Percy Jackson e os Olimpianos A Vingança da Víbora
20 Uma viagem em memórias
Notas iniciais
Espero que gostem *---* demorei um pouco para fazer este
POV. THALIA
Quando saímos do portal, estávamos em um vale. Eu via os montes a nossa volta. E vi um templo muito estranho, era redondo e havia apenas uns vinte centímetros de colunas jônicas, o templo estava em ruínas, haviam pedras formando algo como uma pirâmide, e no centro estava marcado outro círculo, mais elevado.– Estamos no templo do Oráculo de Delfos — eu disse. Luke assentiu, olhou em volta, com um sorriso no rosto. Ali na Grécia ainda estava amanhecendo, mas eu conseguia ver os detalhes do templo com perfeição. — O que estamos fazendo aqui? — perguntei.– Preciso lhe mostrar umas coisas. — ele disse, eu franzi o cenho.– Que coisas? Mostre logo.– Temos que esperar o Sol subir, querida Thalia, Apolo é o deus do Sol e do Oráculo de Delfos, isso vai funcionar quando ele subir com a carruagem.Sentei-me no chão e fiz cara de emburrada. Luke riu, eu quase esqueço de respirar e entro num êxtase com seu riso tão bonito, tão natural... – O que estamos fazendo no templo do oráculo sendo que o oráculo está hospedado em Rachel, lá em Manhattan?– Relíquias são relíquias... memórias... — ele disse pensativo, pareceu um filósofo, mas eu não entendi o que ele quis dizer. Íamos ver as memórias do templo? Isso é absurdo, mas não disse nada disso, compreendi que se ficasse fazendo mais perguntas, mais confusa ficaria.Ele se sentou do meu lado e não disse nada, eu o contemplava, mas ele continuava olhando tranquilamente para o horizonte, esperando o sol nascer. Eu já podia ver uma luz, logo o sol estaria no topo e o que quer que Luke estivesse pensando, funcionaria.Então o sol nasceu, banhou o vale e por um momento, o templo pareceu mágico. Então um homem de cabelos loiros claros, beleza esportiva, era alto, olhos azuis e sorriso brilhante e divertido, parecia ainda mais luminoso que o próprio sol.– Apolo — disse Luke, como se já esperasse por ele.– Olá, crianças. Vejo que me esperaram por algum tempo. — disse Apolo — E aí, irmãzinha?– O-oi...– Já lhe disse os planos, você vai mostrar? — perguntou Luke.– Espere, o que... — eu disse– Claro! Peço que entrem no círculo central. — interrompeu-me Apolo.Senti uma força, energia, poder ao entrar no círculo. Apolo fez um gesto com as mãos e de repente não estávamos mais ali.Andávamos em algum lugar escuro, uma caverna. – Onde estamos? — perguntei.– No Peloponeso — respondeu Apolo.– O quê? Por quê?– Só preste atenção. — disse Luke.Então ouvimos algumas vozes estranhas vindo da caverna.– Os deuses nos destruíram, Equídna, uma deusa estúpida transformou sua avó em um monstro, um deus cruel transformou a tripulação de seu pai em híbridos, agora os deuses pretendem destruí-la! — entoou uma voz feminina.Entramos mais, pelo visto eramos invisíveis, pois ninguém notou nossa presença.Uma mulher estava de pé ao lado de um monstro, um monstro horrível e jovem, provavelmente, o monstro tinha uma forma feminina, pele esverdeada, cabelos de cobras, seu tronco inferior era uma serpente gigante, seus olhos não tinham pupíla e eram verdes bem claros e sombrios. A princípio pensei que fosse a Medusa, mas Medusa não tem cauda de serpente, nem pele esverdeada ou um tamanho imenso.– Antes eu dominarei o Olimpo, mãe, eu destruirei esses deuses estúpidos e salvarei o futuro de nossa linhagem.– Assim espero. — disse a mulher.Então fomos para outro lugar, este parecia-se mais com um templo grego... em ruínas. Estava incendiado e destroçado. Avistei o mesmo monstro que o da caverna, mas adulto, e era gigantesco, do tamanho de um titã, mas conseguiamos ver com perfeição. A monstra carregava algo em seus braços, um cara de três torsos, reconheci o monstro, Geríon. Um monstro um pouco maior se aproximou, ao invés de pernas, tinha centenas de imensas serpentes, seus cabelos e barba eram serpentes, sua pele era esverdeada e ele tinha gigantes asas, seus olhos eram vermelhos, seu rosto parecia um cadáver completamente distorcido, ele irradiava tanto medo e poder que era indescritível.– Tifão. — murmurei, arregalando os olhos na direção de Luke e Apolo, ao meu lado, estávamos no topo de um imenso monte, estávamos no monte Olimpo. Quase vomitei, senti meu estômago contorcer-se, minha pele tomar um tom esverdeado e minha cabeça esquentar muito, quase desmaiei, mas Luke me segurou, me colocou de pé, mas não me soltou, então me senti um pouco melhor.Vi um cachorro ao lado da monstra, um cachorro não, três cachorros, quero dizer... um cachorro de três cabeças, Ortros. Equídna e Tifão geraram Geríon e Ortros. – Fuja — disse Tifão, sua voz era igualmente horrível. A monstra assentiu e se jogou do Monte.Vi Apolo, mas na cena, Atena, Ares, Zeus, Poseidon e Hades correndo em direção ao monstro, que era ainda maior que os deuses em sua forma original, arregalei os olhos. Os deuses guerriavam contra o monstro, destruindo ainda mais o Olimpo, Zeus lançava seus raios mais poderosos no monstro, Ares usava suas facas imensas de fogo, Hefesto incendiava a criatura. A luta foi para o solo então. Zeus refugiou-se em uma caverna, mas perdeu seus raios, então Hermes se aproximou.
