Perdida No Paraíso
20 Capítulo 20- Decisão
Notas iniciais
beijos e boa leitura
Abriu os olhos vagarosamente naquela manhã, sua cabeça latejava um pouco, estava completamente nua e levemente dolorida, afinal tinha tempos que não fazia aquilo.
Levantou-se com cuidado para não acordá-lo, se enrolou em um dos lençóis e foi até o banheiro.
Olhou-se no espelho, seu rosto não estava dos melhores mas se sentia completa novamente.
Abriu a torneira e abaixou a cabeça para molhar o rosto, quando se ergueu novamente pode ver um filete de sangue escorrendo de sua narina esquerda. Assustou-se e pôs a mão sobre o nariz, não sentia nenhuma dor ali, estranhou mais ainda, liberou um pouco de chakra e fez o sangramento parar, se curvou novamente para limpar o sangue e quando se ergueu outra vez sentiu grandes mãos a abraçarem por trás.
Sorriu, mas apenas por um instante. Ela o olhou através do espelho e tinha algo diferente nele, seus olhos estavam...negros.
–Gaara!
Disse assustada e se virando para o mesmo.
–O que foi? perguntou intrigado, ela mantinha seus olhos arregalados presos nos dele.
–Seus olhos...
Sakura piscou algumas vezes e percebeu que o tom verde água voltara aos olhos do ruivo.
–O que tem?
Ela estava confusa.
–Eles....são lindos.
Desconversou a rosada.
Ele sorriu e a abraçou.
–Pedi o café pra nós dois.
–Não vamos descer?
–Não. Na verdade eu não tenho planos de sair desse quarto hoje.
A cerejeira sorriu.
–As pessoas vão pensar que somos dois pervertidos.
Ele ergueu seu queixo e encostou seus lábios nos dela com suavidade.
–Que pensem...
O ruivo aprofundou o beijo e foi caminhando com a rosada para dentro do Box. Sakura abraçou o pescoço dele deixando o lençol escorrer por seu corpo.
Alguns segundos depois e estavam se amando debaixo do chuveiro.
Sakura mantinha as costas coladas na parede, sentindo o vapor tomar conta de todo o banheiro.
Tinha uma perna erguida sendo segurada por Gaara que investia com vontade seu membro contra ela.
Seus gemidos só não eram maiores porque sua boca estava ocupada com a do ruivo, que com a outra mão apertava seu seio lhe trazendo arrepios.
Depois do gozo e do banho tomado foram para o quarto onde uma enorme bandeja com vários tipos de comida os esperava.
Sentiu-se levemente envergonhada pelo que possam ter escutado vindo do banheiro.
Gaara vestia apenas sua calça e Sakura usava o manto de Kage.
Sentaram-se um diante do outro e começaram a comer.
O ruivo não desgrudava seus olhos dela.
–Até que você fica bem com ele.
–Hum? A cerejeira estava com o pensamento distante.
–O manto, ele fica bem em você.
Ela baixou a cabeça e se observou coberta com o manto de Kage.
–Hum, quem sabe um dia eu não me torne Kazekage.
Brincou e sorriu para o ruivo.
–Poderia...se fosse uma cidadã de Suna.
Sakura desviou o olhar do dele e seu sorriso diminuiu um pouco.
Então o ruivo se aproximou e sussurrou no ouvido dela.
–Mas eu ainda prefiro você sem nada.
E foi deitando-se sobre ela começando a distribuir beijos pelo pescoço alvo que se encontrava com algumas marcas dos momentos anteriores.
Sakura fechou os olhos e abraçou o ruivo que já abria o manto expondo o corpo nu da cerejeira por baixo.
Num instante se entregava as carícias começando a se excitar novamente, no outro sua mente se voltou no porque ter enxergado os olhos de Gaara naquela cor, ou no porque de seu nariz ter sangrado, e porque sua cabeça não parava de latejar.
O ruivo subiu os beijos de sua barriga para seu rosto. Sakura então o segurou entre as mãos olhando profundamente dentro daqueles olhos.
Ficou aliviada por eles estarem esverdeados, como sempre foram.
–Você é perfeito Gaara, perfeito demais.
Então ele lhe tomou os lábios com volúpia.
E Sakura se entregou mais uma vez.
Queria esquecer toda amargura, todo o sofrimento, toda dor e angústia nos braços dele, enquanto pudesse.
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E mais uma vez, deitada entre os braços do Kazekage, depois de se amarem novamente, quando o sono começava a dominá-la, ela refletiu, e refletiu...
Sabia o que aqueles olhos negros significavam.
Sabia o que significava Gaara se casar com a filha do Senhor Feudal do País do Vento.
Sabia as sensações e emoções que ele lhe proporcionara.
Sabia das consequências que suas decisões poderiam gerar.
Respirou fundo sentindo os braços fortes a apertarem mais uma vez.
Uma última vez.
Então adormeceu.
E se deixou sonhar com uma vida perfeita.
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Quando acordou já era madrugada, sorriu ao olhar para o lado e perceber Gaara dormindo em um sono profundo, deu graças por finalmente ele conseguir fazer isso.
Retirou a mão do ruivo com delicadeza de sua cintura e se levantou. Buscou alguma roupa para se vestir, de preferência quente, pois a noite o deserto era bem fria.
Foi até a sacada, observou aquela paisagem, ah...aquela paisagem. Estaria gravada pra sempre em sua memória.
Olhou pelo quarto, cada móvel e parede e por fim, deixou seus olhos caírem na imagem dele.
Fechou os olhos tentando conter a emoção.
Desejava do fundo do coração que ele a perdoasse.
Se aproximou do corpo nu do ruivo sobre a cama, se inclinou e selou brevemente seus lábios nos dele tendo o cuidado de não despertá-lo.
Olhou para cada pedaço daquele corpo, queria se lembrar de cada detalhe.
Então deu a volta na cama e se abaixou, puxando a mala pronta de debaixo da mesma.
Abriu a porta do quarto com cuidado e olhou pra trás uma última vez.
Tomou todo ar que pode e se virou para a porta aberta, dando os primeiros passos pra fora.
Fechou a porta vagarosamente e encostou suas costas na mesma.
Repetia para si mesma que o que estava fazendo era o certo.
O gosto amargo na sua boca, o nó na garganta, o sentimento de aperto no peito...já sentia que tudo aquilo começava a fazer parte de si mesma.
Então ela caminhou, e caminhou e quando estava fora do enorme palácio do Kazekage se controlou em não olhar pra trás.
Seria fraca se olhasse.
Seria fraca se olhasse para a sacada de seu quarto, onde deixara o kazekage dormindo.
Seria fraca em seguir seu caminho, seu destino.
Então ela partiu.
Partiu deixando toda Suna pra trás.
Deixando Gaara pra trás.
CONTINUA...
Notas finais
Lembrem-se que é muito feio xingar a autora, rsrsrs
beijos.
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