Perfeição na Imperfeição.
7 Capitulo 7
Notas iniciais
Paro um pouco de escrever e pego meu celular, mandando um SMS para o Adam.
Minutos depois...
Fiquei conversando um pouco com o Adam, pelo celular, e a conversa deu nisso :
Eu: Pu!
Ad-love : Ta?
Eu : O que vc tá fazendo?
Ad-love : Nada de interessante, só conversando com uma garota chata. :D
Eu : Hm...conheço bem essa garota chata, né?
Ad-love : Talvez. E como vai a redação?
Eu : Ótima, estou inspirada com a poeira e bagunça do quarto, vou ter que limpar ele amanhã, tô espirrando muito! :'(
Ad-love : Hahahaha, te adoro. ~;~
Eu : Prove e o que significa ~;~?
Ad-love : Não sei e quer que eu vá aí? Chego aí em 20 segundos.
Eu : Náaaah, sai, Adam! Outra coisa, agora eu estou um pouco ocupada, melhor não. E você respondeu minhas perguntas ao contrário!
Ad-love : Fiquei magoado, omg, estou sendo iludido, vou me jogar de um prédio! :C
Eu : Ah tá, prometo ir lá para gritar "pula, pula, pula".
Ad-love : Hahahaha, nossa, faz cócegas em mim, porque eu não achei graça. -_-
Eu : Quem é você pra achar graça? Run? Run?
Ad-love : Um carro?
Eu : Por que, um carro? O.O
Ad-love : Você disse "run, run", pensei que fosse um carro.
Eu : Ai, bobo! Vou ir comer no refeitório, vai lá?
Ad-love : Daqui a pouco, tenho que resolver umas coisa.
Eu : Thx, pode ir. Tchau.
A conversa teve fim e eu saí do quarto, fui para o refeitório e me sentei perto de Charles Smith, aquele da redação...nerd, inteligente e etc. Eu decido lhe cumprimentar :
– Oi Charles!
– Oi Louise, lembra meu nome? Nossa.
– Ahm...faz pouco tempo que deixamos de conversar muito.
– É, você passou a conversar com aquele idiota, Adam, né? Te levou para o mal caminho.
– Que isso, Charles? — Perguntei, indignada.
– 10 meses e 2 dias. Quer que eu diga em horas também?
– O que?
– Eu contei quantos dias não conversamos, preciso falar de um jeito mais "preciso"?
– Não, não. Está bom assim! — Eu discordei. — Podemos falar de alguma outra coisa? — Argumento para mudar o rumo da conversa.
– Claro, como você está? Quando você chegou no instituto estava radiante e seu aniversário está próximo. Serei convidado?
– Claro que sim! Charles, nós éramos melhores amigos.
– Éramos? — Charles arqueou a sobrancelha esquerda.
– Não, quer dizer, nós somos! — Falei, sem jeito.
Charles simplesmente ri um pouco de mim.
– Que foi? — Perguntei.
– Você ainda fica sem jeito quando alguém levanta a sobrancelha pra você, haha. Ainda gosta de bolo de chocolate? — Charles me oferece um bolo que estava a mesa.
– Claro que sim, Charles da mamãe! — Pego o pedaço do bolo. — Era assim que sua mãe te chamava, né? — Brinquei.
– Você ainda lembra? Pobre passado cruel de um garoto. — Ele começou a rir novamente.
– Você continua legal! E muito inteligente, claro. — Eu falo.
– E como vão suas notas? — Charles perguntou a mim.
– Caíram esses meses, mas não estão tão ruins.
– As minhas nunca caem, incrivel. — Charles disse e sorriu de maneira orgulhosa.
– É por causa dos seus poderes, babacão! — Jogo um pedaço do bolo de chocolate nele.
– Você com esse cabeção devia ter ótimas notas! — Ele brinca comigo, já com o bolo que acertara em seu rosto.
– Tem um pouco de rosto no seu bolo, Charles! — Continuo com a brincadeira e continuo a rir sem conseguir parar.
– Nossa, por que não vai trabalhar naquele programa de televisão? Ah, não dá, né? Você ia falir eles com essas piadas sem graça.
– O que? Agora eu mato você, piolhento-Charles-da-mamãe. — Digo em tom de ironia e brincadeira.
A brincadeira toma conta da conversa e Charles começa a rir enquanto limpa o bolo do rosto, ele ficou muito fofo.
– Opa, atrapalho? — Adam se senta ao meu lado e me dá um selinho.
– Não, Adam. Só estava recordando umas coisas com o Charl.
– Licença. — Charles se levanta da mesa, incomodado, ele sai pela porta do refeitório e acena para mim.
– Tchau! — Aceno de volta para ele.
– Charl, já tá assim, Louise? — Adam me olha severamente.
– Ciúmes? Nem vem, Adam.
– Só não quero nada me incomodando na cabeça, ok? Te adoro. — Adam termina de falar e me dá um outro selinho.
– Tenho que ir, ok? Também te adoro, tchau. — Mal termino de falar e corro para meu dormitório.
Ao chegar no dormitório, recordo-me de um diário que eu tinha quando entrei ao instituto, pego ele e começo a ler o "primeiro dia no instituto", era mais ou menos assim :
"Diário maluco de uma "moranguita", o primeiro dia no instituto foi um pouco difícil quando cheguei, fiquei com saudade do papai e da minha mamãe. Um menino veio conversar comigo, o nome dele era Charles. Nós brincamos muito e viramos amigos, eu..."
O resto estava manchado e não deu para ler, eu fui até a ultima folha e comecei a ler uma parte que não estava manchada, o titulo era : "um amor para guardar no coração", pelos meus cálculos, eu tinha treze anos quando escrevia nesse diário, enfim, a ultima folha era assim :
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