Perdidos Na Selva
11 Capítulo X: Finalmente S.O.S
Notas iniciais
Eu estou adorando escrever essa fanfic, e amando duplamente os comentários que vocês tem deixado. Autora muito feliz!
Capítulo do Leo, acho que já tinha colocado link dele... Enfim, qualquer coisa edito aqui e coloco.
Enjoy!
– Dionísio, não irei esperar mais um só minuto. — Atena pegou o telefone da bolsa de couro bege e apertou os três digitos, número telefônico da policia de Manhattan — Você diz que já comunicou a polícia sobre o desaparecimento dos nossos filhos na mata, mas não custa ligar de novo.
Passavam das oito horas quando os responsáveis pelos dez alunos perdidos começaram a estranhar a demora da polícia. E, a cada pergunta sobre isso, Dionísio engolia outra taça de vinho, em um único gargalo, sorria e dizia que esses já estavam a caminho.
– Concordo plenamente. — respondeu Poseidon e percebeu que todos olharam para ele, este não deveria concordar com Atena na frente de outras pessoas, a relação conjugal deles era segredo. — Digo, não podemos aceitar o descaso da polícia, não pago impostos à toa.
Hades Di Ângelo, que estava sentado na poltrona analisando a todos, sorriu.
– Realmente, tenho muito a fazer e não posso desperdiçar o meu tempo esperando policiais. Se esses não chegarem em vinte minutos, irei ligar para a imprensa. E, ao contrário de você, Dionísio, fará muito bem aos meus negócios. — ele soltou um sorriso irônico e maníaco.
Atena desligou o celular.
– O departamento policial disse que não recebeu nenhuma queixa de desaparecimento nessas circunstancias, hoje. — ela focou os olhos acinzentados em Dionísio, que deu dois passos para trás — Eles estão a caminho, e acredite, meus advogados usaram seu descaso contra você.
Em minutos duas viaturas da polícia estacionaram próximas ao Rabecão de Hades Di Ângelo.
Quatro policiais masculinos e uma feminino desceram. Dois dos homens tinham uma barriga avantajada e, como dissera Hermes Stoll, traziam uma caixa de Donut's Monstros nas mãos gorduchas. Enquanto a mulher tinha mais músculos do que os demais, usava o cabelo preso em coque, uniforme camuflado e quepe.
– Tenente La Rue. — disse séria e profissional — Ao dispor.
Leo Valdez — Humorista e Gigolô
Desejaria dizer que acordei com os malditos raios de sol amaldiçoando minhas pálpebras, com olheiras tão profundas que chegavam a parecer dois sacos de presente do papai Noel, com tanta fome que poderia começar a ter alucinações com suculentos filés, o cabelo armado e com folhas, grama e areia, e com o corpo da Rachel colado no meu.
Porém as coisas não foram assim.
A primeira coisa que ouvi ao acordar foi uma discussão.
– Mandem noticias aos funcionários do parque. — disse a voz forte e feminina — Encontramos os adolescentes idiotas que se perderam na mata, o professor que veio atrás dele junto com o funcionário e, provavelmente, os delinquentes que invadiram o parque.
Não era um sonho. Meu cérebro poderia criar um dialogo estranho, mas jamais um onde me chamassem de idiota sem receberem uma resposta a altura.
Abri os olhos.
Soltei um grito ao abrilo-os. Uma mulher estava me encarando de perto.
Ela estava fardada com roupas escuras de camuflagem, coturnos militares, revolver na cintura e quepe. O rosto da policial, deduzi, era completamente ilegível, os olhos escuros me intimidaram, a pele branca tinha marcas de expressões profundas e o cabelo escuro estava preso com tanta força que a pele puxava as sobrancelhas para cima.
Atrás dela estavam outros três caras fardados e um outro com uniforme do parque ecológico. Eles andavam entre os meus amigos e faziam perguntas averiguando se estava tudo bem, mas aos hippies lançavam olhares duros.
– Você está se sentindo bem, garoto? — perguntou a mulher chamando um outro policial, esse segurando uma caixa de primeiros socorros.
– Tirando o fato de ter sido acordado e chamado de garoto, estou ótimo. A propósito meu nome é Leo. L-E-O. E não garoto. — disse sentando na grama um pouco zonzo — E o teu, meu doce?
Geralmente quando uma pessoa é arrogante comigo eu me defendo fazendo piadas, sendo engraçado, um jeito único de ser Leo Valdez. Mas a mulher me lançou uma cara ainda mais feia do que a dela própria.
