Perdas E Danos
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Aviso: Essa fic é yaoi e tem twincest. E dentro de pouco tempo vai ficar beeem pesada. Não gosta, não leia. Fácil assim.
O Mal
Alguns dias depois.
Saga treinava sozinho na beira de um penhasco. Praticava equilíbrio e concentração. Estava fácil; tudo era mais fácil quando ele estava feliz e...
Então veio a dor, que o levou ao chão.
Lancinante, aguda, começando na base de sua nuca e se espalhando por todo o corpo. Conhecia aquela dor. Sua mente, incrédula, encheu-se de terror. Tentou alcançar seu irmão por cosmo. Não houve tempo. Tudo não durara mais que vinte segundos.
Súbito, a dor pára. E ele se levanta. Cabelos ao vento, esbranquiçados. Olhos de fogo, cheios de ódio puro.
“Voltei.”
O pôr do sol tinge de vermelho e laranja seus cabelos. Seus olhos lampejam ódio.
“Saga.”
Sua voz é um sussurro. Ele busca Saga dentro de si. E o aprisiona mais uma vez na escuridão de sua alma. Não fora fácil; sua contraparte bondosa estava mais forte agora. Sabia o porquê.
“Seu filho da puta...”
Ele odiava Saga. Era tudo culpa dele. Não fosse por ele lutando contra si, o enfraquecendo e tirando o controle do corpo em que coabitavam, ele acabaria por vencer os cavaleiros de bronze e Athena. Mas não. Saga, o irritantemente perfeito, jurara lealdade à Deusa. Protegê-la a qualquer custo. Assim o fez. Matou-se com o báculo de Athena quando ele estava para conseguir golpeá-la.
Agora era tarde. A Deusa já quase adulta, cada dia mais deusa e menos humana, já não era presa fácil. E também todos os cavaleiros já a reconheciam como tal. O momento se perdera, não havia mais jeito.
Tudo por culpa de Saga.
“... você vai me pagar...”
Ele pagaria caro, muitíssimo caro por ter lhe tirado seu sonho. Nem que fosse a última coisa que fizesse.
Uma idéia se formara em sua mente. A mais torpe de todas. Já sabia o que tinha que fazer.
“...e quando eu acabar, você vai desejar nunca ter sequer nascido. Pode acreditar.”
Não gargalharia desta vez. Apenas riu baixinho. Teria que ser discreto, para chegar em seu alvo.
Tinha a idéia, e agora tinha um plano.
***
Ele seguiu sorrateiramente até o Templo de Gêmeos. Não podia ser visto, mas não se preocupava, ainda. Sabia que o outro ainda demoraria em voltar. Saíra para treinar sozinho também, e sempre costumava demorar mais.
Isso lhe dera o tempo para procurar algo que tinha guardado por ali. Nem Saga mesmo sabia daquilo. Velhos tempos, pensava consigo. E então encontrara o que procurava. Uma caixa escura, trancada com segredo numérico. Colocou os números e a caixa se abriu...
Drogas. Há muito não usadas, mas agora seriam úteis.
Selecionou alguns frascos e ampolas. Guardou-as no bolso da túnica e foi para a cozinha.
Lá, pegou alguns limões e preparou uma meia jarra de limonada, bem do jeito que Saga gostava. Experimentou, estava ótimo. Abriu os frascos e jogou dentro do suco. As substâncias não tinham gosto muito forte, e numa limonada seria impossível de se perceber, apesar da grande quantidade que colocara lá.
Deixou a limonada com gelo em cima da mesa. Já sentia, o outro estava perto. Sorriu para si mesmo.
E enquanto o outro chegava, entrou no banheiro, tirou a roupa, enrolou os cabelos numa toalha e se pôs na banheira quente.
***
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