Percy Jackson e os Olimpianos A Vingança da Víbora
2 Me divirto com os filhos de minha nova inimiga
Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo. Tem mais ação :3 Não reparem que o nome do capítulo saiu cagado de novo rs mas por enquanto esse é meu favorito
Encontrei Annabeth na frente de sua casa, seu pai, Frederick Chase acenava e sorria ao lado da esposa. Annabeth usava uma camiseta do Acampamento Meio-Sangue, calças de camuflagem pretas e botas de caminhada, uma mochila preta estava pendurada em seu ombro. Seu cabelo louro foi jogado para o lado em uma trança despojada. Seus olhos brilhavam, divertidos. Eu sorri.
— Está bonita, Sabidinha.— Você também, Cabeça de Alga.Eu usava uma camiseta azul de surf, calças detonadas e desbotadas, e coturnos de couro preto. Pare de suspirar para mim continuar a história. Eu teria chamado a Sra. O' Leary ou Blackjack, mas o cão infernal estava no Acampamento Meio-Sangue agora, e o pégaso bom... ele é uma criatura livre, eu não fazia ideia de onde ele estava, provavelmente comendo donuts por aí com seus amigos.Pegamos um táxi comum, ou pelo menos parecia comum, quando é um semideus, todo o cuidado é pouco. Então eu poderia esperar que o taxista virasse um monstro e tentasse nos matar, mas ele parecia um cara comum... ou quase isso.— Onde os pombinhos querem ir? — perguntou ele, animado. Eu e Annabeth trocamos um olhar.— Estreito de Long Island, por favor. — ela disse, ignorando a suposição de que fossemos um casal. — quando chegarmos eu o aviso.O taxista passou o caminho contando histórias de seu cotidiano de taxista. Seu nome era Adam Freeman, tinha quarenta e seis anos, trabalhava de taxista desde os vinte. Em seus dias de folga, ele saia para pescar, uma vez foi atacado por uma piranha. As mangas arregaçadas de sua camisa xadrez exibiam as cicatrizes da batalha. Ele contava histórias de passageiros, cantava algumas músicas de blues e country. Você deve achar isso bem esquisito, mas eu estava entretido com tudo aquilo. Ás vezes eu espiava Annabeth pelo canto do olho, e quando ela estava olhando também, sorriamos e voltávamos a olhar a estrada. Estava tudo tranquilo, o Adam cantava uma música engraçada, era Byob do Sistem of a down, eu e Annabeth tentávamos acompanhar em alguns pedaços, mas nos confundiamos e riamos. Tudo aconteceu muito rápido, o táxi bateu em uma árvore, com um impacto muito forte, Adam bateu com a cabeça no parabrisas quebrado e desmaiou, a cabeça sangrando. Annabeth caiu em cima de mim, com a tentativa de curva do táxi. Eu a arrastei para fora do carro. Ela foi tirar o taxista de dentro do táxi, eu estava indo ajudá-la e me perguntei: O que uma árvore está fazendo no meio de uma estrada? Assim que abrimos a porta do carro, algo a fechou de volta. Uma névoa verde clara e muito densa cobriu tudo a nossa volta, eu não conseguia mais ver Annabeth. O mesmo cheiro estranho que eu sentira no meu sonho, estava ali, mais forte ainda. Eu comecei a tatear, desesperado, procurando por Annabeth, até que ela puxou meu braço, bem do meu lado. – Percy Jackson. — chamou a mesma voz dos meus sonhos. Feminina, mas muito grave, e parecia que enquanto ela falava, várias criaturas sibilavam, como um coro. Arregalei os olhos e tentei ver algo, mas não consegui ver nada mais que a névoa, eu tinha só sabia que Annabeth estava ao meu lado porque ela segurava o meu braço, e gemeu quando o monstro falou.— Quem é você? — eu gritei.Ela riu, uma risada sombria e cruel, as criaturas sibilaram junto com a risada, ou era só a voz dela. — Você saberá... na hora certa. Enquanto essa hora não chega, você pode se divertir com alguns de meus filhinhos... — ela disse, cruel. E riu.— Filhos? — perguntou Annabeth, como se só tivesse se recuperado naquele instante.O monstro ignorou. A névoa começou a desaparecer, e um leão surgiu dela... não era um leão, eram um manticore. Meu coração acelerou. Aquele monstro me trazia uma lembrança horrível. De quando Annabeth foi capturada por um deles, dr. Espinheiro. Enfrentamos um daqueles, que quase matou a mim, Thalia, Bianca e Nico di Angelo, se não fosse pelas caçadoras de Artémis... O monstro era um leão, com asas de morcego enormes e pretas em suas costas, seus olhos vermelhos e furiosos me fuzilavam, seu rosto lembrava a um rosto humano... ou humanóide, contorcido em sua expressão, a boca estava aberta, exibindo suas enormes presas, se preparando para arrancar um pedaço de meu corpo. Sua juba negra balançava com o vento frio, e sua cauda, que lembrava a de um escorpião, tinha espinhos na ponta, e balançava vorazmente. Eu e Annabeth estavamos paralisados, encarando o monstro.Torci os dedos em contracorrente, no meu bolso. Annabeth pegou suas facas. O monstro atacou. Ele correu em nossa direção, furioso, naquele momento eu achei que ele me pegaria. Se não fosse por Annabeth, que me puxou para o lado, eu viraria picadinho. Rolamos no chão, levantei tão bruscamente que arranhei minhas mãos no asfalto, destampei contracorrente, exibindo uma espada com lâmina de bronze celestial de uns noventa centímetros. O monstro estava a uns dez metros de distância de nós, andava lentamente em nossa direção, eu e Annabeth recuavamos no mesmo ritmo, ela ofegava do meu lado, a lembrança deveria te-la apavorado também. Ela apontava as facas para o monstro, na frente do pescoço. Eu não tinha ideia de como poderiamos vencer só a primeira batalha que chegara. A calda do monstro batia no chão ao em cada lado do seu corpo, a lingua agitava-se, preparando para uma saborosa refeição de dois semideuses.
