Notas iniciais
HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEY COMO VAI MEUS LINDOS?

POV JASON

Ver Leo daquela maneira foi no mínimo aterrorizante.

Ele entrou em uma cadeira de rodas um pouco inclinada, seus cabelos bagunçados e com leves olheiras de um cansaço persistente. Recordei hoje de manhã quando nico disse como Leo estava e a grande preocupação que invadira meu peito. E agora olhando o filho de Hefesto, doente, senti algo muito estranho, uma preocupação. Aquele amor que eu escondi e tentei esquecer durante anos floresce como uma flor no jardim durante a primavera. Mordi a boca tentando me controlar para não o abraçar e beija-lo tentando fazer valer todos esses anos.

Mas ele não ficou tão feliz em nos ver.

Assim que entrou no apartamento e viu a surpresa que lhe aguardava, Leo fechou a cara, parecia emburrado e chatiado, virou o rosto para esconder as lagrimas que se formavam, e mesmo de longe, atrás de todos, eu podia ouvir a sua respiração.

– Percy, quero ir pro quarto – ele murmurou com o rosto vermelho. Todos se entreolharam estranhando a sua reação. Isso não era típico de Leo, ele nunca fazia isso! Sempre queria todos ao seu lado, sempre estava sorrindo e com uma piada pronta pra tudo... Bem há cinco anos ele era assim, não sabia o quanto ele havia mudado.

– Leo – disse Percy carinhosamente. Algo estremeceu dentro de mim, um ciúme que eu sentia quando o via com nico há anos atrás voltou, me causando tontura de imaginar que eles poderiam estar juntos, definitivamente eles não poderiam ter um caso. Nico olhou pra trás e encontrou os meus olhos, confuso procurando um apoio. Coloquei minha mão em seu ombro e tossi para ter coragem de olhar o moreno de cabelos cacheados novamente.

– Eu só quero ir pro quarto – Leo disse com a voz grave provavelmente irritado com a situação. Tinha medo de que ele só quisesse se esconder por coisa de mim, isso doeu, a sensação de que Leo não quer me ver e muito menos permanecer em um ambiente em que eu estou foi uma facada na alma.

– Eles vieram para ver como você está... – falou Percy sorrindo enquanto encarava a todos que o olhavam apreensivos para ele com um sorriso esquisito formado.

– Eu quero ir pro quarto! – gritou Leo que fez força para levantar da cadeira caindo logo em seguida no chão. Seu grito de dor cortou o ambiente e me arrepiei ao vê-lo chorando.

Percy correu ao seu socorro, Annabeth ajoelhou para se certificar que nada de mais grave havia acontecido. O choro constante de Leo castigava o silencio no ambiente, Nico se virou e apoio à cabeça no meu peito e assim pude sentir o calor de suas lagrimas enquanto seu corpo tremia. Era arrasador assistir a tudo aquilo sem poder se aproximar.

Com cuidado Frank e Percy colocaram Leo na cadeira, deixando-a ainda mais curvada, a mãe de Percy se aproximou com uma bolsa de água quente, ele não parecia o mesmo, a dor estampada em sua face era aterrorizador. Não sabia a gravidade de sua doença, mas só de imaginar a dor que ele sentia a minha vontade era tomar o seu lugar.

– Vamos pro quarto sim, Okay?! – falou o filho de Poseidon tentando arrumar a cadeira de maneira confortável.

– Não, nós o levamos – disse o homem que estava na sala – fique aqui com seus amigos, eu e sua mãe o deixáramos confortável – explicou e assim carregaram Leo para o que deveria se o quarto dele. Quando Leo passou por mim, nossos olhos se encontraram brevemente, e nada foi tão assustador quanto isso.

Assim que eles sumiram, me senti desconfortável quase como um intruso naquela casa, com os meus velhos amigos. Não sabia o que eles diriam sobre o meu sumiço, alternava entre os pés sem saber como me portar naquele meio. Todos pareciam fazer uma sincronia de suspiros e pela primeira vez, depois de cinco anos os sete da profecia estavam juntos novamente.

– Por Marte! Que bom vê-lo novamente – disse Frank abrindo um largo sorriso e vindo me abraçar, e por um momento aquele clima chato desapareceu e todos começaram a se abraçar com a velha empolgação de sempre.

