Notas iniciais
É minha primeira fic, como meu personagem favorito é o Nico a maioria dos pontos de vista vão ser dele ("Ah, então vai ter pernico?!", Não sei, me considero abençoado por Apolo e na arte vale tudo). Espero que gostem, até.

– I –

Rachel

O acampamento meio-sangue estava sitiado pelos romanos. Rachel estava na Casa Grande proibida de sair por ordens de Quíron:

“O Espírito de Delfos tem de ser protegido, não saía daqui por nada”

Mas a garota estava impaciente, ouviu uma explosão e sabia que a guerra civil estava para começar entre os semideuses.

Ainda não é tarde – dizia uma voz conturbada em seu interior, a voz de Delfos – enquanto sangue algum for derramado o massacre pode ser parado.

Delfos falava com ela algumas vezes e no começo Rachel ficou receosa, mas se acostumou e percebeu que mesmo ela sendo o Oráculo, o Espírito ainda falava por meio de enigmas, porém, dessa vez, seu entendimento foi imediato!

Alguma coisa está chegando para parar o confronto, cabe a mim a responsabilidade de dar-lhe algum tempo, seja lá o que for.

Era manhã, o céu estava terrivelmente nublado.

O palco perfeito para uma guerra... — pensou com amargura. Foi quando viu o tamanho do problema, havia guerreiros em volta de todo o acampamento.

Deuses, são muitos!

A proteção do acampamento havia sido reforçada e aprimorada pelos filhos de Hécate em trabalho conjunto com os filhos de Hefesto, os romanos levariam algum tempo para destruí-la ou burlá-la, se é que isso era possível. Os poucos filhos de Hipnos estavam bem acordados murmurando encantamentos em uma barreira etérea, caso os romanos passassem pela principal seriam obrigados a tirar um cochilo quase mortal.

– Rachel? O que faz aqui, acho que fui bem claro em relação à...

– É preciso! — e dessa vez foi a voz do oráculo que falou, o centauro fez uma reverência e completou:

– Que assim seja, sem o Sr. D aqui é provável que precisemos de outra voz divina.

Foi quando uma explosão violenta sacudiu a terra, Peleu o dragão que protegia o Velocino de Ouro emitiu um som terrível e assustado voou alto.

– Eles destruíram a barreira, impossível! – bradou Quíron fazendo o sinal de garra sob o coração para afastar o mal, mais espantado do que Rachel a seu lado que correu em direção ao som da explosão.

Ela viu três semideuses romanos agachados distantes um do outro alguns metros em volta de onde a primeira barreira havia sido erguida.

Filhos de Trívia – disse a voz dentro de si.

Rachel soube que o acampamento romano era mais disciplinado e rigoroso em seus treinamentos, mas não fazia ideia do quanto eram poderosos. Os romanos arrumaram-se em fila e marcharam para dentro do acampamento grego ate que os primeiros caíram desmaiados devido a segunda e última barreira, eles se retesaram e os três filhos de Trívia adiantaram-se e começaram a se preparar para destruir essa também. Rachel viu os gregos armados, se preparando da melhor maneira que podiam, até os filhos de Afrodite estavam vestidos em armadura empunhado adagas e alguns arriscavam até mesmo com as lanças. Os filhos de Apolo estavam armados com arcos e três aljavas carregadas de flechas cada um, uma nas costas e uma pendurada em cada anca. Haviam armadilhas feitas pelos filhos de Hefesto, mas Rachel não podia permitir que os romanos caíssem em nenhuma delas.

Enquanto sangue algum for derramado o massacre pode ser parado. Ela então adiantou-se.

Os filhos de Ares lideravam a vanguarda, Clarisse empunhava sua lança e um escudo, seus olhos eram ferozes. Rachel segurou seu ombro e a encarou firmemente, não precisou falar nada, Clarisse deu passagem a ela e aguardou quando finalmente os romanos destruíram a última barreira mágica.

– PAREM! — Rachel bradou com a voz do oráculo.

Os romanos se entreolharam e hesitaram.

– O que estão esperando soldados? Ataquem! — mas diante do Oráculo eles ainda hesitavam, então o dono da voz emergiu dos numerosos soldados. Usava um elmo romano de nível mais alto que o de um soldado comum, o cabelo era curto e pouco dele estava visível, Rachel viu que eram fios amarelos como palha e como o porte do romano não era o de nenhum guerreiro ela soube quem ele era. Octavian...

– Mestre dos Augúrios, Filho de Apolo! Quem vos fala é o Espírito de Delfos e eu ordeno-lhe que dê fim a essa guerra inescrupulosa!

– Reyna nos traiu no momento que partiu para as terras proíbidas! Os gregos começaram essa guerra atacando-nos em nossos domínios em um lugar sagrado! Eu estava lá quando aquele nanico disparou contra nós! Sou o único com direito a ser pretor depois da traição de Reyna, Jason, e... Percy Jackson!

– Eu revelei a Grande Profecia, e eles foram ao encontro de Perseus porque ele fazia parte disso! Agora Gaia está prestes a acordar e você quer poupar-lhe o trabalho de nos matar fazendo que nos matemos nós mesmos?

Octavian cerrou os punhos, sua carranca estava carregada de ódio. Ele nos odeia tanto assim? Mas por quê?

As nuvens no céu pareciam ainda mais escuras, e uma sombra mais profunda era projetada sob o acampamento.

É tarde Oráculo – sussurrou Octavian como que diretamente e somente à Rachel, que não ouviu mas pôde ler seus lábios, eram pálidos, mas chamavam à atenção da menina.

Afrodite, não é uma boa hora! — advertiu para si mesma.

Foi quando os romanos começaram a se prepararem para avançar novamente que aconteceu...

Notas finais
Por enquanto é isso, até.