Perfeição na Imperfeição.
4 Capitulo 4
Notas iniciais
– Só que eu não gostei desse cabelo. — Eu falei e todos presentes na mesa me olham.
– Não? — Wisty pergunta sem entender.
– Vem comigo. — Termino de falar e de "comer" o sorvete e pego Wisty levando-a até o banheiro feminino.
A corrida foi longa, pois o banheiro fica do outro lado do instituto e longe do refeitório. Assim que chegamos, eu coloquei Wisty em frente ao espelho e falei :
– Essa não é você.
– Mas eu fico melhor assim, as pessoas me aceitarão assim. — Ela argumentou de um modo desajeitado.
– Eu não aceitarei você assim, Wisty. Prefiro que você fique desse jeito aqui, ó. — Volto a pegar em sua cabeça, seu cabelo encolhe novamente e volta a deixá-la sem cabelo.
– Qual seu poder? — Wisty perguntou.
– Eu mexo com os cabelos, faço tudo um pouco. Agora, olhe no espelho e veja como você é linda desse modo. Só falta umas coisas que eu te ajudo com o tempo. — Respondi.
– Eu posso curar as pessoas, só que não posso me curar, consigo me manter viva só que não sei por quanto tempo. — Wisty se olha no espelho de modo fixo.
– Bom, eu sei por quanto tempo. Eu te prometo que não vou deixar você morrer por isso, ok? De agora em diante, eu sou sua amiga. — Estendi a mão para ela, espero-a tomar a atitude de pegar minha mão.
Bom, eu assumi uma grande responsabilidade e vou ter que cumprir ela, estou um pouco confusa durante esses dias e acho que Wisty é a minha salvação de algum modo.
– Ok, vamos voltar. — Ela agarra a minha mão e sai correndo comigo de volta ao refeitório.
Depois de vários outros minutos, chegamos ao refeitório. A senhora Dorothy estava colocando um calendário na parede, ele tinha alguns simbolos com vários significados, me sentei na mesa e novamente Dorothy começou a fazer um discurso em meio aos cochichos dos alunos.
– Queridos alunos, para a felicidade de vocês as aulas foram canceladas. Nessa tarde iremos as plantações da fazenda colher e plantar nela, escolhemos quatro alunos para fazer um discurso no conselho contra os mutantes que acontecerá na quinta feira na cidade aqui perto, o aluno com o melhor discurso vai participar do conselho junto comigo e com o professor Jorge. Por favor, os alunos e alunas que eu citar venham até o palanque ao meu lado. Sasha Chang, Louise Crawford, venham até mim. Charles Smith e Matthew Conner, venham também.
Suzanne repetiu tudo o que Dorothy falou, elas falaram juntas, pareciam que eram uma só! Ela me empurrou assim que falaram meu nome e agora, vou descrever cada um dos escolhidos. Sasha Chang é a menina mais linda do instituto, dizem que ela gosta do Adam e o poder dela é a super força, ela é uma espécie de super moça. Charles é um nerd, super inteligente, eu adoro muito ele apesar de mal conversarmos. Matthew Conner é simplesmente "Hot", ele tem o mesmo poder que o Adam, os dois correm em alta velocidade e são amigos, o "Matt", como é chamado pelos amigos, pode ser um tanto esnobe, porém deve ser legalzinho. E eu vocês já conhecem e, a propósito, assim que falaram meu nome todo mundo me vaiou, eu subi no palanque igual a um pimentão de tanta vergonha e aí o professor Jorge começou a discursar um pouco também, ele disse :
– Bom, escolhemos os melhores alunos possíveis da instituição, porém isso não quer dizer que vocês não são inteligentes, vocês são, basta que tenham força de vontade. Quero parabenizar a todos e especialmente parabenizar Louise que é minha aluna e me orgulha muito que ela esteja caminhando de modo tão rápido para o melhor, espero que os meus outros alunos sejam como ela. — Todos vaiaram e gritaram "Friz, friz, friz" que é o meu apelido por meu cabelo ser meio desregular. — Fiquem calados! — Ele continuou. — Eu não terminei. — Acrescentou o professor. — Vocês terão de nos dar essas redações até amanhã, portanto, estão liberados das aulas de amanhã para fazer esse discurso. — Ele termina o discurso e todos começam a vaiar e gritar.
– Louise, você não é nada popular. — Murmuro e me encolho, entristecida.
– Não mesmo, friz. — A Sasha diz, provavelmente está me zoando e ouviu o que eu disse.
– Cala a boca. — Reviro os olhos e desço do palanque voltando até a mesa, magoada.
– Podem ir! — Dorothy exclama.
– O que aconteceu? — Suz me pergunta.
– Eu que te pergunto, o que aconteceu, Suzanne? Por que repetiu o que a senhora Mcfall falou? — Perguntei e todos na mesa direcionam seus olhos para Suzanne.
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