Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
205 Capítulo 205
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
Fui subindo as escadas, indo em direção do meu quarto, estava um tanto atordoado com o rumo que as coisas terminaram no dia de hoje, mais do que isso, eu estava completamente envergonhado nesse momento. Poxa vida, uma coisa é ter relações sexuais com mulheres na casa de sua mãe, outra é ela estar me incentivando a fazer isso e para agravar ainda mais a situação é minha própria irmã que estava lá. Não, não posso pensar assim, Hebe não é minha irmã, ela na verdade é uma completa estranha para mim, além disso, ela era uma mulher de uma beleza extraordinária, daquelas que podem causar guerras.
Sem contar que ela assim como eu, era uma pessoa que já sofreu tanto com seu relacionamento muito complicado, isso para poupar de usar um termo pior, enfim, pessoas assim entendem perfeitamente a dor da desilusão, da traição, da mentira, mas eu realmente tinha que estar pensando tão a frente assim? Nem começamos o relacionamento e eu já estou pensando nela me magoar, é como diz aquele velho ditado: “Gato escaldado tem medo de água fria.” Muito embora, eu acho que eu era muito mais provável magoar a Hebe nesse relacionamento, afinal, minha alma Poliamorosa é extremamente complexa e muito mais provável de magoar as pessoas que tentam se aproximar de mim.
Por mais que tivesse dito a segundos atrás que sentiria mais, ao invés de pensar, eu não estava fazendo isso, muito pelo contrário, estava pensando em tudo que poderia dar errado, ao invés de simplesmente sentir e viver o que estava prestes acontecer. Nesse momento eu finalmente cheguei em frente à porta do meu quarto, parando antes de entrar, por reflexo eu dei duas batidas na porta.
—--Quem é o idiota que bate na porta do seu próprio quarto?! ---Cochichei baixinho. No primeiro momento não houve nenhuma resposta do outro lado, então pude ouvir passos rápidos vindo em direção da porta e ela se abriu. ---Uau.
Foi o que saiu da minha boca, quando eu a vi, aquela beleza estonteante, seus cabelos claros, loiros quase brancos estavam amarrados em um rabo de cavalo, o que deixava-me ver seu lindo rosto perfeitamente, ela assim como eu, estava completamente corada, o que a deixava ainda mais linda, seus lábios carnudos e muito vermelhos eram tentadores, sem contar é claro seus lindos olhos castanhos e para intensificar ainda mais sua beleza, aquela linda mulher, estava com um simples conjunto branco de roupas finas, sem sutiã, o que deixava seus lindos biquinhos muito marcados na camisa que descia somente até metade de sua linda barriga, além de um short fininho e curto, que mal chegava ao meio daquelas maravilhosas coxas, esse short fazia minha imaginação florescer ainda mais em situações quentes com aquela deusa.
—--Eu fiz isso pra você. ---Disse Hebe sem jeito, enquanto me oferecia algo que estava em sua mão. O que me trouxe de volta a realidade, acho que fiquei tempo demais encarando-a sem ter uma reação ou falar algo, o que a deixou ainda mais vermelha do que já estava.
—--Obrigado. ---Disse por reflexo, enquanto aceitava o que ela me oferecia, com dificuldade, eu desviei o meu olhar do seu corpo para minha mão, para ver que o que ela me deu era um bombom marrom, provavelmente de chocolate, eu amo chocolate. Hebe me deu espaço e eu entrei no quarto, fechando a porta atrás de mim.
—--Eu mesma preparei, espero que seja do seu agrado. ---Disse Hebe preocupada. Sem hesitar, eu coloquei a guloseima na minha boca, e dei uma mordida na metade, sentindo o gosto maravilhoso logo na primeira mordida, era mesmo de chocolate com o recheio de brigadeiro, dois dos meus doces favoritos.
—--Está... muito gostoso. ---Disse sorrindo para ela, que me retribuiu com um lindo sorriso. ---Eu amo chocolate e brigadeiro, acertou perfeitamente.
—--Ótimo, ótimo. ---Disse ela sorrindo. ---Embora, eu tenha que confessar que perguntei para Emuna e pra mamãe seus sabores favoritos.
—--Você fez tudo isso só para mim? ---Perguntei sem jeito.
—--Era o mínimo que poderia fazer pra te agradecer por tudo que tem feito por mim e principalmente pela mamãe.
—--Eu já disse que não precisa me agradecer pelo combate...
—--Não, não estou fazendo isso por causa do combate ou por ter me livrado do maldito do Héracles. ---Disse ela me interrompendo, ela não estava mais sorrindo, estava me olhando seriamente, na verdade, estava mais para triste, eu não conseguia sentir suas emoções, acho que por ela também ser filha de Hera, sua mente é normalmente mais forte. ---Estou fazendo para te agradecer pelo amor que você vem dando para nossa mãe, por estar cuidando dela e curando seu coração que meu pai feriu tantas vezes, e principalmente eu, que a feri tanto quando parti com aquele imbecil.
—--Como eu te disse antes, eu não fiz nada demais, eu que sou eternamente grato pela mamãe cuidar de mim. ---Disse sorrindo para ela.
