Percy Jackson e os Olimpianos A Vingança da Víbora
14 A Cidade dos Anjos
Notas iniciais
Acho que vão gostar do que está por vir :3
Olhe, eu não sou nenhum louco por futebol, mas entenda que o estádio de Palm Springs era bonito. Nico estava deitado no meio do estádio, a cabeça nas mãos, sra O'Leary lambia seu rosto como faria com um filhote. Tyson andava de um lado para o outro olhando para o alto, segui seu olhar, Blackjack dava voltas no estádio, quando me viu, pousou e parou ao meu lado.
Afaguei sua crina. – Hã, vamos continuar a viagem? — perguntei.– Ah, claro. — disse Nico, levantando-se. — Venha, Tyson. Ele caminhou até Nico e a sra. O'Leary, a expressão ainda era sonhadora.Eu e Annabeth montamos em Blackjack, que já parecia com energia suficiente para o dia. Agradeci a meu pai, mentalmente.A cidade era bonita de manhã, embora eu ache que a noite a deixasse mais bonita, o sol batia em um ângulo perfeito. Fomos na rua Leste Baristo Rd, sentido oeste. Eu via muitas montanhas a nossa frente, mas o lugar pelo qual passamos era bonito, muitas árvores, flores e casas. Subimos a Sul Farrell Rd e viramos na Leste Vista Chino, sentido oeste. Subimos a Norte Palm Canyon, a estrada era deserta também, a cidade parecia vazia, mas o sol não estava tão forte, provavelmente porque era de manhã, ainda. A estrada ia ficando mais bonita ao longo que viajávamos, passamos por alguns poucos carros, então pegamos a via Cristóvão Colombo Transcontinental, novamente. Esta estava movimentada como normalmente, alguns caminhões, vários carros, um pégaso e um cão infernal. – Onde estamos? — perguntou Annabeth.– White Water, California — respondeu Nico. — Hã, na verdade acabamos de sair de White Water, estamos em Cabazon.Então eu vi uma loja de presentes, no meio do nada. World's Biggest Dinosaurs Gift Store, como dizia a placa, hum, gosto de dinossauros. Dava para ver que estávamos chegando em algum lugar, talvez, eu vi uma igreja, outra loja de presentes, uma escola, um resort...– Banning, California — anunciou Nico, depois de alguns minutos.Agora sim eu via uma cidade, casas, lojas, hotéis, cassinos. – Ei, ei... Subway. — eu disse.– Vamos parar. — disse Nico, sua voz indicava que ele sorria. Então viramos na Oeste Ramsey St. Entramos no restaurante e esperamos na fila que era mínima, apenas três pessoas a nossa frente. Nico contava o dinheiro em sua mão, somando os pedidos, Tyson brincava com uma decoração da loja. Annabeth estava parada ao meu lado, olhava para fora. Nico pediu quatro do número dois e um do três, para Blackjack e a sra. O'Leary. Comemos em uma mesa próxima a janela, observando Blackjack e a sra. O'Leary. Então uma mulher se aproximou. Cabelos escuros, presos num rabo de cavalo, camiseta branca, calças jeans basicas e botas de caminhada. Seus olhos eram antigos, sábios e frios, com um tom cinzento de azul. – Atena. — foi Nico quem quebrou o silêncio cortante. Tyson nem parecera notar a presença da deusa, olhava para fora com curiosidade, Annabeth a olhava, desconfortável e brava.– Olá meus jovens. — ela disse, e sorriu. — Preciso ter uma conversa em particular com Percy, espero que não se importem, depois venho falar com vocês.Annabeth a olhou, furiosa, só Atena sabe o porquê. – Não. — ela disse, todos a encararam, menos Tyson.– Annabeth, está tudo bem. — eu disse, então ela cedeu.Olhe, eu tinha um bom motivo para não querer falar com Atena, por causa de minha TDAH eu dizia coisas que não poderia dizer, e ela poderia acabar me transformando em cinzas por conta disso. Caminhamos pela calçada, em silêncio, até ela dizer.– Vocês estão indo bem, Percy.– Hã, obrigado.– Sabe, preciso que me prometa uma coisa. — ela disse, pensativa.– O-olhe, não vou lhe prometer nada, mas desde que eu concorde com o que vai dizer, talvez eu possa fazer algo. — disse eu. E ela riu, suavemente.– Preciso que confie em Thalia, todos nós precisamos que confie em Thalia.– Mas por que não confiaria? — perguntei, parando de andar e franzindo o cenho.– Porque ela vai sugerir algo que a princípio vão achar absurdo, mas Thalia é uma garota inteligente, ela sabe o que fazer, e você e Nico terão uma participação muito importante no que ela está preparando. Eu confio nela, confio em Nico, mas preciso saber se posso confiar em você.– Na verdade, eu preciso saber se posso confiar em você. — eu disse, ela me olhou, tranquila — Hã, confie em mim se achar que é certo, eu farei o mesmo. — murmurei, lembrando-me do que meu pai havia dito. — ela sorriu.– Inteligente — ela disse, ainda sorrindo — Vou seguir seu conselho. Agora preciso ir, mas lembre-se de confiar em Thalia... e, sobre você e Annabeth, vocês decidirão o que fazer, porque tanto vocês como uma dupla, terão papel importante no fim. – Hã, está bem. — eu disse. Ela riu da minha expressão e desapareceu em uma coluna de fogo, como na outra vez, em que eu estivera no Olimpo.Voltei para o restaurante, minha cara devia parecer mesmo confusa, porque Tyson perguntou:– Está tudo bem?
