Perdida No Paraíso
8 Capítulo 8- Sunagakure
Notas iniciais
Minha vida estava absurdamente atolada, como professora acho que vcs podem entender né, quando vcs saem de férias a gente continua trabalhando xD
E também, agora sou oficialmente pós graduanda o/
O capitulo saiu pequeno mas não queria adiar mais a postagem, semana que vem tem mais um capitulo. A todos os comentarios, muito obrigada!!
Little Fairy, TayaC,Danny e AleLoquinha muito obrigada pelas recomendações!!!Vocês me enchem de alegria.
Beijos e boa leitura.
Aos poucos podia ver as mudanças na paisagem. Dos terrenos férteis e verdes de Konoha, os terrosos e amarelados de Sunagakure iam aparecendo. O mais estranho era seu controle em olhar pra trás, e a vontade de voltar correndo..que não existia.Mas a dor..ah, a dor, essa não lhe abandonada e podia sentir que de qualquer modo, um pedaço de seu coração havia ficado em Konoha.
O calor já começava a incomodar, o ar quente do deserto entrava pelas narinas e ardiam, pelo visto não seria muito fácil se acostumar ao clima local. Aos poucos os grandes portões podiam ser vistos, como de costumes nas vilas ninjas, dois guardas tomavam conta da entrada, mas naquele dia havia alguém em especial.
Shikamaru deu um leve e sutil sorriso lateral.
–Problemática... disse pra si mesmo, o que não impediu de Sakura ouvir.
Temari se aproximou sorridente.
–Sakura, que bom que chegou!
E abraçou a rosada.
Shikamaru girou os olhos.
–Ficamos muito felizes em saber que vai terminar sua recuperação aqui, os ares de Suna vão lhe fazer muito bem. Disse soltando a jovem.
–Só se for pra torrar os miolos, esse calor é insuportável.
A loira lhe lançou um olhar nada amistoso, e o ignorando continuou.
–Desculpe Gaara não estar aqui pra recebê-la, ele teve de viajar com Kakuro pra resolver uns problemas, vida de Kage, você entende.
–Claro. Além do mais eu não esperava que ele em pessoa me recebesse.
–Ora, como não?! Você é uma aliada da Vila da Folha, além da melhor médica do mundo ninja.
–Acho que eu fui...
Temari a interrompeu.
–Então vai voltar a ser.
–Vocês vão ficar aí matracando ou nós vamos entrar?! Eu estou começando a derreter aqui.
–Homens! Não aguentam nada.
Disse a loira encaminhando Sakura pra dentro da vila.
–Ei, eu ouvi isso.
–Era pra ouvir mesmo, Cabeça de abacaxi!
–Problemática!
Por um instante Sakura achou graça dos dois. Era explícito que se gostavam mas notavelmente não queriam demonstrar.
Talvez, só talvez...ela pudesse tentar ser feliz em Suna.
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O castelo do Kazekage era o maior lugar que a rosada já estivera na vida. Enquanto Temari a guiava, tentava decorar mentalmente o caminho até onde a loira a levava.
–Temari, isso é demais pra mim.
Disse a cerejeira após entrar no aposento. Era grande e claro, com uma enorme cama no centro coberta por um lençol de seda pura, uma sacada com vista pra toda a vila, banheiro, armários de todos os tamanhos e tantas outras coisas que a rosada nem sabia pra onde olhar.
–Sempre o melhor para os nossos convidados, e você é especial.
A loira andava de um lado para o outro ajeitando as coisas. De algum modo ela lhe lembrava vagamente Ino...
Balançou a cabeça para espantar os pensamentos, o que é de Konoha deve ficar em Konoha, e agora ela estava longe, muito longe de tudo aquilo que a fazia sofrer.
–Nem sei como agradecer tudo isso que estão fazendo por mim e...
–Pode parar! Você além de uma companheira e aliada é uma amiga.
Temari suspirou e segurou a mão da cerejeira, a levando junto a cama para sentarem-se.
–Eu sei tudo que você passou, do acidente e tudo mais....
Sakura desviou o olhar.
–Mas agora é hora de deixar tudo de ruim pra trás e recomeçar. Suna não é como a Vila da Folha e talvez aqui você possa encontrar a paz que tanto deseja. Pelo menos faremos de tudo pra que isso aconteça.
Num impulso ela abraçou a loira.
–Obrigada.
Temari lhe abraçou de volta.
–Bom agora eu preciso ir falar com aquele Cabeça de abacaxi problemático. Descanse um pouco. Vou pedir pra prepararem um banho pra você e depois se quiser pode comer alguma coisa, mais tarde virão te chamar para o jantar, talvez Gaara chegue a tempo.
A rosada sorriu e agradeceu mais uma vez.
Antes de sair, a loira se virou com o semblante sério e disse.
