CAPÍTULO 1 — PETER

Peter saiu para a escola bem cedo esta manhã, no caminho percebeu que alguém estava seguindo-o, com sua personalidade forte virou — se e perguntou:

– Quem está ai? Apareça! —

Jack apareceu depois da esquina.

– Cara porquê você está me seguindo?

Jack ficou cabisbaixo e andou na direção de Peter, com aquele seu jeito estranho, sempre ficava curvado e andava torto, então falou:

– Temos que sair daqui, ir para um lugar mais seguro, vamos, temos que nos apressar, estou sentindo um cheiro ruim. Você precisa saber a verdade.

Peter olhou fixamente para ele com seus olhos verdes, e falou.

– Como assim? Que lugar seguro você está falando? E que verdade? Não estou entendendo?

– Vamos, explico no caminho.

Eles saíram andando em passo rápido em direção à escola, ao passar por um cruzamento, se depararam com um homem em uma capa preta com uns dois metros de altura, ele parou na frente dos dois, interrompendo o caminho. Jack ficou nervoso, o homem partiu para cima deles e Jack empurrou Peter no momento em que o homem tirou a capa revelando seu corpo de homem e cabeça de touro, que por algum motivo tinha apenas um chifre, ele jogou o Jack longe com um soco, quando ele levantou ainda estava atordoado e estava sem os sapatos e a causa rasgada, o que estranhei foi que ele tinha casco no lugar dos pés e suas pernas eram felpudas.

– Jack você é um bode?

– Não, sou um sátiro!

Nesse momento o cabeção de uma ponta atingiu Jack no peito, BUM! Ele espatifou-se numa bancada, a fúria cobria o corpo de Peter. Nesse momento ele sentiu um peso em seu peito, quando ele olhou para baixo havia um cordão com um pequeno pingente de coral em forma de cristal, ele sabia o que fazer, arrancou o cordão por completo e enquanto ele passava diante de seus olhos se transformava-se em uma lâmina poderosa feita toda de bronze com corais cravejados no punho, era perfeita, cabia muito bem na palma da sua mão, ele partiu para cima do minotauro enquanto ele levantava Jack pelo pé, digo, pelo casco e fincou a espada numa fenda entre a armadura, ele desintegrou-se em uma nuvem de poeira, e Jack caiu com um baque surdo. Baff!

– Jack!

Ele levantou atordoado e disse:

– Oi? Desculpe, e obrigado por me salvar, entendeu agora porquê você tem que ir para o acampamento meio-sangue?

– De nada, que acampamento? Você não falou nada sobre um acampamento e sobre isso. Ele olhou para os pés e para as pernas de Jack.

– Ah! Desculpe, o acampamento meio-sangue é onde vivem semideuses assim como você, eles passam o verão inteiro lá para se proteger dos monstros tipo esse de agora a pouco, e em relação a mim, sou um sátiro, metade homem, metade bode, se você não acreditava sobre esse negócio de deuses gregos, acredite porquê você é filho de um.

– Impossível, o meu pai está em casa com a minha mãe!

– Não, aquele homem apenas vive com a sua mãe, mas ele não é o seu pai, o seu pai é um deus, e se ainda não acredita como você explica essa espada?

– Apareceu um cordão no meu pescoço e eu por impulso o arranquei e ele se transformou nesta espada. Peter a fitou com os olhos.

– Como devo chama — la afinal?

– Que tal maremoto? Porque sempre causa um grande estrago. Esse provavelmente deve ter sido um presente de seu pai para você, vamos temos que nos apressar, logo aparecerão mais monstros.

– Mas ainda não avisei a minha mãe.

– Não se preocupe, ela será avisada, e ela já sabia de tudo desde o começo, ela já sabia que este dia iria chegar, portanto, ela entenderá.

– Ok, vamos então, não quero topar mais com caras como esse nem tão cedo.