—--Você é mesmo tão puro! ---Exclamou ela sorrindo levemente, o que me fez corar bastante. ---Vem, vamos sentar aqui na cama. ---Convidou-me ela, novamente eu estava aqui sem reação e bancando o idiota.
—--Claro. ---Me sentei na cama, enquanto ela sentava ao meu lado. Ficamos por alguns segundos em silencio, eu não tinha muita ideia do que eu deveria fazer agora, será que devo puxar um assunto sério ou apenas algo trivial? Então, lembrei-me que ainda tinha metade do bombom não comido ainda na minha mão. ---Gostei mesmo do bombom! ---Para provar eu acabei de colocar o restante na minha boca. Hebe sorriu com o elogio.
—--Acho que ambos estão um pouco sem jeito com toda essa situação que eu nos coloquei. ---Afirmou ela sem graça.
—--Eu que o diga, fui pego completamente desprevenido. ---Disse sem sorrindo, meio sem jeito. ---Espera, situação que você nos colocou?
—--A mamãe sempre está pensando muito a frente, ainda mais quando é algo relacionado com o amor. ---Disse Hebe seriamente. ---Eu estava planejando me aproximar de você com calma, nos conhecermos melhor, mas a mamãe e Emuna disse que seria melhor ir com tudo, e bem, cá estamos agora.
—--Você realmente está querendo se envolver... comigo? ---Perguntei sem jeito, mas antes dela responder já emendei. ---Sabe, com todas essas situações problemáticas que vivo, com o Poliamor, as profecias, e as outras mulheres.
—--Eu sei onde estou me metendo, não teria vindo até aqui senão tivesse certeza que eu quero isso, com você. ---Ela me respondeu firmemente, o que me deixou ainda mais atordoado.
—--Eu não consigo acreditar nisso.
—--O que você quer dizer? ---Perguntou ela confusa.
—--Você é uma deusa tão linda, poderia se envolver com qualquer outro deus, qualquer outro mortal, alguém que poderia te dar amor e carinho, mas você quer mesmo se envolver comigo? Eu devo ser a pior pessoa que existe para ter um relacionamento no mundo inteiro.
—--Porque você acha isso?
—--Eu sou a pessoa que tem o psicológico mais fodido, tenho explosões de raivas incontroláveis que magoam as pessoas que mais me importam, os meus relacionamentos no geral não acabam bem, especialmente os amorosos, minha primeira namorada me traiu, a outra foi assassinada, no momento estou em um relacionamento com mais outras três mulheres, além disso tudo, eu ainda tenho grandes chances de nem chegar aos meus 20 anos.
—--Você está tentando me assustar? ---Perguntou ela rindo levemente.
—--Pior que eu não estou, estou apenas contando superficialmente os problemas da minha vida. ---Disse rindo, embora estivesse rindo apenas por fora, porque pensar em minha vida dava era vontade de chorar. ---Sem contar que você está sendo pressionada por nossa mãe...
—--Quem disse isso?! ---Perguntou ela me interrompendo. ---Eu realmente estive sendo pressionada por nossa mãe, em praticamente todos os momentos da minha imortalidade, você com toda certeza conhece a superproteção dela. ---Concordei com um aceno de cabeça. ---Mas houve dois momentos que eu realmente tomei a decisão sem nossa mãe, o primeiro deles foi o maior erro da minha imortalidade, quando eu decidi seguir aquele imbecil traidor e deixei meu lar e o segundo momento, foi quando eu me decidi que queria me aproximar de você e do Poliamor.
—--Acho que esse será seu novo maior erro. ---Suspirei, enquanto desviava meu olhar dela e encarava o chão do meu quarto. ---Não me entenda mal, embora eu realmente gostei muito de ouvir isso de você, minha mente está gritando a todo tempo, dizendo que eu devia parar de ouvir o meu coração, que se eu me deixar levar por ele, eu vou acabar magoando tantas pessoas, principalmente você, que já sofreu tanto com seu último relacionamento.
—--Eu também sinto medo, não posso negar isso. ---Ela colocou sua mão sobre a minha, sua mão era pequena e quente, sua pele macia. ---Mas se eu não me arriscar, se eu não tentar fazer algo, conhecer uma nova pessoa, eu voltarei a ser sozinha e fria, viver uma vida assim é a pior coisa, imagina uma imortalidade.
—--Eu entendo isso, de verdade. ---Olhei em seus lindos olhos. ---Eu sei que o amor é uma das coisas mais importantes, senão for a mais importante, você realmente deve procurar outro para amar, viver sozinha não é vida, é desespero, mas eu realmente não sou a melhor opção.
—--Pare de se menosprezar. ---Me repreendeu ela. ---Você é uma das pessoas mais maravilhosas que já existiram, você é forte, bondoso, carinhoso, leal, sem contar que é um dos homens mais lindos, mesmo entre os deuses. ---Senti meu rosto corar furiosamente com a quantidade de elogios que ela havia feito. ---Mesmo que talvez você possa ser aquele que a grande profecia se refere, eu tenho fé, que todos nos juntos podemos evitar que ela seja ruim. ---Eu sorri largamente, meu coração estava se sentindo preenchido, com todas essas palavras dela, mas minha mente continuava gritando bem alto que me aproximar de Hebe era um enorme erro, especialmente para ela.
