Percy Jackson - O guerreiro da escuridão
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Pov. Percy
Fui para o palácio do meu pai...
Ao chegar lá, por sorte, não fui visto por ninguém, então resolvi ir direto à sala do trono, onde certamente meu pai estaria, e, ao chegar lá, vi meu pai conversando com Anfitrite:
— Não quero aquele bastardo perto do Tritão — dizia Anfitrite. — Não se preocupe, meu amor, não deixarei o Perseus chegar perto do nosso filho. — disse meu pai. — Acho melhor mesmo, ele pode ser uma má influência para ele, mas, se quiser trazer o Mark, tenho certeza de que ele o adorará. — disse Anfitrite. — Claro, amor, irei trazê-lo sim. — disse meu pai.
(Pera aí, desde quando um semideus pode ser uma má influência para um deus, e desde quando Anfitrite gosta do Mark e o aceita, além de o meu pai concordar com ela?)
Ao ouvir aquilo, meu coração terminou de se despedaçar, pois vi as únicas pessoas que eu achei que realmente me amavam me traírem. Então só sobrava um lugar para onde eu pudesse ir, um lugar de onde não haveria mais volta, mas, pelo menos, isso faria alguém feliz, mesmo que fossem as pessoas que me traíram.
Saí do reino do meu pai perto de Los Angeles e fui direto para o estúdio MAC — Morto Ao Chegar — e encontrei novamente com Caronte:
— O que veio fazer aqui, semideus? — perguntou Caronte. — Vim falar com o meu tio Hades — respondi na mesma hora. — Suma daqui se quiser viver, o mestre Hades não está bem, e é capaz de você não voltar com vida — retrucou Caronte. — E quem disse que eu pretendo voltar? — respondi secamente, desviando o olhar. — Como assim, garoto? — perguntou-me Caronte com espanto. — Não é da sua conta, só me leve ao reino do meu tio — explodi com o barqueiro, que recuou assustado ao ver o chão tremer com minha raiva. — A escolha é sua — disse-me, antes de me levar pelo Estige para o reino do meu tio.
Ao chegar à outra margem do rio Estige, desembarquei e já vi a senhora Dots me esperando, e, ao me ver, ela me agarrou pelos ombros, levantando voo e dizendo:
— O mestre Hades está à sua espera.
Não resisti, deixando-me levar para o castelo do meu tio, de onde sabia que não retornaria mais... Pelo menos era o que eu achava...
Ao chegar ao palácio, fui direto para a sala do trono, onde vi meu tio Hades conversando com Hera, e, ao perceberem a minha presença, pararam. Ajoelhei-me e disse:
— Lorde Hades, Lady Hera, peço desculpas por interromper a vossa reunião. Esperarei no outro cômodo até que possa ser chamado. — Dito isso, retirei-me para o aposento ao lado, para não atrapalhar a reunião, e esperei a minha vez de conversar com o meu tio.
Pov. Hades
Estava discutindo com minha irmã Hera, pois ela não queria que eu realizasse o desejo de Perseus, que eu ainda não sabia do que se tratava, quando fomos interrompidos pelo próprio Perseus que, ao perceber-nos, se ajoelhou e disse:
— Lorde Hades, Lady Hera, peço desculpas por interromper a vossa reunião. Esperarei no outro cômodo até que possa ser chamado. — Dito isso, retirou-se para o aposento ao lado. — Por favor, irmão, eu lhe peço, não realize o desejo de Perseus — disse-me Hera. — O que ele poderia me pedir? O retorno de sua mãe ao mundo dos vivos? Isso é impossível. — respondi a ela. — Ele sabe disso, irmão, e não foi isso que ele veio lhe pedir — disse-me Hera. — Eu venho o acompanhando desde o incidente com a filha de Atena, e sei o que ele vai pedir, e por isso lhe imploro que não o faça.
Hera me assustou com esse pedido, pois não costumava mostrar interesse por nenhum semideus, mas começou a mudar quando Perseus lhe pediu desculpas depois da guerra contra Gaia. Mas, mesmo assim, nunca a tinha visto se intrometer como estava fazendo agora.
— Irei chamá-lo, Hera, e peço a você que fique, e, dependendo do pedido que o garoto me fizer, verei se levo o seu pedido adiante.
Pov. Perseus
Um pouco depois de ir para o aposento ao lado do salão do trono do meu tio, fui chamado por ele para comparecer à sua presença.
Ao entrar no salão, novamente me ajoelho diante das divindades à minha frente e espero que o meu tio comece a falar.
— Levante-se, Perseus — me levantei — e me diga o que lhe traz aqui ao meu reino sem a minha permissão.
Vi que, por algum motivo, Lady Hera ficou tensa, mas, rapidamente, tratou de disfarçar, tanto que achei que tinha inventado tudo. Simplesmente ignorei e olhei para o meu tio para responder à sua pergunta:
— Tio, venho humildemente à sua presença para fazer-lhe um pedido. — disse-lhe, e percebi que ele ficou surpreso e olhou de lado para Hera antes de falar: — Um pedido? — Sim — respondi-lhe — um pedido que certamente o agradará e, quem sabe, também agradará a Lady Hera.
Agora, sim, ficou visível a tensão de Lady Hera, como se soubesse o que eu ia pedir e discordasse plenamente disso, mas, mais uma vez, eu ignorei, por achar que aquilo seria coisa da minha imaginação, e esperei pela resposta do meu tio.
— E que pedido seria esse, Perseus? — perguntou Hades.
Olho no fundo dos olhos ônix do meu tio antes de responder:
— Eu lhe peço que me mate...
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