Percy Jackson e os Olimpianos: Dreams or Death
3 Alex coloca fogo em meu chalé!
Notas iniciais
Eu e os outros cavaleiros vermelhos começamos a correr em direção ao campo de batalha onde a captura da bandeira acontecia e ao chegar lá me deparei com a melhor coisa que eu já havia visto naquele dia: Uma enorme batalha estratégica começava a acontecer, filhos de Hefesto, Athena e Afrodite corriam para todos os cantos entre os cavaleiros vermelhos, hora ou outra um ciclope derrubava alguns filhos de Ares dos cavaleiros azuis enquanto dois garotos ao seu lado lutavam bravamente um contra o outro, foi quando distingui rapidamente quem era aquele garoto, Matusak, e logo ao seu lado estava sua irmã, Tsuki, com uma espécie de Tomahawk lutando contra uma garota loira de olhos cinzentos, que aparentava ter 19 anos ou um pouco mais. A batalha entre eles eram intensa, e apesar do garoto que enfrentava Matusak ser muito mais habilidoso que ele o semi-deus de pele clara se livrava com facilidade de alguns golpes, até ser atingido na perna e cair no chão com o tornozelo sangrando devagar.
- Maldito, você vai pagar pelo que fez a ele! - Berrou um dos filhos de Ares, que havia corrido para tentar socorrer Matusak enquanto seu outro irmão tentava golpear o semideus ao lado da loira. Suspirei e avancei na direção do grupo, aparando o golpe do filho de Ares com minha lâmina negra de ferro estígio. O filho de Ares ficou surpreso ao me ver, porque gritou algo do tipo "NICO?!", mas simplesmente ignorei, após derrotá-lo, oque não demorou nem dez segundos e o mesmo já estava caído no chão ao lado de Matusak e seu outro irmão, filho de Ares. A primeira reação do semideus ao me ver fazer aquilo foi avançar contra mim, com golpes rápidos e precisos que quase não tive tempo de revidar.
- H-Hey! Calma ai, estou no seu time! — Berrei por entre os gritos e o barulho de espadas se chocando umas contra as outras.
- Não vou cair nos seus truques, Nico, vamos ser os vitoriosos mais uma vez! - Disse ele por meio aos gritos, rindo enquanto tentava me golpear com sua espada de bronze celestial.
- Meu nome é Dante, D-A-N-T-E, não Nico! - O semideus parou de me atacar e me analisou da cabeça aos pés como se eu fosse uma criatura horrenda ou coisa parecida, mas enquanto assentiu e nós três, eu, aquele semideus e a loira, nos vimos cercados por filhos de Ares e algumas amazonas de Deméter, que tentavam criar vinhas na volta de nossos pés, porém sem sucesso. — Vinte contra três? Não é um número muito justo, principalmente quando um desses três mal acabou de chegar no acampamento. — Avancei com minha lâmina de ferro estígio contra cinco campistas, despachando todos rapidamente, e ao me virar para trás vi que ambos meus "parceiros" haviam lidado com o resto em tremenda rapidez.
Suspirei aliviado, porém a única coisa que pude ver foi uma espécie de sombra correr entre as árvores com uma bandeira vermelha em mãos na direção de um pequeno rio.
- A fronteira, pegue Nico antes que ele consiga cruza-lá, Percy! - Gritou a loira, enquanto o rapaz de cabelos castanhos corria na direção da fronteira.
- Eu já vi, Annabeth! — Gritou ele de volta, avançando contra o garoto que vestia roupas tão negras como as próprias sombras que se faziam sobre a luz da lua e de algumas tochas. Quase que instantaneamente o denominado Percy saltou sobre o rapaz de vestes negras, tomando-lhe a bandeira e correndo para perto de Annabeth que tomava a bandeira de suas mãos e voltava correndo para perto de dois outros campistas de Athena, que pegavam a bandeira e a encravavam entre algumas rochas, ficando de vigia entre ela.
O garoto de vestes negras, aparentemente chamado Nico, se levantou e quando estava prestes a arrancar a lâmina das mãos de Percy coloquei meu braço na frente, aparando o golpe de Nico com a braçadeira de metal e jogando sua espada para o lado, fazendo-o se desequilibrar e dando um chute com força em seu traseiro, fazendo-o cair no chão. Respirei fundo, com o coração na garganta e suando frio, e me aproximei da dupla que havia despachado o resto dos campistas a tempo de ver Koichi e Saiuko virem correndo com uma bandeira azul com o símbolo de uma caveira e alguns ossos no chão na volta da mesma, era a bandeira do chalé de Hades que havia sido pega e determinado a vitória para os cavaleiros vermelhos. Imediatamente, quando cruzaram o rio, a bandeira tornou a mudar, continuando azul porém dessa vez com o símbolo de uma marreta batendo em alguma coisa em cima de uma bigorna, o símbolo de Hefesto, oque me fez ter certeza que Koichi era um filho do deus dos ferreiros. Não esperei muito tempo ali, logo que o jogo acabou fui o primeiro a correr até os chuveiros e me preparar para o jantar.
***
No pavilhão do refeitório todos os chalés estavam bem arrumados, inclusive algumas mesas menores para os filhos de deuses menores como Nemesis, onde não se sentavam nem uma dúzia de campistas, e haviam quatro mesas vazias pertencentes à Zeus, Hera, Artémis e uma mesa dupla na qual era dividida pelos gêmeos Hypnos e Thanatos. Assim que me sentei na mesa de Hermes e estava prestes a abocanhar a comida junto de Alex, Koichi se levantou e bateu em uma taça enquanto Quiron e os outros campistas o observavam atentamente.