—--Mas e o Poliamor, você não deixou aquele escroto por ele ter vários parceiros?
—--Eu o deixei por causa das mentiras, das traições, trair não é ter vários parceiros, mas sim, fazer as coisas pelas costas do outro, deixar o seu companheiro fora do seu coração, eu realmente não me importava dele fazer sexo com outras mulheres e homens, até tinha curiosidade de experimentar novas coisas com ele, mas ele me deixava fora, eu até tentei muitas vezes trazer algumas mulheres para fazermos todos juntos, tentar me aproximar dele, mas ele não aceitou, ele me queria só para magoar nossa mãe, a verdade é que ele nunca me amou, não sentiu nada por mim. ---Seus olhos estavam marejados, ouvir aquilo me fez odiar ainda mais Héracles.
—--Sinto muito.
—--Eu também, deveria ter desistido dele a milênios atrás, teria poupado tanta dor para nossa mãe e principalmente pra mim. ---Ela balançou a cabeça e forçou um sorriso e continuou. ---Mas acho que nós filhos de Hera, somos os mais teimosos de todos os filhos do Olimpo.
—--Concordo. ---Disse rindo levemente. ---E acho que eu ainda sou pior do que você ou Hefesto, afinal, eu ainda sou filho de Poseidon, o segundo mais cabeça dura do Olimpo. ---Ela riu das minhas palavras, mas então ela me olhou profundamente nos meus olhos, seu rosto corou e seu olhar ficou muito sério.
—--Você realmente não quer nada comigo?
—--Eu não disse isso.
—--Então porque não está me deixando me aproximar? ---Ela acariciou meu rosto, fazendo carinho em minha barba.
—--Eu só não quero te machucar.
—--Ouvir isso de sua boca é o que me faz querer tentar me aproximar de você mais ainda. ---Disse ela sorrindo pra mim. ---Isso que me faz querer tentar me aproximar de você, mesmo que mal me conheça, você está querendo cuidar de mim, me proteger, isso já é uma forma de amor, em sua essência mais pura, só existe uma forma de sabermos se você me magoará ainda mais ou irá me fazer a deusa mais feliz do mundo, é conosco vivendo um romance e deixando a chama do nosso amor crescer.
—--Mas... ---Ela não me deixou continuar a argumentar, ela simplesmente me empurrou para trás, forçando meu corpo, fazendo-me deitar de costa na cama, enquanto ela subia em cima de mim, passando sua perna sobre e mim e sentando em cima do meu amiguinho aqui de baixo. Ela estava completamente corada e envergonhada, mas seus olhos mostravam muita determinação. ---Hebe, espera.
—--Não fale mais nada, quem disse que eu preciso ser protegida por você ou ser protegida de você? ---Ela deixou a pergunta no ar, mas não me deu espaço para responder. ---Nem um dos seus argumentos lógicos me fará mudar de ideia, a menos que não me queira, que seu coração. ---Ela colocou sua mão sobre o meu peito. ---Não sinta nada por mim, eu já me decidi que irei me aproximar de você e iremos juntos das outras garotas desvendar o Poliamor, então, mesmo que sua lógica me peça para sair daqui eu não irei, eu irei fazer amor contigo essa noite.
Então sem me deixar responder, ela atacou meus lábios com um beijo, um simples selinho, seus lábios eram macios, aos poucos o selinho foi se transformando em um beijo suave, sua língua pediu passagem e sem hesitar eu deixei, aos poucos as dúvidas da minha mente iam se silenciando e tudo que restava era a sensação maravilhosa dos lábios de Hebe juntos dos meus. O beijo suave foi se transformando em algo mais forte e logo minhas mãos escorregaram para a cintura de Hebe, agarrando-a firmemente, eu estava bem ciente dos enormes, macios e redondos seios de Hebe em contato com meu peito.
—--Ainda ficará ouvindo a sua mente? ---Perguntou Hebe sorrindo depois que separou um pouco seus lábios dos meus. ---Ainda quer que eu saia por aquela porta?
—--Com toda certeza não. ---Respondi ofegante. Hebe riu levemente da minha resposta, enquanto beijava meu pescoço, arrancando suspiros de mim.
—--Foi o que eu imaginei. ---Sussurrou ela no meu ouvido, depois mordiscou minha orelha, fazendo-me gemer levemente.
Minhas mãos escorregaram pela cintura de Hebe, parando sobre aquela enorme e redonda bunda, enquanto eu apertava aquela enorme bunda com ambas as mãos, trazendo-a ainda para mais perto de mim. As mãos de Hebe foram para minha camisa, desabotoando rapidamente os botões dela, sua boca encontrou novamente a minha e voltamos com um novo beijo furioso e sedento, nossas línguas brigavam por espaço. Minhas mãos subiram, buscando a barra da camisa dela, arrancando-a logo em seguida, finalmente me revelando aqueles lindos e maravilhosos seios enormes, seu biquinho era rosado, o que fazia um lindo contraste com sua pele branca como a neve.
