Perigo eminente...
38 Nossa noite
Notas iniciais
LEIAM A NOTA DO CAPITULO
POV NICO
Jason estava no sofá com uma cara indecifrável. Senti-me traído por ele, afinal aquele loiro maldito não confiou em mim. Ele não sabia com o pânico tomou conta do meu corpo quando o vi jogado em um beco completamente sujo e com uma seringa ainda no braço. Jason estava em uma situação deplorável, haviam roubado a carteira dele e tinha hematomas em seu rosto, acho que por algum efeito colateral da droga ele acabou urinando na roupa.
O carreguei e o limpei, agora estou sentado em minha poltrona tomando uma dose de Whisky esperando que ele me diga alguma coisa, não deixando que a raiva me domine e eu encha a cara dele de porradas.
– Vamos lá – eu disse amargo, ele levantou os olhos para me encarar, senti a minha face ficar vermelha e estava torcendo pra não despejar a minha raiva e frustração desses cinco anos toda em cima dele. Jason abria a boca e tentou falar algo, mas rapidamente a fechou e cruzou os braços com o corpo completamente rígido e por um momento imaginei se ele queria se drogar novamente.
– Não sei o que dizer – comentou com a voz tremula.
– Quando ia me contar? Desde quando você voltou a fazer isso Jay? – despejei com a voz cansada em um suspiro de suplica. Como ele pode ter me enganado por todo esse tempo, como ele pode ter voltado a usar essa maldita droga novamente, como ele poderia jogar no lixo todos esses anos todos no lixo?
– Foi em Londres, uma noite... – ele suspirou como se precisasse de força pra continuar – eu não queria... Ofereceram-me cocaína... Ah por Zeus! Eu estava a quilômetros de casa, sem ninguém, eu não tinha motivos pra viver – Ele gritou se levantando, vomitando toda a sua frustração sobre mim. Olhei pro lado segurando as lagrimas, no fundo da alma eu tinha medo e pena dele.
– Ah Jason – murmurei sentindo as lagrimas se formarem. Levantei e peguei a minha carteira, as chaves do carro e andei até a porta parando somente por um instante – Não sei como você se meteu nessa, mas você vai se tratar, vai atrás de ajuda está ouvindo? – mencionei com a voz grave.
– Tudo bem – ele disse de costas com os punhos cerrados.
– Não desperdice a sua vida Jason, Leo está em um hospital lutando por uma – e assim que murmurei essas palavras bati a porta a procura de um refugio longe daqui.
E eu sabia onde encontrar o que precisava.
POV PERCY
Leo estava dormindo como um bebe. Afinal, faz tempo que não o vejo dormir assim, com a respiração calma, o corpo relaxado e sem nenhuma expressão de dor. Os médicos acharam melhor que ele ficasse no hospital depois da sua primeira sessão de quimioterapia, só pra poder ver os efeitos que ela teria em seu corpo. Estava com o corpo rígido de tanta preocupação, não esperava ter essa conversa com Nico, o mais longo dialogo em anos! Tive que conter todos os meus impulsos para não beija-lo ali e fazer amor com ele sobre a mesa do café.
Minha cabeça girava durante horas, queria muito deitar em minha cama e ter uma noite decente de sono. Só que também não queria que Leo acordasse e descobrisse que o deixei aqui, aliais o filho de Hefesto anda tão retraído nesses dias, não posso culpá-lo, logo que ele não se sentia confortável nem mesmo para respirar, ainda mais pra conversar comigo. Mas sabe, eu sentia tanta falta dele completamente saudável, disposto e contente que vê-lo nesta cama de hospital era arrasador pra mim.
Levantei e procurei algumas roupas na mala que trouxe ao hospital. O quarto estava escuro, somente com o abajur ligado iluminando parcialmente as coisas por ali. A cama de Leo era no meio do quarto, e ele dormia com dois cobertores grossos e estava suando muito, seu cabelo cacheado estava grudando em sua testa, ele respirava com calma e isso era um alivio pra mim. Ao lado de sua cama estava a poltrona que eu passei a maior parte do dia e em uma porta do outro lado do quarto era o banheiro. Tomei um banho rápido e me troquei, quando voltei ao quarto, os olhos de Leo estavam abertos encarando o teto.