–Nunca fui muito com a cara daquela Yamanaka, agora então...se ela não fosse tão queridinha para o Shikamaru, mostraria umas coisas pra ela.
Sakura balançou a cabeça e sorriu.
–Eu posso imaginar.
–Bom, descanse. Até mais tarde.
Agora ela estava novamente sozinha. Deitou-se na cama a esticou os braços acima da cabeça.
–É, realmente preciso de um banho.
Se levantou e foi para o banheiro. Poderia preparar seu banho sozinha, não estava acostumada com todos aqueles fricotes, uma boa chuveirada já estava ótimo. Mas quando ela entrou no aposento e viu a enorme banheira de mármore com bordas douradas, não se conteve.
Ligou a torneira e deixou-a enchendo enquanto se despia. Aos poucos as pequenas cicatrizes que restaram do acidente iam aparecendo. Tirou a faixa que usava no cabelo e entrou na banheira.
Deus, como aquilo era relaxante, não sabia que estava tão cansada. Fechou os olhos e se deixou relaxar.
“-Você já pensou em ter filhos?
Ele parou de passar a toalha molhada pelas costas da cerejeira.
–Porque está me perguntando isso?
–Não sei...curiosidade.
–Você sabe que eu pretendo reconstruir o clã.
–Hum... ela se aproximou e aninhou as costas no peito largo do moreno, fechando os olhos em seguida.
–Não me diga que está grávida?!
Ela sorriu.
–Não.
A água se movimentou um pouco.
–Acho que precisamos de uma banheira maior. Disse a rosada abrindo os olhos e encontrando o olhar do moreno.
–Na verdade acho que esta é perfeita.
E tomou seus lábios para si.
Ela se virou e sentou-se sobre o moreno, que sentia a excitação crescer cada vez mais.
Sakura abraçou o pescoço alvo do Uchiha e sussurrou.
–Se continuarmos desse jeito talvez o clã cresça antes do que você espera.
Ele segurou o quadril da cerejeira por debaixo d’água e a ajudou a se encaixar melhor em seu colo.Sentindo todo o corpo de Sakura descer sobre o seu respirou profundamente quando a preencheu por inteiro.
–Talvez não seja uma má ideia.”
Abriu os olhos rapidamente sentindo toda a tensão de seu corpo voltar.
Porque ele tinha que invadir seus pensamentos quando ela menos esperava? Porque era tão difícil deixá-lo em Konoha?
Suspirou. Já era hora de sair daquele banho.
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Na ausência do Kazekage, Temari era a responsável pela vila, então estava atolada de afazeres, e Shikamaru havia virado fumaça. Então, aquela noite, ela jantou sozinha. A enorme mesa fora posta apenas para ela, com alguns pratos leves já que a mesma não estava acostumada com a comida do deserto. Uma empregada muito gentil a servia, apesar da inexistente vontade de comer, Sakura forçou um pouco, devido apenas a gentileza da mulher idosa.
–Obrigada, estava delicioso. Se levantou deixando quase toda a comida no prato.
–Tem certeza que não quer mais um pouco?
–Desculpe, é que com todas essas mudanças, não tenho tido muito apetite.
A mulher lhe sorriu.
–Se quiser alguma coisa mais tarde, é só chamar.
–Obrigada.
–Sabe voltar para o quarto?
–Bom, eu vou tentar.
–Se quiser eu posso...
Sakura a interrompeu.
–Não se preocupe, não quero lhe dar mais trabalho, eu me viro.
–Bom, então, boa noite senhorita.
–Sakura, apenas Sakura.
A mulher lhe sorriu gentil.
–Boa noite, Sakura.
Caminhando por aqueles corredores novamente, tentava chegar a seu quarto. Não foi tão difícil chegar a sala de jantar já que havia um caminho de tochas o iluminando, o que dava um ar mais misterioso ao lugar.
Não viu Temari o resto da noite, nem Shikamaru, e pelo visto Gaara ainda não tinha retornado da tal viagem. Parou por um instante ao ver um quadro levemente mal iluminado. Nele estava Kankuro, Temari e Gaara bem pequeno, todos rodeando seu pai, o antigo Kazekage, era estranho como apenas o rosto do ruivo não era iluminado. Mais adiante viu outro quadro, a mulher retratada ali tinha muito vigor e belos cabelos ruivos, muito parecidos com os seus, a seu lado havia uma marionete. Sakura arregalou os olhos.
–Chiyo Baa-chan!
Chegou mais perto para analisar melhor a imagem.
–Como era bonita...
Se recordou dos momentos que passou ao lado da anciã, e do tanto que aprendeu com ela.A lluta mais difícil de sua vida foi ao lado dela.
–Gostaria que estivesse aqui pra me dar seus conselhos.
–Se ela estivesse aqui, eu não estaria.
A rosada se virou assustada com a forte voz grave.
–Gaara!
continua....
Notas finais
=***
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