Perdida No Paraíso

27 Capítulo 27- A descoberta


Notas iniciais
Mais uma vez desculpem o atraso.
capitulo dedicado a Konekomaru e Lux Fernandes, obrigada pelas recomendações.

Boa leitura.

A porta se abriu quase sem fazer barulho.

Ele entrou a passos lentos e imperceptíveis.

Não soube dizer o que sentiu ao ver aquela imagem. Lá estava ela, deitada na cama, sem os malditos tubos, sem a maldita máquina de batimentos cardíacos, somente ela...

E então como que por um milagre, ela abriu os tão almejados olhos verdes, que caíram diretamente em si.

Se aquilo fosse um sonho, desejava passar o resto da vida preso nele.

Mas não...

Seus olhos nunca lhe pregariam uma peça como aquela, tão perfeita.

Sakura, viva, de olhos abertos. Tão próxima mas ao mesmo tempo tão distante.

E ela estava linda, tão linda quanto a sete anos atrás.

–Sasuke.. ela disse em um sussurro.

Aquilo foi música para seus ouvidos.

Ele não se movia, apenas a encarava.

Então, silenciosamente se aproximou. Não tirava seus olhos dos dela.

Era realmente difícil de acreditar.

–Não sabe como esperei pra ver essa imagem.

Ele disse, quebrando seu silencio.

E foi se aproximando mais.

–Ver você de olhos abertos...

Estava agora tão próximo que podia sentir a respiração dela, fina e calma.

Então em um ato inesperado ela tocou em seu rosto e o acariciou.

Sasuke fechou seus olhos com o ato.

Precisava senti-lo plenamente.

Como era bom senti-la...

–Eu voltei... ela disse com a voz baixa e arrastada.

E então aproximou seu rosto do dele levando a mão até os cabelos negros.Deus...como queria abraça-la, senti-la até todas as fibras de seu ser estarem satisfeitas, toma-la nos braços e nunca mais a deixar sair.

–Acordei só pra sentir você de novo.

Aquelas palavras eram como pequenas facadas que se cravavam dentro dele, eram tão perfeita que lhe chegavam a doer, e ficariam pra sempre consigo.

Então ela acariciou seu rosto no dele.

–Só pra estar com você.

O moreno mordeu os lábios.

– Sakura...

Se aquilo continuasse, ele não se conteria.

Ela se afastou e o encarou, ainda o acariciando com os dedos.

–Não sabe o quanto sofri vendo você nessa cama.

–Desculpe. Acho que eu devia ter te ouvido quando disse que eu não devia ir naquela missão.

Ele colocou seu dedo sobre os lábios dela.

–Agora já passou, o que importa é que você está aqui...viva.

Viva... ele repetia em sua mente.

Sim, sua Sakura viva bem diante de si.

Então não se conteve e finalmente a abraçou, a envolveu em seus braços como nunca tinha feito antes.

Seu peito se encheu de algo tão pleno e puro que ele não saberia descrever.

–Calma Sasuke, eu estou aqui. Estou bem...

–Nunca mais faça isso de novo entendeu? Nunca mais se afaste de mim.

–Eu não posso me afastar de você, já que você faz parte de mim.

Ele fechou os olhos e mordeu os lábios sentindo sua garganta se apertando cada vez mais, mas então a afastou.

Sakura não deveria sentir tudo aquilo, ele não merecia.

Ela não merecia.

Mas num instante ela se aproximou, e o olhando nos olhos colou seus lábios nos dele.

Sentiu seu corpo inteiro se retesar.

Aquele beijo lhe trouxe a mente diversas lembranças.

“-Tem certeza que vai ficar bem?

-Caro, eu já fiquei sozinha antes Sasuke, vá tranquilo pra sua missão.

-Logo eu estarei de volta.

-Eu sei, e eu vou estar aqui te esperando.”

Tocar novamente nos lábios dela...

“-Não entendo porque está zangado!

-hm.

-É só isso que vai dizer?

...

-Se você me der um mísero sorriso prometo fazer bolinhos de arroz para o jantar.

....

-Vamos Sasuke, eu sei que você adora meus bolinhos, na verdade algo me diz que você ficou aqui em Konoha muito mais por eles do que por mim.

Ele a encarou e respondeu

-Faz sentindo já que eles a gente come e depois não os ouvimos tagarelando, diferente de você...

Sakura fechou a cara e lançou o travesseiro no rosto do Uchiha.

Finalmente a carranca em seu rosto se foi e o sorriso quase raro surgiu no rosto do moreno.

-Isso não é engraçado, pode ir tirando esse sorrisinho da cara.

-Não se preocupe, eu ainda prefiro você a onigiris.

Ela não se conteve e sorriu entrelaçando os braços no pescoço dele.

Selaram seus lábios um no outro.

Então ele se afastou e a encarou.

-Eu conheço essa expressão, o que está planejando?

-Você vai ver só, vou envenenar a próxima leva de bolinhos.”

Aos poucos ele foi cedendo, fechou os olhos e a pegou para si, aprofundando o beijo. Ele a envolveu em seus braços a sentindo por inteiro.

“-Ei Sasuke!

Ele se virou antes de sair pela porta.

-Eu te amo.”

O tempo poderia parar ali, naquele instante, com os lábios de Sakura presos ao seus.

