Notas iniciais
Guardem as facas, pessoal. Eu sei que demorei! É que as minhas aulas já começaram e eu to muito ocupada -.- Obrigada a Vitoria Christine pela recomendação! Me deixou muito animada *-*
E eu deve dizer que...A FIC VAI TER CONTINUAÇÃO SIM! O/ Mas eu ainda não me decidi se vai ser a opção 1 ou a opção 2 que vocês escolheram. Se me derem ideias isso pode ficar mais certo ;)
Aproveitem!

PoV Percy

Nunca queira ser atingido por um espinho de mantícore. A dor é quase insuportável. Começava pelo lugar da ferida e se espalhava devagar pelo resto do corpo, fazendo me sentir como se estivesse sendo queimado. E eu nem ao menos poderia mostrar que estava sentindo dor, não, isso faria Katniss se sentir pior. E ela se sentindo mal é a última coisa que eu quero ver antes de, provavelmente, morrer.

À noite eu mal consegui dormir por causa do machucado e dos pensamentos. Eu estaria morto, mas não poderia proteger Katniss. Clove, Cato e Thresh são adversários perigosos para ela. Não que ela seja fraca, não, essa seria a última palavra para descrever ela. Mas eu não posso imaginar ela, tão pequena, lutando contra eles. Esse é um dos principais motivos para eu estar aqui na arena, para cuidar da Garota em Chamas.

O dia amanheceu e eu continuava acordado. Catnip se levantou e me obrigou a comer de novo. Eu afastava tudo com uma careta fazendo ela se irritar. Pra quem não sabe, quando ela está irritada fica vermelha, semicerra os olhos e começa a resmungar ameaças. Em outras palavras: fica mais linda ainda.

Você fica fofa quando está irritada, sabia? falei com um sorriso.

Fofa? Me chamou de gorda? ela me encarou mais irritada ainda.

Não é isso. comecei a rir é que você fica engraçada e bonita ao mesmo tempo, e pra abreviar chamamos pessoas assim de fofas.

Ela olhou pra mim como se estivesse confirmando que eu estava realmente machucado e se ela pudesse me bater. Esse é o problema da Katniss, parece que está sob uma TPM permanente. (N/A: Homenagem às minhas professoras que sofrem com o mesmo problema)

O dia ia se arrastando lentamente enquanto eu ficava preso naquela caverna. E para alguém com hiperatividade isso é uma verdadeira tortura. Fiquei batucando os dedos no chão até Kat se sentar ao meu lado e dizer:

Como era a América?

Por que quer saber isso?

Ela deu de ombros e respondeu:

Fiquei curiosa para saber como era o nosso país em outros tempos.

Bem, os Estados Unidos eram parecidos com a Capital de certa forma. Cheio de prédios altos e imponentes. Tínhamos livre acesso para os outros estados, na sua língua os distritos, e cada um regia suas próprias leis. Nada demais.

Ela assentiu pensativa e disse:

Acha que poderei ver algo parecido com isso um dia?

Claro que sim! Dê-me um ano, ou dois. E logo você poderá conhecer a América. em outras palavras: é só eu derrotar Gaia para tudo voltar ao normal. Sabe como é, coisa de rotina.

Ela sorriu e me deu um bejo na bochecha. Quando voltou a olhar pra mim sua testa estava franzida e parecia preocupada.

Está queimando em febre, D4 ela disse pondo a mão em minha testa Por que não me falou?

E eu percebi por acaso? falei repetindo seu movimento. Legal, dava pra fritar um ovo na minha cabeça.

Ela procurou a caixa de primeiros-socorros em uma das mochilas e retirou de lá alguns comprimidos e a garrafa de água.

Tome isso, pode baixar a febre. — ela disse colocando os comprimidos na minha boca e me dando água.

Não sou um bebê, Katniss. Sei me virar sozinho. falei pegando a garrafa da mão dela.

E você acha que eu vou ouvir sua opinião? Coitadinho, está doente mesmo. ela falou inocentemente.

