Notas iniciais
Espero que gostem hehe, agora a coisa vai começar

POV. NARRADORA

Os Olimpianos andavam até seus tronos, ao recuperarem sua forma original. Artémis olhava de relance para Apolo, que não parava de olhá-la. Afrodite parecia segura de si mesma, na verdade, ela sempre foi segura de si mesma. Atena mantinha o rosto sem expressão, os olhos vazios, de repente. Zeus trocava olhares assombrosos com Hades, Poseidon permanecia calmo e quieto. Ares parecia empolgado com a guerra que estava por vir, as sombrancelhas de Deméter estavam unidas de frustração, Héstia permanecia calma, como estava antes de o restante sair e voltar.

— A decisão é nossa — Atena cortou o silêncio — Nós teremos de decidir o que fazer, nós somos os deuses e nós somos responsáveis por essa confusão.

— Ela está certa — disse Poseidon, fazendo o restante dos deuses se surpreenderem, Atena ergueu as sombrancelhas em sua direção e agradeceu com a cabeça. — Nossos filhos estão novamente lutando por nós, mas esta parte está sob nossa responsabilidade.

— E o que faremos? Vamos abrir o buraco para o Tártaro, certamente, esta foi a melhor ideia. — murmurou Hefesto.

— Tenho que concordar — disse Zeus, tentando parecer firme, mas a verdade não era essa.

— Se o impacto for rápido o suficiente, Nico não precisaria sofrer tanto. — disse Hermes, despertando certa esperança em seu interior. — Senti o poder que vinha da caverna, e no National Mall é pior ainda, a ideia de Thalia foi salvadora, esta é a nossa única boa opção completa.

— Não achei que o garoto sofreria com aberturas para o submundo, afinal, ele já fez isso antes, estou certo? — disse Dionísio.

— Sim, ele já fez isso antes, mas é diferente quando uma força alheia e do mal corrompe as passagens. E Nico não poderia abrir uma passagem tão grande para que o montro descesse ao Tártaro. — falou Hades.

— Ares, preciso de sua ajuda — pronunciou Atena. Silêncio. Era uma raridade Ares e Atena fazerem algo juntos, na verdade, acho que nunca aconteceu. Ele semicerrou os olhos, incompreensivo — Para destruir o Pentágono.

— Ah, claro, maninha. — disse Ares. Silêncio novamente, era uma atitude anormal.

Tudo começava a ficar mirífico para os Olimpianos, o modo como conseguiam se entender após anos de guerra. Pareciam construir harmonia na família, Hera e Afrodite sorriram. Apolo queria abraçar Artémis, obviamente desenvolvera os sentimentos que tinha por ela, mas ele sabia que sua reação não seria nada agradável. Amor, era o que havia de mais predominante por trás de tudo aquilo, eram como as rédeas da carruagem de Apolo, eram fortes, mas se você não as controlasse, acabaria mal. Traições, tristeza, corações partidos e mortes sombrias... na maioria das histórias da mitologia, haviam esses componentes, mas a desgraça era só opção, todos os desejos que cada um dos Olimpianos tinham naquele momento, eram humanos... ou divinos, eram sentimentos divinos, sempre foram, mas ao perderem o controle das rédeas, apenas os mortais foram reconhecidos por tal harmonia.

O momento era grandiosamente débil, qualquer palavra poderia destruí-lo por completo, mas o êxtase não duraria para sempre, eles precisavam fazer alguma coisa, precisavam escolher.

Apolo apreciava a irmã com os olhos, parecia errado, mas ele sentia algo mais por ela. Apolo se apaixonara inúmeras vezes, não seria correto juntar-se a Artémis e feri-la como ela já temia.

— Já é hora de pararem de me culpar pelas pegadinhas do amor — disse Afrodite — É naturalidade, o amor prega peças, nos deixa cegos, mas ele é bom, é agridoce, posso dizer. A dor e o sofrimento são escolhas nossas, o amor sempre foi mais do que divino, deveriam compreender isso. — Afrodite olhou de Artémis para Apolo, de Atena á Poseidon.

— Vamos decidir ou não? — perguntou Artémis, abaixando a cabeça.

