Percy Jackson - O guerreiro da escuridão
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Abri os olhos para a minha nova casa ao sentir meus pés no chão. Caos me enviou direto para a sala. Senti um cheiro de mar e, ao olhar para a janela, vi que realmente estava de frente para ele. Uma cabana à beira-mar, mas era tão grande que parecia uma mansão, e o seu tamanho e simplicidade chegavam a ser luxuosos, pelo menos essa era a impressão que eu tinha.
A sala tinha duas poltronas separadas por uma mesinha. Senti uma onda de solidão me percorrer ao pensar que não receberia ninguém para o chá. Mas, pensando bem, não tinha mesmo interesse em receber alguém. Tratei de me preparar para a minha nova vida e para a faculdade para a qual iria.
Ao me dirigir para a cozinha, notei algo estranho. As louças voavam e a comida estava sendo preparada. Corri pelos cômodos, e era como se toda a casa estivesse possuída por Hades. Vassouras varrendo a casa, minhas roupas sendo lavadas, e alguém esfregando meu pé, querendo limpar a sujeira que eu trouxera nos sapatos. Até que, na sala, sobre a escrivaninha, achei uma carta. Era de Caos, e nela dizia:
Caro Perseus,
Já deve estar notando que sua casa parece o submundo, com um monte de espíritos vagando por aí. Eles são, na verdade, criados invisíveis, além de outros... assim como foram, se você se lembrar, os da ilha de Calipso. Como eu sei que você é meio relaxado, sei que ia demorar para arrumar a casa ou lavar suas roupas, então decidi lhe enviar alguns criados para cuidar dessas coisas. Isso foi ideia de Nix, para você se lembrar um pouco de casa e da ilha de Calipso (não sei por que, rsrs), e resolvi atender a esse pedido dela. Acho que você ficará mais confortável.
Assinado: Caos
Valeu, Caos e Nix. Mas pera aí: como assim eu sou relaxado? E pera aí, ela ainda continua com essa história da ilha de Calipso? Quando eu a vir de novo, vou acabar com ela! Brinquedinho da Calipso. Até parece que a Calipso era maldosa e pervertida, assim como você, Nix.
Bem, uma coisa já estava explicada, então agora eu tenho criados invisíveis que me ajudarão durante a minha estadia aqui, e, se deu para entender, também terei alguns mortos, mas quem será?
Mal pensei nisso, quando ouço o grito:
— Percyyyyyyyyyy-Sama!!!!!!!!!! — depois disso, sou derrubado por uma Pandora animada, que pulou no meu pescoço, dizendo: — Que saudade! Sofri tanto quando te sequestraram, e, se não fosse por aqueles idiotas do Hércules e do Órion, que me prenderam, não teria deixado que te levassem ou que atrapalhassem os seus sonhos de anjinho fofinho, kawaii.
Esta é Pandora, uma serva imortal da minha madrinha Perséfone, mas, quando ela se tornou minha madrinha, ordenou a Pandora que tomasse conta de mim, como uma boa amiga — na época, ela a chamou de babá —, mas, desde aquele dia em diante, Pandora resolveu me chamar de kawaii só para me irritar, pois sabe que eu odeio isso.
— Pandora — eu disse — já falei para não me chamar de kawaii, eu odeio isso, e, além do mais, eu não sou fofinho. — É sim — ela disse. — Principalmente quando está com raiva, exceto, é claro, quando não está fazendo coisas como um baka. — Ei — eu disse — eu não sou um idiota... — mas, antes que eu terminasse a minha frase, ela me cortou, dizendo: — Não, imagina, você só é idiota quando faz coisas idiotas, ou seja, a maior parte do tempo. Eu é que não estou sendo fofinha. Se eu fosse te definir em dois estados, seria o seu lado fofinho e o seu lado idiota, já que são os dois únicos estados em que você fica, e não adianta ficar nervosinho, porque você vai ficar mais fofo assim.
Quando ia responder, ela se virou para olhar a casa e disse:
— Então essa é a casa onde vamos morar?
Quando ela falou isso, tremi e engoli em seco... Morar com ela? É sério isso, Caos? Vai me mandar morar com a Pandora? Que dor de cabeça...
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