Perigo eminente...
25 Say Something...
Notas iniciais
POV PERCY
Corri para minha cabine antes que as lagrimas ficassem freqüentes demais. Sufocado, engasgado e assustado era como me sentia. Deixei que as lagrimas que teimavam em aparecer fluísse como uma cachoeira, os soluços ficaram mais freqüentes e eu já mal conseguia respirar com o corpo completamente tremulo.
Jason e Nico juntos?
O pior disso tudo é que eu realmente acreditei no amor de Nico por mim, da maneira esquisita e seca dele, mas ainda um amor forte que une duas pessoas. Eu acreditei naquele garoto, lhe confiei segredos, inseguranças, a violência que sofri pra que ele no final preferisse o filho de Júpiter a mim. Sim eu era um babaca, todas as noites que Nico saia do quarto devia estar nas caricias dos braços de Jason, provavelmente rindo da minha cara por acreditar que ele ficaria realmente comigo!
– Percy eu posso explicar – murmurou uma voz desesperada atrás de mim.
Antes que meu corpo reagisse e conseguisse bloquear os meus instintos a merda já estava feita. Com brutalidade desferi-lhe um tapa na face de Nico que recuou assustado massageando o local onde eu o atingi, não sei como cheguei naquele ponto, simplesmente me deixei guiar. Joguei-o na parede e segurei seus braços acima da cabeça.
– Não ouse falar qualquer coisa – Sussurrei com a voz acida e tremula a centímetros do seu rosto. De olhos arregalados ele me empurrou e uma onda negra e o cheiro de morte invadiu o quarto, mesmo assim cheio de ódio e tremulo de amor o filho de Hades me dava medo.
– Não julgue minhas ações sem saber os meus motivos – disse ele de cabeça baixa e punhos cerrados.
– Vamos lá Nico aqui você não precisa mentir – Gritei prendendo as lagrimas a muito custo – Afinal é com Jason que você esta, seu maldito!
– Eu nunca menti pra você – gritou novamente esmurrando as paredes da cabine.
– Não mentiu? Okay e lá na praia? Aqui na cabine? – insinuei jogando-lhe na cara todas às vezes em que ele se entregou pra mim sem nunca mencionar o nome do filho de Júpiter.
Cansado daquela discussão deitei na cama e me coloquei a chorar compulsivamente. Odiando-me por fazer aquilo na frente de Nico, só que eu não consegui mais ser forte, fingir que meu coração não estava despedaçado, fingir que aquilo não me magoou. Queria que ao menos uma vez na vida alguma coisa desse certo, que alguém fosse capaz de me amar. Com a cara no travesseiro, praguejando até a terceira geração daquele garoto que eu amava tanto, talvez mais que a minha própria vida.
Após um tempo, sinto seu corpo gelado sobre o meu, aquela gostosa sensação me dominava toda vez que o tinha perto de mim. O filho de Hades me deixava excitado, queria te-lo de forma tão intima e profunda que deixe-me dominar pela frieza de seu toque, mas sabendo que ele escolhei Jason a mim.
O que Jason tem que eu não tenho? Olhos claro? Porte atlético? Pegada? Glorias e vitórias? Jeito durão? Será que eles haviam se conhecido no acampamento Júpiter há anos atrás? Essa duvida corroíam meu coração e só fazia perpertuar as minhas lagrimas.
– Percy você precisa se afastar de mim – murmurou ele com a voz embargada, e em minhas costas podia sentir algumas gotas molhando-me. Sentei para encarar seus olhos que era um mar sem fim de solidão – Não me peça pra explicar... Não agora – no meio de minha confusão ele segurou minha cabeça e selou nossos lábios em um beijo urgente e desesperado.
O puxei para meu colo e apertei bem forte, o espaço entre nós era mínimo, nossos corpas naquele momento era apenas um! Puxava seus cabelos e deixava que nossas línguas bailassem uma valsa cheia de tesão e desejo, de dois amantes inconsoláveis. Arranquei sua camisa, e aquele peitoral semi definido com mamilos rígidos, fez com que a minha calça jeans ficasse bem desconfortável. Nico começou a beijar meu pescoço arrancando-me sussurros e delírios silenciosos.
– Nico – chamei – Não podemos!
– Não vamos pensar nisso – murmurou ele com a voz rouca no pé do ouvido.
– Nico eu não quero ser seu amante – disse segurando um soluço, ignorando a minha reflexão ele continuou a avançar por meu peitoral com seus lábios gelados cheios de beijos quentes – Você me ama? – perguntei com a voz embargada, ele parou e olhou o nada, me senti um bobo por fazer aquela pergunta, se ele estava com Jason então eu já sabia a resposta.
Não podia perdê-lo, já que seria a ultima vez que estaremos juntos, então que seja a melhor. Puxei pelos cabelos e novamente ele estava sobre meu colo, de testas coladas e respiração irregular, aqueles olhos negros como as noite de inverno me hipnotizavam.
– Pelo menos deixa eu ter essa noite com você – Implorei tomando mais uma vez seus lábios.
