Percy Jackson e os Olimpianos A Vingança da Víbora
1 O começo de um filme de terror
Notas iniciais
Olá semideuses e semideusas! Estou publicando o primeiro capítulo da fanfic, me perdoem se eu for dramática demais, é que é uma mania minha. Espero que gostem do capítulo e aproveitem bastante. Beijinhos da sua nova amiga :*
Já era o fim do verão, eu e Annabeth decidimos passar aquele verão fora do acampamento, não sei bem o por que... talvez só porque queríamos viver como pessoas normais... por um tempo.
Annabeth alugara uma casa em uma rua próxima ao Upper East Side, nos instalamos na escola de Paul, a Goode High School, na rua 81 Leste, a mesma a qual eu entraria aos quatorze anos, quando eu e Rachel fomos atacados por empousas. Esperava que aquelas más lembranças não me fizessem desistir.Era uma tarde de sexta-feira, já fazia uns dois meses que saímos do Acampamento Meio-Sangue e viemos à Nova Iorque, eu e Annabeth já haviamos chegados do colégio, estavamos no apartamento de minha mãe no Upper East Side. Mamãe e Paul Blófis haviam saído para uma viagem para a praia, em Mountauk. Ela costumava me levar quando eu tinha doze anos, para ter contato com os domínios de meu pai, antes de descobrir a minha espécie, mas Annabeth e eu não pudemos ir, pois estávamos em pleno ano letivo, essa era a única oportunidade de férias de minha mãe, então ela e Paul não deixaram passar.Assistiamos ao noticiário que relatava casos de desaparecimentos e mortes misteriosas, os guardas florestais estão agitados e, por muitas vezes, virando vítimas.— Humpf — resmungou Annabeth — isto está parecendo o começo de um filme de terror.— Nem me fale — murmurei, então paralisei. — Minha mãe. — indaguei.— O que foi? — perguntou Annabeth, preocupada.— Mamãe e Paul! — guinchei.— Deuses... — Annabeth apertava as mãos contra a cabeça.— Tem um dracma? — perguntei. Annabeth colocou uma moeda de ouro do tamanho de uma bolacha em minha mão. Corri para o banheiro e abri a janela, espalhando o sol pelo cômodo, tempei o ralo da pia, liguei a torneira e joguei o dracma.— Sally Jackson, Montauk Beach.A imagem holográfica da mensagem de Íris surgiu, mamãe deitada numa esteira de praia, se não fosse pelos lenços em sua cabeça, cobrindo seus cabelos negros, já teria virado torrada.— Mamãe! — exclamei, desesperado. Ela voltou seus olhos castanhos para nós, sorriu, mas logo depois notou nosso pavor e começou:— O que...— Onde está Paul? — eu quase gritava.— Está ali no mar, mas...— Depois explico! Beijos, te amo.Passei a mão na imagem, que desapareceu com o dracma de ouro.— Que Hermes os abençoe. — murmurou Annabeth.Voltamos para o sofá. Annie procurou um canal pela TV, deixou no Cinemark, começava Crepúsculo, assistimos soltando alguns comentários, mas depois voltávamos ao silêncio, o filme acabou.Então Annabeth voltou a zarpar pelos canais, em silêncio. Me espiou pelo canto do olho.— Gosta da Saga Crepúsculo?— Sim, gosto.— Ótimo, porque agora vai começar Lua Nova.Assistimos ao filme em silêncio.Eu tinha dúvidas de quanto tempo aquilo duraria, a folga que os monstros me deram. Eu já ficava entediado no dia a dia. Escola, skate, uma volta com os amigos ás vezes e casa novamente. Meu TDAH tornava tudo pior, eu sentia que afundaria numa depressão ao ficar sozinho e parado. Então, quando eu percebia, já havia chegado o verão, que começava a tornar-se repetitivo até para o Acampamento Meio Sangue. Eu não sabia o que esperar... não podia passar a vida correndo para salvar o Olimpo, mas também não podia passar a vida em paz e tédio para sempre.Neste caso me identificava com Bella Swan. Eu tinha um vício pelos monstros, era um imã prefeito para eles, e quando desapareciam, minha vida voltava a ser chata e incompleta, me sentia mal, como se fosse me perder num vácuo sem fim.— Está com fome? — tá. Nada muito criativo, mas foi o que me veio a cabeça, e, pra ser sincero, eu estava mesmo com fome.— Sim, e você? — disse ela em tom monótono.— Estou. — adimiti. — Vem comigo.Peguei sua mão e a levei para a cozinha, abri o forno e lá estava uma caixa de pizza, tirei e a coloquei sobre a mesa. Meu estômago se contorceu ao ver a imagem, a pizza estava toda embolorada e mofada, mas rimos muito.— Tá, ou vamos pedir outra pizza, ou teremos que improvisar algo aqui. — eu disse, decepcionado. — Hmm... Tive uma ideia! — disse Annabeth, sorrindo.Ela pediu alguns igredientes e foi me dando as instrunções. Rimos muito enquanto eu me atrapalhava ou pegava o ingrediente errado. Joguei massa de cookies em seu rosto e ela me respondeu com farinha. A cozinha estava uma zona, e nós dois pareciamos ter entrado em um bolo. Eu tive que me conter para não lamber o chocolate do rosto dela, essa cena seria muito constrangedora.Quando terminamos, a cozinha estava uma zona. Colheres espalhadas na pia, farinha e chocolate até no teto, pelo menos os cookies estavam bons...muito bons. Era uma receita da madrasta de Annabeth, quando elas começaram a se dar bem uma com a outra, fizeram muitas coisas juntas, e uma delas foi estes cookies, mas aposto que não fizeram tanta bagunça assim. — Uau! — exclamei.Não lembrava de um dia tão divertido quanto aquele, eu não era do tipo de pessoa que tinha tempo para se divertir tanto, passava a maior parte do tempo sendo caçado por monstros e salvando o Olimpo, pouca coisa. Eu gostava de ficar com Annabeth.— O que foi? — ela perguntou. Percebi que eu passara um bom tempo observando-a. Ela estava corada. Eu ri. Ela me olhou com a cara de "Você tem algum problema?". Não pude deixar de rir mais ainda. Ela decidiu só ignorar.
