem limite algum, pessoas brigando (serio, teve um cara e que acertou um casco de cerveja na cabeça do outro)... sentei-me ao seu lado, já estava de noite, e o que ele fazia desse local eu não tinha idéia

–Nico –Ele me olhou com um olhar sombrio, e quase me ignorou

–Oi –Foi tudo o que disse depois de minutos

–O que faz aqui? –Perguntei, ele novamente tornou a me olhar e apenas olhou para todos no local

–O mesmo que você, nada –Sua voz soava esquisita, como se algo o incomodasse a tempos

–E Hazel?

–Esta em casa, por que essas perguntas? Por quê? Não vê que não quero conversar?! –Ele gritou e virou para frente novamente

–E-Eu queria ajudar, você sabe que sou amiga, pode falar comigo

–Por trás de cada olhar existe um historia que ninguém conhece –Foi o que ele disse antes de sumir, literalmente, ele apareceu um pouco distante, o que me restou a correr atrás do ser, cutuquei ele, ou pelo menos eu acho que era ele

–O que foi garota?! –Gritou um homem, cujo estava estressado

–Desculpe-me, estou procurando um amigo –Antes de ouvir ele xingar sai de perto, algo estava acontecendo e eu precisava descobrir, fui caminhando pela rua, em um beco encontrei homens drogados, nada de Nico

–Por que esta fazendo isso? –Perguntei, quando percebi uma respiração ofegante atrás de mim

–Vai continuar a me perseguir Grace?

–Não quero te perseguir, quero te ajudar

–Você não ressuscita ninguém, eu estou cansado disso –Sussurrou o mesmo

–Nico, você não estava assim hoje cedo, o que esta havendo?

–Descubra você mesma –Ele novamente sumiu, voltei a andar pela cidade, um carro atropelou uma mulher, a criança, cujp parecia ser filho dela, começou a gritar, e eu me toquei, a mulher acabara de falecer, após dar sua vida ao seu filho, que seria atropelado, um gesto de amor e uma tortura

–Nico, cadê você? –Eu estava abalada com a cena, antes de me dar conta que o mesmo estava parado do meu lado

–Eu estou aqui Grace

–Por que não fez nada? Eu sei que podia, por que esta assim?

–Talvez sejam perguntas que não poderei responder agora –Ele passou o braço por volta de mim

–Se afaste

–Eu irei te levar pra casa

–Não! Não quero ir pra casa, antes de me contar o que esta acontecendo! –Ele ficou em silencio e apontou para uma pessoa, ao lado da mulher que acabara de falecer, ruiva, olhos verdes, não poderia ser ela, Rachel

–O que? Acha que ela esta provocando isso?

–Não Thalia, não ela, mas eu pressinto a morte, eu sei que alguém vai morrer daqui trinta segundos no próximo quarteirão, o irônico seria isso –Ele me abraçou, aparecemos no próximo quarteirão, Rachel também estava la, de um jeito, inesperado, um cara estava com a arma apontada para a cabeça de uma garota, aparentemente 14 anos, Rachel com um único golpe, derrubou o homem no chão e depois fugiu

–Acha que ela é uma heróina? Salva pessoas inesperadamente? –Ele negou com a cabeça

–Ela esta em quase todo lugar, sempre que há um acidente –Sua voz ainda soava esquisita

–É apenas por isso que esta assim?

–Não posso lhe contar o resto eu tenho que ir –Ele saiu andando pelas ruas e claro, eu o segui, o mesmo fez um trajeto esquisito, primeiro passou em uma floricultura e comprou rosas brancas e pretas, em seguida novamente sumiu, mas não iria ficar assim, ele não agüentaria muito tempo, corri pela cidade um trajeto enorme e o encontrei, ele estava andando e resmungando (louco talvez?), andamos cerca de quilômetros e ele adentrou um lugar de terra, continuamos a andar e eu percebi aonde estava indo, um cemitério, bem distante, túmulos e estatuas (estranhas por sinal) abrigavam ali, o segui até que ele parou, se ajoelhou e começou a resmungar ou falar

–Nico? –Sussurrei, ele me olhou, olhos negros, fundos, sombrios, onde provavelmente você se perderia e não voltaria

–O que faz aqui?! Me deixe em paz, eu nunca lhe segui, por que esta fazendo isso?!

–Se acalme Nico, eu não irei fazer nada, eu quero, quero que desabafe comigo, se algo lhe incomoda por favor me diga

–Desabafar? Desde quando é conselheira? Desde que seu pai matou sua mãe? –Ele gritou –Desde quando Thalia? Vai me dar o que? Um doce e dizer que esta tudo bem?

–Nico, por favor, fique quieto

–Quieto para que? Eu vim aqui sozinho, entendeu? S-O-Z-I-N-H-O! Você veio por que é curiosa demais!