O sol já estava se pondo quando as trombetas tocaram e a voz de Caesar Flickerman ecoou na arena. Ele parabenizou os tributos por serem os finalistas e outras coisas. De acordo com o que eu descobri iriam entrevistar os parentes e amigos dos participantes em seu distrito. Ótimo, espero que Hera trabalhe com a névoa agora. Mais uma coisa, ele está nos convidando para um banquete, uma forma de reunir os tributos para uma luta. Mesmo se estivesse nas minhas melhores condições não aceitaria, estamos com bastante comida, não precisamos arriscar o pescoço por algo assim. Mas, como se estivesse lendo a minha mente, Caesar continua:

Mas esperem, isso não é um banquete qualquer! Cada um de vocês precisa de algo com urgência, neste evento podem conseguir. Se encontrem no campo da Cornucópia ao amanhecer. Pode ser sua última esperança.

Assim que ele acabou tudo ficou em um silêncio incômodo. Eu precisava de um remédio forte. Não, remédios são ineficazes na minha situação. Preciso de néctar ou ambrosia. Provavelmente Hera acharia uma forma de mandar isso para a Arena. Olho para Katniss, adivinhando seu pensamento.

Nem pense nisso. falei automaticamente.

PoV Katniss

Depois do anúncio minha mente começou trabalhar a mil. Eu tinha chances de salvar Percy afinal, eu só precisava me aventurar naquele banquete. Antes mesmo de eu formular um pensamento fixo Percy falou:

Nem pense nisso.

Pisquei algumas vezes e disse em tom despreocupado:

O que? Estava achando que eu iria no banquete? Humpf, capaz...

Peguei uma maçã na mochila e comecei a comer. Ao voltar o olhar pra ele, falou:

Katniss você mente muito mal mesmo.

Bufei e deixei a maçã de lado.

Muito bem, você venceu. Eu vou ao banquete sim e não há nada que vá me impedir.

Mas não vai mesmo! Não vou deixar que se arrisque por mim.

Você está morrendo, Jackson! Não posso ficar aqui de braços cruzados vendo você ir embora aos poucos, ainda mais com uma oportunidade como essa.

Você prometeu, Katniss! Prometeu que não iria se arriscar por mim. Eu não vou deixar você fazer isso.

Ele continuaria falando se não fosse um acesso de tosse repentino. A tosse era rouca e longa, e eu juro que vi gotas de sangue caírem na sua mão antes de ele a esfregar no casaco e pegar o cantil de água.

Está vendo? A dor só vai piorar se eu não fizer alguma coisa, Percy. Eu tenho que ir lá!

Não, não vai! Não posso me arriscar a te perder ou te ver machucada, Kat. A dor seria pior que a morte.

E como você acha que eu me sentiria se você morresse? gritei enfezada Você foi uma das melhores pessoas que eu já conheci na face da Terra, Percy Jackson. Me sentiria um monstro se não tentasse mais nada para te ajudar.

Certo, vamos supor que você saia daqui em direção ao banquete. Eu poderia muito bem te seguir, me arrastando claro. Obviamente não resistiria muito tempo por causa da dor, isso se um tributo ou até um animal me achasse antes. O que me diz: quer sacrificar a vida por mim mesmo sabendo que eu vou morrer, ou ficar aqui comigo nos meus últimos momentos me proporcionando um final feliz?

Quanto drama murmurei irritada.

Pensei nas possibilidades. Infelizmente não me restou outra alternativa a não ser desejar que os próximos dois dias nunca cheguem.

Bufei e falei:

Tudo bem.

Tudo bem o que?

Tudo bem que eu não vou para o banquete. Pronto, está feliz? falei emburrada.

Ele me olhou de cima a baixo e falou:

Prometa para mim.

Eu já não prometi isso?

Prometa novamente.

Me lembrei das aulas de história sobre a Grécia, onde eles costumavam jurar pelo rio Estige algo de tamanha importância. Me perguntei se ele se lembrava disso ou apenas acha que não é necessário. Encolhi os ombros mentalmente e falei:

Prometo não ir ao banquete ou me arriscar por você. Como está agora?

Digamos que um pouco mais calmo, Kat. Apenas isso.

Respirei fundo e falei ao me levantar:

Vou arranjar o nosso jantar.