—--Não me olhe assim... assim me deixa envergonhada. ---Com dificuldade eu desviei meu olhar daqueles lindos seios para o rosto de Hebe, ela estava completamente ruborizada, o que a deixava ainda mais linda e encantadora, consequentemente me deixava ainda mais cheio de tesão.
—--Não precisa se envergonhar, iremos fazer amor, será inesquecível para nós dois. ---Disse firmemente, enquanto acariciava o rosto de Hebe, ela fechou os olhos e sorriu lindamente, enquanto aproveitava meu toque. Hebe era uma flor, uma linda flor, que foi pisoteada e maltratada, não sei o quanto aquele maldito a corrompeu e maltratou, mas eu sabia que eu tinha que ser gentil, o mais gentil possível. ---Você é tão linda.
Eu subi um pouco meu corpo, enquanto deixava Hebe sentada em meu colo, com suavidade eu beijei novamente seus lábios, nossos corpos estavam colados, aproveitando o contato e calor um do outro. Lentamente eu nos virei na cama, ficando por cima, sem interromper o beijo, que estava novamente se intensificando. Minhas mãos percorreram novamente por seu corpo, agora parando em seus seios, com a minha mão direita, eu comecei a massagear suavemente o seio direito. Interrompi o beijo, já estava ficando sem ar, encarei o lindo rosto de Hebe, ela estava tão ofegante e vermelha, em especial sua boca.
Fui descendo minhas caricias em seu corpo, usando meus lábios, beijando seu pescoço, depois descendo para seus ombros, enquanto ouvia Hebe gemendo maravilhosamente, me deixando ainda mais excitado, finalmente cheguei com minha boca aos lindos seios dela, com a minha mão direita eu acariciava o seu seio direito e com a minha boca, eu comecei a suavemente lamber e mordiscar o seio esquerdo. Hebe gemia mais alto, enquanto eu a via agarrando os lençóis da minha cama.
—--Pelos deuses... aaa... isso é tãooo boom. ---Gemeu ela em aprovação.
Fiquei durante um bom tempo sugando, mordendo e lambendo aqueles enormes seios, quando o esquerdo já estava bastante vermelho, eu troquei pro outro, mesmo assim ainda fiquei massageando suavemente o direito com a minha mão esquerda, enquanto, com minha outra mão eu desci suavemente pela sua barriga lisinha, cheguei ao cós da sua calça, e fui descendo minha mão para dentro do short e da calcinha, sentindo com meus dedos sua intimidade, ela estava molhadinha, bem excitada, sem fazer cerimonias comecei a estimular seu clitóris.
—--AAAAAH.... Isso... ---Gemeu Hebe, agarrando os lençóis, continuei a chupar, lamber e morder com velocidade o seio de Hebe, assim que os deixei vermelhos e muitos sensíveis, eu me dei por satisfeito.
Então tirei minha mão de dentro do short dela e tirei o short e calcinha dela, finalmente deixando-a completamente nua, sua intimidade era rosada e haviam poucos cabelos loirinhos, que dava um charme a mais, com certeza, sem demora eu ataquei sua intimidade com minha boca, lambendo-a com intensidade. Senti Hebe agarrar meus cabelos com força, enquanto gemia mais alto, eu queria faze-la gozar bem rápido e intensamente, sem esperar comecei a estocar 3 dedos dentro de sua intimidade, ela era muito apertada, muito mesmo, seu interior apertava meus dedos, Hebe estava muito próxima do seu primeiro orgasmo, enquanto a estimulava com a minha boca, língua e dedos, olhei para cima e tive uma linda visão.
Hebe estava gemendo alto, de cabeça pra cima, seus olhos reviravam de prazer e seus enormes peitos subiam e desciam, era uma cena realmente muito bela de se ver, algo para se guardar na memória, sem diminuir a velocidade eu aumentei ainda mais os estímulos, estocando ainda mais rapidamente meus dedos e tentando ser ainda mais rápido com minha língua em seu clitóris, aquilo estava levando-a a loucura, ela agarrava os lençóis e gemia alto, o que me deixava ainda mais louco de prazer.
—--AAAHH.... Vou... vou aaaa... ---Gemeu ela chegando ao seu primeiro orgasmo, senti seu liquido se derramar em minha boca, era docinho, sua cintura enlouqueceu, tive problemas para segurar ela e pra continuar estimulando-a para prolongar seu orgasmo, consegui mantê-lo um pouco, mas por fim sua cintura parou de movimentar-se freneticamente e ela relaxou um pouco, chupei tudo até deixa-la bem sequinha, então me dei por contente, ainda mais por olhar para Hebe e ver ela de olhos fechados, sorrindo, suada e ofegante. ---Isso foi tão...
—--Gostoso?