Peter direcionou a espada ao pescoço e ela voltou a ser um cordão. Eles pegaram um táxi (Jack já com roupas novas e com os sapatos) e saíram para a viajem, nesse meio tempo Peter dormiu um pouco, e perto do anoitecer pararam em uma estrada que ao lado tinha uma colina, e no topo um grande pinheiro. Jack falou com o motorista que saiu dali rapidamente, e o sátiro falou:

– Vamos, temos que subir essa colina rápido, agora que você já sabe que é um semideus o seu cheiro fica mais forte, atraindo muito mais monstros.

– Ok, vamos, espera, o que é aquilo?

Descendo a estrada vinha um cão enorme com uma raiva tremenda e Jack disse:

– Cão infernal. Corra! Eles saíram em disparada subindo a colina, o cão infernal os alcançou, Peter avistou um lago pequeno, ele ergueu a mão e a água o obedeceu, uma grande quantidade de água explodiu na cara do cão que desintegrou-se facilmente, Peter cambaleou.

– Cara...caramba, impressionante. Após passarem pelo pinheiro centenas de campistas corriam em sua direção, Peter ficou rodeado de semideuses que falavam.

– De quem será que ele é filho?

Outro.

– Acho que é de Apolo.

– Não, acho que é de Hefesto.

– Claro que não, só pode ser de Atena.

Depois do último comentário ele desabou no chão. Acordou no outro dia muito mal, na enfermaria.

CAPÍTULO 1 — ANNALÚ

Era uma manhã normal, pelo menos o que parecia. Annalú demorou para se levantar. Vestiu sua blusa dos The Beatles com a camisa do uniforme da escola por cima, colocou seus jeans e calçou seu All Star. Ela sempre foi uma menina séria, não ligava para aparência, era alta, tinha cabelos negros e olhos azuis. Nos últimos dias estava de mal-humor, pois queria saber o porque de seu pai ter desaparecido do nada quando ela ainda era bebê, sua mãe, Jude, não gostava de tocar no assunto e sempre dizia a mesma coisa:

– Seu pai tinha saído à trabalho e nunca mais voltou.

Annalú tomou seu café com leite e comeu seus biscoitos com gotas de chocolate, como sempre, estava delicioso, pegou sua mochila e saiu de casa. Quando de repente, sua mãe falou:

– Ei mocinha, bom dia!

Annalú olhou para trás, não respondeu ao bom dia de sua mãe e continuou andando, estava indo ao colégio do qual por algum milagre ainda não tinha sido expulsa.

A rua estava deserta, até a casa dos Green que vivia cheia de gente estava silenciosa. Annalú tinha a sensação de estar sendo observada, começou a andar mais rápido, quando chegou perto de um beco, foi assustada por um menino, ele não lhe parecia estranho. Tinha cabelo bem cortado da cor de chocolate, os olhos castanhos-escuros tinham um aspecto selvagem. O nome do garoto era John, seu colega de classe.

– Bom dia, Annalú!

– BOM DIA? — disse ela — depois desse susto você ainda vem me dar bom dia?

– Deixa eu adivinhar, seu pai de novo? — disse o garoto — Olha, não ligue pra isso, um dia você ainda vai entender tudo.

– Como? Nem minha própria mãe me dá explicações!

– CUIDADO, ABAIXE-SE! — Gritou o garoto.

Um homem grande, com capuz cobrindo o seu rosto e vestido com uma longa roupa marrom havia lançado um machado que passou poucos centímetros da cabeça de Annalú.

– O que foi isso? — perguntou ela.

– Então, é essa a hora — murmurou John — Venha, não podemos mais perder tempo, vai ficar cada vez mais perigoso.

– O quê? John, me solte, que história é essa?

– Vamos, no caminho eu te explico tudo.

John pegou um botão em seu bolso e apertou, um carro que parecia muito com uma nuvem apareceu no meio de uma fumaça branca.

– Vamos, entre! — Disse ele para Annalú.

– Eu não vou entrar nessa coisa nem a pau.

– Vai sim, se quiser continuar viva, vai. E essa coisa chama-se Ventus 10000.

– Dane-se esse treco 10000, não vou entrar, você não vai me obrigar! E como assim "continuar viva"?

– Não tenho tempo para responder suas perguntas agora, Annalú.

