Perigo eminente...
12 Make you feel my love
Notas iniciais
POV PERCY
Não consegui pregar o olho.
Resolvi caminhar pela ilha, estar na companhia de uma Deusa que já fora apaixonada por você é meu complicado. A noite estava linda e nem de longe lembrava a confusão em que eu enfrentava em meu interior. Amanhã é meu aniversario ninguém, alem de Annabeth, sabe disso e eu também não estou afim de comemorações.
“- Eu sou gay...” Nico disse, ele se assumiu na frente de todos e depois do nosso beijo no quarto não tive coragem de dizer o que sentia. Depois do jantar fui até o nosso quarto, porem ele não estava lá, provavelmente iria dormir no quarto de Leo... Novamente!
E essa maldita relação deles me enchia de ciúme, o filho de Hefesto também era gay e doía imaginar que havia algo entre eles, ele não podiam estar juntos, porque... Porque Nico era meu.
Só meu.
Nico era o motivo na minha insônia, no inicio eu pensava que era porque não consegui salvar Bianca, só que depois de algum tempo deixei de me enganar. Gostava de vê-lo trocar de roupa, gosto quando ele tem pesadelos e dividimos a cama, gosto quando posso ter o toque de sua pele fria sobre a minha, eu gosto... Não eu amo este garoto.
Por duas vezes ele invadiu a minha imaginação durante o meu momento privado de prazer e me derramei imaginando os nossos corpos sendo apenas um. Imaginar que eu posso tocá-lo de maneira intima me intrigava de tal forma que hoje tenho medo de perder o controle e acabar fazendo uma besteira.
Mas eu tenho medo, medo do que as pessoas irão dizer sobre mim, que ninguém me aceite. Sei que é ridículo o que vou dizer, mas eu tenho vergonha de gostar de garotos! Quando eu entrei no acampamento o primeiro garoto que me chamou atenção foi Luke.
Ele era forte, bonito e gentil. Sempre me escutou e deixava que eu ficasse perto dele quando não tinha ninguém pra conversar. Uma vez eu o vi beijando um garoto filho de Apolo, depois desse dia estava decidido a conquistá-lo. Porem veio a minha primeira missão e descobri que ele era o traidor o meu coração se partiu e eu me contentei em ficar com Annabeth.
Mas ai Nico apareceu.
Flask Back ON
Odiava voltar pra casa. Pela milésima vez aquele ano eu fui suspenso da escola, ninguém acredita que eu realmente vi u monstro que atacou uma menina, cara eu só me defendi. Ter dez anos e ser um “aprendiz de marginal” não é nada fácil.
O pior de voltar pra casa era Gabe, aquele maldito deveria estar bêbado àquela hora, aquele nojento. Subi até o apartamento e o encontrei deitado no sofá (como eu já esperava) não queria fazer barulho e acorda-lo então fui para o meu quarto e peguei o meu diário.
“Ola Diário, meu único amigo!
Hoje um garoto da escola me deu mole, Patch é o nome dele, todo mundo diz que ele tem uma namorada que se chama Nora. Mas ele disse que gostaria de me conhecer melhor. Nós fugimos do treino de futebol e fomos nos beijar atrás da escola. Foi muito bom, foi o meu primeiro beijo e foi muito estranho, por um momento mordi a sua língua. Fiquei envergonhado, mas ele me abraçou mais forte e voltou a me beijar.
Resumindo meu dia...”
– O que você está escrevendo – perguntou Gabe arrancando o caderno das minhas mãos, pulei sobre ele e arranquei rapidamente antes que ele percebesse o que era.
– Não arruíne o meu caderno, a professora ira ver – gritei escondendo o meu livro debaixo do colchão e sentando sobre ele. Ele riu e tacou uma latinha de cerveja em minha cabeça, trinquei os dentes e abaixei o rosto.