- Essa noite foi uma vitória para nós meus amigos, e por ser quem trouxe a bandeira adversária para nosso lado do rio eu devo dizer que, além de não ter conseguido aquilo sozinho, devo agradecer ao novato Dante Morgenstern por proteger a retaguarda de seus companheiros, mesmo que estes tenham confundido ele com um garoto do chalé de Hades. - Ele virou o olhar para Percy, que revirou o olhar para a mesa com o rosto corado. — Enfim, eu quero avisar que independentemente de seu pai ou mãe Olimpiano, gostaria de ter sua ajuda na próxima captura da bandeira, principalmente a do chalé no qual você ficar... Ah sim, e Percy — continuou ele, brincando. — você não é mais o único a ter matado o Minotauro, não é Dante?
Corei ao ouvir aquelas palavras, mas nada disse, apenas fiquei prestando atenção nas palavras que se seguiam do enorme discurso de Koichi, até ele finalmente decidir terminar aquele maldito falatório "E como membro do conselho dos doze eu dou inicio ao banquete, aos deuses!". Pensando que finalmente poderia comer vi que todos, exceto eu, Alex e outros dois campistas novatos, começaram a se levantar e ir em direção a um braseiro, jogando uma porção de sua comida nas chamas enquanto a fumaça subia pelos céus e um trovão ribombava todo o acampamento. Quiron nos fitou e com um gesto, movimentando a cabeça na direção do braseiro, nos disse para jogar um pouco de nossa comida no braseiro. Fui o único que não exitou, levantei na hora levando meu prato consigo e jogando um pouco de batata assada e uma coxa de galinha junto de um bife com cebolas, que caia em câmera lenta na direção do braseiro e fazia com que a comida queimasse lentamente. Enquanto a fumaça subia pude sentir o cheiro de biscoitos recém assados, massa de bolo e bacon frito de manhã. De certa forma eu não sabia como aquilo agradaria os deuses, mas ainda assim voltei para a mesa de Hermes, esperando que aquele homem que eu havia visto em minha visão-pós-morte realmente me aclamasse como seu filho.
Após quase vinte minutos de falatório e comilança Quíron finalmente decidiu ordenar que todos fossem para seus respectivos chalés, e como naquela noite eu não havia tido sorte em ser clamado eu, Alex e os outros dois campistas fomos até o chalé de Hermes, onde fomos muito bem recebidos, e apesar de estar uma bagunça eu esperava algo pior, vindo do que alguns campistas haviam falado antes e depois do jantar. Em um canto estavam dois sacos de dormir com duas mochilas cada um, onde haviam roupas limpas e algumas coisas minhas e de Alex, incluindo, é claro, a lâmina de ferro estígio e as braçadeiras penduradas na parede junto de meu chifre de Minotauro que havia sido posto ao lado de meu saco de dormir. Havia três velas acessas no quarto, onde alguns campistas liam Gibis, livros e alguns Mangás e é claro que eu não iria perder aquela diversão, abri minha mochila até achar bem no fundo minha coleção de Psyren e começar a ler a luz de velas. Alex ficou ao meu lado o tempo todo, fungando em meu cangote para variar um pouco, até que finalmente desisti de ler e entreguei a ele, que parecia super mais interessado que eu, me virando para o lago apaguei na hora e durante o sonho me vi em uma sala escura com uma garota de cabelos ruivos e algumas sardas no rosto, aparentando 18 ou 19 anos e usava roubas de artistas de New York todas surradas.
Aquela garota me era familiar de algum lugar, mas eu não lembrava de onde, até que seus olhos começaram a brilhar e ela começou a citar algo em uma voz metálica:
"Sete meio-sangues responderão ao chamado
Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado
Uma promessa a manter com um alento final
E inimigos com armas às portas da morte afinal."
Assim que a garota terminou de falar me acordei com o cheiro de fogo, meus mangás estavam espalhados pelo chão e com uma vela caída Alex tentava apagar o fogo com uma bota que ele havia pegado aleatoriamente no chão do chalé. Me levantei assustado berrando "FOGO, FOGO, FOGO!" enquanto alguns campistas corriam até o banheiro para encher alguns baldes de água ou até chamar os supervisores. Arranquei a bota da mão de Alex e após finalmente apagar todo o fogo, fitei-o com raiva ao ver minha coleção de Psyren virar cinzas.
- OQUE DIABOS VOCÊ FEZ SEU CABEÇA DE VENTO?! Como conseguiu colocar fogo no chalé, pior, como conseguiu queimar meus mangás?! — Ele não respondeu estava envergonhado de mais para falar alguma coisa, então percebi que ele parecia ter cochilado sem querer e sem querer havia deixado o chalé ardendo por culpa da maldita vela que ele havia acendido para poder ler. Suspirei, lenta e profundamente, me deitando de volta em meu saco de dormir e fingindo que nada havia acontecido, até que Quiron chegou galopando rapidamente.
- Oque aconteceu aqui? Eu ouvi dizer que haviam colocado fogo no chalé!
- Foi o Alex, culpe ele amanhã de manhã, todos estamos com sono. — Foi a única coisa que disse após as palavras de Quiron, e ignorando qualquer outro comentário dormi novamente pois seria um longo dia na manhã seguinte e eu estava realmente cansado. Fechei os olhos e então apaguei, esperando que não fosse sonhar mais uma vez
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