—--Perfeito. ---Disse ela me olhando sorrindo, seu rosto estava muito corado, ouvir aquilo me deixou da mesma forma. ---Nunca consegui ter um orgasmo assim.
—--Gostei de ouvir isso. ---Disse sorrindo para ela. Enquanto subia mais para cima e tomava aqueles lábios em um novo beijo, ardente e feroz, cheio de luxuria, suas mãos continuavam passeando por no meu corpo, me apertando, apertando meus músculos, sem interromper o beijo, Hebe desabotoou minha calça, abriu me zíper e começou a baixar minha calça, junto da minha cueca. ---Eu estou pronta... eu quero me tornar uma com você.
—--E eu com você. ---Sorri para ela, meu membro já estava muito duro, eu estava mais do que pronto, me posicionei entre suas pernas e lentamente a penetrei.
—--Ahhh... ---Gemeu ela, enquanto que com suas pernas ela me prendia e seus braços envolta do meu pescoço, pressionando-me a continuar com os movimentos.
Comecei com movimentos lentos e contínuos, seu interior me apertava, deixando-me ainda mais excitado, motivando-me a mover ainda mais rápido e com mais força. Os lindos seios de Hebe subiam e desciam conforme eu a estocava, embora eles fossem lindos de serem vistos nesse movimento, o rosto de Hebe completamente corado, seus lindos olhos castanhos brilhando e principalmente aqueles lábios carnudos me atraiam, sem pensar duas vezes eu a beijei, enquanto continuava a estocando com força, rapidamente eu senti meu primeiro orgasmo vindo.
—--Eu vou...
—--Aaaa... Sim... continue, não pare... ---Incentivou ela, enquanto me apertava ainda mais com suas pernas. ---Eu vou... ter outro... aaa... de novo.... ---Gemeu ela chegando a mais outro orgasmo. Ela me puxou para outro beijo, entre gemidos, estocadas frenéticas, eu também cheguei ao meu orgasmo, sentindo todo o meu corpo tremer junto do dela.
—--Isso foi... perfeito. ---Disse sorrindo para ela, que estava extremamente ofegante e me olhando com olhos cheios de ternura. Ela riu, o que era extremamente fofo. ---O que foi?
—--Antes você estava todo cheio de dúvidas, acho que mudou de ideia bem rapidinho.
—---------------------------------------- Quebra de Tempo. ---------------------------------------------------------------------------------------------
Depois de um dia cansativo, a batalha e depois fazer sexo com Hebe, eu não demorei muito para cair no sono, infelizmente como sempre, em especial ultimamente eu estava tendo muitos sonhos, que não são sonhos comuns. De repente, eu estava em um lugar diferente. Eu estava de pé no topo de uma torre de pedra, olhando penhascos rochosos e o oceano abaixo, até que era uma linda paisagem, de tirar o folego, mas também era uma queda e tanto daqui de cima. Me virei e notei alguém conhecido, o velho homem não havia mudado muito, pelo menos da última vez que eu havia o visto.
Ele já não tinha aquela aparência doentia de antes, aparentava estar muito mais saudável que antes, embora talvez estivesse mais velho, era difícil de saber quantos anos haviam se passado desde o que foi mostrado no meu último sonho. Entretanto, mesmo que ele estivesse melhor de saúde, ele tremia levemente. Dédalo estava curvado em cima de uma mesa de trabalho, lutando com um tipo de instrumento de navegação, parecido com um enorme compasso. Ele se inclinou e suas mãos estavam nodosas, cascudas de tantos trabalhos manuais. Ele praguejou em grego antigo e piscou como se não pudesse ver o seu trabalho, embora fosse um dia ensolarado. Sua visão já estava fraca pela idade avançada.
—--Tio! ---Escutei uma voz chamando atrás de mim. Eu virei na direção da voz e vi um menino sorridente, ele devia ter por volta dos onze anos, talvez doze, ele tinha os cabelos pretos e olhos azuis brilhantes, sua pele era branca e ele se vestia como um típico garoto daquela época, com uma túnica preta e sandálias. Ele veio pulando os degraus carregando uma caixa de madeira.
—--Olá, Perdiz. ---Respondeu Dédalo, eu notei que ele soou um pouco rancoroso em sua voz, frio, até um pouco irritado. Mas ele continuou a mexer no seu trabalho. ---Já terminou seu projeto?
—--Sim, tio. ---Disse ele sorrindo animado, enquanto se aproximava com aquela caixa e colocava perto da mesa. ---Foi fácil! ---Exclamou ele. Dédalo fez uma carranca, não parecendo tão feliz. Acho que depois de perder seu filho, Dédalo estava visivelmente muito amargo e triste.
—--Fácil? ---Perguntou ele levemente irritado. ---O problema de mover água morro acima sem uma bomba era fácil?
—--Ah, sim! Olhe! ---Disse ele sorrindo animado. O menino esvaziou sua caixa e revistou no meio de suas tranqueiras. Ele veio com uma tira de papiro e mostrou para o velho inventor alguns diagramas e notas, eu não consegui ver com clareza o projeto, então não sabia se ele tinha feito algo bom, mas Dédalo assentiu de má vontade.
