Notas iniciais
DESCULPE PELA DEMORA E PELOS ERROS DE PORTUGUÊS. Estou digitando pelo tablet uahsuhaus

POV JASON

A noite estava maravilhosa. Pois bem...

Estava!

Após ser tomado por uma imensa felicidade, de ouvir da boca de Leo que ele estava disposto a me amar, porém eu sou Jason Grace, as coisas não podem dar certo pra mim.

Segurei a cabeça do filho de Hefesto e tentei selar nossos lábios mais uma vez, mas ele se afastou e me empurrou saindo de meu abraço. Fiquei olhando a risada seca que ele dava enquanto andava de um lado para o outro.

– Engraçado Grace – ele murmurou encarando o chão.

– Como? – perguntei sem reação.

– Ok! Você pode abrir o jogo, somos amigos, não somo? – ele disse e deu uma risada – Só porque se separou de Pipper ficou carente e como eu sou a pessoa mais próxima a você, acha que me ama!

Ele dizia tudo aquilo e a única coisa que eu conseguia fazer era concordar com a cabeça e tentar ao Maximo segurar as lagrimas. Virei na amurada e encarei novamente o mar, sentia que a qualquer momento poderia desabar em cima dele.

– Me desculpa Leo – murmurei

– Relaxa! Você só esta esgotado. A guerra acabou conosco – ele disse apoiando o braço em meus ombros. – Posso te pedir um coisa?

Encarei aquelas orbes escuras e travessas e segurei um soluço que nunca poderia vir a tona. Como era possível te-lo tão perto e não poder toca-lo? Como os deuses poderiam ser tão cruéis?

– Claro – disse forçando um sorriso nos lábios.

– Não deixe que ninguém saiba... Bem de tudo – ele comentou.

– Okay – disse voltando a encarar o oceano. Não poderia acreditar que a minha declaração pra ele não passava de uma simples piada! Como ele poderia dizer que ama Nico e não a mim? Como ele poderia imaginar que tudo o que sentia por ele não passava de uma simples carência minha?

– Bom, eu vou ir dormir. Boa noite – ele disse

– Boa noite – respondi.

Esperei que ele se afastasse o suficiente pra soltar o primeiro soluço. Assim que ele desapareceu para parte inferior do navio eu me sentei com as costas apoiadas e encostei a cabeça entre os joelhos.

Chorei e deixei que toda a magoa que sentia naquele momento saísse pelos meus olhos. Deite-me no chão em posição fetal, qualquer pessoa que chegasse ali naquele momento poderia ver aquela cena deplorável que se passava. Mas eu simplesmente não conseguia segurar aquilo por mais tempo.

Eu estou fraco, esgotado, triste e arrasado. Não queria ser um dos Sete, mas fui pra uma guerra e me mantive firme durante dois anos, dois anos, não havia derramado uma lagrima desde que cheguei ao Acampamento Meio Sangue sem nenhuma memória. Lutei contras as forças de Gaia. Firme e forte, liderei uma tripulação, encarei os meus piores medos... E agora estava tão cansado de tudo e de todos que eu só queria descansar.

E sabia como.

Com dificuldade levantei e fui até a minha cabine, andei sobre as pontas dos pés, não queria que ninguém me interrompe-se.

Entre no meu quarto e com as mãos tremulas procurei na minha gaveta. A cabine estava escura e a minha vontade junto com a magoa que sentia não deixava meu celebro raciocinar as minha ações e o quanto eu me arrependeria disso mais tarde. Assim que senti a seringa em minhas mãos, cai de joelhos coma vontade e o desejo que tinha. Faz quatro anos.

Quatro longos anos que não sinto este liquido correr em minhas veias. Era maluco acreditar que eu sempre andei com heroína e nunca utilizei, sempre pensei que em algum momento chegaria a minha hora, que eu morreria após uma longa gloria. Pois bem a minha hora chegou, nesta seringa tem o suficiente para me causar uma boa overdose. Quase morri diversas vezes por menos disso.

Encostei-me à cômoda e fechei os olhos, estendi os braços, e salivando, limpei com um pano o local da picada. Nunca fui tão fraco como aquele momento, meu soluços parecia gritos desesperados e as lagrimas já eram tão fluentes como os rios do mundo inferior.

Estava desesperado e tão vazio como um buraco negro no universo. Mais uma vez estava desistindo... Espetei a agulha e letamente despejava o liquido em minhas veias.

– Jason – murmurou uma voz.

A porta se abriu e Leo adentrou a cabine. Já conseguia sentir os efeitos da droga tomarem meu, estava tanto tempo sem usar nada que assim que a sensação chegou e eu me desliguei.

E assim não senti mais nada.

(...)

POV PERCY

Meu coração estava parecendo a bateria de uma escola de samba. a respiração falha de Nico em minha nuca me levou ao delírio. Estávamos deitados debaixo das cobertas e estava absolutamente muito escuro, porém o medo que ele percebesse a minha ereção com suas palavras era assustador.

Tomei coragem e virei, ficamos cara a cara, e mentalmente sabia que ele estava com os olhos arregalados, assim como os meus. Coloquei a mão em seus cabelos em uma caricia sincera. Aproximei meu rosto do seu, mas não o beijei. Era só a necessidade de sentir seu halito quente sobre o meu.

Nossos corpos já estavam entrelaçados e eu podia sentir o seu coração, aquilo estava tão bom que eu não queria que acabasse.

– Estou feliz – murmurei. Juntei nossos lábios em um beijo sincero. Sua língua era tímida e confusa e isso me fez sorrir. Apertei seu corpo contra o meu e pude sentir a sua ereção singela, meu corpo se arrepiou e eu tomei a iniciativa de algo mais ousado. Separei nossos lábios e dei um beijo em seu pescoço, ouvi um gemido rouco e continuei aquela brincadeira.

– Estou feliz – ele sussurrou.

Agora eu estava completamente excitado, fiquei entre as suas pernas e joguei o meu quadril contra o seu, como se fosse penetra-lo e ele visivelmente gostou daquilo, repeti isso mais algumas vezes arrancando seus gemidos.

– Acho melhor nós pararmos – ele disse sério saindo debaixo de mim.

– Algum problema? – perguntei envergonhado.

Antes que ele pudesse responder Leo começou a gritar, o desespero em seu tom de voz fez com que todos os meus pelos dos braços se eriçarem. Pulei da cama e sai correndo da minha cabine. Todos estavam de pé no meio do corredor. Leo tentava desesperadamente ajudar Jason que tremia e espumava pela boca.

Annabeth passo rapidamente por mim e com um pedaço de madeira enrolado em um pano e colocou em sua boca, ela o posicionou de lado enquanto tentava fazer que o néctar através de uma seringa entrasse em suas veias.

Hazel chorava nos braços de Frank, Pipper tentava acalmar Leo enquanto eu observava tudo sem saber o que fazer, ele disse que tinha problemas com heroína.

– Ele vai ter que ir para o acampamento – disse Annabeth

– Não – gritou Leo – Ele não vai pro acampamento.

– Mas por quê? – Hazel perguntou com a voz embargada – posso leva-lo com Arion, ele precisa de ajuda Leo!

Meu corpo foi tomado por uma onda horrível de pânico, como se eu tivesse vivido aquele momento em algum lugar, como se eu soubesse o que podia acontecer se Jason fosse sozinho para o acampamento.

– Eu vou com ele! – disse com a voz firme.

(...)

Notas finais
bjins