Percy Jackson - O guerreiro da escuridão
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Pov. Percy
— É por que você acha que sou eu esse herói? Que eu saiba, ainda deveria estar no Tártaro depois do julgamento por aquele incidente. — E antes que eu percebesse ou pudesse evitar, caí em lembranças que há muito pensei que estavam perdidas:
Flashback On
Estava debaixo da árvore de Thalia fazendo a ronda em volta do acampamento, que, depois da guerra contra Gaia, juntou gregos e romanos, formando assim o Acampamento Sangue-Olimpiano, junto com Reyna, Hazel, Nico e Frank, quando vejo um menino sendo perseguido pelo Minotauro. Imediatamente entro em ação, saco Contracorrente e saio em auxílio do menino, atacando o meu velho "amigo" chifrudo, permitindo assim que o garoto chegasse ao acampamento em segurança. Ao acabar com o Minotauro, fui ver se ele estava bem, mas, ao chegar lá, percebo que ele estava se vangloriando de ter matado o Minotauro sozinho. Fiquei indignado, mas não falei nada. Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que ele, Mark, era nada mais, nada menos do que filho de Poseidon, ou seja, meu meio-irmão. Mas, mesmo assim, não liguei, pois tinha mais coisas para resolver, já que, com a união dos acampamentos, algumas alterações ocorreram, como, por exemplo, os pretores de Nova Roma continuarem sendo os líderes do lado romano, sendo eles Reyna, que por acaso está namorando o Nico (longa história), e Frank, que continua com a Hazel. Os gregos também nomearam seus líderes.
Jason está com Piper, e o Leo está namorando a Calipso (outra longa história). Para que não houvesse mais brigas entre os lados, resolveram eleger um líder geral, como se fosse o pretor sênior de todo o acampamento, mas disseram que deveria ser um herói tanto grego quanto romano, e, no final, por votação, eu fui escolhido para ser esse líder. Tentei recusar, dizendo que eu não era a melhor escolha, mas não adiantou. Levantaram-me em um escudo e me declararam pretor sênior do acampamento. Por isso, tinha muito mais responsabilidades, o que, segundo a minha sabidinha, vai ser bom para mim, pois vou deixar de ser cabeça de alga (dá para acreditar que ela disse isso de mim?). Então, como eu disse, não tinha tempo para ficar desmentindo o meu "meio-irmão".
Depois de algumas semanas, eu estava procurando a Annabeth, pois queria falar com ela, já que fazia um tempo que não a via e achava que ela estava me evitando. Dessa vez eu iria surpreendê-la, pois a pediria em casamento. Como não a encontrei, pedi uma informação ao Quíron, que me disse que a tinha visto entrar na floresta. Fui correndo atrás dela para ver se tinha acontecido alguma coisa, e, quando a encontrei, vi que estava acontecendo algo — algo que eu não queria ter visto. Lá no meio da floresta estava a Annabeth, sem roupa e de quatro, com o meu "meio-irmão" Mark literalmente a possuindo, e, pelo jeito, a brincadeira estava boa, já que estavam gemendo tanto que nem perceberam a minha presença.
— Acho que o Percy está ficando desconfiado. — disse a Annie. — Duvido que aquele cabeça de alga desconfie de algo. — Mark desdenhou. — Isso é o que você pensa, Mark. — digo, saindo de trás dos arbustos que me escondiam.
Annie me olha desesperada e diz:
— Percy, não é nada disso que você está pensando. — Ah, não, Annie? — respondo, com a voz mais ríspida e fria que consegui naquela situação. — O que eu deveria pensar quando vejo a minha namorada, ou melhor, a minha ex-namorada, nua, de quatro, com o meu "meio-irmão"? — Disse aquelas palavras como se fossem o pior insulto que existe, e já virei para ir embora, mas parei quando a Annie falou: — Você está certo. O Mark é muito melhor do que você. Ele é que deveria ser o líder do acampamento. Ele é perfeito, ao contrário de você, que não é nada. Só fiquei com você porque era famoso, mas agora que os seus quinze minutos de fama acabaram, você não é nada.
Nisso, o meu sangue ferveu. Não acreditava que ela tinha dito aquilo para mim, mas não pude fazer nada. Estava arrasado, pois a única pessoa que eu amava não era quem eu pensava. Nisso, virei-me para o fundo da floresta para correr, até que o Mark gritou, para que eu pudesse escutar:
— No início ela era realmente apertada, mas agora está larga, ou, como preferir, arrombada.
Depois disso, perdi a paciência, e os meus poderes começaram a sair do meu controle. O chão começou a tremer com um terremoto que seria violento, mas, antes que algo de ruim acontecesse, vi que o acampamento seria afetado, e eu não poderia fazer isso com eles, pois eles não tinham nada a ver com a história. Então corri para o mais fundo da floresta, onde ninguém ousava ir, e lá despertei a minha fúria, uma fúria tão grande que nenhum monstro ousou chegar perto de mim, e aqueles que eram corajosos, ou burros o suficiente para fazerem isso, foram desintegrados na hora.
Sabia que não poderia continuar no acampamento, pois aquele não era mais o meu lugar. Eu tinha que fugir dali, e só havia um único lugar para onde eu pudesse ir, já que minha mãe morreu na guerra contra Gaia. Eu iria para o palácio do meu pai.
Ao sair da floresta, percebi que a minha fúria fora maior do que eu pensava, já que, mesmo de tão longe de onde eu estava, ela atingiu o acampamento. Havia chalés e cortes rachados, fontes quebradas, entre outras coisas, mas, por sorte, nenhum semideus ferido. Logo corri para o meu chalé, peguei minhas roupas e uma mochila e fui para o mar, para o palácio do meu pai.
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