Percy Jackson e a Ascensão Das Ameaças
2 A Preocupação Vem Á Tona
Notas iniciais
POV Percy
Logo que soube que Tyson chegou no acampamento, acompanhei Quíron, animado. Ele parou e disse:
– Ele está no chalé...
Eu já sabia que ele ia falar Poseidon então saí correndo. Dei uma rápida olhada para trás e Quíron estava sozinho com a cara que sempre me da alegria. Crianças... Parecia o que ela significava. Continuei correndo até o chalé. Abri a porta e lá estava Tyson, tirando de sua mochila azul, com tridentes estampados, uma caixa embrulhada de papel de presente com a mesma cor e estampa de sua mochila.
– Percy!!! – Gritou ele feliz, e escondendo o presente nas costas. Fingi que não vi nada e cocei os olhos para lhe dar a vantagem de escondê-lo rapidamente.
– Tyson! – Corri até ele e o abracei. Logo vi que ele estava de cabelo curto e bem forte e alto, como sempre.
– Como vai irmão?
– Senti muito a sua falta, Tyson. Se pudesse ter vindo aqui na guerra, tenho certeza que ganharíamos de lavada! – Ironizei.
Ele riu e abriu um enorme sorriso no rosto. Olhei em sua mochila, em cima da mesa que ele puxara para o centro do chalé. Lá haviam ferramentas, mapas, receitas de fabricação e muitas outras coisas que não davam pra entender. Ele tinha uma espada muito parecida com a minha e um escudo relógio, como o que fizera para mim há tempos atrás.
– Percy... Papai disse que precisariam da maior ajuda possível. Então mandou-me para cá. Disse que como sou um meio-sangue, devo ajudar aqui e que conseguiria providenciar alguém para meu lugar nas forjas. – Disse ele mais sério, agora.
– Entendo... – Falei pensativo – Precisaremos mesmo. Mas como papai sabe que algo está por vir?
– Não sabe! Eles podem atacar a qualquer momento. Eles primeiro acabarão com o Acampamento, e depois, com o Olimpo. Eles andam recrutando meio sangues!
– Como Cronos... – Falei lembrando-me das batalhas que ocorreram com Cronos e seu exército que continha semideuses também. – Isso é ruim. Ele disse algo sobre Nyx?
– Não.
– Ótimo! – Falei sarcasticamente. – Vamos achar Annabeth e Will e pesquisar umas coisinhas.
Saímos um pouco apressados, do chalé e fomos até o pavilhão do refeitório. Somente Will estava lá. Tyson se apressou, mas quando ia chamar Will, se lembrou de que não conhecia meus amigos.
– Will, venha. – Disse, para ele na mesa a nossa a frente.
Ele nos seguiu e procuramos Annabeth. Tyson a viu. Ela estava caminhando em direção a arena de treinamento. Ele fez um sinal apontando para a as árvores. Lá seria mais calmo para conversarmos. Ela nos seguiu e logo chegamos em meio as árvores.
– O que foi? – Perguntou Will.
– Nyx pode estar próxima. – Falei. – Nosso pai mandou Tyson para cá, pois ela pode vir a qualquer momento. Precisamos confirmar isso e avisar Quíronn do que tem que ser feito.
– Tudo bem. Will é rápido. Já que estamos com pressa...
– Não precisa nem falar, irmã. Vou lá falar com Quíron. E pelo jeito da sua estratégia, você ia dizer que ficará com Percy e Tyson vai se apressar para fazer algumas armas e avisar os filhos de Hefesto.
Olhamos para ele, surpresos. Ele riu e Annabeth fez uma cara de Esse meu irmão... Então ele foi. E Tyson logo correu em direção ao chalé de Hefesto. Annabeth me deu um selinho e começou a falar apressada.
– Que bom que nos chamou. Sei o que devemos fazer. Vamos torcer para que Tyson não fale demais sobre o que está acontecendo. Se não boatos se espalharam rápido demais.
– Verdade. É melhor que ele apenas diga que precisamos de armas e comecem a forjar.
– Seria ótimo... – Ela sorriu.
Ela puxou uma caneta e um bloco do bolso do shorts e começou a desenhar uns planos de defesa.
– Nós não faremos como na primeira vez. Precisamos construir as barreiras logo na entrada do acampamento. Em cima delas, torres para os filhos de Apolo e as Caçadoras já começarem atirando as flechas. Obviamente, uma hora ou outra elas irão ceder. Então, um tobogã de emergência para escape passaria por trás dele. O resto das Caçadoras e filhos de Apolo estariam no exército logo atrás. E os que escapassem se juntariam à eles. E quando eles quebrassem a primeira barreira. Teria outra à vinte metros adiante. Mas por esses vinte metros, milhares de armadilhas no chão. E arqueiros nessa barreira também. E então atrás dessa segunda barreira, estaria todo o nosso exército.
Aquela era uma estratégia perfeita. Mas as chances de falhar também eram altas. Cinquenta por cento para cada, eu diria. Nossa única chance de vitória.
– Incrível, comentei. E você desenha bem!
– Obrigada.
Então, Will chegou correndo e disse:
– Quíron se interessou e nos espera nos fundos da arena. Mas ninguém pode nos ver!
Então acompanhamos ele até o lugar marcado. Quíron trotava impacientemente. Na parte humana de seu corpo de centauro, ele usava uma camiseta verde claro com a frase de uma campanha de preservação da natureza, escrito: Proteja-nos! Com o desenho de um bosque.
– Vejo que já temos um plano! — Disse ele com um sorriso, olhando o desenho de Annabeth no bloquinho. – Vamos começar agora! – Falem para os...
– Filhos de Hefesto? – Disse Will interrompendo novamente. – Já mandamos Tyson dizer pra eles começarem a forjar armadilhas e armas.
– Ótimo. Peço que vocês três convoquem o acampamento para o anfiteatro. Mas digam a Tyson, que ele não precisa vir. Se ele já sabe, é bom que continue trabalhando. Não podemos perder tempo.
Corri em direção aos chalés. Will para o pavilhão e Annabeth para a parede de escalada e os campos de morango. Procurando campistas para mais uma notícia ruim. Coisa que a maioria de nós já estava acostumado.
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