Perolas de uma vida.
1 Amigos de bosta. ( Ou não )
- VAI SE FUDER! Jesus cristo do céu, que menino irritante. Ah, é... Foi mal ai, diá... Caderno de anotações. Bom, sou Artur e sou um brasileiro, e o vai se fuder não foi para vocês, e sim para o Rosa ( Um amigo meu que é rosa, literalmente. Se você colocar ele na frente de uma superfície rosa ele desaparece). Ele é um desgraçado que adora ferrar com a minha vida, recentemente ele hackiou minha conta no Face e deu flood (Para os desinformados, flood equivale a mandar várias mensagens seguidas para as pessoas). Enfim, preciso ir dormir. (Passa-se algumas horas e o outro dia começa.) Ai caramba, maldito colégio militar. Sim, eu sou do militar e não, eu não carrego uma arma, nunca matei ninguém, não atiro com canhões, não persigo ladrões com carros, etc. Bom, o colégio militar basicamente é um plano de tortura que os militares fazem para rir dos alunos, nos forçam a ficar parado por 1:30 no sol sentindo o suor descer pelo seu corpo como uma faca e perder todo o sentido dos pés. Se eu gosto? Porra nenhuma, a melhor coisa que tem lá são as pessoas, que são bem legais, mas nem isso acontece sempre, sempre tem o babaca popular que se acha o máximo, o tal e essas porrinhas todas. Ai vem um dos meus amigos desgraçados como um ninja atrás de mim e me da um soco nas costas como se eu fosse um saco de pancada: — AE, ARTUR! — Gritou Leo. Leo é um amigo meu que é gigante e que também é bully, além de ninja porque não tem outra explicação além dessa para um cara de 1,80 m conseguir andar tão despercebido assim. A mão dele pode dar uma volta em uma bola de basquete além de ser bem pesada, o que faz o tapa doer muito: — Como vai a seca? — Falou o Brad Pitt da vida. Adriano riu, alias, quando ele apareceu ali? Outro ninja, ou talvez eu que seja desatento, provavelmente é isso. Enfim, eu, Rosa e Leo somos o que podemos considerar melhores amigos, mesmo nós nos odiando. Todos somos do sétimo ano e estudamos na mesma sala, acabamos virando amigos porque somos todos Otakus, ai acabou nisso dai. — Ai, alicate, me diz ai o quanto você tirou na prova de português. — 5,0, impressionantemente essa foi a 4 maior nota. — Após o comentário eu comecei a rir. No dia da prova toda a sala ficou conversando e a professora em um momento de TPM colocou uma prova surpresa, a media da nota de todos da sala foi 2, sendo a minha nota a 3 maior, 7. Ae, explicando o apelido alicate, o Rosa admitiu para mim que já teve o seu orifício anal (Que aqui chamarei de furinculo, porque sim, não tem uma explicação de verdade, só gosto do nome), ai eu inventei a história que usaram um alicate para abrir e olharam lá com uma câmera e espalhei para todo o colégio, ai ele ganhou a fama de viado. Foi meio que uma vingança por ele falar que eu tenho meus negões (Porque Brasil sem zoeira não é Brasil).
- Opa, ai Anna. — Leo falou de repente. Anna é uma menina pequena, mas tão pequena, que o Leo poderia usa-la como banco. Ela tem cabelos pretos porém pintou as pontas e é bem inteligente, sendo a terceira melhor do ano passado.
- Oi pra vocês ai. Ai, Drica (Outro apelido do Rosa. São muitos, sempre que tiver um eu falo), hoje eu e o Artur vamos para a sua casa viu? Para a aula de física.
Aula de física. Vamos ver a Ingrid (A menina que eu estou apaixonado a tempos). Jesus, como ela é linda. Ela é uma loira de olhos azuis e com uma feição bem característica, seu queixo um pouco para cima acabava alterando seu lábio que ficava meio que para dentro, o que acaba sendo o único "defeito" nela, sendo que acabava sendo algo fofo.
- Certo, e para de me chamar de Drica, Anna mah.
Esse maldito mah dele me irrita tanto que eu tenho vontade de bater nele, mas sou um pacifista. Bom... Pacifista virgula, só não gosto de bater em pessoas sem motivos (Diferente do Leo) o que me faz me considerar um pacifista, isso é estranho de um cara que faz aulas de luta, mas enfim. Ficamos andando e conversando por um tempo até que o recreio acabou e voltamos para a aula, o que eu não vou contar aqui porque a aula é chata e ninguém gosta de aula, então vou pular logo para a hora que chegamos na casa do Adriano.
- Ai tia, ne que eu sou um deleite?
Ela riu e fez de sim com a cabeça, o alicate caiu na gargalhada e a Anna fez que não com a cabeça, como se eu fosse um mal exemplo, mas convenhamos, sou um deleite. Adentramos a casa e eu recebi uma mensagem bem preocupante da Ingrid no meu facebook... Algo sobre eu ser importante pra ela e ela estar sentimental, e nós não somos crianças normais, se duvidasse poderíamos ser considerados depressivos e bipolares, e nenhum de nós podemos pensar demais ou ficar sentimental demais... Agora eu tô com medo.
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