– O que ela disse? — perguntou Annabeth, logo em seguida.Só Nico esperou que eu me declarasse, sem perguntas.– Conto a vocês quando chegarmos em Vancouver. — eu disse, sem dar alternativas para resposta. Eles não discutiram, Annabeth já estava acostumada a esse tipo de resposta. Terminamos de comer e voltamos a viagem. Passamos em cima de uma ponte, enquanto Nico e Tyson passaram por baixo, não seria nada bom enfiar Blackjack debaixo de uma ponte, com o risco de ele esbarrar com algum caminhão ou algo assim.– Beaumont, California — Nico anunciava cada vez que mudávamos de cidade. Eu mal podia esperar para chegar em Los Angeles, a cidade era linda, a "Cidade dos Anjos" e estava próxima ao litoral. Subimos a Beaumont, passamos por Ontario, Pomona, Monte Oeste Covina. Eu mal podia acreditar que naquela velocidade passávamos por tantos lugares tão rápido. Descemos a Alhambra e chegamos em Los Angeles. Pegamos a Endale direto para Hollywood, a estrada era mais curta em tão não demorou muito para pararmos em um hotel perto da estrada de Santa Monica. – Ah meus deuses. — murmurou Annabeth. Entenda, a cidade era mesmo bonita, arbustos em formatos quadrados, redondos, luminárias vintage, palmeiras, latas de lixo para reciclagem. Passamos na frente do Hollywood Forever Cemitery. Era lindo, fiquei encantado com uma estátua de Johnny Ramone do Ramones, haviam flores, pinturas, velas e até bebidas ao redor da estátua, Johnny tocava uma guitarra na estátua, atras dela tinha algo parecido com um templo grego, Annabeth observava tudo, encantada. Tyson ia pegar uma caveira perto da estatua de Ramone, mas Nico o repreendeu. Ele também parecia encantado com o lugar. A porta tinha um formato comum para uma porta de cemitério, mas trepadeiras a cobriam quase completamente, olhei para o lado, ao longe vi a placa "Hollywood" que todos conhecem. Então me lembrei de que a entrada para o submundo era em Hollywood. Vimos túmulos como os de Ken, Esther e Abush, que eram governantes... atravessamos uma ponte sobre um lago e vimos mais túmulos, de pessoas que eu não ouvi falar, um era em formato de foguete, de algum astronauta, ou talvez o primeiro que foi ao espaço, ou a lua... uma estátua de Cristo na cruz, no lago haviam alguns cisnes e flor de lótus...O lugar parecia mágico, mas o que me encantou mesmo foi a estátua do Ramone que era mesmo o túmulo mais bonito de todos. Então quando admirávamos a estátua, já indo embora, eu ouvi um som de sibilos, mas graças aos deuses, não era Equídna, mas três dracaenae nos esperavam, as línguas bifurcadas dançavam, elas avançaram.
Notas finais
Gente, o cemitério é mesmo lindíssimo! Eu fiz um tour virtual por lá, a estátua é encantadora :3 Acho que vão gostar do próximo capítulo, hehe
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