Perdida No Paraíso

32 Capítulo 32- Konoha


Notas iniciais
Demorado mas esperado! Beijos e boa leitura.

Seus passos não eram nem lentos nem rápidos, não tinha pressa em regressar mas também não poderia dar meia volta.

Ela atravessou os enormes portões da Vila Oculta da Folha. Os ninjas que ficavam de guarda e estavam sonolentos vigiando a entrada se sobressaltaram quando a rosada retirou o capuz, ela direcionou os olhos pra eles e seguiu adiante, sem dizer uma palavra sequer.

Sakura Haruno estava retornando para Konoha.

Era cedo, quase madrugada ainda, sabia que tinha andado muito...muito, mas não se sentia cansada, pelo menos não o seu corpo.

Quando chegou no centro da vila ela parou e deixou suas coisas no chão. Parou e simplesmente olhou ao redor, as lojas, as casas, as pedras no chão, as árvores balançando.

Então sentiu os primeiros raios tocarem sua pele, ela se virou para poder contemplar o nascer do sol.

Chegou a pensar que nunca mais veria o sol nascer em Konoha.

Ela fechou os olhos e deixou o calor ir lhe atingindo aos poucos, bem vagarosamente. Ela precisava daquele calor, precisava sentir que alguma coisa dentro dela continuava viva.

Então pode ouvir passos se aproximando, mas nem isso a fez parar, precisava daquele calor, precisava mais que tudo.

Ela sabia quem estava ali, o jeito de andar, o cheiro, o chakra... realmente o tempo que passou distante fez com que seu poder não só voltasse mas aumentasse consideravelmente.

–Eles foram rápidos em te avisar.

Finalmente abriu os olhos.

Lá estava ele, alto, com seus cabelos amarelos brilhantes e o tão saudoso sorriso que parecia querer engolir o mundo.

–Precisava ver com meus próprios olhos.

Ela deu um leve sorriso e abriu os braços.

Então ele correu e a abraçou.

–Sakura...

Naruto a apertava com força, muita força.

Quando a soltou ele a analisou de cima abaixo.

–Você veio sozinha?

–Sim.

–Mas você acaba de se recuperar e já vai fazendo uma coisa dessas e...

–Naruto, por favor, sermão agora não.

Ele sorriu.

–Tudo bem. Ainda a observando o loiro disse. -Achei que nunca mais colocaria os pés de volta em Konoha.

Ela respirou fundo e respondeu.

–Por um tempo eu também achei que não. Se reclinou e tornou a pegar suas coisas do chão. -Mas eu tenho que aceitar que as coisas nunca saem como eu planejo.

Naruto balançou a cabeça. -Venha, vamos pra minha casa, você deve estar exausta.

–Estou mas...eu queria ir pra minha casa.

–Tem certeza? Não acho bom você ficar sozinha.

–Acredite Naruto, o que eu mais quero agora é ficar sozinha.

Então ele a ajudou com suas coisas e ambos caminharam até a casa da cerejeira.

Diferente do que achou que seria, Naruto passou todo o caminho silencioso, diferente do loiro tagarela e atrapalhado. Quando chegaram ela retirou a chave reserva do vaso de flores na sacada e abriu a porta. Ambos entraram e Naruto deixou suas coisas logo na entrada.

–Bom, eu já vou indo.

–Não vai insistir pra ficar e me fazer dizer porque eu voltei?

Ela se virou pra ele e questionou.

–Não.

O Uzumaki se aproximou e deu um beijo em sua testa.

–Mas eu realmente estou muito feliz que tenha voltado pra casa. Nos vemos depois.

Então ele se afastou, cruzou a porta e a fechou, deixando a rosada sozinha.

Por fim olhou pro local vazio, desamarrou o nó da capa que usava a deixando cair pelo chão. Caminhou até as escadas e enquanto subia ia retirando o resto das roupas, quando chegou em seu quarto sentiu uma pontada no peito.

Se seguraria, seria firme como aprendeu a ser.

Deitou em sua cama com cheiro de mofo e fechou os olhos.

Ela só precisava fechar os olhos, só isso.

Só precisava fecha-los pra não ver o que estava diante dos seus olhos.

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–Ela voltou? Como assim ela voltou?

–Ela voltou Tsunade. Sakura está aqui em Konoha.

–Mas porque ela voltou?

–Eu não sei, ela não disse.

–Ela veio sozinha de Suna até Konoha de repente e você nem ao menos pergunta o porque?

–Tem algum motivo pra ela ter saído de lá sem avisar a ninguém, não recebi nenhuma mensagem de Gaara ou pelo menos se ela enviou pode não ter chegado a tempo. Mas o que importa isso agora? O que importa é que ela está aqui e...e Sasuke também e...

–Naruto..

–E ele não está mais com a Ino...

–Naruto.

–Quem sabe talvez agora eles finalmente possam ficar juntos e...

–Naruto!!

Ele parou de falar e encarou Tsunade que estava parada com o rosto a poucos centímetros do seu e com uma cara nada amigável.

–Você não vai fazer nada quanto a esses dois.

–Ora, e porque não?!

–Porque qualquer coisa que eles possam ou não vir a ter tem que ser por decisão deles, sem influencias, entendeu?

–Mas, eles tem que ficar juntos!

–Eu me sinto um pouco culpada por toda situação deles, afinal nós estimulamos que o Sasuke se casasse e tivesse uma família. Mas agora os dois estão aqui, vivos e se for pra eles ficarem juntos eles vão ficar, você entende?

–Eu entendo mas...

–Mas nada Naruto, prometa que não vai fazer nada.

–Mas Vovó...

–Prometa!

