Notas iniciais
Olá meus amores, estou bem sumida kkkk

Bom, esta é a minha primeira fic de One Piece, espero que de muitas. Quem sabe?

Sem mais delongas, boa leitura!

Tudo estava muito tranquilo no navio, já faz dias que não vemos sequer uma montanha ao fundo de tanto mar azul, porém nada mudou. Luffy ainda é o mesmo idiota de sempre, Sanji sempre faz uma comida boa quando as garotas pedem, Robin está cada dia mais próxima de Chopper -- não que eu me importe-- e eu estou acabando mais uma garrafa de saquê depois de um treinamento árduo.

Mas talvez algo tenha mudado, eu não sei.

Assim que terminei o saquê maravilhoso que eu havia comprado na última cidade que paramos aconcheguei-me no convés de nosso navio e aproveitei o silêncio raro que havia feito depois que todos dormiram. Mas antes que eu pudesse relaxar senti que alguém me observava, olhos intensamente azuis me olhavam.

Fingi que dormia para ver se ela iria embora, porém não foi o que aconteceu.

Ouvi passos e logo não ouvi mais nada, espiei para ver se ela havia saído do local para que eu possa dormir. A presença da garota demônio me dá uma sensação... Uma sensação que não sei o que é. Mas ela não tinha ido embora, ao contrário, estava mais próxima.

Meu coração congelou quando uma de suas várias mãos acariciou meu rosto, seus dedos finos seguia a minha cicatriz. Fiquei em paz com aquele simples toque.

Ela se assustou ao ouvir um barulho estridente na cozinha do navio, sua mão sumiu e ouvi os passos apresados dela. Senti falta da sensação que seus dedos faziam ao tocar minha pele, formigava ao mesmo tempo que deixava quente.

Passei dois dedos onde ela me tocou antes de suspirar pesadamente por algo que não sei ao certo o que significa, deixei minha mão cair sobre a minha espada, ou melhor, a nossa espada.

Wadou Ichimonji, o que significa isso? -- a espada não me respondeu, óbviamente.

Logo o dia amanheceu e eu iria começar meu treinamento, mas não sem antes comer alguma coisa, então fui para a cozinha e para a minha surpresa ela estava lá.

- Zoro, Sanji já fez o café da manhã, mas todos comeram antes de você acordar — ela falava sem desviar o olhar do meu. Desviei o olhar antes que eu perca o juízo.

- Ah... — respondi sem jeito.

- Guardei um pouco de comida pra você ali. — seu indicador me mostrou um prato coberto por um pano. Ela sorriu.

- Ok. — sentei a mesa para comer.

Estamos sozinhos com a porta fechada, um calafrio percorreu a minha espinha quando percebi que ela me olhava com a mesma intensidade da noite anterior. Não sei o que fazer. Continuo aqui sob esse olhar que faz meu coração se acelerar ou finjo que nada aconteceu e vou treinar? Fiquei inquieto junto ao meus pensamentos barulhentos, estou perdido.

Comi em silêncio tentando acalmar meus pensamentos, Robin deu um passo e se encostou na pia da cozinha. Ela suspirou, eu a olhei. Ela parecia tão frágil daquele jeito, seus ombros estavam caídos, seus olhos estavam fechados e parecia estar em forma defensiva.

Senti uma vontade imensa de tocá-la, mas me contive. Eu preciso treinar pra esquecer essas sensações que me deixam perdido...

Quando me levantei ela me olhou surpresa vendo o prato vazio a minha frente, ela permaneceu me olhando por longos segundos e isso era um pouco vergonhoso. Baixei os olhos antes que eu enlouquecesse, andei apressadamente até a porta, mas quando coloquei a mão na maçaneta Robin segurou a minha blusa.

- Espera... — sussurrou

Olhei para trás e tudo o que consegui ver foi uma garota desprotegida, mas eu sei do que essa mulher é capaz. Ela quer dar o bote em mim?

Engoli em seco com a possibilidade dela começar uma luta, mas a excitação fazia minhas veias ferverem. Porém o que me surpreendeu foi que ela não tentou me matar, ao contrário, ela parecia assustada com alguma coisa.

- O que foi? — tentei não parecer tão rude como normalmente sou.

Ela ainda não soltara a minha blusa, mas antes que ela pudesse falar alguma coisa Sanji abriu a porta e Luffy vinha logo atrás pedindo comida. Eles ficaram nos olhando por um bom tempo antes de pronunciar qualquer palavra.

- O que estão fazendo? — Sanji cruzou os braços. Robin se afastou.

- Eu estava indo treinar. — por fim, falei.

Sanji me olhou impaciente e Luffy logo deu sinal de vida — Sanji, quero comida! Carne! — reclamou.

- Você acabou de comer! — dei espaço para eles passarem e sai da cozinha, olhei para trás e vi Robin ainda no mesmo lugar parada olhando para mim. Me deixando simplesmente ir.

Peguei o maior peso que achei e fiquei balançando-o no ar, meu corpo treinava, mas minha mente não pensava no treino — eu estava pensando no que ela queria me dizer.