– Mas que mocinha brava essa – ele disse passando a mão em meu cabelo – Você não quer fazer um agrado no meu amiguinho aqui – sussurrou ele passando a mão sobre o membro, e eu me enchi de nojo.
Tentei levantar, mas ele foi mais rápido e jogou-me sobre a escrivaninha e abaixou as minhas calças.
Seria apenas mais uma tarde de violência de Gabe.
Mais uma.
Flash Back OFF
Ser gay foi o que eu escondi por toda a minha vida, desde que Gabe me tocava, desde os garotos me ofenderem na escola por eu ser “menos macho”.
Eu tinha vergonha.
Continuei preso em meus pensamentos até que vi Nico ajoelhado atrás das pedras encolhido e aos prantos, fiquei em choque, depois corri para ajudá-lo.
– Nico – murmurei tocando seus cachos.
POV JASON
Vergonha era o que definia tudo o que sentia.
Sentia nojo por todos me verem daquela maneira, drogado novamente. Sentado esmurrando a areia da paria deixei que todo o ódio me consumisse. Eu não era um nada.
– A areia não tem culpa – murmurou uma voz doce atrás de mim. Não queria me virar, estava com os olhos banhados de lagrimas, não queria que ele me visse deste jeito.
– Eu quero ficar sozinho – respondi com a voz acida.
– Mais sozinho? – Leo brincou
Ele sentou-se ao meu lado, continuei encarando a imensidão daquelas águas tentando ignorar a presença do filho de Hefesto. Eu o amava tanto.
Por algumas vezes, durante a minha guarda, quando eu tinha paz de ser que eu era, pensava em nosso casamento. Posso parecer ridículo, eu sei que é ridículo, mas eu pensava nisso.
Nós dois de branco no altar, nossos amigos ao nosso redor jogando pétalas de rosas enquanto eu me declarava sobre o som de uma musica qualquer. Queria que a nossa lua de mel fosse no caribe, uma pequena casa aos pés da praia, em um por do sol enquanto fazíamos amor barulhentamente. Quem sabe um dia, possamos adotar uma criança ou alugar uma barriga de aluguel.
– No que está pensando? – ele questionou me fitando com aqueles olhos castanhos.
– No meu futuro – respondi seco, mas com um sorriso nos lábios imaginando a sua cara ao saber que eu planejei tudo.
– Eu estou cansado Jason – ele murmurou.
– Ego te beatum facturus est. Fac tibi somnia vera facit. Nil noluit. A finibus terrae ad te veniret, ut sentire amor – falei em latim.
Ele ficou em silencio por um momento pensativo, como se tentasse compreender o que eu havia falado sorri e baguncei os seus cabelos, da forma que eu sempre fazia quando queria um contato mais próximo com ele. Deitei na areia quente e observei as estrelas, que parecia ainda mais bonitas em ogigia.
Qualquer coisa era mais bonito naquele lugar.
– O que está pensando Leo – perguntei. Ele ficou me encarando, sentado como um índio.
– No que você acabou de dizer – ele falou fazendo montinhos de areia. – É latim?
– Sim – respondi sorrindo.
– O que significa? – ele questionou frustrado com aquele monte de terra que insistia em cair
– Só conterei daqui algum tempo – comentei enquanto desfrutava daquele momento de paz que há anos não consegui aproveitar. O silencio permaneceu ali, ouvi algumas risadas próximas, mas não movi um músculo. Porem Leo ficou tenso e abaixou os olhos eu fiz o mesmo, só que com um sorriso bobo.
– No que está pensando? – ele perguntou novamente
– Você não vai querer saber – disse provocando-o
– Claro que sim – Praguejou ele nervoso com o seu castelo desfarelando em suas mãos, e assim ele voltou a sua atenção a mim.
– No quanto eu te amo...
(...)
*Tradução: Eu poderia fazer você feliz. Fazer os seus sonhos se tornarem realidade. Não há nada que eu não faria. Iria até o fim da terra por você, para fazer você sentir o meu amor
Musica — Make you feel my love – Adele
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