Annabeth estava mais velha, com uma cara mais madura e uma pequenina estava no seu colo e abria os olhos lentamente, incomodada com a bagunça a sua volta. E deuses, como ela era parecida com Annabeth, olhos cinza, cabelo cor de ouro e expressão séria.

– Está é Cecília – disse a filha de Atena – Filha, este é Jason.

– Finalmente, pensei que nunca mais voltaria – Falou Pipper com um abraço maternal, ela estava mais bonita que nunca, me remetia a beleza de sua própria mãe – Por que voltou? – ela questionou apertando as minhas bochechas. Olhei para Nico que disfarçou um pigarro nervoso.

– Negócios – respondi rapidamente – E também estava com saudades daqui! A Europa é muito diferente.

Percy se aproximou de mim e me encarou nos fundo dos olhos.

– Grace – ele disse com o timbre grave.

– Jackson – falei imitando seu tom de voz. Sua expressão séria mudou e se suavizou, me envolvendo com um abraço forte e rude. E aquela rivalidade entre nós diminuiu naquele momento.

A noite fluiu, a mãe de Percy se aproximou e cochichou algo no ouvido de Percy me deixando inquieto. A minha maior vontade era ver como Leo estava, acariciar seus cabelos e ouvir sua respiração enquanto dormia. A conversa estava boa, mas eu estava complemente distraído perdido em meus pensamentos. Foram um a um indo embora apenas sobraram Nico e eu.

– Bom acho que temos que ir – Murmurei encarando Nico.

– Jason – chamou Percy com a voz fraca e com o rosto inexpressivo – Leo quer falar com você antes de ir embora – murmurou com aqueles olhos verdes, ao estilo de esmeraldas vivas.

– Sim – disse encarando o chão

– Segunda porta – ele falou apontando a direção correta.

(...)

O quarto estava semi ilimunado, Leo estava deitado com o corpo rígido, muitos cobertores e com a cabeça virada pra janela. Andei com passos firmes até uma cadeira e me sentei com os ombros, pesados minha respiração fazia barulho no ambiente quando ele virou o rosto e encontrou meus olhos.

Um turbilhão de emoções me dominou, a vontade de tocá-lo, de beijá-lo e poder estar deitado naquela cama com ele. Com eu queria estar com a sua dor.

– Está com dor? – perguntei tentando quebrar o gelo. Leo levantou os cobertores me mostrou a sua barriga. Ela estava com uma mancha roxa, como uma lesão grave no local.

– Estou com câncer – ele disse com a voz grave – eu estou com muita dor. – ele voltou a se cobrir, com um gemido de dor, ele me lembrava um doente terminal e simplesmente o fato de pensar em perdê-lo era dolorido o suficiente pra mim.

– O tratamento...

– Por que nunca mais voltou ou deu noticias? – questionou me cortando. Por um segundo queria dizer qual a o problema, queria dizer por que sumi durante cinco anos sem dar noticia á ninguém, sem ligar ou se importar com ele, queria dar um motivo... Se eu tivesse algum.

– Eu estou aqui – disse olhando a pequena constelação no teto do quarto de Percy.

– Ah como eu te odeio – ele suspirou e meu coração se quebrou.

– Leo

– Vá embora – disse alto o suficiente, levantei e sem olhar pra trás deixei o quarto, fechei a porta e por um instante encostei a cabeça na porta desejando estar deitado naquela cama com seu corpo quente e sentir seu cheiro de verão. Sentia as lagrimas vindo, mas tinha que ir embora antes que alguém as visse cair.

Fui até a sala e encontrei o silencio torturante entre Nico e Percy que se olhavam furiosos um com o outro provavelmente, quando eles direcionaram seus olhos para mim. Respirei fundo tentando soar mais controlado e disse.

– Vamos?

– Claro – disse Nico levantando com o corpo rígido.

– Boa noite Grace – disse Percy com a voz falha.

Só queria ir embora o mais rápido possível, antes de ter uma crise de choro na frente deles.

(...)

Notas finais
LEMON SE APROXIMA, LEMON HARD, LEMON GOSTOSO