– Peço-te que disfarce-tes de um pastor, finge estar apavorado com os raios e atraia Tifão para a caverna, usando tua flauta. — murmurou Zeus. Hermes corre para fora da caverna e disfarça-se de pastor, atrai o monstro com a flauta e começa a gritar e se encolher, fingindo estar com medo dos raios que Tifão roubara de Zeus, Hermes era um bom ator. – Calma, deixo os raios ali na caverna e não ficarás mais com medo. — disse o monstro.Hermes assentiu, fingindo estar com medo ainda.Tifão aproxima-se da caverna e deixa os raios, onde um vapor flutuava, toma forma e músculos, pega os relâmpagos e força Tifão a fugir para um monte.– Monte Nisa. — murmurou Apolo.Parcas apareceram e ofereceram ao monstro algumas frutas, o monstro come e foge novamente, parecendo mais cansado.– Os frutos diminuem a força. — murmurou novamente Apolo. — Está na Trácia, que por tanto sangue derramado ganhou o nome Hemos.Então fugiu de novo, para a Sicília, depois para a Itália. Zeus concentrou todas as suas forças e fulminou a cabeça do monstro, que caiu sobre a terra, dando-se por morto, mas eu sabia que não era isso, Zeus o aprisionou no Monte Etna, que a alguns meses era o Monte Santa Helena.Voltamos a caverna onde estivemos no começo, Equídna ao lado de Geríon, Ortros e o cão infernal, Cerbéro. Com ódio profundo murmurou:– Vou destruir aqueles deuses! Eles ainda terão o pior!Então dormiu no chão da caverna. Pouco tempo depois, um cara com vários olhos pelo corpo todo aproximou-se, furtivamente, Argos apunhalou o monstro com uma adaga que eu julgava ser poderosa, a víbora contorceu-se e com um grito, caiu no Tártaro.Arregalei os olhos.– Tá, mas no que isso vai me ajudar? — perguntei quando voltamos ao templo.– Ainda tem mais. — disse Apolo. Então reparei que o templo estava completo, com um trono, colunas completas formavam um círculo, e havia flores no vale. Uma mulher estava no trono, tranquila, tinha cabelos curtos e louros, olhos castanhos e pele clara.Artémis apareceu, usava uma túnica simples e prateada e um lenço na cabeça também prateado, estava em sua forma adulta, os cabelos avermelhados escondidos e os olhos pareciam luas. Fez uma reverência ao oráculo, endireitou-se e disse:– Quais são as novidades, Oráculo de Delfos? — disse a deusa, uma mão sobre seu lenço e a outra estendida com a palma virada para cima diante da mulher no trono. Os olhos da mulher brilharam verdes e sua cabeça pendeu para trás, como se as notícias viessem do céu. Artémis só esperou, como se estivesse acostumada com aquilo. Então me lembrei que Artémis era a deusa que consultava o Oráculo de Delfos com frequência na Grécia Antiga.O oráculo engoliu em seco e voltou a cabeça, olhou para a deusa e disse:– A víbora... ascensão da víbora, mas os semideuses, três semideuses dos grandes... – Três semideuses dos grandes impedirão a ascensão da víbora? A víbora está morta...– A víbora encontra-se no Tártaro, está lutando para sua ascensão, mas os semideuses... e os deuses devem trabalhar juntos.– Quando? — perguntou Artémis.– No próximo evento de impacto...Artémis empalideceu. Fez uma reverência e saiu quase correndo, então voltamos ao templo em ruínas. – Evento de impacto? Basta uma víbora maluca querer dominar o mundo, ainda tem um evento de impacto? — eu disse, suplicando, meus olhos ardiam com as lágrimas tentando criar passagem pela minha máscara de durona. Luke olhou-me com compreensão e me abraçou, Apolo desviou o olhar. — Tenho que ir, as caçadoras...– Adeus, pense no que vimos aqui. — Apolo movimentou a mão e nos mandou de volta para a Ilha de Vancouver, eu estava atrás das caçadoras, com Luke me abraçando, tirei seus braços de mim e segui as caçadoras, ele nos seguiu furtivamente, me perguntei o porque.Andamos até uma campina, Artémis olhou em volta, como se esperasse por algo, então continuou a andar, avancei e parei do seu lado, segurei seu braço.– O evento de impacto — eu disse, a olhei, provando o que eu tinha visto.– Os deuses tomarão conta disto.– Mas isso tem que acontecer... é o destino. — eu disse, meus olhos deviam estar esbugalhados. Artémis assentiu.– Vamos cuidar do impacto, mas você sabe o que você deve fazer... — ela sussurrou, eu assenti.Continuamos a andar, viajariamos para Sidney, na ilha. Luke continuava atrás de nós, mas ninguém pareceu perceber, tive medo de que fosse coisa da minha imaginação, ou Luke fosse um fantasma. Continuamos andando no pôr do sol.
Notas finais
Gostaram? Mandem reviews por favor, preciso de motivação neah.
Fale com o autor