– Tenente La Rue, para você. E sem ironias. — ela disse cruzando os braços e começou a interrogar um dos hippies, Bob.
– Você não tem primeiro nome, tenente La Rue? — quis saber Percy, ouvindo nossa conversa do outro lado da clareira.
Ela ignorou a pergunta. Mulher séria.
Outro policial veio falar comigo. Esse era o típico policial da série Os Simpsons. O cabelo preto com fios grisalhos saia pelos lados do quepe, a barriga dele era grande e fiquei com medo do cinto estourar na minha cara, tinham farelos e granulados na sua bochecha. Um perfeito comedor de rosquinhas.
Ele me encarou e começou a fazer um interrogatório sobre a minha saúde, como se ele realmente se importasse, embora não ligasse nem um pouco para meu estado físico já que o tinha feito cruzar a mata com aquela barriga toda.
– Porque vocês estão preocupados com a minha saúde? Já disse que a única droga que estou sentindo é fome! — falei pela milionésima vez.
– Você pode estar desnutrido, ter sido picado por algum inseto peculiar, desenvolver uma alergia a alguma dessas plantas.
O encarei cético.
– Os únicos tipos de doença que posso ter contraído são as sexualmente transmissíveis.
Ele não achou a minha piada engraçada.
O policial, embora gordo, era forte. Puxou a gola da minha camisa com tanta força que ergueu meu corpo, bateu minhas costas contra o tronco de uma árvore e se aproximou perigosamente. Esperava que não tentasse me beijar, uma atitude homossexual já era o suficiente para minha vida inteira.
– Escute aqui, garoto. Eu perdi, meus capítulos de Revenge, colocar minha menininha para dormir e uma transa com a minha patroa para vir correr atrás de uma dúzia de adolescentezinhos mimados e imbecis que decidiram dar uma volta na mata. Se você fizer mais uma piadinha, menor que seja, vou descontar toda minha raiva em você e você, frangote, vai desejar ter uma DST. — ele rosnou, cuspindo no meu rosto ameaçadoramente e me soltou.
Coloquei as mãos no pescoço massageando-o, já não bastassem as marcas das unhas de Rachel, ficaria com duas manchas vermelhas no pescoço em formato de estrangulamento.
Esse não era o tratamento que esperava da turma do resgate.
Observei outro policial conversando com o Professor Stevans, que tentava amenizar a situação. Thalia murmurava alguma coisa sobre ser uma droga o pai dela estar aqui pessoalmente.
– Sério, acredite em mim, só vejo meu pai pela televisão. — comentou com a policial durona que veio falar comigo, mas Thalia não parecia intimidada ou nervosa, parecia rebelde como sempre, talvez até levando a situação como uma afronta ao pai. — É, só o vejo apresentando o jornal do horário nobre, ele é o quarentão que segura a vara e diz se vai ou não chover.
Os Stoll faziam piadas entre si.
– Lembre-me de me perder na mata nas vésperas do meu casamento, Connor. Só assim papai vai comparecer a cerimonia.
E os hippies tentavam se safar.
– Invasão? Nós só estavamos dando uma volta por aí, bicho... Quer dizer, senhor. — indignou-se, do jeito mais indignado que um hippie Paz e Amor pode ficar — Uma hora estavamos caminhando pelas estradas de Nova York e no momento seguinte estavamos perdidos na mata... Tudo tão Uol.
Nico também tinha ligado o foda-se.
– Pensei que só veria meu pai no dia do meu enterro, e tenho certeza que ele usaria o meu dinheiro na construção do caixão. — disse despreocupado.
– Cheguem! Seus problemas familiares não nos dizem respeito, somos policiais e não a vara da infância e juventude. Nós vamos lêva-los para um lugar seguro, depois vocês vão fazer alguns exames para ver se está tudo bem, então serão liberados. E, quanto a vocês — a Tenente La Rue apontou para os hippies — Invasão e venda de drogas a menores é crime.
Senti vontade de dizer que eles não tinham nos vendido drogas, tinham nos dado drogas. Mas, considerando a ameaça do policial donut's tamanho real, achei melhor ficar quieto e seguir a policial para fora da mata.
Notas finais
DEIXEM:
COMENTÁRIOS
CRITICAS
OPINIÕES
PERGUNTAS
COMENTÁRIOS COM DOSE DE FLOR DE LÓTUS
CONVULSÕES SOBRE O TECLADO
PIADINHAS TOC-TOC QUEM É?
Até o próximo capítulo!
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