—--Sim. Nada mal. ---Disse Dédalo com uma palpável inveja em seus olhos.
—--O rei Cócalo amou isso. ---Perdiz disse feliz. Fazia sentido, isso ainda estava certo com a história, depois da sua fuga, Minos fugiu para Sicília, onde o rei Cócalo o recebeu, em troca que ele ensinasse seu povo. Parece que este garoto Perdiz também era um dos discípulos de Dédalo. ---Ele disse que eu poderia vir a ser um dia mais inteligente que o senhor! Aquilo me deixou tão feliz!
—--Ele falou isso? ---Perguntou Dédalo com a voz extremamente fria. Era muito palpável sua raiva e inveja do garoto. Mas parecia que o menino não havia notado a raiva do velho homem ainda.
—--Mas eu não acreditei nisso. Eu sou tão agradecido por minha mãe ter me enviado para estudar com você! ---Era tão óbvio olhando os olhos desse garoto brilharem e ainda mais por suas palavras que ele admirava o tio acima de qualquer coisa, e isso era até bonito de se ver. ---Eu quero saber tudo o que você sabe.
—--Sim. ---Dédalo murmurou. ---Assim quando eu morrer, você pode tomar meu lugar, não é? ---Os olhos do garoto se arregalaram em surpresa pelas palavras do Tio.
—--Oh não, tio! Eu jamais poderia substituir o senhor, o senhor é o mais inteligente, o senhor é filho da deusa da sabedoria. ---Disse o garoto sorrindo. Mas mesmo depois de tantos elogios a carranca do velho Dédalo ainda continuava da mesma forma, o que me fez por um momento, temer pelo garoto, será que Dédalo seria capaz de fazer algum mal a seu próprio sobrinho? Eu acho que não, mas era visível o desgosto e o ciúmes no olhar do velho. Durante algum tempo, ficou um silencio desconfortável, nem o menino, nem o velho falavam nada. ---Mas eu tenho pensado... por que um homem tem que morrer, de qualquer maneira? ---O inventor franziu a testa, ainda mais desgostoso com a conversa com o menino.
—--É assim que as coisas são, menino. ---Disse o velho impaciente. ---Tudo que vive morre um dia, menos os deuses.
—--Mas por quê? ---O garoto insistiu. ---E se você pudesse capturar o animus, a alma em outra forma... bem, você me falou sobre seus autômatos, tio. Touros, águias, dragões, cavalos de metal divino, incríveis. Por que não uma forma humana de bronze?
—--Não, meu garoto; ---Dédalo disse bruscamente. ---Você é ingênuo. Tal coisa é impossível.
—--Eu não acho. ---Perdiz insistiu. ---Com o uso de um pouco de mágica...
—--Mágica? Bah!
—--Sim, tio! Magia e mecânica juntos, com um pouco de trabalho, alguém poderia fazer um corpo que pareceria exatamente humano, só que melhor, sem as nossas limitações físicas. Eu fiz algumas anotações. ---Disse Perdiz animado, ele deu ao velho homem um pergaminho grosso. Dédalo desfraldou aquilo, ele leu por um longo tempo, seus olhos se estreitaram. Ele olhou para o menino, então enrolou o pergaminho e limpou sua garganta.
—--Isso nunca funcionária, meu garoto. ---Disse Dédalo firmemente. Por fim o garoto desanimou-se momentaneamente com as palavras de Dédalo. Entretanto, os olhos de Dédalo transmitiam outra coisa, ele estava mentindo, mas o garoto apesar de ser muito inteligente, ainda não havia aprendido um pouco de maturidade. ---Quando você for mais velho, você verá.
—--Eu entendo, confio no senhor, é muito mais inteligente que eu no final das contas. ---Disse Perdiz por fim. Então ele sorriu e foi em direção ao Astrolábio que estava no canto. ---Posso consertar aquele astrolábio, então, tio? Suas juntas estão inchando novamente? ---O velho cerrou a mandíbula.
—--Não. Obrigado. Agora porque você não vai passear por aí? ---Disse o velho irritado. Mas Perdiz parecia não notar a raiva do velho homem aumentando cada vez mais. O menino pegou um besouro de bronze de suas coisas e correu até a extremidade da torre. Um peitoril baixo circundava a beira, vindo só até os joelhos do menino. O vento era forte.
—--Volte. ---Eu disse, mas infelizmente o garoto não podia me ouvir, afinal de contas isso era algo que aconteceu a tantos anos atrás, então ele não podia ouvir minha voz, nada saia, por mais que eu quisesse dizer a ele que ele estava correndo um sério perigo. Perdiz lançou o besouro para o céu, ele abriu suas asas e zumbiu para longe. Perdiz riu com prazer.
—--Mais inteligente que eu. ---Dédalo murmurou, baixo demais para que o garoto pudesse ouvir.
