Perfect

5 O meu plano de ser normal é definitivamente arruinado.


Notas iniciais
Eu estou bolada com vocês : pq ninguém comentou o último capítulo. -_- EU TÔ NOTANDO. seguinte: só posto o próximo capítulo se tiver comentários. E tenho dito.

Clara apareceu desesperada à minha frente, ela parecia ter acabado de sair de um ringue de luta livre. Estava toda machucada (incluindo um talho na parte inferior da perna que perecia realmente feio), sua espada estava desembainhada e os cabelos, bagunçados. Ela me lançou um olhar cúmplice, quase de pesar.

Acho que foi ali que eu percebi que o meu mundo estava prestes a desabar.

Escutei um súbito barulho de explosão em uma sala no primeiro andar. A minha sala.

– Malu, o que tá acontecendo?! – A Anna. Maravilha. Isso tinha que acontecer justo com ela no meio de tudo.

Anna estava apavorada e confusa. Sensação que eu conhecia MUITO bem. Mas eu estava tomada pela urgência e tinha que ser rápida.

– Anna, só me escuta, tá tudo bem, eu vou resolver isso. Só fique longe do perigo e eu volto para te buscar.

Me virei e corri para as escadas o mais rápido que pude.

Dobrei o corredor e me deparei com um caranguejo gigante (Gecarcinos Magnatus Mystics) de dois metros e meio de comprimento. Suspirei aliviada enquanto desembainhava uma adaga do coturno. (Quando se mora na ilha de Manhatan, de vez em quando um destes se desgarra dos outros e acaba destruído alguns prédios.)

A fera estava de costas para mim, seria fácil. Já tinha tomado impulso e me jogado embaixo dele, quando o pobre crustáceo percebeu algo estranho.

Escola errada, baby. rolei para longe antes que a carapaça caísse sobre mim e me esmagasse.

***

– BÁRBARA?!

Você deve entender minha surpresa ao ver minha irmã mais velha ali na minha frente. Ou não. Não entenda se quiser, não faz diferença. O fato é que eu estava coberta de cal e pó de caranguejo gigante na frente de uma das últimas pessoas que eu queria ver na vida.

Não me entendam mal, eu amo a minha irmã. Mas se ela tinha saído do acampamento, era sinal de que os meus piores pesadelos tinham virado realidade.

– Mana, nós precisamos conversar.

Só restava-me descobrir qual deles.

***

– Tinham mais deles lá, eu entrei em pânico, e....

– Eu sei. Calma.

Eu tentava pacientemente limpar os machucados de Clara, porém ela não ficava parada em nenhum momento. Dei-lhe mais um pedaço de ambrosia e improvisei uma atadura com um pano de prato na tentativa de estancar o sangramento na sua perna.

–Pronto. Coloca a perna pra cima.

Estávamos no apartamento dos meus avós. Clara estava deitada no sofá, Anna estava na poltrona ao lado e Bárbara estava apoiada na parede, com os braços cruzados.

– Sou toda ouvidos. – Eu disse, me dirigindo à geladeira para pegar um pedaço de pizza e voltando logo depois.

Bárbara lançou um olhar desconfiado para as garotas. Como que falando “Na frente delas?”, eu dei de ombros, indicando que ela poderia falar.

– Malu, aconteceu alguma coisa no Olimpo. Quíron me pediu para vir...

– Se for alguma missão, diga à ele que eu dispenso – Interrompi-a.

– Mas Malu! O mundo pode estar em perigo e você não vai fazer nada?! – Clara se manifestou.

– Todas sabemos como isso funciona! Se eu não for, eles arrumam outro herói! Afinal, isso é o que não falta na Colina Meio-Sangue. “Heróis”! – Eu falei quase gritando.

– ALGUÉM PODE POR FAVOR ME EXPLICAR O QUÊ É ISSO? – Anna se levantou realmente gritando.

*Silêncio.

– Há! Então quer dizer que ela não sabe? Vocês não contaram? – Bárbara exclamou, genuinamente surpresa.

– Contaram O QUÊ? – Anna virou-se para mim e para Clara, e ambas nos encolhemos ao ouvir o tom da sua voz. Acho que vi até a Bárbara estremecer, embora não tivesse certeza.

– E mais uma coisa – Lá vem bomba – Porque a Clara estava armada? Aquilo era uma espada?

Ai, merda. Ela não deveria ter visto a espada. Eu já tinha feito os testes. Anna nunca fora imune à névoa. Agora eu que estava confusa.

– Bárbara, porque a Anna enxergou ...? Como?

– Faz quatro dias que a Névoa simplesmente parou de existir.

– O QUÊ?! – Clara e eu exclamamos em uníssono.

– A névoa não está mais influenciando os mortais. Já faz um tempo que ela vinha enfraquecendo. Nós logo percebemos que havia algo errado. Nos últimos dias, cada vez mais mortais acabavam indo parar bem perto da fronteira do acampamento. No sábado um homem de meia idade perseguiu um sátiro até a casa grande, chamando ele de “aberração”. As ninfas estão assustadas. Elas não podem mais se metamorfosear porque os mortais percebem a cor ...diferente delas. – Bárbara parou por alguns instantes

– Cada vez mais mortais veem os monstros e os ciclopes em sua forma original. Foi por isso que o Quíron me procurou, Ele pediu para eu te localizar. Ele quer que nós descubramos a causa do problema.

Eu respirei fundo. Tinha desabado no sofá ao lado de Clara, que agora estava sentada. Diante do nosso choque, Anna tinha parado de fazer perguntas.

– Nada disso muda minha decisão. Eu tô fora dessa história de salvar o mundo. – Olhei para a Bárbara e percebi que a sua expressão era conflitante – Não é só isso. O que você ainda não me contou?

Bárbara passou os olhos por nós, até focar o olhar em Anna.

– Sem a névoa, os monstros se organizaram e começaram a se voltar contra os mortais. Principalmente os que têm relações mais próximas com os semideuses mais poderosos. Agora, eles têm o poder de fazer mal aos humanos. E todos que nós amamos correm perigo. À não ser que nós os detenhamos.

Notas finais
Então é isso! Comentem se vcs gostaram, se não gostaram, comentem tbm!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.