–Eu vou embora! Não irei continuar nesse lugar! –Sai correndo e chorando

Thalia! Não vá! –Eu me virei e dei o dedo do meio

–Desde quando se importa comigo? Tchau Nico! –Olhei para o céu, tinha que começar a chuviscar, Senti mãos geladas me tocarem (*mentalidade: Poderia ser um defunto)

–Me desculpe, eu não agüento essa vida, não se vá, é bom olhar nos seus olhos e pensar que há pessoas boas nesse mundo, eles parecem o céu quando esta... –Nico parou de falar no mesmo instante e eu o beijei, o que foi ótimo, seus lábios frios em contato com os meus transmitiam uma nova onda de choque/calor, o fato de estar chovendo não era demais, e o fato de meu primeiro beijo ser em um cemitério, isso já era demais, porem os problemas simplesmente passaram no mesmo instante, esqueci até qual era meu nome. Ah claro, Thalia Grace, passei as mãos sobre seus cabelos e ele por minha cintura, continuamos a nos beijar em um ritmo meio avançado eu não saberia como descrever

–Por que fez isso?

–Era o que tinha que ser feito

–Nós conhecemos a tão pouco tempo

–Nico, o tempo não importa, esquece ele, viva sua vida, esqueça o passado, assim como esse lugar –Ele olhou para o chão e em seguida saiu andando

–O que vai fazer?

–Ainda falta uma pessoa, Bianca Di Ângelo, minha irmã, mas infelizmente não esta mais conosco –Ele foi até um tumulo, era de granito preto, brilhava, ou praticamente isso, era bem simples, haviam flores murchas ali, era triste, o nome, Bianca Di Ângelo, escrito em cor prata brilhava, junto a duas datas *1995 / 2007

–Faz doze anos –Ele assentiu

–Doze anos desde que minha mãe e minha irmã faleceram, doze anos desde que encontrei Hazel, literalmente éramos crianças, felizes, mas do que importa?

–Nico eu sinto muito, e-eu não gostava muito da minha mãe

–Eu sei disso

–Hazel ela é sua irmã?

–De sangue? Sim ela é, meu pai traiu ou se separou da minha mãe sem eu saber, na mesma espoca que eu, Hazel nasceu, meu pai a manteve escondida por anos, mas não creio que tivesse traído minha mãe, se traiu com alguém, foi Perséfone, eu e Hazel vivemos escondidos, Persefone sempre nos mandava para o quarto quando tinha visitas, sempre nos escondeu, eu acho que no fundo queria ficar com tudo do meu pai e que eu e Hazel simplesmente não existíssemos, se eu não existisse ou estivesse morto, seria realmente bom, e melhor –Ele se levantou

–Nico não fala assim, você sabe que Hazel te ama, ela depende de um irmão mais velho, como seria deixar um irmã para trás? Pensou nisso? Como seria deixar amigos para trás –Ele negou com a cabeça

–Tanto faz, você não entende, precisamos ir embora, logo essa chuva vai piorar

–Nico, me desculpe pelo o que fiz

–O beijo? Não foi nada, não precisa se desculpar –Ele ia segurar minha mãe e eu me afastei

–Não! Por favor não, eu posso te eletrocutar –Ele segurou minha mão

–Não me importo de levar um choque de vez em quando, você tem que se controlar

–Não Nico, melhor não, não quero que nada aconteça a você

–Ta preocupadinha comigo?

–Não! Não estou

–Ok, então esse é o jeito mais rápido de voltarmos –Eu não consegui convencer ele, apertei sua mão e em segundos estávamos na rua da minha casa

–Ta chovendo pra caralho! –Gritei, ele apenas riu

–Melhor correr amorzinho

–Se me chamar assim de novo eu vou arrancar seu pescoço –Apertei o braço dele –Eu não sou nada sua, esqueça tudo, ok?

–Ok, vai la, seu irmão deve estar te esperando

Sai correndo por meio da chuva, bati na porta e logo Jason abriu

–Onde estava?!

–Não te interessa, mas se quer tanto saber, fui a um cemitério relembrar os velhos tempos –Comecei a rir o assuntando e subi ao meu quarto, logo eu já estava de banho tomado, com outra roupa e protegida em minha cama, com alguém me observado, porra! Me observando! Espera era o Nico

–O que faz no meu quarto? Você me viu sem roupa? –Perguntei assustada

–Não, claro que não, eu vim fazer isso –Ele me puxou e me beijou, em seguida sumiu, abri o watssapp e abri a área com o bendito nome de Nico

Por que fez isso???

–Eu precisava, boa noite, até amanha

Nico!

–O que?

Volte já aqui

–Desculpe, poderes se esgotando

Nico, eu quero falar com você, agora!

