Perfeitas, Perversas E Maldosas.
9 Capítulo 9 - Obedeça-me e poucos sairão feridos -S
Notas iniciais
É Diana pelo visto sua noite de folga acabou.
06h00min da manhã, meu despertador começa a tocar Back in Black do AC/DC, minha banda de rock favorita, então pego meu celular para desligar o despertador e vejo que tenho uma mensagem, então leio:
“Bom Dia Diana! Acho que a musica do dia do seu despertador devia ser Die! Bitch! Die! ou melhor, da semana, do mês, do ano, da sua vida toda, porque sua noite de folga já terminou –S.”.
Li com a cara mais assustada do mundo, mas na boa, porque esse ou essa tal de S quer comigo? Fiquei assustada o dia todo, quando cheguei à porta da escola outra mensagem:
“Já, já esse corredor não vai ser o corredor do JHS vai ser o cemitério. — Beijinhos S.”.
Essa foi à gota d’agua, não aguento mais receber mensagens desse S, pelo menos ele ou ela só fala, mas não age, pelo menos ainda. Fui ao meu armário antes de entrar na sala e quando abri um bilhete caiu:
“Faça o que eu mando, ou Louis não sai vivo dessa. –S.”.
Ai Meu Deus! Louis! Sai correndo desesperada, procurando por ele para ver se S só estava brincando, então vi Zayn e Liam andando no corredor, seus dois melhores amigos, acho melhor falar com eles:
– Ei! Pelo amor de Deus diz que Louis está aqui na escola!
– Ahhn... Diana... A gente foi buscar Louis na casa dele, mas a mãe dele disse que ele já tinha vindo para a escola mais cedo, então a gente veio, e encontramos o celular dele no vestiário masculino, mas ele não estava lá.
(Respondeu Liam, muito pra baixo.).
– Ai não, eu preciso... Esquece, tchau.
(E sai correndo desesperada até o pátio da escola.).
Então veio um papel dobrado voando até mim escrito “Para Diana” e eu o peguei então li:
“Fique calma querida, ele só está quase sem ar, mas se quer que isso não aconteça vá para a sua sala, e fique lá aguardando minhas coordenadas. –S.”.
Fui até a sala, ainda muito assustada, e vejo a Hayley e a Alexia catando folhas rasgadas no chão e falo:
– Querem ajuda?
–Melhor assim, meninas estou atrasada pra minha segunda aula, vejo vocês depois.
(Respondeu Alexia.).
– Tchau Alex!
(Eu e Hayley respondemos e Alexia saiu da sala.).
Ajudei a Hayley a catar as folhas rasgadas no chão, e sentei na minha cadeira. Quando a professora Ella Benson chega, recebo uma mensagem, então ela ouve o barulho e fala:
– Desliguem seus celulares, por favor!
Então o pego para desliga-lo, mas percebo que é uma mensagem de numero restrito, então leio desesperadamente, para saber do Louis:
“Queridinha Diana, não fique não preocupada, estou te observando também, vamos fazer um acordo? –S.”.
Já que S está me observando, pensei, “tenho que achar um SIM!” então vejo questões no quadro, vou até ele circulo o “sim” olho para lados, e sento em minha cadeira. Todos da sala olham para mim pensando “Por que ela fez isso?”. Quando termina a aula recebo outra mensagem:
“Va até o vestuário. Mas espere não o feminino, aguarde mais coordenadas –S.”.
Perai, se foi o que eu entendi, vou ter que entrar no vestuário masculino? Então tomei coragem e fui até a porta, não tinha coragem de passar, então coloco minha mão no bolso da minha calça e percebo que tem um papel. Quando ele estava lá? Abro e leio:
“Se não tem coragem de entrar eu tenho coragem de mata-lo, cuidado. –S.”.
Então se eu tiver coragem de entrar, S não matara Louis, ok... Respirei fundo e entrei, a única coisa que via era armários e mais armários, até eu andar mais uns 5 armários e ver caras sem roupa se trocando e reclamando comigo:
– Ei garota, o que você está fazendo aqui?
(Diziam vários)
Mas também tinha o grupo dos tarados, prefiro nem mencionar o que eles diziam... Andei até o final do vestuário onde tinha um vidro embaçado com algo escrito.
“Ele ainda está vivo. APAGUE. — S.”.
Apaguei o que tinha escrito, mas alguém bateu bem forte nas minhas costas, quando olhei para trás não tinha ninguém, então quando toquei nas minhas costas, senti algo, era um papel, li:
“Parabéns, passou da primeira fase! Vamos a segunda, entre na quadra de ginastica tem uma porta pelo vestuário, então pegue um balde de óleo que eu deixei de presente para os alunos, e despeje na quadra, e saia da escola pela porta dos fundos. -S.”.