Ele não se opôs, provavelmente pelo fato de que sabia que eu não iria a uma luta sem a minha aljava e flechas. No momento em que saí da caverna vi um pára-quedas prateado descendo lentamente. Ainda no ar agarrei o pacote e o desamarrei com os dedos trêmulos. Não podia ser, será que era o remédio para Percy? O plástico revelou um pequeno frasco que cabia na palma da minha mão. Abri a tampa e senti o cheiro familiar e inebriante de xarope. Contém uma grande quantidade de sonífero na fórmula. Costumamos usar isso no distrito 12 para apagar os pacientes que estão sentindo muita dor e precisam levar pontos. Uma dose como essa deixaria alguém desacordado por um dia inteiro... Então eu me dou conta do porquê desse presente, e tudo que eu posso fazer é evitar gritar Obrigada, Haymitch como uma louca.

Procuro nas redondezas algo com que mistura o xarope, logo me deparo com algumas amoras de Rue que são doces o suficientes para esconder o gosto. Moí elas formando uma espécie de geléia e adicionei o xarope.

É bom que ele seja lerdo... murmurei voltando para a caverna (N/A: Nem precisa se preocupar muito, né gente?)

Quando entrei ele estava cochilando um pouco. Toquei sua testa e constatei o que eu menos queria: um aumento na febre. Com este simples movimento ele acordou alerta. Ergui a tigela com a mistura e falei:

Hoje temos sobremesa.

Ele provou uma colherada e franziu o cenho.

Tão doce assim?

Sim, é uma espécie de amora boa para fazer geléias. falei fazendo ele engolir mais um pouco.

O gosto é um pouco familiar.

Jura? outra porção.

Sim, conheço o gosto de algum lugar. só mais um pouco...

Tem certeza? o efeito não tardaria, só mais um pouco.

É, parece com soní... ele se deu conta e arregalou os olhos. Coloquei a mão em sua boca obrigando-o a engolir a última dose. Em segundos ele fechou os olhos e tombou na parede de pedra.

Deixei o pote de lado me sentindo um pouco culpada. Retirei uma mecha de cabelo dos seus olhos e murmurei:

Ai, D4. Deveria ter me pedido para jurar pelo Estige.

Arrumei tudo que eu precisava, me preocupando em deixar água e comida pra ele caso eu não retornasse. Lhe dei um pequeno beijo, captando alguns resquícios doces das amoras, e não pude evitar as lágrimas rebeldes que desciam sem aviso. Seria bom para a audiência.

Saí na noite fria com um único objetivo em mente: voltar viva e salvar Percy Jackson.

***

(N/A: Eu odeio fazer aqueles capítulos ctrl v + ctrl c e, como todos sabem o que acontece eu não preciso dizer de novo. Então considerem que já houve o banquete, certo?)

***

Eu ainda corria nervosa, lutando para parar o sangue que escorria para o meu olho. A minha mão estava apertada em volta da pequena bolsa, com os nós dos dedos ficando brancos pela força. Repassando os fatos: Quase fui morta por Clove; ela está morta; Thresh me salvou; Cato está ainda mais irado com o distrito 12. Quer saber? Não me importo com isso no momento. Eu só tenho que chegar na caverna e medicar Percy.

Entro na estrutura de pedra afobada e tropeçando. Ele ainda está dormindo, porém está mais pálido e frio. Coloco uma mão em seu pescoço e fico aliviada ao perceber que o coração ainda está batendo.

Abro o pacote rapidamente e encontro uma pequena garrafa de vidro com um líquido semelhante a leite como conteúdo. Abri a tampa tremendo e coloquei a garrafa na boca dele. Em alguns segundos a cor foi voltando ao seu rosto, e todas as feridas cicatrizando-se. Me afastei e fiquei de joelhos. Minha visão estava turva e a única coisa que eu vi antes de desmaiar foi os olhos verdes de Percy se abrindo.

Notas finais
Gostaram?
Quero ideias para a segunda temporada! Alguns leitores já me deram e eu amei todas!
Quem quer mousse de maracujá?
Bjux!!