Percy Jackson e os Olimpianos A Vingança da Víbora

18 Você não tomará meu orgulho, não desta vez


Notas iniciais
Muuito Percabeth!!! Muaahaha

POV. PERCY

Quando acordei, deveriam ser umas oito horas da manhã, fiz a higiene matinal, troquei de roupa por uma camiseta azul-marinho, calças pretas e minha coturno. Não esqueci de colocar meu anel. Sai da cabine e fui até o deque de cima. Annabeth estava lá sozinha, assistindo tv, algum canal de músicas. Usava calças de camuflagem pretas, as botas de caminhada e uma camiseta de alguma campanha ambiental "limpe o mar". Os cabelos louros caiam nos ombros. Eu sorri.

– Bom dia.

– Bom dia — respondeu ela, sorrindo. Me sentei do seu lado.

Na tv passava o clipe de Oasis, Some Might Say. Depois de alguns minutos em silêncio, percebi Annabeth perdida no vale dos pensamentos, as pupilas dilatadas, seus olhos cinza líquidos encaravam o nada.

– Está tudo bem? — perguntei.

– É... está sim. — ela respondeu, mitigando sua expressão inusitada.

Em uma coisa em que Annabeth e Atena são muito parecidas é em sua bipolaridade e o fato de serem muito imprevisíveis, mas a de Atena era ainda mais forte, em um momento ela queria me matar, em outro me dava conselhos bondosos.

Annabeth olhou em meus olhos, por um momento pareceu perder-se num êxtase, mas se recuperou quando Nico apareceu e pigarreou.

– Precisamos mandar uma mensagem de Íris para Thalia.

– Claro — disse Annabeth, levantando-se e seguindo Nico até o terceiro deque. Dei de ombros e os segui.

Nico já falava com Thalia, Annabeth do seu lado, olhando para a imagem.

O quê?– exigiu ela, que estava em uma floresta bonita, a Ilha de Vancouver, provavelmente.

– Thalia, ainda nem chegamos em São Francisco... e temos que ir para Vancouver antes, certo?

– Sim, mas... Vamos tentar segurá-los por mais um tempo, mas mesmo assim, tentem ao máximo chegar a tempo. — murmurou Thalia.

– Está bem, em que cidade da ilha nos encontraremos? — Nico perguntou em um tom inusitado, eu ri baixinho.

– Em Sidney, estarei esperando. — ela disse, em um tom também inusitado.

– Huumm... acho que isso foi diretamente pra você, Nico. — eu disse, Annabeth riu e Nico sorriu, perverso.

– Ok, qualquer coisa me mande uma mensagem de Íris. — ele disse, ainda sorrindo.

– Está bem.

Ele passou a mão na imagem que se desmanchou.

Nico mordia o lábio, segurando o riso.

– Ah cara! — ele veio até mim e me deu um tapinha na cabeça. Annabeth riu.

– Agora podemos continuar nosso persecutório até Vancouver? Acho bom ajustarmos algumas coisas e tentar fazer isso mais célere.

Eles assentiram. Nico desceu as escadas até o primeiro deque, eu e Annabeth o seguimos.

Ele olhou para o GPS Portátil em sua mão, então fez uma expressão admirada.

– Carmel, Monterey.

– Uau. — disse Annabeth.

– Vou para o último convés. — eu disse — hã... Annabeth, pode vir comigo? — eu disse. Eu precisava mesmo dela lá, e por algum motivo inusitado, não queria deixá-la sozinha com Nico, não que eu achasse que ele é uma pessoa ruim, é só que...

– Claro. — disse ela. Então deixou que Nico ficasse no leme, com sua bússola e o GPS, ele era o melhor para isso agora, e eu tinha que movimentar o oceano, Annabeth precisava ligar as máquinas.

Descemos até o último convés, vi Tyson ainda roncando em sua cabine, a sra. O'Leary subia para o deque ao encontro de Nico, Blackjack voava ali por perto. O convés era cheio de máquinas, eu não fazia a mínima ideia de como usá-las, mas enquanto eu contemplava o piso, ela já havia controlado boa parte delas. Então abaixou-se do meu lado e olhou para o oceano.

Deixe-me explicar, o piso do convés era transparente, não parecia vidro, mas era transparente. Eu podia ver alguns peixes por ali, animais comuns, já que estávamos na superfície. Então reparei em um gancho e em uma rampa descente ao oceano. Franzi o cenho. Se eu a abrisse estaria sujeito a inundar todo o navio, certo? Talvez, mas se eu controlasse a água, aquele poderia ser um atalho aos meus poderes e a Atlântida. Annabeth me olhava, coando meus pensamentos através da minha expressão. Ela sorriu. Se levantou e me puxou pelo braço.

– Este navio tem um sistema potente, como se fosse uma mistura de todos os tipos de navio.

O navio deu uma trombada quando ela apertou um botão.

– Acabei de ligar as hélices, acionar a vela e... — ela franziu o cenho — não me olhe assim.

Eu a encostei na parede, preso num êxtase, me aproximei muito e a fitei, rocei meus lábios nos seus.

– Você não tomará meu orgulho, não, não desta vez. — ela disse perversa.

Então me empurrou até a outra parede e me beijou, eu ria enquanto a beijava. Eu estava ficando louco, então ouvi o som de passos descendo a escada. Annabeth me soltou e voltou para as máquinas, mas sorria e mordia o lábio, eu fiquei com a mesma expressão o tempo todo. Nico apareceu e olhou de Annabeth para mim e de mim para Annabeth. Então bateu o pé, suavemente no piso, andou até uma máquina, olhando para baixo, se indireitou e observou a figura do navio.

– Legal... — ele disse. — vocês estão bem? — perguntou, franzindo o cenho, e um dedo apontado para cada um.

– Na verdade estamos com um pouco de fome, não é Percy? — disse Annabeth, em um tom nada discreto.

– Sim... — então ela me puxou para a escada e me arrastou até a o convés de cima. Nico ficou parado encarando a parede, boquiaberto.

Subimos as escadas rindo sem pausas, ela me empurrou até a uma parede da minha cabine, me beijou com intensidade e mordeu meu lábio, sua respiração me deixava maluco.

– Ganhei — sussurrou ela em meu ouvido.

– Ainda não — eu disse, quando me recuperei do êxtase. Inverti as posições e a beijei como nunca beijei, meu cérebro parecia estar derretendo e escorrendo para o corpo. Ela abraçou meu pescoço, me prendendo com ela. Nos beijávamos sem parar. Nossos corpos irradiavam calor, como se fossem entram em combustão.

– Ah... Percy... — ela ofegou, sem ar. Então a soltei e desabamos na cama. Quando voltamos a respirar normalmente, eu sorri e disse:

– Acho que eu ganhei...

– Não... eu ganhei!

– Nós empatamos. — ela ia protestar, mas assentiu.

Nos levantamos e subimos ao deque, embora meu coração ainda estivesse acelerado. Nico ergueu as sombrancelhas em nossa direção.

– Achei que tivessem sido abduzidos por alíenigenas ou coisa do tipo.

Nós rimos, mas ele pareceu notar o nervosismo, então deu de ombros e voltou-se para o leme.

– Já estamos em Santa Cruz. — ele disse

– Não brinca! — exclamou Annabeth, e dobrou-se sobre a estibordo.

– Acho que tivemos uma empurradinha de Poseidon — murmurou Nico, sorrindo, os cabelos escuros na altura do queixo, esvoaçavam com o vento.

Eu fui até a estibordo, ao lado de Annabeth e olhei para o mar.

Notas finais
O que acharam bebes? Mandem reviews