— Teremos que recorrer de última hora, vamos ter a batalha e destruír o templo, se não for o suficiente, Hermes lançará o asteróide para corromper as portas para o Tártaro, estou certa? — disse Atena, todos assentiram. — Deverá acontecer amanhã, para evitarmos que o asteróide caia por si mesmo. — Zeus fez um gesto para que todos pudessem voltar aos seus aposentos ou suas atividades.

Artémis estava prestes a voltar para a Ilha de Vancouver, se sentia culpada por abandonar as crianças, claro, havia a Primeira Tenente, Thalia, mas ela sentia como se tivesse abandonado relativamente ela. Artémis percebera a proximidade entre Thalia e Nico, e que ela era ainda mais forte do que seus desvaneios lhe mostravam. A deusa já iria partir quando alguém a agarrou por trás. Ela uniu as sombrancelhas e ofegou.

— Solte-me! — gritou a deusa, sem saber quem tivera a ousadia de agarrá-la. Ela já fora vítima de inúmeras tentativas de estupro, temia o que poderia estar por vir.

— Calma, querida... — sussurra Apolo em seu ouvido. A puxa para mais perto e coloca uma das mãos em seu queixo. Uma carga de desejo é enviada para o corpo de Artémis, mas a fúria era predominante.

— Apolo... M-me solte! — diz ela, a voz trêmula.

Seu corpo formigava sob a túnica prateada. Apolo se aproximava lentamente, as mãos em sua cintura.

— Apolo! — gritou a deusa.

Seus lábios estavam a 1 cm, quando Artémis desapareceu, fazendo Apolo cair, ao curvar-se sobre o nada. Sua expressão era de derrota, geralmente, quando se sentia assim sua saída era pegar algumas ninfas, mas Apolo não achava isso certo, tanto quanto não queria, ele sabia que a irmã fazia um grande esforço para não demonstrar tal sentimento, e se atreveu a tentar romper aquilo. Era ridículo, mas ele pensava ser o que ele devia fazer, por ele e Artémis, e por Thalia e Nico, ele sabia que Thalia e Nico precisavam um do outro, assim como ele precisava de Artémis. Suspirou ao arrastar-se ao jardim. As plantas exalavam seu perfume e sua beleza, isso acalmava Apolo, mas não desta vez.

— Amor platônico... este sim foi feito para despedaçar. — diz uma voz bonita e aveludada.

— O amor pode ser platônico, mas a dor é real — diz Apolo.

— Sabe, Artémis está perdendo a chance de ser amada, eu não deixarei isso acontecer. — disse Afrodite.

— Não quero que ela seja forçada a se apaixonar... — murmurou o deus.

Afrodite aparece ao lado de Apolo, sua beleza irradiava para as plantas.

— Eu sei... é um sentimento bom... você realmente gosta dela.

— Que sentido isso faz se ela não me quer? Eu já passei por isso... com Dafne, a ninfa, meu primeiro amor... mas era diferente... eu mal havia conhecido Dafne, e era mais uma obsessão... Artémis é diferente...

— Eu sei, querido... E também sei que ela sente algo por você, mas escondeu perfeitamente, sei que sua máscara não durará por muito tempo.

— Está bem — disse Apolo, ao abaixar a cabeça e dirigir-se a seu templo.

–----------------------------------------------------------------------------------------

O piso de mármore ecoava os passos de Atena, que dirigia-se a seu templo, o nariz empinado e os olhos atentos. Poseidon se aproxima furtivamente, coloca a mão no ombro de Atena e diz:

— Fez muito bem na reunião de hoje.

Atena leva um susto, apesar de ter escutado o suave som da água.

— Hã... Obrigada. — ela se vira e vê estranhez nos olhos de Poseidon e até em si mesma. Poseidon sorria, um sorriso diferente do qual ela já se acostumara, um sorriso sincero e mais bonito que o pôr do sol nos Campos Afortunados, mas é claro que ela não diria tal coisa, seu orgulho não seria jogado para o ar assim de repente. Poseidon alargou o sorriso ao ver a deusa sem palavras.

— Sabe... eu queria que pudéssemos ser... próximos... amigos, mas você tem que deixar eu me aproximar.