– Já acordou? – sorri e sentei ao seu lado, ele virou o corpo com dificuldade e grunhidos de dor, deixei que minhas mãos acariciassem seus cabelos aliviando a sua aflição.
– Vai passar a noite aqui? – ele perguntou com a voz rouca.
– Essa noite não – murmurei – Minha mãe e Paul faz questão de vir pra cá tomar o meu lugar – expliquei antes que ele pudesse pensar que eu o abandonei, mas um sorriso se formou em seus lábios e um brilho tomou os seus olhos como uma criança que acaba de receber um brinquedo.
– Não estou sentindo dor – disse Leo com a voz embargada por emoção, até eu senti um arrepio percorrer meu corpo quando ele disse aquilo e finalmente depois de um mês com dores insuportáveis ele poderia ter um pouco de paz.
– Claro campeão – brinquei apertando a sua bochecha, minha mãe chegou e se surpreendeu com o bom humor de Leo, eu brinquei e conversamos por um bom tempo até que eu peguei o metro de volta pra casa.
(...)
Nico estava sentado na porta, com a cabeça abaixada como se não esperasse a minha chegada. Quando ouviu meu barulho rapidamente se levantou não sabendo como se portar em minha presença. Seus olhos passearam pelo ambiente a minha volta e ele gaguejou alguma coisa ilegível. Por todas as coisas do mundo o que Nico estava fazendo ali?
– Não aconteceu nada com Leo – disse ele como se pudesse ler a preocupação em meu rosto e assim eu pude relaxar o corpo, mas não completamente. Poderia sentir a frieza de seu corpo entrar em choque com o meu – Já estou indo – ele murmurou como se pudesse pirar antes de dizer estas palavras.
– Não! – disse urgente chamando a sua atenção, por um momento me envergonhei com esse desespero todo contido em minha voz, levantei a mão e arrumei meus cabelos – Você não quer tomar alguma coisa? Entre, nem se for um pouco – murmurei com o rosto em chamas.
– É... Eu só vim... v-ver – gaguejou.
Nico andou em direção ao elevador e apertou o botão, me senti estúpido por fazer aquilo, por convidar ele pra entrar, Nico encostou a cabeça na porta do elevador e a levantou como se tomasse coragem, caminhou até que ficássemos cara a cara, sentia a sua respiração ofegante em contra posição da minha, meu coração parecia reger uma escola de samba em primeira escala, meu corpo parecia entrar em contado com o dele e por um momento parecia que o mundo havia parado de girar.
Foi então que eu o beijei.
Poderia passar os anos, eu poderia envelhecer e mudar os meus gostos, mas nada nessa vida vai ser melhor que o beijo daquele cara, Nico se entregou pra mim ali, no meio do corredor, na porta do meu apartamento, sem mascaras ou frieza, como se o tempo em que passamos separados sem ao menos nos falar tivesse acabado e aquele Nico do Argo II voltou aos meus braços com o mesmo amor e paixão de sempre.
Mas eu queira muita mais.
– Fica comigo essa noite – implorei.
Afastei-me dele encontrando seus olhos perturbados, passei a mão por seu rosto, por seus cabelos, lábios, e deuses como era bom sentir aquele homem frio. Virei e abri a porta do apartamento e o guiei pela sala deitando-o no sofá, seus olhos assustados me preocuparam e eu aguardei uma grosseria sua.
– Quero fazer amor com você – ele murmurou com a face vermelha e urgência em seu olhar. Algo dentro de mim se ascendeu, algo que estava dormente a tanto tempo que eu nem me lembrava mais, o desejo por seu corpo, o amor que tinha pela sua voz e a carência de suas caricias me dominou naquele momento e eu mais que tudo queria fazer amor com Nico Di Ângelo.
– Você se incomodaria se fosse aqui? – questionei, seguido por sua curiosidade – Não sei se quero que você veja meu quarto – expliquei como se pudesse corar ainda mais.
– Eu não me incomodo Percy – ele disse – Não me incomodo de ver a cama de Leo ali – ele falou passando a mão por meu peitoral, isso só me fez acender ainda mais e eu o segurei em meus braços e o carreguei para a minha cama o jogando lá.