–Não posso querida

Eu não sou nada sua, NADA, venha já aqui em casa

–Tchau

Taquei o celular na cama, que caiu no chão, MARAVILHA! Não?

–Thalia? Que barulho foi esse? –Jason abriu a porta

–Nada maninho

–Aconteceu algo hoje?

–Não, nada, eu só estou irritada

–Tudo bem? Foi algo com Annabeth?

–Não, não é isso Jason, é outra coisa, minha banda não fará mais turnê aqui acredita?! Da uma raiva! –Ele riu

–Ah sim irmã, vamos em um show outro dia, quando vier alguma banda favorita sua vier pra ca, nós dois, os irmãos Grace tocando terror –Ri do comentário

–Claro, mas eu vou lembrar hein, vai ficar me devendo essa!

–Claro! –Ele saiu, ouvi uma risada fria, olhei para todos os lados não havia ninguém, a risada aumentava a cada momento, liguei o celular e cai da cama

–Ah! Nico?

–Shiu! Quieta, seu irmão vai me pulverizar –Ele se sentou na minha cama

–Nada de roubar um beijo de mim de novo

–Eu dei meu troco

–Jure algo para mim

–Desde que não seja ruim

–Jure que não vai entrar no meu quarto e me ver dormir, nem entrar quando eu estiver dormindo

–Por que? Você parece um dragão dormindo? Esqueceu que já dormi do seu lado?

–Não, isso foi a uns dois dias, mas não quero que me veja dormir

–Ahh! Ok, não voltarei aqui, de onze da noite até dez da manha

–Otimo, obrigada, agora jure pelo estige

–Serio isso? Mas... ok, eu juro pelo estige

–Ountw! Muito obrigada amigo, te amo

–Ama?

–Não! Quer dizer, no sentido amigo, você entendeu, não tem como gostar de uma pessoa se você a conhece a menos de uma semana

–Hã-hã –Ele deitou na minha camita e pegou meu notebook

–Abusado! Minha cama, meu notebook!

–Ei! Calma, sou um amigo, vamos ver um filme

–Hã, claro, só espera uns minutinhos, não saia do quarto, eu vou voltar agora ok? –Abri a porta e sai

–Thalia você esta com meu fone de ouvido? –Perguntou Jason

–Não

–Esta sim, você pegou ele ontem –Ele subiu e foi até a porta do meu quarto

–Não Jason! Não entra no meu quarto, não estou com seu fone caraio, saia daí –Ele fez sinal de rendição

–Ok, você venceu –Peguei uma barra de chocolate (por que eu amo chocolate) quatro pedaços de torta de limão (ostentando, bem, essa eu comprei hoje cedo, pois estava com fome) e um pote de sorvete, peguei as colheres, dois copos de suco e uma garrafa de água, subi ao meu quarto e Jason me barrou

–Pra que essa comida toda?

–Não discuta com uma garota em depressão, acredite em mim –Entrei no quarto e tranquei a porta

–Uau, trouxe o que?

–Comida, anda, bota um filme ai, tem que ser de terror –Ele assentiu

–Eu já botei –Me sentei ao seu lado, abri o pote de sorvete e dividimos ou pelo menos isso

–Você comeu tudo Nico

–Eu? Foi você, gulosa

–Eu nada, você que é um esfomeado –Jason bateu na porta e Nico se cobriu com o cobertor

–Fudeu –Nico murmurou eu fui até a porta e abri

–O que é Jason?

–Esta falando sozinha?

–Não

–Tem alguém ai? –O curioso entrou

–Por que sua cama esta assim? –Eu corri ate la

–Travesseiro e cobertores –Me joguei em cima de Nico

–Ah, sim, já são vai dar oito horas, se quiser jantar

–Jason, não quero jantar hoje, eu vou ver um filme e depois dormir

–Ok, tchau, boa noite –Ele saiu e eu tranquei a porta

–Boa noite! –Gritei, Nico gemeu e reclamou

–Você não é leve, quebrou meus ossos, eu vou morrer! –Ele se jogou em meu travesseiro

–Sem graça, me da um pedaço da torta, não é toda pra você –Sentei ao lado dele e ele enfiou um pedaço na minha boca

–Aprovou?

–Claro –Ele tapou minha boca

–É feio falar de boca cheia, moça

–É feio se intrometer na vida dos outros, moço –Vimos o filme e acabamos com a comida, para minha tristeza

–Eu preciso ir Cinderela

–Não era Rapunzel? –Perguntei

–Tudo princesa, da no mesmo

–É mais nenhuma e tão bonita quanto euzinha

–E nenhuma é tão elétrica quanto você

–Claro, sou especial, muito especial

–Sim, você talvez seja, tchau

–Tchau –O abracei e em seguida ele sumiu, cai na cama e morri (desmaiei ou adormeci, cosplay Jason!)

Notas finais
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