Perdas e Ganhos: Como Noites de Verão

1 Prólogo - A Fim de Desabafar


Notas iniciais
Esta é minha primeira fic, e eu apenas espero que a leitura seja tão agradável para vocês, como tem sido para mim escrever. Eu ficaria extramente feliz de saber o que acham sobre ela. Toda sugestão e crítica são muito bem-vindas! PS: A Narrativa é, em sua maioria, na primeira pessoa.

Olá a você, que, atenciosamente, está lendo minha história. Pensei em escrevê-la, por causa de minha mãe... ela me aconselhou, aos meus quinze anos, que em momentos difíceis, como os que passei; o desabafo, mesmo no papel, é muito importante... Embora eu ainda precise começar num inicio bem distante para me fazer clara.

Sendo assim, tenho de explicar que esta história que vos estou contando, nada mais é que um recorte da história completa. Por que se eu falasse o dia a dia, seria tão cansativo e desgostoso. Muitos dias são tão iguais. E muitos fatos semelhantes são melhores se determinados por apenas uma fala, destacando apenas sua existência, sem a necessidade de detalhes. Como o conhecimento que um personagem vai ao banheiro ou escova os dentes. No primeiro caso, basta dizer que se é humano para já se entender que é obrigado a cumprir com suas necessidades fisiológicas. No segundo, mencionar uma vez a prática da personagem já pode indica que seja seu costume.

­­­­­­­­­_______________________________________________

Bom, voltando ao conselho de minha mãe: ela me disse que mesmo que eu não me sentisse segura para desabafar com ela, deveria, pelo menos, fazer sobre um pedaço de papel. E me entregou um caderno enorme brochura, com todas as folhas brancas sem nenhuma pauta. Disse-me que seria bom para colocar fotos, figuras e qualquer outra coisa que pudesse ilustrar os acontecimentos. Depois ela me levou até seu quarto, subiu uma escadinha para alcançar a última prateleira do armário e pegou algumas caixas, me pedindo para depositar algumas na cama, enquanto ela parecia procurar algo especial. Digo isso, pelo olhar de “muitas recordações” e sorriso calmo que ela trazia em seu rosto.

De repente ela se encheu de alegria e trouxe nas mãos uma pequena caixa estampada com figuras antigas de revistas – um patchwork de papel que ela mesma confeccionou. Minha mãe era muito talentosa com essas coisas e procurou me ensinar todas as suas técnicas. Eu gostava muito também, mas confesso que as aulas no colégio e as aulas dos cursinhos de inglês, informática, natação e flauta, me tomavam muito tempo para se quer ter um hobby, ainda mais com as tarefas que algumas destas atividades me exigiam cumprir. No entanto, carregar um caderno e escrever nele não parecia uma tarefa muito difícil e me manteria ocupada e dissiparia “minhas angustias da juventude” – como minha mãe dizia.

Mas, regressando ao diário... foi uma excelente ideia e resolvi tentar, sabia que minha mãe não o leria, meu pai respeitaria totalmente e apoiaria, afinal ele ama ler e escrever. Então... Minha única preocupação é meu irmão caçula, Miguel.

Claro, que ele penas tinha seis anos e mal sabia ler na época em que ganhei o diário, e que depois que começou a crescer, preferia os “games” a livros. Ainda assim, por um bom tempo considerei mais seguro esconder meu caderno. Nunca se pode saber quando o bichinho da curiosidade irá picar alguém e seus segredos correm o risco de ser desvendados. Mas fora isso, meu irmãozinho – sempre o verei assim, mesmo agora com seus filhos gêmeos e sua calvície – era um menino muito legal, guloso e muito metido a esperto. E uma fofura quando queria carinho. Às vezes eu o chamava de meu ursinho, quando, carente de atenção, vinha para o meu lado porque nossos pais estavam muito ocupados.

Sempre tivemos prazer em estarmos bem unidos. Meus pais nos impeliam a isso, mas conosco não era uma obrigação, vinha naturalmente. Eu o ensinava, ele retribuía, ele me ajudava, eu retribuía. Mesmo com nossa diferença de idade, e eu passando pelas confusões da adolescência, depois ele; não deixamos de ser próximos. Não deixamos de confiar e contar um com outro.

Bom, agora que fiz um breve resumo da minha vida vou começar a escrever um dos mais importantes acontecimentos dela, que me levaram a ser o que sou hoje. Um momento muito especial, mesmo que conturbado.

Notas finais
Não sei se chegou a ficar claro, e se todos os detalhes e características que apresentei sobre a minha personagem e seus familiares foram bem esclarecidos. Qualquer coisa me avisem. Podem me escrever suas sugestões e críticas, que ficarei muito alegre em receber. Fonte da Imagem: http://www.morganasantana.com/2013/03/como-organizar-um-diario.html PS¹: Eu decidi acrescentar os nomes dos personagens ao longo dos capítulos. Espero não gerar nenhuma confusão. Mas achei interessante, que o personagem vá criando forma em vossas mentes antes de ser nomeado. PS²: O começo da história não é muito agitado, mas peço, por favor, para me agraciarem com sua doce paciência. Haverá mais emoção nos próximos capítulos.