Deixei que meu corpo sobrepusesse o dele, e novamente tomei seus lábios com força, deixando minha língua explorar com saudade toda a sua boca e ele correspondia com a mesma intensidade e fazia muito tempo que não me sentia tão homem como agora. Tirei meu casaco e o joguei no chão e Nico começou a tirar a roupa na mesma velocidade que eu tirava a minha, quando finalmente estávamos nus, levantei e observei o cara que estava ali, a luz que entrava pela janela era suficiente pra ver o homem que Nico se tornou que nem de perto me lembrava o menino franzino que ele era. Sorri com essa nostalgia clássica.
– Você ficou muito bonito – murmurei ouvindo a sua gargalhada farta.
– Você também Jackson – ele respondeu me puxando de volta.
Comecei beijar seu pescoço, distribuindo muitos beijos, mordidas e chupões. Queria deixar marcas neles, queria que quando amanhecesse ele lembrasse que eu estive ali, queria que ele pudesse ver as marcas que eu deixei. Queria muito dar prazer a ele de uma forma inimaginável, queria tirar esse atraso de cinco anos.
Eu queria muita coisa...
Quando minha boca chegou em seu membro completamente rígido ele suspirou e gemeu baixinho, olhando pro teto com o peito levantando e abaixando com uma velocidade absurda. Chupei toda a sua extensão, acariciando as suas bolas, o chupava com carinho com leves mordidas para “apimentar” ele gemia e se recontorcia, sabia que logo ele iria chegar ao seu ápice, mas não queria que fosse assim, queria que quando ele chegasse lá, ele chegasse comigo. O engolia com vontade e auxiliava com as mãos o masturbando de leve, sua voz rouca gemendo meu nome baixinho me hipnotizava, sabia que estava na hora. Queria me unir a ele.
Procurei minhas calças no chão e retirei a camisinha que estava dentro da minha carteira, a coloquei rapidamente e o posicionei, eu pulsava e doía de tão rígido que estava, como se o meu corpo fosse feito parar estar com ele, foi feito para fazer amor com ele, e eu poderia morre naquele momento que não estaria mais feliz. O beijei e penetrei devagar, sentindo cada centímetro de sua intimidade junto com a minha, sentia a sua respiração presa na garganta e sua boca aberta como se procurasse uma nova definição para o que estava sentindo. Encostei minha testa na sua, olhando com profundidade seus olhos, eu estava com ele novamente.
Quando ele se acostumou comigo dentro dele, ele moveu o quadril e eu entendi o seu recado, comecei devagar aproveitando todo o tempo que tinha, queria que aquilo durasse uma eternidade, me movia conforme eram os seus gemidos. Sua mão apertava meus braços com força, foi quando eu os levantei e cruzeis nossas mãos acima de sua cabeça e eu acompanhei o seu olhar selvagem. Quando ele começou a gemer com mais intensidade, forcei o ritimo de minhas estocadas e podia sentir o mais fundo dele, e deuses como era bom estar ali com ele.
Nico gemeu e eu o calei com um beijo. Nico gozou quando eu entrei de uma vez só, e lá fiquei sentindo o meu orgasmo me dominar, sentia o seu orgasmo e como aquilo era arrasadoramente bom e me fez pensar como agüentamos passar tanto tempo separados, e quando fizemos amor urgentemente, deuses como isso foi bom.
Eu deitei e ele deitou-se dobre o meu peito, deixando seus dedos passearem por meu peitoral até parar em algum lugar perto da minha virilha, fazendo um circulo no local, a luz da lua iluminava seus olhos negros como a noite deixando aquele cara extremamente encantador.
– Uma tatuagem? – ele perguntou surpreso.
– Sim – murmurei – Está escrito seu nome – expliquei envergonhado. O silencio tomou conta do local de uma forma estranha e acolhedora. Era bom cada um estar perdido em seus próprios pensamentos e saudades e ainda sim etarmos juntos novamente.
– Percy – ele chamou após um tempo
– Sim – murmurei.
– Não me abandona nunca mais...
(...)
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