“Eu te amo”

Era tão errado o que estava fazendo que sentiu um aperto profundo dentro do peito.

E então a soltou.

Não podia fazer aquilo. Talvez tenha sido um erro ter ido até ali.

–Você precisa descansar.

–Eu passei 7 anos descansando. Sorriu.

Sasuke se levantou. Como sentiu falta daquele sorriso.

Se ela ao menos soubesse o tamanho do amor que sentia por ela....

–Você nunca duvidaria do meu amor por você, não é?

–Porque está me perguntando isso?

–Responda a pergunta.

Ele precisava saber.

–Eu nunca vou duvidar do seu amor.

Ele se aproximou novamente e pegou a mão alva da rosada.

–Que bom...porque eu nunca vou deixar de amar você.

E a soltou, saindo do quarto, deixando-a só .

Não podia mais ficar naquele quarto. Também não podia olhar pra trás ou simplesmente nunca mais sairia dele.

Ao fechar a porta atrás de si, ele a encarou, sentada nos bancos do corredor.

–Está tudo bem? Perguntou a loira.

–Sim. Vamos pra casa.

Ele saiu a passos rápidos, deixando-a pra trás.

Ino deu uma ultima olhada para a porta e respirou fundo, depois passou a caminhar em direção ao moreno.

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-Que bom que chegaram, a Inori está meio febril e não quer dormir.

Hinata chegou na sala com a criança nos braços, Ino prontamente a pegou e colocou a mão sobre a testa da filha.

-Se ela não melhorar talvez seja melhor leva-la ao médico pela manhã.

-Sim Hinata, faremos isso, obrigada por ter ficado até essa hora.

-Tudo bem, foi um prazer.

A morena se encaminhou até o sofá e pegou sua bolsa, passou os olhos pela imagem do Uchiha parado em silêncio próximo a janela mas nada disse.

Podia imaginar o turbilhão que devia estar a cabeça do moreno.

-Bom, boa noite.

-Boa noite Hinata, e mais uma vez obrigada.

Ela sorriu e saiu pela porta, a fechando em seguida.

Ficaram somente os dois e a pequena criança que choramingava no colo da mãe.

A loira se sentia incomodada, desde que saíram do hospital não trocaram nem duas palavras.

Ela se aproximou dele com o bebe nos braços.

-Sasuke... ela começou

-Ela não vai dormir assim. Ele a interrompeu se virando. Pegou a menina nos braços e deu um leve sorriso.

Viu o moreno passar os dedos pelo rosto da criança, pelos cabelos escuros, o nariz pequeno e bem feito, as bochechas gordinhas e rosadas.

Inori pareceu se acalmar.

Caminhou com a criança até seu escritório e fechou a porta, sentou-se em sua poltrona e continuou ninando a filha que agora chupava o dedo começando a ficar sonolenta.

Ele apenas a encarava e a ninava.

Quando a pequena dormiu não a levou para o berço, continuou com ela ali, em seus braços e a observando silenciosamente.

Precisava ver e sentir próxima a sua carne o motivo de não ter ficado naquele quarto de hospital.

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Abriu os olhos ao ouvir o bebe chorando em seus braços.

Colocou a mão na pequena testa e notou o calor alem do normal.

Se levantou apressado saindo do escritório, viu Ino saindo do quarto, pelo visto não havia pregado os olhos a noite toda devido ao tamanho das olheiras que apresentava.

-O que foi? O que ela tem?

Rapidamente a loira pegou Inori.

-Parece que a febre subiu.

-Eu vou leva-la ao hospital.

-Eu vou com v...

Mas no instante seguinte um Ambu apareceu na janela.

-Senho Uchiha, está sendo solicitado na presença do Hokage.

Sasuke bufou.

-Pode ir, eu levo ela.

-Assim que eu terminar de falar com Naruto vou até lá me encontrar com vocês.

Se vestiu apressado, fez sua higiene e saiu.

Teve vontade de socar o Hokage já que ele havia reunido todos os chefes de clãs da vila para discutir questões totalmente irrisórias. Não tinha tempo praquilo.

Deu a desculpa de Inori e saiu mais cedo daquela maldita reunião.

Quando chegou ao hospital, foi informado que Ino e Inori estavam sendo atendidas pela própria Tsunade, então foi até a sala que correspondia ao consultório da mesma.

Quando chegou no local pode ouvir sua filha aos berros e uma loira completamente catatônica parada no meio do local.

–Ino?

A criança no colo da loira chorava cada vez mais alto.

–Ino?

A loira parecia em transe. Ele segurou em seus ombros a encarando

–INO!

Por fim, ela o encarou.

–O que aconteceu?

–Ela descobriu.

–O que??

Não! Não podia ser verdade!

Sasuke a soltou.

–Sakura descobriu tudo.

Sasuke se afastou, e dando meia volta sumiu pelos corredores.

Não sabia como contaria toda a verdade a rosada, mas jamais desejou que fosse daquele jeito, não podia ter sido daquele jeito!!

Então correu, correu o máximo que pode pra chegar até ela, para resolver as coisas.

Não podia perder Sakura novamente.

Aquela perda ele tinha plena e absoluta certeza que não iria aguentar.

CONTINUA....

Notas finais
obrigada por cada comentário, vcs são d +!!!