Fui até a quadra e peguei o balde, mas ainda não despejei, não ia deixar que nada acontecesse com Louis, mas um monte de gente ia se machucar, faço ou não? Ah faço sim! Então despejei o balde de óleo pela quadra toda e sai correndo pela porta dos fundos antes que alguém me visse. Respirei fundo e esperei a 3ª fase ou sei lá. Fiquei andando em círculos por uns 8 minutos, irritada, agoniada, assustada, pensativa, eu queria me atirar do Monte Evereste abaixo. Finalmente recebi outra mensagem:
“Diana... Diana... faz tudo pelo seu amor, hem? Pois bem, ultima fase, vá até a casa na arvore, e pegue o mapa, lá estará Louis. –S.”.
Hn... A casa na arvore... Eu ficava lá com as meninas antes da Samantha sumir. Fui correndo até lá e quando entrei... Bem... Quando entrei tinha um aquário, mas não de peixes, de cobras e baratas e tinha um papel na parede, acima do aquário, escrito:
“Quer que Louis saia vivo dessa? Pegue o mapa! — Com carinho S.”.
Fechei os olhos, quase que desmaiei, mas resisti, vamos Diana são “só” cobras e baratas. Ai eu quero gritar, pensei, pensei, pensei... Por uns 5 minutos, até eu receber uma mensagem:
“Ele não aguentara por muito tempo. -S.”.
Então finalmente tomei coragem e... E abri a tampa do aquário, me aproximei e enfiei a mão, peguei o mapa e sai correndo o mais rápido que pude. Ainda sentia as baratas andando em meu braço e cobras rastejando por ele. Mas segui as coordenadas e aqui estou eu, em um galpão velho, lá tinha um bilhete:
“Parabéns Louis está a salvo, ou quase isso, vá até o Hospital principal de Lessburg, acho que tem alguém te esperando por lá. Amanhã tem mais. Manda um beijo para ele por mim. –S.”.
O que S fez com Louis? Peguei um taxi e fui até o Hospital principal de Lessburg, então falei com a recepcionista:
–Boa Noite, tem algum Louis Smith, por aqui?
– Boa Noite, deixe-me checar... Ahn... Sim, recebemos uma ligação anônima de que ele foi atropelado, ele acabou de ser internado, sinto muito.
– O que? Posso por favor, falar com ele?
– Oh, ele está com a mãe dele lá agora, deixe-me ver...
(Ela ligou para o quarto.).
– Boa Noite, senhora Smith? Tem uma amiga do Louis aqui querendo falar com ele será que ela pode... Ah sim entendo... Qual o seu nome?
– Diana Montgomery
– O nome dela é Diana Montgomery, ok... Obrigada.
Ela desligou o telefone de disse:
– Pode entrar quarto 214, 2° andar, à esquerda.
– Ahn... Obrigada!
Entrei no quarto, a mãe de Louis não estava mais lá, ele estava com um ar de cansado e ele disse:
– Di?
– Louis... Você está bem?
– Não muito, fui atropelado esqueceu?
– Como isso aconteceu? Você não estava na escola hoje.
– É... Eu ESTAVA, mas alguém me pegou por trás, e me deu algo para eu desmaiar não sei direito, então fiquei preso em um galpão, depois de um tempo alguém abriu o galpão para mim, mas eu estava meio tonto, e fui atravessar a rua e alguém me atropelou.
– Ê...Eu... Sinto muito.
– Obrigada, Di...
– O que?
– Eu te amo, e queria terminar o que a Alexia interrompeu ontem.
– Eu te amo, muito... Mas... Você consegue se mover?
– Apenas meus lábios, então cala a boca e me beija.
Eu sua boca, senti uma caricia enorme, senti sua língua se enroscar com a minha, foi o melhor beijo da minha vida, para alguém que não conseguia se mover.
Fiquei conversando com ele por umas duas horas, perdi a noção do tempo, mas minha mãe me ligou perguntando onde eu estava então tive que ir embora, quando sai, senti um aperto no peito, vi mais de 20 alunos do Jamestown High School indo com macas para quartos no hospital, todos se acidentaram por minha causa, pais preocupados, irritados... Fui direto para casa, não conseguia ver aquela cena, uma cena que eu causei. Quando cheguei em casa, minha mãe estava uma fera comigo, perguntando porque eu cheguei tão tarde, achando que eu era uma das alunas que se acidentaram na quadra de ginastica, subi correndo para o meu quarto, pulei na cama e comecei a chorar. Até eu receber outra mensagem:
“Não fica triste Diana, uma daquelas pessoas podia ser você, pense bem, hoje eles, amanhã você. Bons sonhos. –S.”.
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