O deitei sobre a cama e arranquei a minha calça que já era um baita incomodo. Nico fez o mesmo meio perturbado, joguei meu corpo sobre o dele e deuses como era alucinante ter os nossos membros se roçando sobre um pedaço de pano.
Aquela Noite Nico di Ângelo seria meu.
Beijei seu pescoço e travei um caminho sensual até o cós da sua cueca de Adventure Time, sorri com aquela nostalgia e voltei a terminar o serviço. Meu corpo todo tremia, afinal nunca fiz isso de espontânea vontade, não gosto de sentir o gosto de outro homem e pensar nisso me da um certo enjôo, mas poxa, era Nico que estava ali, olhando para o teto com o peito subindo e descendo e um sorriso desenhado nos lábios... Eu precisava senti-lo, eu precisava te-lo comigo.
Arranquei a sua cueca e comei a lhe proporcionar o prazer, com a língua massageava a cabeça e descia lentamente até o limite do seu pênis. Com as mãos lhe fazia uma pequena punheta enquanto eu fazia um vai e vem, ele gemia meu nome baixinho. Quando senti seu pré gozo, coisa que me proporcionou uma certa náusea decidi que era hora de parar, afinal queria que Nico se derramasse comigo.
– Nico eu quero sentir você – falei sentindo o rubor de minhas bochechas.
– Eu também quero Percy – Murmurou vermelho, selei nossos lábios em um selinho sincero e carinhoso, sem luxuria, somente carinho.
– Nico – chamei atraindo a sua atenção – Você... quer d-dizer... V-você e Jason... – gaguejei incapaz de formular essa pergunta constrangedora.
– Ele nunca me tocou – Disse Nico decidido – Eu te amo Percy, só não podemos ficar juntos.
– Me explica, pelos deuses, me diga o porque – implorei
– Eu não posso – ele explicou apertando meus braços.
O beijei novamente, decidido a ser o primeiro homem na vida dele, o primeiro a tocá-lo, a dar-lhe um prazer carnal. Sentia borboletas no estomago me preparando para penetrá-lo.
– Não vou fazer nada que você não queira – falei com o meu membro próximo a sua entrada.
– Eu quero – disse ele – Mas use isso – e assim ele correu até a sua calça pra pegar a sua calça e de lá tirou uma embalagem preta e me entregou, senti ainda mais vergonha. Minha primeira camisinha! Coloquei-a sobre o meu pênis seguindo as instruções, Di Ângelo estava deitado como um frango assado esperando o momento de ápice entre nós dois, me posicionei e com calma fui penetrando com amor. Quando a glande passou havia lagrimas em seus olhos, parei assustado e beijei seu pescoço.
– Quer que eu pare? – perguntei
– Não pode ir – disse ele com a voz dolorida.
Continuei e quando estava completamente dentro dele, coisa que demorou muito já que não queria machucá-lo, esperei que ele estivesse confortável pra continuar, Nico com as unhas cravadas com forças em meus bicípites, não consegui me tirar do prazer que sentia. Ele era bem apertado e nem as minhas masturbações diárias chegaria perto daquela sensação. Quando ele indicou que podia me mover, comecei o vai e vem.
Era lento e acompanhado sempre com um suspiro de dor e um pequeno gemido de prazer, quando os suspiros de dor de Nico ficarem menos freqüentes, forcei o ritimo.
– Nico eu te amo – sussurrei ofegante no pé do seu ouvido.
– Percy me espere – implorou ele entre os gemidos.
A cada vez que ia mais fundo, maiores era o prazer que me invadia. Estávamos suados, o quarto cheirava a sexo, o membro de Nico pulsava entre nós dois, e com uma mão lhe dei uma atenção especial. Ele mordia os lábios, eu olhava seus olhos cheios de volúpia. Era difícil saber que não o teria mais perto de mim.
– Eu vou te esperar – sussurrei deixando algumas lagrimas caírem.
Nico arcou as costas e se derramou entre nós, pouco tempo depois eu cheguei ao orgasmos, revirei os olhos e experimentei a melhor sensação da minha vida.
– Seremos felizes, eu jurou pelo rio estige – murmurei deitado ao seu lado na cama.
Ficamos assim, trocando caricias, cafunés, de vez e quando eu beijava a sua testa. Abraçados e entrelaçados custava a acreditar que aquilo teria que acabar. As mãos frias de Nico massageava a minha nuca e beijava a minha clavícula. Quando ouço a batida na porta meu coração se despedaçou, apertei seus cabelos e o juntei contra o meu peito, segurando um grito de desespero.
– Nico – chamou Jason – pode vir deitar a hora que quiser, os novatos estão querendo dormir... Então terminem logo.
A voz daquele garoto me encheu de ódio, Nico se desviou de meus braços e procurou a sua roupa, pegou as suas coisas e foi para a cabine de seu namorado.
– Eu vou te esperar – murmurei ao encarar o oceano pela janela da cabine – Você será meu Nico Di Ângelo...
(...)
Fale com o autor