Quando terminamos de comer, limpamos a cozinha. Demoramos um bom tempo, eu simplesmente não podia invocar água do mar para limpar uma cozinha. Desabamos no chão mesmo, estávamos tão sujos que não seria nada bom sujar os móveis. — Estamos horríveis. — ela disse — A sra. Chase vai ter um surto.Eu sorri. Era bom ter um tempo fingindo ser humanos comuns. Nada de passeios em táxis de Gréias, nem treinamentos para matar monstros, nada de consultas a oráculos de névoa verde... É claro que era inevitável ser atacado por monstros algumas vezes, mas pelo menos não haviamos partido em mais nenhuma missão maluca. E, ás vezes, eu gostava de dar uma volta com Blackjack ou a Sra. O' Leary, mas isso era diferente.Conversamos sobre as nossas aventuras, como a busca pelo raio de Zeus e o escudo de Hades, a expedição no Mar de Monstros em busca do Velocino de Ouro para que pudéssemos curar a árvore de Thalia, o resgate de Artémis e Annabeth (essa parte eu tive que contar sozinho, óbvio), a busca por Dédalo no famoso Labirinto e a guerra em que salvamos o Olimpo dos titãs, mas a parte de falar das mortes de nossos amigos foi difícil, mas justamente a de Luke foi mais complicada, então deixamos o assunto morrer.— Ah deuses! — ela me assustou ao exclamar, levantando-se. — Percy... preciso ir pra casa, já esta escuro e... que horas são?Olhei o relógio.— Nove e meia — murmurei infeliz.— Volto amanhã de manhã, vamos até o Acampamento Meio Sangue.— Ótimo.Annabeth saiu. Tomei um banho e fui dormir.O sonho começou. Eu estava numa floresta verde e bonita, mas um rastro de odor e névoa verde formava-se. Luke (isso mesmo, Luke) apareceu atrás de mim, os cabelos loiros estavam mais compridos, a cicatriz de sua batalha com o dragão já desaparecia em seu rosto. — Apareça! — gritou ele, brandindo a espada, ele olhava para algo através de mim.Virei-me na direção que Luke olhava, mas não pude ver nada além de uma névoa clara e sinistra, o que quer que estivesse por trás da névoa, o ignorou.— Luke Castellan... Você sim é um herói... mas não foi você quem eu escolhi.— Você é uma monstra cruel e impiedosa, não vai tocar nos meus amigos.— Seus amigos...? Ora, não foi você quem os traiu e levou a quase destruição ao Olimpo? Você tem certeza de que são seus amigos? O que o leva a pensar que o aceitarão de volta?— Eles podem não ser mais meus amigos, mas eu serei amigo deles. — isso tudo era muito inusitado para Luke, talvez porque ele não sabia que eu sonhava com o acontecimento.— Garoto tolo. — rugiu a voz — O sangue de Percy Jackson será derramado sobre meu templo, eu o caçarei, enviarei todos os meus reforços em busca dele, e o todos os mundos serão dominados!— Você será destruída, assim como todos os outros que tentaram dominar o Olimpo.— Chega! — gritou o monstro, derrubando longe Luke, com uma mão gigante e tão feia que lembrava raízes de árvores. Acordei ofegante, suado, já era manhã, o sol iluminava meu quarto com tal intensidade, a planta de Calipso exalava seu perfume de mel e canela. Tomei um banho troquei de roupa e saí.
Notas finais
O que será que vai acontecer? Gostaram do capítulo? Comentem aí para mim ver o que vocês acharam, e, por favor, críticas só construtivas.
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