O menino abriu a porta do Ventus 10000, levantou a garota em seus braços e jogou-a com tudo dentro do veículo.

– Aiii! — gritou a garota — John, você perdeu a noção do perigo? Você tem noção do que você ta fazendo? Você não pode dirigir! Aonde vamos?

John acelerou o carro de uma vez, soltou a direção, pegou uma fita adesiva e colou na boca de Annalú.

– Ah... bem melhor! Não se irrite Annalú, você precisa ir para um lugar mais seguro, chegou a hora.

Ela tirou a fita adesiva da boca.

– Chegou a hora de que?

– Bem, aquelas histórias dos deuses gregos, realmente existem. Você pode até não acreditar, é normal, mas depois vai entender o que quero lhe dizer.

– Hã? Você ta doido? Vou fingir que acredito, mas, o que ser atacada por um machado tem haver com deuses gregos?

– Você é uma semideusa, filha de um deus com uma mortal, normalmente quando completam 13 anos o cheiro dos semideuses ficam mais fortes e atraem monstros. Eu sou um sátiro, da cintura para cima homem e da cintura para baixo bode, vou te levar para o lugar mais seguro para um semideus, o acampamento meio-sangue, onde você vai aprender a lhe dar... hã, com coisas daquele tipo. Sua mãe será avisada, ela vai compreender que chegou a hora.

– Deve haver algum engano, como você sabe que sou uma semideusa?

– Você estava tão distraída ao sair de casa hoje que nem percebeu o anel que apareceu em seu dedo.

Annalú olhou para os dedos, realmente havia um anel, era azul com um pequeno diamante na parte superior.

– E porque ele me abandonou? Você sabe, meu pai...

– Deuses não podem deixar seus postos e passar a vida inteira com uma família mortal. Eles realmente sentem muito, mas se eles não voltassem a atuar no lugar que devem, o mundo viraria um caos. Viver com uma família mortal atrapalharia muito.

Os dois continuaram a viagem tranquila, até que John puxou uma alavanca e o Ventus 10000 transformou-se num veículo voador.

– O SEU CARRO ESTÁ VOANDO? — Perguntou Annalú surpresa.

– Ah, está sim... Essa é uma ótima estratégia para despistar os monstros... trocando o modo de viagem. Estamos quase chegando, esteja pronta, nunca sabemos quando seremos atacados por... qualquer coisa.

– Ok! — Concordou a menina com uma voz tensa.

A viagem seguiu-se por mais 10 minutos, Annalú tinha tirado um cochilo e acordou assustada quando John disse:

– Vamos, temos que subir essa colina, rápido.

– Estou indo — falou Annalú.

– Chegamos a parte mais difícil, esteja preparada para qualquer coisa que acontecer!

Estava tudo tranquilo, até que apareceram dois gigantes.

– Mas o que é isso? Pensei que não existissem de verdade — disse Annalú.

– CORRA! SUBA A COLINA — gritou John.

– O que você está fazendo? — questionou Annalú.

– Lembra que falei que era um sátiro? Então, eu preciso correr mais rápido agora, essas calças atrapalham muito, e você, tá esperando o que garota? CORRE INFELIZ!

Annalú obedeceu, os dois estavam correndo, quando de repente, a garota tropeçou em uma pedra. O primeiro gigante tinha três braços estava se aproximando dela, o desespero tomou conta de John, o outro gigante estava perseguindo o sátiro, que teve uma ideia rápida: Avistou uma rede que provavelmente teria sido abandonada, John levou o gigante até lá e com um movimento rápido passou a rede entre as pernas do monstro que caiu com um tremor enorme no chão, o sátiro tirou uma espécie de pó de sua mochila de viagem e jogou no gigante que imediatamente desintegrou-se. John olhou para trás procurando Annalú, mas só viu o gigante de três braços. Quando escutou gritos, John levantou o olhar e viu que a menina estava voando e o seu anel havia se tornado uma espécie de Raio azul.

– JOHN, SOCORRO! — Gritou a menina.

O gigante de três braços começou a correr atrás do sátiro

– Annalú, você que vai ter que me salvar agora, joga essa droga de raio nesse gigante!