—--É verdade que seu filho morreu voando, tio? ---Perguntou o garoto inocentemente, ao ouvir essa pergunta eu senti meu coração falhar uma batida, ele não deveria mesmo tocar em um assunto tão delicado, mas infelizmente o garoto não tinha esse entendimento ainda. ---Eu ouvi que você fez asas enormes para ele, mas elas falharam. ---As mãos de Dédalo se fecharam. Isso não era um bom sinal, visivelmente o Dédalo estava extremamente irritado.
—--Tomar o meu lugar. ---O velho murmurou. O vento chicoteava ao redor do menino, arrastando suas roupas, fazendo ondular seus cabelos.
—--Eu gostaria de voar. ---Perdiz disse animado. ---Eu faria minhas próprias asas que não falhariam. ---Os olhos do velho estavam vermelhos de raiva, ele estava chorando. O garoto havia tocado na ferida mais dolorida do velho amargo, o que era muito, muito ruim. ---Você acha que eu consigo?
Talvez fosse um sonho dentro de um sonho, ou talvez fosse apenas a minha imaginação, mas de repente eu vi a imagem de um homem, meio translucido, como se fosse uma miragem perto de Dédalo, este homem era alto, magro e muito branco, entretanto, ao invés de ser um homem comum, ele tinha duas caras, uma saindo de cada lado do seu crânio, o que era um tanto bizarro, uma delas era de um homem de meia idade, com uma barba grande e outra era um jovem adulto, sem barba, ambos os rostos estavam sorrindo, enquanto ele lançava uma chave prateada grande de uma mão para a outra.
—--Escolha. ---O ser translucido disse em seu ouvido, um sussurro. ---Escolha.
Eu sabia quem era esse ser, era um deus, Jano, deus das mudanças, portas, transições, do começo e principalmente, das escolhas. A sua face dupla também simboliza o passado e o futuro. Jano era descendente de Apolo, ele também é tido como o regente do Lácio, região da Itália Central, foi responsável pela idade de ouro, trouxe dinheiro e agricultura à região. O seu nome está também associado às trocas e colheitas. Jano tinha duas faces, uma olhando para a frente e outra para trás, e dele derivam os nomes do monte Janículo e o rio Jano, pois ele viveu na montanha. Ele foi o inventor das guirlandas, dos botes, e dos navios, e foi o primeiro a cunhar moedas de bronze; por isto que em várias cidades da Grécia, Itália e Sicília, em suas moedas, trazem em um lado um rosto com duas faces e no outro um barco, uma guirlanda ou um navio.
—--Perdiz. ---Dédalo gritou, ele pegou outro objeto dentre as coisas do menino. Era um besouro de bronze, creio que seja criação do próprio Perdiz.
—--Não faça isso. ---Disse alarmado.
—--Pegue. ---Ele lançou um besouro de bronze na direção do menino. Encantado, Perdiz tentou pegar, mas o lançamento era muito longo. O besouro voou em direção ao céu, e Perdiz se esticou um pouco demais. O vento o pegou e ele tropeçou na beirada e caiu, mas de alguma maneira ele conseguiu agarrar ao peitoril da torre com os dedos enquanto ele caia.
—--Tio! ---Ele gritou apavorado. ---Me ajude!
—--Ajude ele, seu grande maldito. ---Rosnei irado. Mas quando voltei minha atenção para Dédalo, eu vi que não adiantaria, o rosto do homem velho era uma máscara, cheia de frieza e um leve sorrio de satisfação em seu rosto, o que deixou-me ainda mais irado. Ele não se moveu de onde estava.
—--Vá em frente, Perdiz. ---Dédalo disse suavemente. ---Faça suas próprias asas que não falharão, mas seja rápido, não tens muito tempo.
—--TIO! ---O menino gritou quando perdeu o apoio, ele caiu na direção do mar. Por um momento houve um silêncio mortal. O deus Jano cintilou e desapareceu.
—--Seu maldito, como ousa matar uma criança dessa forma tão horrenda. ---Disse entre os dentes. Então um trovão sacudiu o céu e uma luz forte brilhou ao meu lado, chamando minha atenção, assim que o brilho forte cessou, deixou no lugar uma mulher linda, muito conhecida por mim, ela ainda era a mesma mulher de sempre, por volta dos 22 anos, ela tinha 1.75cm de altura, pele branca, tinha cabelos negros e lisos, até o meio das costas, mais seus olhos, eram cinzas tempestade, corpo escultural, muitas curvas, seios fartos, cintura fina, pernas grossas, bunda grande empinada, ela usava uma bela túnica branca com dourado e uma sandália de couro preto.
—--Mãe...
—--Não ouse me chamar assim. ---Rosnou Atena irritada, o interrompendo no ato. ---Você pagará o preço por isso, Dédalo.
—--Eu...
—--O menino tinha minha bênção também. ---Disse minha avó o interrompendo novamente, por incrível que pareça ela estava com os olhos marejados, vermelhos brilhantes, eu poucas vezes vi minha avó chorar, ainda mais de raiva. ---E você o matou por inveja, um sentimento tão desprezível. Por isso, você deve pagar.
—--Eu sempre a honrei, Mãe. ---Argumentou Dédalo seriamente. Seus olhos estavam cheios de raiva e visivelmente medo também. ---Eu sacrifiquei tudo para viver do seu modo, e eu paguei e paguei! ---Dédalo rosnou. ---Eu perdi tudo.