–Tá bom! Eu prometo.

–Ótimo. Ela se afastou dele e sorriu.

Naruto também sorriu e quando viu Moegi dar uma leve batida na porta e entrar, pode descruzar os dedos debaixo da mesa.

–Com licença Hokage.

–Sim Moegi, o que foi?

–É que..é que...

–Fale de uma vez garota! Disse Tsunade irritadiça.

–É que...

–É que ela veio me anunciar. Sakura entrou no local e sorriu ao ver os olhos arregalados de sua antiga mestra.

–Sakura Haruno está aqui. Completou finalmente a jovem.

–Sakura...

A Sennin a abraçou com força, mas uma coisa era aguentar um abraço de Naruto, outra bem diferente era aguentar um de Tsunade.

–Está me machucando Shishou.

–Menina.. o que está fazendo aqui? Não devia estar em Suna?

Ela encarou a antiga Hokage e depois Naruto.

O loiro percebendo a repentina tensão da amiga pediu que Moegi se retirasse.

–Então Sakura-chan, nos diga, porque voltou pra Konoha assim de repente?

A cerejeira encarou os dois novamente e então soltou.

–Tem alguma coisa errada comigo.

Naruto se levantou de sua cadeira e se aproximou.

–O que? O que tem errado com você? Ele se adiantou.

–É algo na minha cabeça.

–Quais os sintomas? Quis saber Tsunade.

–Hemorragia nasal, dores na cabeça, alucinações...muitas alucinações.

–Tsunade, o que a Sakura tem?

–Eu não sei Naruto, temos que examiná-la. Vamos ao hospital.

Tsunade encarou a cerejeira de uma forma séria.

–Quando soubermos de alguma coisa eu mando te avisar.

–Vou ficar esperando.

–Vem, vamos.

Enquanto as duas saiam do prédio, a loira a questionou.

–A quanto tempo vem tendo isso?

–Desde que saí daqui, mas vem piorando com o passar do tempo.

–Sabe o que pode ser, não sabe?

–Sim. Ela pausou. –Eu sei.

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Seus olhos só enxergavam a superfície branca da maquina de ressonância magnética.

Tsunade dizia pelo microfone do outro lado da cabine que ela só precisava ficar calma, que elas apenas teriam certeza que não era nada sério.

A quem Tsunade queria enganar?

Sakura era médica, ela sabia quando um quadro era sério ou não.

–Muito bem, vamos lá.

E então o exame começou a ser feito.

Tsunade via as imagens do cérebro da rosada passados alguns instantes bipou alguém.

–O que foi? Qual é a urgência?

Shizune chegou no local apressada devido ao chamado urgente da loira.

–Veja essas imagens.

A morena deu toda sua atenção ao que Tsunade lhe mostrava.

–Mas, isso é possível? Nessa velocidade?

–Pelo que parece, sim.

–É operável?

–Na região em que está...eu não sei.

–Quem é esse paciente?

Tsunade desviou o olhar do visor e focou na morena.

–Sakura.

Os olhos negros de Shizune se arregalaram.

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–Pela região e no tamanho que está não é operável, mas se continuar crescendo...

–Eu não tenho escolha, não é?!

–Não Sakura, se o coagulo continuar crescendo vamos ter que operar.

–Como uma sequela do acidente pode aparecer só agora? Ela passou a mão pelos cabelos.

–Pois que bom que apareceu agora, ou caso fosse maior, não poderíamos fazer nada.

–Sakura, porque não nos procurou logo que os sintomas surgiram? Perguntou Shizune sentando-se ao lado da rosada diante da mesa de Tsunade.

–Eu não percebi que eram sintomas...eu...

–Estava sofrendo não é?! Por isso não percebeu. Disse a loira.

A rosada nada disse.

–Pelo menos descartamos a hipótese de câncer.

–Maldita hora que aceitei aquela missão.

Ela sussurrou.

Tsunade e Shizune se encararam.

–Não fique assim, tenho certeza que os remédios vão impedir que se desenvolva mais e você não vai precisar de cirurgia.

A cerejeira se levantou e se dirigiu para porta.

–Tomara. Estou cansada de pessoas mexendo com minha cabeça.

E saiu.

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Naruto girava em sua cadeira de kage pensando no que prometera a Tsunade.

Rodava de uma lado para o outro e mordia os lábios.

Ia ou não ia? Ia ou não ia? Ia ou não ia???

–Droga!

Ele parou de rodar e apoiou a cabeça entre as mãos apoiadas na mesa.

–Quer saber, que se dane!

E se levantou apressado.

–Moegi!

–Chamou? A jovem apareceu rapidamente na sala.

–Me arranje uma roupa Anbu.

–Senhor?

–Não faça perguntas, preciso disso imediatamente.

–Sim senhor.

–Não se esqueça da máscara! Berrou assim que ela cruzou a porta.

Já era hora de alguém fazer alguma coisa por aqueles dois!

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Ele tinha que estar bem no topo da estátua dos Hokages?

Naruto rapidamente subiu até lá e viu seu amigo sentado olhando o horizonte estrelado.

–Senhor.

O Uchiha olhou pra trás e viu a imagem usando uma mascara.

–Sakura Haruno está em Konoha.

No mesmo instante ele se levantou e saiu em dispara.

Não sabia se estava fazendo o certo, mas algo dentro si berrava com todas as forças que sim.

Retirou a mascara de seu rosto e disse para o rosto entalhado na pedra

–Acho que você teria orgulho de mim agora não é pai?

CONTINUA

Notas finais
Laysa Almeida e MilaBlackChan muito obrigada pelas recomendações!! Amei. beijos.