– Mas eu não te...

– AGORA! — Gritou John

A garota atirou o raio e atingiu exatamente o alvo, aos poucos Annalú foi descendo do ar, quando seus pés encontraram o chão, ela desabou. John veio correndo até ela e disse:

– Uau! Você esta bem?

– Estou sim — disse Annalú.

– Como você fez isso?

– Não sei.

– Bem, venha é melhor subirmos logo essa colina antes que outro monstrengo apareça.

CAPÍTULO 1 — ARTHUR

Estranho. Era essa palavra que sempre martelava a cabeça de Arthur Smith, era como as pessoas ao seu redor lhe chamavam, falavam de suas roupas sempre surradas, seus cabelos despenteados. Além de falaram do seu olhar: um olhar frio, negro, como quem os olhasse se perdesse na escuridão.

Mas isso não era culpa dele, cresceu assim, em uma fazenda, sem nenhum amigo, uma mãe exigente em relação às notas escolares, e um avô que sempre lhe criticava pelo seu jeito de ser, além de ser alcoólatra, além de lidar com a ausência do pai, que teria desaparecido após Arthur nascer.

Apesar de tudo, ele sempre gostava de escutar música, como as bandas de rock Black Sabbath e Motorhead. Não era lá muito humorado, mas às vezes soltava algumas piadas. Gostava muito do seu nome, lembrava o rei Arthur, que segundo a lenda foi um rei muito bondoso e corajoso que possui a poderosa espada Excalibur.

Um dia, ao voltar da escola, decidiu ir à uma lanchonete, e comer alguma coisa, e esquecer o dia ruim que se tinha passado.

Na aula de matemática, que era sua preferida, sua turma simplesmente não calava a boca, conversas e risinhos podiam ser ouvidos à distância.

– Podem calar essas malditas bocas?! – exclamou levantando-se

No mesmo instante, a sala toda começou a vaiá-lo, fazendo uma algazarra imensa. A fúria dentro dele começou a ferver, ele simplesmente, ergueu seu olhar frio e negro e virou-se para a turma.

Todos silenciaram. O olhar dele transmitia uma espécie, de desconforto, um certo medo até.

Na lanchonete, após comer uma fatia de pizza, percebeu que tinha alguns homens lhe olhando com um olhar maníaco, como se estivessem vendo um prato gigante de comida, e Arthur era esse prato. Levantou-se calmamente, e foi pedir um táxi, os homens o seguiram. Ele começou a andar mais rápido e virou em um beco sem saída.

Quando virou-se, ele viu as três figuras que antes o observavam, então ele viu algo, parecia ser alucinação mas, aqueles caras tinham apenas um olho?

– O que querem? – Arthur perguntou.

– O que queremos? Você – Disseram os três homens ao mesmo tempo.

E então suas figuras começaram a crescer, atingindo a altura de 3 metros cada um, seus corpos ficaram musculosos e surgiram garras nas mãos.

– Você é nosso agora – As criaturas falaram.

– Hum, acho melhor você pensar melhor sobre isso – disse Arthur de forma irônica.

Ele tentou correr mas os homens-besta simplesmente o empurraram, ele bateu a cabeça feio no chão.

Então Arthur começou a pensar em sua vida: "ela é ruim? Sim, mas ela é MINHA". E não deixaria essas “coisas” tirarem ela dele.

O Sangue dele começou a ferver, então virou seu olhar frio de novo em direção a aqueles monstros. Foi quando ele não acreditou no que viu.

Três esqueletos com armadura simplesmente brotaram da terra, empunhando espadas negras, e fatiaram os três homens, que começaram a se desfazer em pó, os esqueletos afundaram na terra. Arthur começou a ficar com os olhos embaçados, mas antes de desmaiar, ele ainda pode ouvir uma voz dizendo:

– Por aqui! Ele ainda está vivo, parece estar inconsciente, levem ao acampamento e cuidem dele, mas tomem cuidado, ele parece ser mais poderoso que a maioria.

Notas finais
Não percam os próximos capítulos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.