— Ah... claro. — Atena respirou fundo, embora não achasse necessário, nunca lhe foi, pelo menos — É complicado para mim, tenho que prestar atenção em minhas responsabilidades e...

— Está dizendo que não pode ter amigos por causa de suas responsabilidades? — perguntou Poseidon, erguendo uma sombrancelha.

— Não é isso, mas eu não estou acostumada com essas coisas, Poseidon, eu...

— Por que não se acostumar?

Mas que homem difícil, pensa a deusa, sem encontrar nenhuma resposta para a pergunta, isso não era típico dela, ela queria se estapear por dentro, havia entrado em um transe tão profundo que nem notara o que Poseidon estava fazendo. Quando finalmente se tocou, Poseidon beijava-lhe os lábios. Atena lhe deu um tapa e correu para seu templo, certa de que ele não a seguiria. Sentou-se em seu trono, mas já não sentia-se segura consigo mesma, como se ela houvesse perdido o autocontrole, seu queixo tremia de uma forma desagradável, Atena não sabia se um deus poderia chorar, mas o fez. A deusa não chorava por aquele mínimo acontecimento, mas por muitos acontecimentos que ela fingira não sentir nada, era rompante. Aquela não fora apenas uma reunião entre os Olimpianos, aquela foi uma reunião harmoniosa, diferente do que estavam acostumados a ter por éons.

–----------------------------------------------------------------------------------------

Artémis havia voltado ao mesmo lugar de onde partira na ilha. Thalia estava sentada sobre uma rocha, com Nico e Percy dos lados. Annabeth olhava para a praia. Phoebe andava de um lado para o outro enquanto as outras caçadoras estavam sentadas numa roda, conversando.

— Lady Artémis! — exclamou Thalia, levantando-se e correndo para o lado da sua senhora. — O que houve? O que decidiram?

— Vamos tentar matar a Víbora e destruír o templo, se nao funcionar... — a deusa se interrompeu, lançando um olhar de desculpas para Nico, depois para Thalia — Hermes vai tentar ser o mais rápido possível, para evitar o atrito.

O queixo de Thalia tremeu, Nico assentiu.

Percy percebia a relação entre Thalia e Nico, e torcia pelos dois.

— Quando vai acontecer? — perguntou ele.

— Amanhã, para evitar a queda do asteróide por si mesmo.

Ele abaixou a cabeça nos joelhos e apoiou as mãos na nuca.

Nico franzia o cenho, não gostava de ter todos preocupadíssimos com ele, fazia se sentir culpado.

— Vamos continuar? Preciso convocar Atena e Ares, os dois vão para o National Mall com Annabeth. — disse Artémis. Annabeth ergueu uma sombrancelha, pensava: Sério, Ares? — Sua mãe pediu a ajuda de Ares para detonar o templo. — Annabeth continuou surpresa.

Artémis ainda não tinha feito nenhum movimento quando uma mulher de olhos cinzentos, cabelos escuros, jeans azuis e camiseta branca apareceu ao lado de um homem forte, louro, de óculos escuros, camiseta preta com as mangas arrancadas e calça de couro. E então mais um apareceu, um homem de barba e cabelos crespos e escuros, uma roupa suja de mecânico.

— Bom, parece que temos mais um deus. — disse Artémis.

— Quanto mais prevenidos estivermos, melhor — disse Atena.

Então Zeus, Hades, Poseidon, Afrodite, Deméter, Hera, Hermes, Dionísio e Apolo apareceram. Artémis franziu o cenho para o chão, Atena olhava para o lado.

— Acho que já podem partir, Atena, vamos chamar a atenção da Víbora para cá. — disse Apolo, mas olhava para Artémis.

— Tudo bem — pegou a mão de Annabeth e a de Hefesto, que segurava a mão de Ares — Prontos? — os outros assentiram, então partiram.

— Precisamos chamar a atenção da Víbora, mas como? — perguntou Hades.

Então um riso espantoso ecoou no bosque, Equídna.

— Não será necessário, velhos inimigos. — disse a voz grave e feminina.

E então eles a viram.

Notas finais
Gostaram? Mandem reviews!!