—--Nada justifica suas ações desse dia. ---Disse minha avó irritada.
—--Eu sei disso, eu sofrerei no Mundo Inferior, sem dúvida. Mas nesse meio tempo... ---Ele pegou o pergaminho do menino, estudou por um momento, e o deslizou para dentro de sua manga.
—--Eu esperei tanto, mais tanto de você, eu te levei para o Olimpo para te ensinar, eu queria que você levasse esse mundo para um novo rumo. ---Disse minha avó com lágrimas nos olhos. ---Eu queria te levar para o Olimpo e te tornar meu filho Imortal, mas você me decepcionou de tal forma, que eu simplesmente não consigo pôr em palavras.
—--Eu...
—--Você não entende. ---Disse Atena friamente o interrompendo. Ela balançou sua mão, e a pulseira de ouro, com um pingente em forma de coruja desapareceu de seu braço, a mesma pulseira que eu uso hoje em dia. ---Tu não és digno de usar meu presente, tu não és digno de ser reconhecido como meu filho, apagarei tua ligação comigo, apagarei da história essa vergonha que tu foste para mim. ---os olhos de Dédalo estavam marejados e ele de boca aberta, tentando formular as palavras mais não conseguia. ---Você pagará agora e para sempre, jamais poderá testar a ideia de Perdiz. ---Os olhos dela brilharam em cinza puro, fazendo a esclerótica e a pupila desparecerem, somente cinza tempestade de poder puro.
—--Aaaahhhh... ---De repente Dédalo desmoronou em agonia, gritando em desespero e dor, com as mãos na cabeça, era o ataque mental da minha avó, ela realmente estava nervosa. Eu confesso que não me senti penalizado por Dédalo, estava com raiva pelo que ele fez com Perdiz. Voltei minha atenção para minha avó, ela estava a beirada do precipício, olhando para o corpo da criança, o pequeno perdiz estava lá, centenas de metros abaixo, quebrado no chão.
—--Que tristeza, meu querido, me perdoe pelo meu erro, de ter criado esse monstro que te matou antes da hora, antes de você poder ajudar os mortais a evoluírem. ---Ela ergueu sua mão e um brilho saiu dela, era sua energia divina, o corpo de Perdiz começou a flutuar na nossa direção, então, ele começou a brilhar, enquanto ia diminuindo e diminuindo. ---Seu sonho foi voar, não foi?
—--Aahhhh... ---Berrava Dédalo em agonia.
—--Sim, minha senhora. ---Eu ouvi a voz de Perdiz, ela vinha da luz a minha frente, uma esfera de brilho branca e forte, mais o menos do tamanho de uma bola de basquete. O brilho chegou a nossa altura, então notei, aquilo não era mais o corpo de Perdiz, mas sim, seu animus, sua alma, eu podia sentir a energia pura.
—--Então, te concederei um presente. ---Disse minha avó forçando um sorriso. ---Viva para sempre nos céus, Perdiz. ---O brilho então começou a se transformar, em um pássaro médio, marrom claro. Agora eu entendi, a Perdiz era uma Pássaro que foi criada a partir deste momento, ele foi feito para voar, mas depois do que Dédalo fez com ele, mesmo com Atena o concedendo a possibilidade de voar, Perdiz pegou medo por seu tombo e sua morte, tanto que a espécie se transformou em um tipo de pássaro que não voa. Pensar nisso me deixava ainda mais revoltado com Dédalo.
—--Muito obrigado, minha senhora. ---Agradeceu o pássaro, embora ainda tivesse a voz de Perdiz.
—--Pode ir, voar e desfrutar da sua vida. ---Ela voltou sua atenção para Dédalo, que continuava gritando em agonia. ---Chegou o momento de colocar um fim a vida desse... ser desprezível.
—--Não, por favor o poupe. ---Pediu Perdiz a minha avó. ---Foi apenas um acidente, meu tio é uma boa pessoa, um grande homem. ---Minha avó olhou para o pequeno pássaro, seus olhos cheios de tristeza e dor, mas a raiva havia se amenizado pelas palavras de Perdiz e ela deu um breve sorriso. Ela voltou sua atenção para Dédalo e o velho finalmente parou de gritar de dor.
—--Pelo amor e bondade de Perdiz, você não morrerá. ---Disse minha avó seriamente. Ela balançou sua mão e eu senti o cheiro e escutei o barulho de carne queimando, Dédalo estava tão fraco que nem conseguiu gritar, mas ainda em seu rosto podia ver a dor e o desespero. ---Mas se tu conseguires colocar a ideia de Perdiz para funcionar, algum dia, mesmo assim carregará em sua alma. ---Pude ver na base de seu pescoço havia uma marca, que eu nunca tinha visto antes, era um desenho de um pássaro negro tatuado em sua pele, uma pequena perdiz. ---O estigma do assassino, ele estará gravado em sua alma, te trazendo dor e vergonha pelo resto da sua vida miserável.
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