Reparei o boné dos Yankees no bolso de Annabeth, o tirei do bolso dela e coloquei em sua cabeça, na hora, ela entendeu o que eu planejava. Eu e Annabeth pareciamos ter uma conversa telepática, toda as vezes em que lutavamos. O monstro, primeiramente ficou confuso, depois decepcionado, recuperou-se e continuou a andar, desta vez mais, rápido, quando estava mais perto, começou a correr. Annabeth gritou, atrás dele, um som bem agudo. Depois começou a xingar o monstro, que virou-se para ela, ou onde eu achava que ela estava, ainda com o boné. O manticore parou, e se virou, confuso. A cauda dele estava prestes a me acertar, quando a decepei. A criatura se contorceu, Annabeth a espetou com força nas costas, e o manticore desmanchou-se em pó. — Essa foi fácil — eu disse, mas cedo demais.A névoa formou-se novamente, dessa vez não consegui encontrar Annabeth, e nem ela me encontrou. Eu senti um arrepio, então algo arranhou meus ombros com muita força. Eu gritei, caí no chão e me contorci. O machucado queimava, e eu sangrava, a camiseta rasgada.— Percy! — Annabeth gritou, desesperada, mas ela estava distante. Não respondi, meus olhos lacrimejavam e ardiam. Algo, pisou em mim, pude sentir o peso fechando minha respiração, a dor transformou-se em torpor, eu não conseguia me mover. Quando voltei a consciência, Annabeth estava sentada no chão, ao lado do táxi, minha cabeça em seu colo, ela chorava, o rosto vermelho. Assustou-se quando abri os olhos.— Ah, meus deuses. Percy! — ela gritou. Não se conteve e me abraçou. Eu ainda estava meio tonto, as feridas abertas doíam muito. Minha boca tinha gosto de sangue. Annabeth colocou um pedaço de ambrósia entre meus lábios, e pegou outro e comeu. Fechei os olhos, fui sentindo o efeito da comida divina em meu corpo, as feridas em meus ombros fechavam-se lentamente, e doía, eu gemia alto e me contorcia. Annabeth acariciava minha cabeça, me acalmando, até que os ferimentos se fecharam, ainda doiam um pouco, mas eu conseguia suportar. Meus olhos acostumaram-se lentamente, eu me sentei.— Você está bem? — perguntei a Annabeth. Minha voz saiu mais rouca do que eu esperava.Ela assentiu, e sorriu amarelo, mas não me convenceu. — Deixe-me ver. — eu insisti.Ela levantou um pouco a camiseta, exibindo um corte vermelho e muito grande na lateral direita de seu tronco. Franzi o nariz.— Precisamos de medicamentos.— Temos que chegar ao acampamento. Percy, estamos no meio de uma estrada.— Adam...Levantei-me e abri a porta do motorista, tirei Adam do taxi amassado, tentando não machucá-lo mais. Uma sombra de asas aproximou-se, Blackjack colocou-se ao meu lado e me olhou, em expectativa. Posso levar o homem até a cidade. Depois volto para buscar você e Annabeth. disse Blackjack.Antes, — coloquei uma nota de cinquenta reais no bolso da camisa de Adam — pronto. Vamos esperar aqui. Até logo, mestre — disse Blackjack, e levantou voo, o taxista pendurado em suas costas, perguntei-me o que ele pensaria de acordar montado em um pégaso. O que será que a névoa mostraria para ele?Estendi a mão para Annabeth, oferecendo ajuda para levantar. Ela aceitou. Nos arrastamos até o banco do táxi. Esperamos Blackjack em silêncio, ele voltou, me disse que deixou Adam Freeman no Central Park. Eu e Annabeth montamos no pégaso. Ela atrás de mim, me abraçando, a cabeça em meu ombro. Eu me sentia confortável.Pousamos ao lado do pinheiro de Thalia, meu coração doeu, onde será que ela estava agora? Caçando monstros pelo mundo... Eu sentia saudades dela, a filha de Zeus, brigamos muito desde que nos conhecemos, mas eu gostava muito dela, ela era minha amiga.— Saudades de Thalia? — perguntou Annabeth, como se lesse minha expressão.— Sim, e você?— Muita — suspirou ela. Entramos em nosso lar.
Notas finais
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