Notas iniciais
Voltei a escrever, espero que gostem e vou divulgar a fanfic, né.

Terça-feira, 02 de outubro, três horas da madrugada.

O suor desceu por meu rosto, um grito amedrontado saiu por entre meus lábios, o instituto todo acorda e vai até o dormitório das meninas, a cama rodeada por todos, isso resume o que aconteceu essa madrugada. Para ser mais exata, eu estava sonhando com o meu "principe" só que eu sempre sou azarada e ele me jogou em uma masmorra cheia de cobras, por isso eu gritei quando acordei. Depois de todo esse pavor, eu acordei com todos me olhando curiosamente e meu cabelo todo bagunçado, meus poderes são esses, meus cabelos crescem, mudam de cor e fazem coisas extraordinárias. Voltando ao assunto, a senhora Mcfall, conhecida por Tia "Dorô", estava ao meu lado, tentando me acalmar e, obviamente conseguiu, ela tem uma certa empatia que parece ser o poder dela. Eu estava apavorada e todo mundo me olhando como se eu fosse uma louca ("Como se", cof cof), bom...a minha amiga, Suzanne, me olhou profundamente e perguntou á mim com extrema carinhosidade :

– Está tudo ok, Lô? — Arqueei minha sombrancelha esquerda, observando-a.

– Claro, perfeito! — Deixo escapar o tom de ironia em minha fala.

– O que aconteceu, meu anjo? — A tia Dorothy acariciou meus cabelos longos ao me perguntar isso, ela me olha como uma mãe.

– Nada, tia, foi só um pesadelo. — Assim que termino de falar, olho todas as pessoas que estavam a me rodear, vejo Adam entre eles, fito-o fixamente, encantada com a sua beleza meiga e fofa.

Trssssh...corta tudo! Sim, Adam é o menino que eu gosto. Ele é muito "pukka", palavra que peguei de um livro que li, bruxos e bruxas, voltando...

– Lô? — A tia Dorô estala seus dedos na frente do meus olhos, por um momento eu dormi.

– Oi? O que? — Eu pergunto sem entender nada, paro de olhar para Adam porque não quero pagar mico, né.

– Eu te perguntei...que pesadelo? — Dorothy me observa com aqueles olhos carinhosos e acastanhados, sua pele negra é divina, seu jeito de ser "mãe" com todos no instituto também é ótimo.

– Nháãaw! Quero dormir! — Dou uma ultima olhada para Adam e me jogo na cama adormecendo naquele mesmo instante.

Horas depois, café da manhã as dez horas.

Depois daquela madrugada perturbada, eu acordei e fui direto para o banheiro. Tomei o banho, coloquei o uniforme da minha sala que é de acordo com a idade de cada aluno do instituto, portanto, na minha blusa fica escrito "1° — A". Usamos calças ou saias, eu optei por usar uma calça jeans que amo. Depois disso fui arrumar o meu cabelo, aquela coisa chata que não para como eu quero! Esses cabelos cacheados que tenho me enlouquecem, imagina que hoje acordaram com raiva de mim e não querem parar como eu digo! Logo hoje, logo hoje...Espera! O que tem hoje? Termino de arrumar o meu cabelo e deixo-o cheio de "friz", passo um gloss rápido e vou consultar minha agenda, hoje é dia de sorvete no café da manhã! CARAMBA, TENHO QUE CORRER! Olho o relógio e adivinha? O azar está conspirando contra mim, já é dez horas! O café é as oito, não deve ter nenhum sorvete pra mim, bláaaa! Depois de choramingar as pitangas um pouco, pego fone de ouvido e coloco ele, começo a ouvir How long will i love you e saio correndo até o refeitório. How long will i love yooou...♫ E aí, assim que chega o refrão, eu chego no refeitório e dou de cara com o Adam! Bem naquele refrão lindo e simplesmente tenho um mini-ataque de paixão! Fico plantada lá e a Suzanne chega do meu lado, me perguntando :

– Louca, o que tá fazendo?

– Eu? Nada, acabei de chegar. Por que não me acordou?! — Sacudi ela tirando o fone do ouvido, sorrindo.

– Você estava babando de um jeito tão bonitinho e falando : "Adam, Adam, Adam, case-se comigo e vamos ser felizes, óooh, meu amor!" — Ela brincou comigo daquele jeito chato, Suz, sua cachorra!

– Puft, eu não babo e não falo isso, cachorra. — Eu falei, perguntando a Deus pelo meu pensamento : Deus, será que fiz isso mesmo? Credo! É, ele não me respondeu.

– Tá, o Adam guardou sorvete pra você, vamos lá. — Suz me puxa até a nossa mesa, onde "ele" está.

– Oi Dam! — Abro um sorriso para ele e me sento na mesa, já pego o sorvete para saboreá-lo.

– Fala, Aladim. — Suz cumprimenta ele com aquela forma estranha dela de ser, que apesar de eu amar, é estranha.

– Opa, como estão? Lorazete, você anda muito gulosa. — Ele sorri para mim daquele jeito lindo e Suzanne dá aquela olhada de amiga que não guarda segredo.