A noite chegou rapidamente e estávamos todos comendo desesperadamente antes que o capitão comesse tudo, depois de comer peguei duas garrafas de saquê e bebi enquanto observava o movimento das águas calmas. Por estar distraído não percebi quando a bela mulher se aproximava de mim, aos poucos, como uma cobra pronta para a caça.

- Pode me servir um pouco? — Assustei-me com o som da sua voz. Ela olhava ao longe enquanto seus cabelos negros esvoaçavam.

Entreguei a garrafa e ela colocou a bebida em seu copo, bebeu e me olhou.

Eu nunca havia notado, mas os olhos dessa mulher são lindos demais, azuis como o oceano. Será que eu me afogaria se os olhasse demais?

Não trocamos sequer uma palavra nesse meio tempo, mas agora estávamos sentados um ao lado do outro no convés do navio.

- Roronoa — olhei-a-, você me atrai de alguma forma... — completou docemente.

Espantei-me com aquele ato impulsivo. O que ela queria dizer?

- Sinto como se me perdesse quando estou com você — ela riu.

Sinto as minhas bochechas queimando, eu não sei o que dizer. Meu coração batia rapidamente, minhas mãos suaram e me senti indefeso -- como se o peso da katana fosse grande demais para carregar -, minha boca estava seca então bebi um bom gole de saquê.

Ela se levantou quando percebeu que eu não diria nada, tirou a sujeira da calça e se dirigiu para os dormitórios. Eu a deixei ir, eu não consigo expressar em palavras o que senti naquele momento, ela me olhava com tanta intensidade que não consegui respirar por uns segundos.

Levantei e corri atrás dela, sem pensar --porque se eu pensasse tenho certeza que não faria isso-, quando a alcancei segurei seu pulso e assim ficamos por vários minutos então seus olhos se encontraram com os meus e como se uma corrente elétrica invadisse meu corpo todos os pelos do meu corpo se arrepiaram. As palavras fugiram da minha boca, mas meus olhos me entregavam... Desde quando eu vi essa doce mulher, no seu jeito mais travesso, eu senti algo, algo que não entendo ou entendo e não sei explicar, seja o que for eu não sei me expressar.

Baixei o rosto quando vi o olhar assustado que ela pousou em mim, ela remexeu o pulso e uma de suas mãos acariciou meu rosto e logo fiz algo que a surpreendeu, até eu fiquei assustado com a minha impulsividade, eu a beijei. A beijei com fervor, mas ao mesmo tempo que era um beijo necessitado era um beijo cheio de carícias, e ela correspondeu ao meu beijo com a mesma vontade que eu o comecei.

Tantas coisas se passaram pela minha cabeça nesse único ato -- nesse simples beijo-, por exemplo, como ela fazia carinho na minha nuca e como eu apertava a sua cintura quando seus dedos travessos achavam meu ponto fraco.

Ela perdeu a firmeza nas pernas pouco tempo depois então a segurei firmemente para não cair e assim que nossos lábios se separaram ela suspirou tristemente, seus olhos permaneceram fechados por longos segundos até que ela me olhou e vi no fundo de seus olhos a excitação e o nervosismo presente dentro dela.

- Isso... Isso foi inusitado — sua voz soara calma e confiante, ela sorriu.

Corei ao mesmo tempo que sorri — É... Desculpe por ser impulsivo.

Ela colocou um dedo fino em meus lábios, — Não se desculpe... — quando terminou a frase seus lábios substituíram o lugar onde seu indicador estava. O beijo dessa vez foi romântico e ela deixou meus lábios, mas dessa vez ela sorria.

Depois disso tudo se desenrolou devagar, às vezes o capitão nos via e ele prometia não falar nada a ninguém, mas era perigoso demais continuar assim nos encontrando as escuras como se não pudéssemos ser vistos por ninguém.

- Eu não aguento ficar assim — Robin começou-, ter que escolher as palavras e me segurar para não te abraçar quando todos estamos juntos... — ela olhava tristemente ao longe.

- Então seja a minha namorada. — falei sem pensar.

- Como? — perguntou sorrindo

Corei. — Ah, quer ser... — falei envergonhado.

- Sim! — interrompeu-me — Claro que sim — ela sorriu e me abraçou.

No dia anterior nós falamos a todos sobre nosso namoro e como eu já imaginava Sanji surtou, mas Robin foi gentil e calma com todo aquele estresse que ele causou. Tudo ficou normal depois que ele prometeu não provocar uma briga comigo. E assim tudo no navio se desenrolou, muito tempo passou e ainda estamos juntos.

Mas o melhor de tudo o que aconteceu sobre Robin e eu é que eu não estou mais perdido, eu já sei o que aconteceu antes que eu não entendia. Eu entendi, entendi que eu amo a Robin e é isso que importa, ela também me ama e isso completa nós dois. Portanto, tenho certeza que tudo no mundo está melhor agora que não me perco mais comigo mesmo e principalmente, não me perco mais com os meus próprios sentimentos, Robin me mostrou como o mundo é mais fácil quando nos expressamos.

Notas finais
Comentem, se gostou ou não, seu comentário alegrará a minha vida.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!